Outro a cavalgar a onda do populismo


O Passos Coelho de 2017 insurge-se contra a possibilidade  de “qualquer um viver em Portugal”, só precisando de ter um contrato de trabalho à espera. Já o Passos Coelho de 2014 não via problema algum em qualquer estrangeiro vir viver para Portugal desde que cá comprasse uma casa de 500 mil euros.

Os Vistos Gold foram a mercantilização da cidadania portuguesa, sem perguntar de onde vinha esse dinheiro e tendo como bonus o acesso ao espaço Schengen a preços de saldo. Mas agora que está na oposição, Passos Coelho tem pruridos por alguém vir trabalhar em Portugal e ter, por isso, uma autorização de residência.

O caminho parece traçado. Primeiro, não se demarcou do xenófobo de Loures, como até manteve o apoio ao candidato André Ventura. Agora, o próprio fez o discurso anti-emigrante, apesar de ter convidado os portugueses a emigrarem, perdão, a saírem da sua zona de conforto. A seguir só falta falar dos empregos roubados pelos estrangeiros para estarmos perante um filme já visto.

Comments

  1. JgMenos says:

    «a mercantilização da cidadania portuguesa» – como bem sabe, os vistos gold não concedem direitos de cidadania.

    Quanto ao mais, é mais uma dose de corretês político!
    Uma qualquer sociedade ‘na hora’ vende uma promessa de emprego e teremos a miséria do mundo a abastecer-se num estado social falido!
    Haja maneiras de evitar imbecilidades!

    • Rui Naldinho says:

      Depende! Se for o Senhor Patrick Drahi, até é capaz até de ter direito a ser candidato presidencial, cá na terra. O Franco – Israelita – Português, nasicido em Casablanca, oriundo de uma família judia, parece que comprou três passaportes no Continente, num dia de promoções.
      Mas há mais por aí. Ele não é o único.

  2. Rui Naldinho says:

    Passos Coelho nunca entrará pelos caminhos de André Ventura, mesmo que possa ter uma opinião similar à do candidato do PSD, a Loures.
    Ele andará sempre com aquele discurso meio Macron(izado), de que a emigração é boa se trouxer valor acrescentado ao País. Para um liberal, valor acrescentado é muita nota, dinheiro a rodos. A origem não interessa. Isso vê-se depois. E já agora, muito investimento em sectores que diminuam rapidamente o desemprego, mesmo que de forma conjuntural, como é presente momento. Para um liberal, a imigração, vulgo mão de obra estrangeira, só é boa, se em determinada conjuntura económica ela for mesmo imprescindível, quanto mais não seja para evitar um agravamento dos custos do trabalho/hora, por exemplo com subidas de salários ou horas extra.
    A sua raiva atual, prende-se mais com o facto de não ser ele a desfrutar desse evento. O crescimento económico e a diminuição da Taxa de Desemprego.
    E isso “dói” e muito, no ego de Pedro P. Coelho. Mesmo depois de ele ter ajudado a despachar cerca de meio milhão de portugueses em quatro anos e meio, para fora do país, e ter ajudado à falência de muita pequena e média empresa. De ter desregulado a legislação laboral de Bagão Félix, esse perigoso esquerdalho, mandando para o desemprego mais uns quantos.
    O onda que Pedro vai surfar este Verão são os incêndios. E infelizmente para o País, vamos ficar mesmo muito chamuscados.
    Que ao menos a fatídica tragédia sirva para que os portugueses se lembrem, de uma vez por todas, de como o Centrão sempre nos lixou com as suas negociatas e decisões cirúrgicas para favorecer certos lobies.
    Só isso, já diminuiria a angústia de ver um país ardido.

  3. :) :) :) says:

    O onda que Pedro vai surfar este Verão são os incêndios.

    Não senhor! Ele anda a surfar a onda incendiária desde o grande incêndio de Pedrogão mais os suicídios que lhe davam muito jeito para as sondagens das autárquicas… Quer aumentar a % das sondagens queimado Portugal… Haverá poucos (Filhos da Pátria) como ele.
    Este retorna de 2ª geração só tem feito a vida negra aos portugas. Bem dizia Natália Correia …

    Digo eu que sou um portuga que está de saída….

  4. JgMenos says:

    Cavalgar a onda do Portugal dos coitadinhos de cá e dos arredores é que é muito de esquerda!

  5. :) :) :) says:

    Este Menos é um atrasado mental .
    Por isso nem merece umas dicas que é o que ele quer para se masturbar lá na direita.

  6. JgMenos says:

    Pastores treteiros com o choradinho dos refugiados e dos migrantes, coitadinhos, e logo a seguir olham para o lado a ver se o Estado rouba o vizinho.

  7. É isso. O PNR vai perder votos para o PSD.

  8. Paulo Só says:

    P Coelho tem futuro como político na América Latina. Se faltar inspiração ou dinheiro ver aqui: https://theintercept.com/2017/08/11/esfera-de-influencia-como-os-libertarios-americanos-estao-reinventando-a-politica-latino-americana/

    Mas ele já deve conhecer…

    P.

  9. JgMenos says:

    Passos Coelho é muleta em todo o discurso da esquedalhada.
    Uma espécie de santo e senha de reconhecimento de seita.

    • Paulo Só says:

      Bom dia, então? Estava a sentir a minha falta? Como vai? tem comido muitos ovos? E as galinhas? O que o sistema vai fazer às galinhas? Sim porque se os ovos do liberalismo estão contaminados, então e as galinhas? O que me diz da Coreia? O seu amigo Trump continua a dar presentes ao Kim e ao Maduro. Não é mesmo? É um rapaz com futuro. Nós é que não temos futuro. E os espermatozoides? Agora é que vão os últimos, não é mesmo? Já lançou bastante plástico ao mar hoje? Faz parte do seu sistema, não esqueça da suas obrigações.

    • Passos Coelho tem sido o melhor seguro de vida da Geringonça, é verdade. Mas não é menos verdade que poucos vira-casacas conseguem dizer uma coisa e o seu oposto em curto espaço de tempo, tal como em campanha eleitoral e logo depois de eleito; ou estar na oposição a apelar ao contrário do que fez durante 4.5 anos. Até qualquer direitola consegue ver que o zombie que deambula na oposição não vai a lado algum. Chegamos a isto, ter que escolher em que mal menor se vai bater.

  10. A frase que Pedro Passos Coelho disse no Pontal – ainda por cima errada, ou seja, o que disse não corresponde à lei – podia naturalmente ter sido produzida pelo candidato xenófobo do PSD à Câmara de Loures que, aliás, vem agora bater palmas a Passos Coelho. Recorde-se que depois das declarações de Ventura sobre a comunidade cigana, o CDS distanciou-se do candidato, mas o PSD não. “O que é que vai acontecer ao país seguro que temos sido se esta nova forma de ver a possibilidade de qualquer um residir em Portugal se mantiver?” Esta frase de Passos sobre o “qualquer um” é um corte epistemológico. O PSD venturizou-se?

    Ana Sá Lopes, https://ionline.sapo.pt/576305

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