Juízes salazaristas em funções


Este acórdão do Tribunal da Relação do Porto é daquelas coisas que não precisa de comentário. Precisa de recurso para tribunal superior e destituição destes juízes, por serem manifestamente destituídos de conhecimento sobre o estado de direito actual. Só interessa falar/escrever/discorrer (…) sobre como fazer.

Comments

  1. Ana Moreno says:

    Por agora fui postando Rui, a ver.

  2. Vale tudo.

  3. Ana A. says:

    Mas o que é isto?!
    Tenho horror a ser um dia apanhada nas malhas da Justiça…

    • Ana Moreno says:

      “Mas o que é isto?!” Foi exactamente essa a minha reacção, Ana A. ao ler a notíca enviada pelo Rui. É que é mesmo inacreditável.

    • Rui Naldinho says:

      Sabia por noticias que vão aparecendo nos jornais, ou que vamos ouvindo por amigos/as nos cafés, ginásio, haver um ou outro juiz alcoólico. Até um juiz que fumava umas ganzas. Penso até, ter sido na Madeira. Outros que se mudavam de casa deixando mulher e filhos por sua conta. Outros que tinham a mania de se armar em “Fangios”.
      Enfim, mesmo nesta classe, não faltavam as aves raras!
      Desconhecia era que havia trogloditas, na Justiça!
      Ou será que este estou a “sharia” nalguma Mesquita, antes de entrar para o Centro de Estudos Judiciários.

  4. Fernando says:

    Mentes trogloditas!

    Porque é que esta gente tão inteligente tem que recorrer a textos antigos e obsoletos em pleno século XXI?

  5. Nada que me surpreenda.

    Quando se baixa a indemnização a uma mulher só porque:
    “já tinha mais de 50 anos e dois filhos, uma idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens” e depois os nossos juízes acabam por ser ridicularizados pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem que refere que:
    “A igualdade de género ainda é um objectivo a atingir, e uma das formas de o fazer é abordando as causas profundas da desigualdade gerada pelos estereótipos”, e quando um juiz, que todos pensamos ser um exemplo de combate à injustiça, vem para a comunicação social dizer que “não tem amigos ricos” já mesmo nada me surpreende na justiça portuguesa.

    Justiça que, como se sabe, está nas mãos dos políticos – não tivesse a própria ex-ministra da Justiça dito que “comigo vai-se acabar a impunidade em Portugal” uma advogada que ao menos deveria fazer de conta que existe separação de poderes; justiça que está nas mãos dos políticos que até os escolhem para o Constitucional – não tivesse Passos Coelho dito que “eram precisos melhores juízes (melhores significa que professem a sua cartilha) e nas mãos da Maçonaria, Opus Dei, e tudo que tenha dinheiro.

    Ao menos já não têm três meses de férias.

  6. JgMenos says:

    O homem foi condenado pela agressão.
    A suspensão da pena foi por terem sido consideradas circunstâncias atenuantes, sendo que o corneanço foi tão só uma delas.

    Mas, camaradas, não hesitemos, a hora é luta:
    Pelo direito inalienável da mulher ao corneanço!

    • Ana Moreno says:

      Principalmente das honestas “que são as primeiras a estigmatizar as adúlteras”!

    • ZE LOPES says:

      Cá pra mim…V. Exa está com medo de qualquer coisa!

    • está a falar da sensação desagradável que sente na testa?
      não vale a pena preocupar-se tanto, é só uma dor virtual de algo a nascer
      para evitar essas dores que o afligem que tal tornar-se mais competente na hora da verdade
      é que as mulheres são boas a julgar competências e a punir sem apelo as incompetências
      torne-se competente, perca o medo
      as mulheres mordem, mas só às vezes

  7. Maria says:

    LEIS BOLORENTAS ! desde quando existe esta lei ? e isto ainda tem razão de existir ? Valha-nos Deus.

  8. Ana Moreno says:

    Boa: “Iremos também apresentar uma queixa junto do Conselho Superior de Magistratura e junto da Comissão para a Igualdade.”
    https://capazes.pt/cronicas/um-acordao-lapidar/view-all/

  9. Ana, nada de novo. Este é o Portugal bolorento e retrógrado que nunca foi reformado. Tem raízes profundas. Outros exemplos:

    Notem que podemos ter links que já não funcionam (os nossos jornais on-line têm o mau hábito de mudar o esquema de URLs por dá cá aquela palha…). Nesse caso façam uma busca pelo título ou pelo excerto da notícia guardados em cache.

  10. Luís Lavoura says:

    Eu estava a ler o acórdão e a sorrir, pensando, “que engraçado, de que ano será isto?”, julgando que se tratava de uma curiosidade histórica, algo de há 50 ou 80 anos.
    Fiquei embasbacado ao ver que se trata de uma peça atual!!!

    • JgMenos says:

      Cornudos mansos de Portugal falai-nos da vossa exaltante condição.
      Vinde declarar-nos a vossa superior compreensão dos direitos da mulher.
      Vós, que sois um símbolo do progresso, que lutais contra o direito ao teste de ADN.
      Vós que sois os intérpretes do verdadeiro sentido do casamento como um contrato de orçamento comum,

      Iluminai-nos com a vossa radiante modernidade.

  11. Coirão says:

    O ministro da Administração Interna, João Calvão da Silva, lamentou esta segunda-feira a “fúria demoníaca da natureza”, afirmando que o Governo só decidirá se declara o estado de calamidade pública quando estiver feito o levantamento dos estragos causados pela chuva em Albufeira e se estiverem preenchidos os requisitos necessários.

    “A fúria da natureza não foi nossa amiga. Deus nem sempre é amigo, também acha que de vez em quando nos dá uns períodos de provação.

    Com professores destes… o que esperar!

  12. Ausente52 says:

    A Luisa Arantes também assinou o Acórdão, e não falam dela. Porquê?

  13. Ana Moreno says:

    Rui, veja, foi ainda mais longe: Uma petição a “apelar à tomada de posição do Conselho Superior da Magistratura (e do seu Conselho Plenário) e do Provedor de Justiça.”: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT87222
    Veremos onde chegará, mas já é um sinal de vida de uma sociedade à qual tanto custa articular protestos concretos em grupo, ao invés de apenas falar para o ar individualmente.
    Obrigada por ter partilhado o assunto!

Trackbacks

  1. […] caso daria para muitos considerandos sobre o carácter frequentemente insano e disfuncional da justiça portuguesa. Como não tenho […]

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