Verão


Termas do Bicanho. Foto: jmc

O Major Valentim de Gaia

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Propaganda eleitoral paga (patrocinada) com “o dinheiro do povo”, expressão que o autarca em causa, Vítor Rodrigues, usa com demagogia despudorada.
A desfaçatez com que isto se faz, nas barbas dos cidadãos e com total desrespeito pelas regras básicas da decência democrática e da boa gestão da coisa pública, apenas confirma, a quem dúvidas ainda tivesse, que cresce em Gaia um movimento populista que irá fazer resvalar a cidade, cívica e politicamente, para um modelo sul-americano de exercício do poder.

À atenção do Tribunal de Contas, da Inspecção Geral das Finanças e da Comissão Nacional de Eleições.

Espécies

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Os telejornais, arautos de tudo o que se passa de importante, informaram: apareceram moscas na Herdade da Comporta! Os habitantes e os turistas, dizem, estão indignados.

Tomando chá com as suas amigas à sombra do alpendre da sua luxuosa vivenda, a Tia Batata sacudia, desesperada, umas moscas que tinham ousado poisar na mesa. Depois de sublinhar que poucas das tragédias que atingem a humanidade se podem comparar a uma praga de moscas, a Tia, enxotando a última mosca, bradava, virada para as suas companheiras, de anelado dedo em riste apontando aqueles insectos daninhos:
– “Seres horrorosos! Porque criou Deus bichos tão inúteis e repugnantes”?!

A mosca, pousada numa viga do tecto, afagava as asas com as patas e, fixando os seus caleidoscópicos olhos nas humanas que se sentavam à mesa, bradava, apontando-as às suas companheiras com a primeira pata anterior direita:
– “Serezz horrorosozzzz! Porque criou Deuzzz bichozz tão inúteizzz e repugnantezz”?!

From Russia, with love #2 (Moscow)

‘May God be always with you’…

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… foi o que me disse a senhora, abraçando-me suavemente para minha surpresa, à entrada da praça vermelha, junto ao ‘quilómetro zero’, o ponto a partir do qual se medem todas as distâncias desde Moscovo. Estava a admirar o que faziam as pessoas no ‘quilómetro zero’. Basicamente colocavam-se no centro e atiravam uma moeda para trás das costas. Perguntei ao rapazinho que estava ao meu lado o que era aquilo, que significava. Ele disse que não falava bem inglês, mas percebi perfeitamente quando me explicou que era o ‘quiómetro zero’. A conversa continuou de uma forma estapafúrdia. Ele falava sobretudo em russo, tal como a mãe, e eu em inglês. Seja como for entendemos-nos e eu percebi que as pessoas faziam aquilo para dar sorte.

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