O Ensino e a Constituição da República

Cumpre ao Estado, nos termos da Constituição da República, assegurar a criação de uma rede de estabelecimentos públicos de ensino que cubra as necessidades de toda a população.
Nos termos da mesma Constituição, não cumpre ao Estado financiar o ensino particular, cuja criação é um direito dos particulares e uma consequente responsabilidade. O Estado assegurará, exclusivamente, nos termos constitucionais, o seu reconhecimento e a sua fiscalização, nos termos da lei.

Se durante mais de quatro anos, que foi o tempo que durou o calvário governativo anterior, a Constituição da República foi um empecilho e um inimigo, é tempo de lhe reabilitar a dignidade e de lhe voltar a conferir o estatuto de matriz jurídica do nosso Estado de Direito Democrático.

Contratos de associação: informação

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Entrevista de ontem da Secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, à TVI. Absolutamente esclarecedora, a colocar os assuntos sem margem para nenhuma dúvida. Esta é provavelmente a melhor Secretária de Estado da Educação das últimas dezenas de anos. Muito bem!

 

“Eu é que escolho”. E quem é que paga?

No princípio do verão de 1987, o meu pai chegou a casa com uma indicação de agenda, para uma tarde na Associação da Moita do Boi. Constava que deixaria de haver transporte para a escola da Guia,  transformada em C+S depois do 25 de Abril, antigo externato privado. Além disso, estava a nascer no Louriçal “um colégio novo” – que oferecia transporte, claro – e um dos sócios dispusera-se a explicar, detalhadamente, a cada família, o projecto no seu todo. Lá fomos. Nunca me esquecerei da imagem de António Calvete, à época rapaz de sub-30, camisa e calça de ganga, sapatilhas, óculos redondos e olhar certeiro. Estava sentado sozinho, numa mesa ao cimo daquele salão de baile. Falava pausadamente, discurso estudado e fluente, abusava da bengala de linguagem “no fundo”, e no fundo eu sabia que de pouco adiantava dizer ao meu pai que não queria estudar no Louriçal, que ninguém queria passar os dias na vila, que vivia há anos na sombra do foral manuelino e do convento, mais o mercado ao domingo. Estava escrito nas estrelas, e lá fui, meses depois, para o primeiro 9º ano da vida do Instituto D. João V: 300 pessoas ao todo, entre alunos, funcionários e professores. 50 professores. A nata da nata que havia em Pombal e Figueira da Foz.
Naqueles primeiros tempos da escola fomos todos muito felizes. [Read more…]

Regresso em grande…

Aí está o muito aguardado álbum da banda de Thom Yorke… Para aqueles que como eu sabe a pouco ouvir uma música dos Radiohead, podem clicar aqui

Quiosque Regional, #5, Região de Cister

quiosque regional 005 região de cisterRegião de Cister
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Pedro Passos Coelho volta a mentir ao país

O presidente do PSD Pedro Passos Coelho no XXIV Congresso da JSD, 1 maio 2016, em Batalha. PAULO CUNHA/LUSA

Ou este sujeito não aprende, ou toma-nos a todos por abanadores de bandeiras com meio neurónio. Não haverá um assessor com dois dedos de testa que lhe explique que a acção e as declarações de um ex-primeiro-ministro são exaustivamente registadas?

Em declarações à imprensa sobre a inauguração do Túnel do Marão, Pedro Passos Coelho afirmou, ipsis verbis, o seguinte:

Mesmo que eu fosse primeiro-ministro, coisa que hoje não sou, e a obra fosse inaugurada amanhã, eu não estaria lá. Porque nunca estive em nenhuma obra de inauguração enquanto fui primeiro-ministro, nem de estradas, nem de autoestradas, nem de pontes, nem de coisa nenhuma.

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