É o politicamente correcto

Que abre portas aos Bolsonaros e afins. Desta vez estou de acordo com Manuel Alegre...

Comments

  1. Fernando says:

    E que tal uns espetos no seu lombo António de Almeida, está de acordo?

    • António de Almeida says:

      Não seja tonto, não é de touradas que se trata, mas de colocar um fim nos talibãs do pensamento único. São cheios de certezas, aquecimento global que passou a alterações climáticas, caça, touradas, qualquer dia será a pesca, obesidade, tabaco, poderia continuar… não há é paciência para pseudo ditadores e patrulheiros de pacotilha.

      • Paulo Marques says:

        O aquecimento global sempre foram alterações globais do clima. Antes fosse aquecimento. Quando a corrente do golfo parar, os Antónios chegam lá. Pena é a destruição do ecossistema, pode ser que o mercado a resolva, como dizem os talibãs do politicamente correcto económico, logo a seguir à especulação imobiliária e ao subemprego.

        • António de Almeida says:

          Quando as pessoas em Portugal se fartarem, à semelhança do que aconteceu já noutras paragens, talvez cheguem à conclusão que teria sido preferível chatear menos as pessoas.

          • Paulo Marques says:

            Eu volto a repetir a minha posição minoritária – é a perda de qualidade de vida, directamente atribuível ao capitalismo, que faz as pessoas votar na extrema-direita. São quase os únicos que prometem voltar a criar emprego. O (temporário) sucesso económico de Trump tem tudo a ver com ignorar tontarias sobre dívida (e a fixação dos democratas nas eleições fará com a crise chegue mais depressa), mas isso só por si também falha com estrondo. Daqui a 10 ou 20 anos muito menos pessoas dizem que votaram nele.

          • António de Almeida says:

            A extrema-direita e a extrema-esquerda são duas faces da mesma (má) moeda. Os extremos tocam-se. Leia as propostas de Le Pen por exemplo. Quanto ao capitalismo, obviamente discordamos. Trabalho por dinheiro, pelo que quero adquirir com o fruto do meu trabalho. A não ser assim, fico em casa e também quero um subsídio…

          • Paulo Marques says:

            Sim, o racismo da extrema-direita europeia é péssimo, mas imensamente exagerado, enquanto o do “preguiçosos do sul” passa em claro – hipocrisias capitalistas. Já a economia, passa por reconhecer que o que está não funciona, coisa que sonhos de reformas da eurolândia estão a deixar de controlar.
            Ou seja, não estou a dizer que a regra não deve ser trabalhar para ter rendimento, estou a dizer que, quando há trabalho, o rendimento cada vez chega menos. Como recente fã de MMT e da sua Garantia de Emprego, não me vai ver dizer que quero uma economia à base de subsídios.

          • António de Almeida says:

            Subsídios e regulamentação extremas provocam o resultado que assistimos na Venezuela. Quando invisto tenho por objectivo o lucro. Quando me limitam a actividade, encerro ou se me for possível, deslocalizo. É assim desde os primórdios.

          • Paulo Marques says:

            Tretas, nos EUA e na UE não faltam regras há décadas. O problema da Venezuela, mais uma vez, é intervenção estrangeira a manter os rendimentos dos produtores de alimentos mantendo os produtos em armazéns.
            Ninguém deixa de fazer negócio só porque ganha um bocadinho menos, coisa que, olhando para o New Deal, nem sequer é garantida. E se deixar, que tem todo o direito, um estado soberano tem sempre capacidade para mobilizar os recursos disponíveis na sua moeda e não faltará quem a queira receber.

          • António de Almeida says:

            A partir do momento em que a inflação fica descontrolada, a especulação é necessária à manutenção da actividade, sob pena de falência. Se eu vender algo que comprei a 100, por 130, supostamente ganho 30 por cento, mas se ao vender o stock, no momento de comprar novamente já custa 200, caso eu não tenha especulado, a actividade encerrou (e provavelmente se especulei, também). Ao fixar preços num cenário de hiper-inflação, o governo Venezuelano assinou a sua sentença. O resultado está lá…

          • Paulo Marques says:

            A causa-efeito é ao contrário, a inflação foi causada pela falta de bens essenciais artificial. Tal como não há falta de casas em Portugal, também não havia (não há?) falta de alimentos na Venezuela, estão é parados com lucros por outro lado.

