A diferença entre Fernando Santos e os outros

Com Scolari estaríamos neste momento a discutir porque é que André Silva, substituído por Luís Boa Morte com 40 anos, ou Rui Patrício, substituído por José Sá, não tinham sido convocados. Com Oliveira estaríamos agora a debater a última noitada nas escaldantes casas de passe de Sochi.

Ao contrário dos outros, Fernando Santos não precisa de perseguir jogadores para demonstrar que é ele que manda no balneário. Também sabe que não é levando os jogadores às meninas que conquista o seu respeito. Santos sabe que não é assim que se gere um grupo. Com Santos, os jogadores distinguem bem os momentos de descontração dos momentos em que se exige um máximo de profissionalismo. Sabe que a melhor gestão de um grupo é complexa, nem Pinochet como Scolari, nem Zezé Camarinha como Oliveira.

Fernando Santos não se atrapalha quando tem vários jogadores para a mesma posição. Roda os jogadores com destreza. Sabe que num torneio não se pode jogar sempre com a mesma formação, sabe que é preciso mudar estratégia e tática, caso contrário corre o risco ser secado nos quartos ou nas meias finais por treinadores que estudam rigorosamente a nossa seleção (Humberto Coelho 2000, Queiroz 2010, Scolari sempre) . Com Scolari, os adversários conheciam em permanência a formação e tática portuguesa, era imutável. Foi graças a esta prática que conseguiu a sua maior proeza na seleção: perder a final do Euro em casa com a geração de ouro. E não perdeu por falta de sorte, perdeu na sequência de um empate com a Grécia 1-1 em casa, em novembro de 2003 e de uma derrota de 2-1 no jogo de abertura.

Obviamente que nestes torneios, o factor sorte conta. Mas, ao contrário dos outros, Fernando Santos faz por reduzir a probabilidade de ocorrerem azares.

Comments


  1. Fernando Gomes apenas tem o fetiche de levar um jogador do Benfica que tenha aparecido no último ano e sobre o qual decorreu uma campanha de promoção na Abola e outros pasquins avermelhados. Correu bem com o Renato Sanches, mas contribuiu para lixar a vida do rapaz, agora é o Rúben Dias, que espero consiga controlar as tendências caceteiras.

  2. Paulo Marques says:

    Quem tem um mergulhador deste calibre tem sempre vantagem. Nunca mudes, Ronny.

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