A Maioria de Esquerda e o futuro

O trabalho a realizar pela Esquerda nesta legislatura não deve limitar-se a reverter as políticas com que a Direita destruiu o país. A Esquerda deve assegurar que uma tal experiência política e social jamais se repetirá, criando as bases de uma sociedade mais justa e mais esclarecida, e mais protegida, política e juridicamente, dos ataques que, certamente, sofrerá no futuro.
É verdade que não é uma tarefa fácil, mas, para a cumprir com sucesso, é necessário compreender que o mal que foi feito ao país não admite respostas dúbias, abstenções violentas, ou outras posições políticas que não sejam o testemunho de uma firme determinação em marcar um tempo novo e irreversível.

O Presidente da República

O comportamento do Presidente da República vai mudar quando atingir o seu primeiro objectivo estratégico: mudar a liderança do PSD.

A propósito do mais recente êxito do liberalismo pró-subsídio(-dependente)

Já tem uns dias, mas é tão certeiro que dói:

A conclusão de Marques Mendes é simples: as escolas privadas são por natureza melhores (“não é por acaso que nos rankings as escolas públicas vêm todas cá para baixo”) e o corte do financiamento público deixará o acesso à melhor educação apenas ao alcance dos ricos. Se a referência aos rankings reduz ao absurdo a defesa do indefensável, o exemplo escolhido prova a falácia do argumento. É que o Agrupamento de Escolas de Paços de Brandão recebeu em 2015, pela mão do ex-ministro Nuno Crato, um crédito de horas “pela eficácia educativa” e “redução do abandono escolar”. Foi mesmo, de entre todos os agrupamentos do país, um dos oito que receberam a distinção máxima.

Marques Mentes“, de Mariana Mortágua (JN). O resto está aqui.

JHS

Não andaremos muito longe da verdade se dissermos que o Ministério da Educação é o mais importante de todos.A polémica artificial que rodeia as opções deste ministro resulta do elevado mérito dessas mesmas opções e de uma leitura correcta que faz das funções do Estado e das suas obrigações para com todos.

Isto não quer dizer que sejam dispensáveis os contributos de algumas estruturas e ordens da sociedade civil e eclesiástica, entre as quais está quem, ao longo de séculos, ofereceu inestimáveis contributos para a construção da própria civilização que hoje temos. Refiro-me particularmente à Companhia de Jesus, a única organização eclesiástica do mundo que tem dois Papas em exercício. O que é assinalável.

Era isso mesmo que diriam

UE

Daniel Oliveira (via Facebook)

Enquanto, em vez de sanções, vierem conselhos e ameaças durmo muito bem. Até acontecer alguma coisa vamos acompanhando a gestão política que, em Bruxelas, se faz de regras elásticas e ouvindo José Gomes Ferreira a explicar, com algum desalento, que não é desta mas será da próxima. Pode ser que aconteça. Basta que politicamente seja vantajoso para alguém com poder junto da Comissão e que não signifique, para as componentes europeias da troika, assumir que as suas intervenções foram um falhanço. Sanções agora, era isso mesmo que diriam. Há que esperar para poder contar outra história.

Da Ignorância 

O difícil não é adquirir Conhecimento.O nosso mundo é uma fonte inesgotável dele e não há mérito particular em capturá-lo para logo o exibir ou colocar em acção por via pragmática, confirmando a eficácia do jogo de espelhos que elabora o panóptico invertido, virado para dentro, multiplicador do Mesmo.

O difícil é adquirir Ignorância.

Isso, sim. Isso é difícil, porque é aí que está o que importa.