          • António de Almeida says:

            A lei da oferta e procura continua a funcionar. Quem julga que tudo pode regular é que está errado. Nada falta quando o governo sai da frente…

          • Paulo Marques says:

            É, demora duas horas a crescer, transformar e transportar alimentos. Tá certo.

      • Fernando says:

        É irónico um fundamentalista do mercado chamar outros de talibans por criticarem um espectáculo degradante que consiste na tortura de animais…

        • António de Almeida says:

          Se quiser reduzir o post às touradas… se não gosta, não vai. Se a maioria não for, o espectáculo extingue-se por si.

      • Carlos Almeida says:

        E eu a pensar que os do pensamento único e ditadores eram os do estado Novo, que parece que continua a ter muitos aficionados.
        Afinal os do pensamento único são os que pretendem e bem acabar com as touradas como um divertimento medieval que é a vergonha num estado dito civilizado.
        Os do pensamento único são os que lutam contra o tabagismo causa de muitas mortes.
        Os do pensamento único são os que recomendam o controle e limitação da obesidade, principalmente nas crianças
        Os do pensamento único são os que defendem que é preciso diminuir ou pelo menos controlar o aquecimento global.

        Mas devo estar enganado, porque os do Partido do Marcelo Caetano eram uns liberais e não de pensamento único e que deixaram por aí muita escola

        Como a gente compreende os chamados liberais….

  2. tiro nos caçarretas says:

    O Pateta alegre é Caçarreta. Nada admira nessa gentinha

  3. Paulo Marques says:

    Obrigar um grupo de capitalistas a pagar IVA como os outros gera Bolsonaros? Eu a pensar que era a economia, mas é de ser esquerdalho.
    Vou já assediar umas gajas amanhã para repor o equilíbrio.

    • António de Almeida says:

      Sabe bem que não é esse o problema. De resto nem concordo com excepções para toureiros nem subsídios para touradas. Não gosto de subsídios, mas não é exactamente esse o sentido do post, apenas constatar uma vez mais que se faz política com intenção de regular costumes e tradições. Poderia estar a falar de sal no pão ou taxa sobre açúcar ou tabaco…

      • Paulo Marques says:

        Podia ainda falar no imposto sobre o combustível ou das vacinas e escola obrigatórias, mas toda a gente percebia o ridículo.

        • António de Almeida says:

          Ridículo mesmo é obrigar as pessoas a cumprirem regras que dizem respeito apenas a elas próprias. Obviamente não coloco no mesmo patamar cumprir uma regra de trânsito, não fumar num espaço fechado, que afectam terceiros, com outras que não afectam.

          • Paulo Marques says:

            Então se amanhã quisesse montar um espectáculo teatral de massacre de animais, de galinhas a cavalos, defendia o meu direito? E isso quer dizer que fica incapaz de decidir a despenalização do aborto, já que há duas pessoas? Curiosidade.
            O problema é que, em sociedade, quase nada diz respeito a nós próprios. A minha putativa decisão de não me vacinar põe toda a gente em risco de apanhar doenças quase extintas que sofram mutação, por exemplo. Fumar sozinho aumenta os custos de saúde e aumenta a probabilidade de o fazer noutras alturas em que afecte outros. Fazer apostas. além de poder ser uma doença, enriquece pessoas perigosas e aumenta o risco de cometer crimes, e por aí adiante. Entrar num esquema em pirâmide leva a coisas muito complicadas.
            Há exageros? Claro. Há exageros que ficam tempo a mais na lei? Claro. Basta pensar na canábis, que nem para medicamento se pode ter (na prática). Mas é melhor do que não haver regras que impeçam a nossa imensa parte não-racional.

          • António de Almeida says:

            Tirando a parte dos massacres… nas vacinas pode existir um problema de saúde pública que justifique a limitação de algum direito individual, já no fumo, drogas ou álcool é um problema de cada um. Diferente será a condução sob o efeito… jogo, que seja totalmente livre, quanto à pirâmide de Ponzi, o maior esquema que conheço chama-se segurança social, que na arte de aldrabar e extorquir o Estado não conhece limites nem admite concorrência..,

          • Paulo Marques says:

            Tirando porquê? Qual é a diferença entre torturar animais numa praça de touros, na produção em massa de gado que não se mexe (falha-me o nome), ou um espetáculo cultural se não afectam terceiros?
            O problema é que não afectam as pessoas individualmente. Não só se cria um incentivo de mercado, como o comportamento irracional leva a outros com consequências gravíssimas. Prender alguém depois de causar um acidente em que morrem pessoas é um bocadinho tarde.
            A SS comparado com os mercados de futuros e derivativos (que fazem parte da base dos fundos de pensões) é uma brincadeira de crianças e, não existindo, seria substituído por outro imposto anti-inflacionário. Aos menos há reforma, ao contrário do trabalho até à morte quando o 401k for à vida.

          • António de Almeida says:

            Num sistema individual de pensões os rendimentos seriam maiores. O problema é a dimensão que o Estado atingiu e consequente necessidade de financiamento.

          • Paulo Marques says:

            Trabalhar até morrer, ok. É uma escolha.

          • António de Almeida says:

            Não é preciso que tal aconteça. Bastaria privatizar.

          • Paulo Marques says:

            Eu percebi. Dos 23 aos 65 há tantas crises e descapitalizações que deixava de haver reforma, logo, trabalhar até morrer – para quem o tivesse, à jorna.


  4. Nos anos vinte do século passado deveria haver um “politicamente correto” do caralho para terem eleito o Hitler! Mania de tentar justificar o injustificável.
    A culpa dos Bolsonaros é da estupidez das pessoas e das mentiras que se dizem.
    Ainda me lembro muito bem, e nem redes sociais havia na altura que se referendou cá em Portugal a Regionalização. Mentiras atrás de mentiras, e claro, o medo venceu, mesmo nos votos dos Açores e Madeira, que pasme-se, já eram regiões autónomas!

    • António de Almeida says:

      Votei não, porque a regionalização vinha com uma proposta de várias regiões, introduzindo mais tralha política, uma vez que teríamos as regiões sem diminuir municípios (infelizmente nem a troika o conseguiu…), ou freguesias. Estarei ao lado da regionalização se vier acompanhada de reforma política, garantindo uma diminuição efectiva do número de titulares de cargos.
      À época, para se combater a regionalização bastaria mostrar às pessoas uma foto de Alberto João (mesmo que as competências propostas para o continente fossem diferentes). Hoje, daria para mostrar uma de Carlos César, político que empregou toda a família no Estado…

      • Paulo Marques says:

        Não é muito realista querer tudo de uma vez, mas até concordo consigo neste caso – embora ache que o problema económico seja mais pequeno.
        Infelizmente, reformas do território são complicadas, ainda por cima quando não só estaríamos a falar de fundir câmaras, como provavelmente, na prática, de condenar populações e culturas ao abandono e à extinção. Antes haja mais um cargozitos enquanto as regras da eurolândia levam a enfiar tudo nas zonas metropolitanas porque o estado não pode intervir para fixar as pessoas.

        • António de Almeida says:

          Por regra desconfio de políticos, embora seja pela descentralização. Também acredito que a proximidade entre eleitos e eleitores possa mitigar o problema. Após 44 anos o sistema precisa ser repensado e mudar algo, prova disso é a abstenção, na qual me incluo. Veremos se algum dos novos partidos me convence, porque os velhos..,

          • Paulo Marques says:

            A abstenção não me incomoda, quem não se importa nem quer saber faz bem em ir para a praia invés de votar na cara mais laroca ou no soundbyte da semana.

          • António de Almeida says:

            No meu caso, são uns 250 metros a subir, se for a pé até à assembleia de voto. De carro, deve dar um ou dois cêntimos de combustível. Demasiado esforço ou demasiado caro para o valor dos políticos…

          • Paulo Marques says:

            Acho bem, também não desejo que as suas ideias tenham poder político.

  5. Fernando says:

    Leis foram fundamentais para acabar com a escravidão e trabalho infantil no país onde vive!

    Já recomendei uma vez e recomendo outra vez, se o António se sente oprimindo pelas leis pode ir viver para a Somália, lá o Estado praticamente não existe, lá o António pode vivenciar a utopia do “mercado-livre”, mas suspeito que o António nunca vai fazer tal coisa…

    E simplesmente estar-se nas tintas para o sofrimento dos animais como se constata nos seus comentários é revelador.

    • António de Almeida says:

      Já assisti a várias corridas de toiros. No entanto há mais de 10 anos que não ponho os pés numa praça, talvez por ter perdido interesse. Não fui, mas este ano estive tentado a ir assistir a uma corrida no Campo Pequeno, só por causa do barulho à volta. Quem sabe, talvez no próximo ano vá, ou não. Acredite que não é graças a mim que a actividade hoje subsiste. No passado contribuí. Também sou ex-fumador. O que não gosto mesmo é do anti-seja o que for…

    • António de Almeida says:

      Sendo eu alguém que coloca a Liberdade acima de qualquer outro valor, julgo que nem vale a pena dizer o que penso da escravidão. Trabalho infantil é uma aberração, inclusivamente para a economia…

      • Fernando says:

        O António coloca $$$ acima de muitas coisas, isso é verdade…

        Não é nada difícil imaginar o António sendo um dos que lutaria contra o fim da escravidão na altura em que se decidiu abolir a mesma, e porquê? Pelo mercado, claro…
        O mercado tem sido utilizado ao longo do tempo como justificação para manter a barbárie, tal como agora é utilizado no caso da tourada.

        • António de Almeida says:

          Escrevi acima, nem vou à tourada há mais de uma década, mas detesto proibições.

      • Paulo Marques says:

        Mas as company towns já são o mercado a funcionar, certo?


        • O mercado funciona sempre e auto regula-se. Para práticas desonestas, ilegais ou concorrência desleal, existem Tribunais.

          • Paulo Marques says:

            Só existem tribunais para a do meio, se a terceira entra aí depende de quem e quanto pagou quem ditou a lei.
            Restando uma, não eram ilegais nem houve autoregulamento, tal como não houve dos robber barons até aparecer o mauzinho estado.
            Mas tenho a certeza que agora é diferente e a Google e o Facebook auto-regulam-se qualquer dia destes. E a Uber, claro.

  6. José says:

    Fdx, não percebo a contestação, toda a gente viu o que se passou: os brasileiros não baixaram o IVA das touradas e… pum! – levaram com o Bolsonaro.

    • António de Almeida says:

      Os brasileiros fartaram-se da superioridade moral de quem se julga detentor da razão e dono da verdade…

  7. Lucinha Pisarro says:

    Que comentário idiota!
    Percebe-se que não conheces mesmo o que nos moveu a votar e trabalhar para o Presidente Bolsonaro.

    Não!!!
    Nao é “este tipo de intolerâncias que cria os Bolsonaros”

    É o cansaço de ver o Brasil ser governado pela esquerda maldita.
    É ver o Brasil ser saqueado por mais de 20 anos por esta corja cujo líder está na prisão.

    Foi o voto do NÃO
    Não toleramos mais a corrupção!

    “Atitudes como esta colocam a democracia em causa”

    NÃO!
    Atitudes como as deploráveis touradas devem ser combatidos pela sociedade.

    Me admira um País dito do 1° mundo apoiar este crime.
    1° mundo? Vou fingir que acredito…

    NÃO!
    Atitudes como essa de indignação é que levaram 57 milhões de brasileiros a votar no nosso Presidente Bolsonaro 👏👏👏
    E agora com o Juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública 👏👏👏

    • Paulo Marques says:

      Porra, se ainda metessem pretos, homosexuais e quem não quer viver para trabalhar na arena já era qualquer coisa…

    • Carlos Almeida says:

      Menina Pizarro

      Esta gostei “E agora com o Juiz Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública”

      É a prova dessa imensa fraude

      Mas ainda bem, porque vai ajudar muita gente a pensar.

      E não há nada pior que pôr a gente a pensar


  8. Sempre que os políticos do sistema não respondem aos reais problemas das pessoas, estas procuram alternativas. A política funciona como o mercado, se não encontro o que procuro num sítio…

    • Paulo Marques says:

      Isso é óbvio, mas os problemas reais são o poder de compra que põe comida na boca dos filhos, não são a proibição de apalpar mulheres na rua.

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