A direita incapaz de se livrar do diabo

Agora foi Cavaco Silva que surgiu a auspiciar algo de grave lá para 2050, mas o que constato é que, infelizmente, de há uns largos anos a esta parte, a direita não oferece nenhuma ideia positiva de governação, remetendo-se ao papel de lançar medos de um futuro que nos esmagará! Não há uma luz futura, um caminho que não seja de trevas e que não nos conduza a um abismo de labaredas infernais!

Gus Fink – Clown Apocalipse

Isto não é oposição, é um portefólio de profecias de demoníacos apocalipses!

Comments

  1. Ana A. says:

    Somos ainda e sempre o país do Fado (destino; profecia)!

    Em vez de darem tanto palco a octogenários fatalistas deviam era incentivar os jovens a dizerem de sua justiça, quanto à forma como querem viver e ter um futuro onde caiba a esperança e a invenção de um mundo melhor para todos!

    Bem sei que a maior parte deles está muito ocupada e sobrecarregada com trabalhos de call center e afins, mas que diabo, enquanto houver Homens o mundo pulará e avançará, só temos que cuidar do rumo!

    • JgMenos says:

      Sem dúvida que os Pulos têm o seu papel na História.

      Há-os para todos os gostos, nas mais variadas direcções.
      Há todavia um pular particularmente idiota, que consiste em pular sem sair do sítio ou na versão mais dinâmica, pular para a frente e para trás, entre brados de vitórias irreversíveis.

      • Ana A. says:

        “…enquanto houver Homens o mundo pulará e avançará, só temos que cuidar do rumo!”

        Não sei se o JgMenos tem filhos.

        Se os tiver, por certo, que o futuro que almejará para eles, será um mundo decente para a humanidade!

        Ou, será que não?!

        Em “um mundo decente para a humanidade”, não há lugar para ambiguidades!

        • JgMenos says:

          A maior das ambiguidades é pôr o futuro a ignorar a experiência do passado.

          • ZE LOPES says:

            Ah! Enfim! Gostei muito!

            Mas, como sabe, nos dias de hoje, uma máxima destas não tem hipótese de sobreviver a uma investida vinda de um qualquer socialeiro das redes socialeiras, passe o pleonasmo que passou..

            Por tal facto, atrevo-me (sublinho, atrevo-me!) a sugerir a V. Exa. que medite, de modo sincero, na hipótese de manter, sob outra forma, a inegável energia do streamente pensamento filo-sófico (sublinho: o hífen é propositado, sublinho!) que enforma a sublime neuro-cabeçorra que comanda V. Exa.

            Ou seja:

            a) A maior das ambiguidades é pôr o passado a ignorar a experiência do futuro.

            b) A maior das ambiguidades é pôr a experiência do passado a ignorar o futuro.

            c) A maior das ambiguidades é pôr a experiência do futuro a ignorar o passado.

            d)A maior das experiências é pôr a ambiguidade do passado a ignorar o futuro.

            e) A maior das experiências é pôr a ambiguidade do futuro a ignorar o passado.

            f) A maior das ignorâncias é pôr a experiência do passado a ambiguar o futuro.

            g) A maior das ambiguidades é pôr a ignorância do passado a experimentar o futuro.

            Se mais quereides, é só dizeirdes, ó Menos!

            Á suprema consideração de V. Exa. ó Menos!

            Me subescrevo, ó Menos.

            ZE LOPES

      • ZE LOPES says:

        “Sem dúvida que os Pulos têm o seu papel na História.”

        Será que existiria um Menos sem o papel decisivo de um Pulo? Duvido!

        Não há dúvida que os Menos foram descendentes dos Pulos, As mães que o digam!


  2. …o mais dramático, cara Ana, é que a maior parte ( ? ) dos jovens se estão a deixar formatar em fogo lento sem se aperceberem, como o pretendido pelo monstro sistema capitalista !
    e aqui nesta faixa tuga como o pretendido por seguidores e servidores e defensores desse mesmo monstro de mercado global triunfante …..daí até múmias falantes fatalistas e vingativas serem portadoras e anunciadoras de apocaípticos
    buracos negros neste país dos Fs FFF ao serviço desses artifícios de formatação cerebral .

    • Ana A. says:

      “Deixar-se formatar” é também um direito que lhes assiste!

      Eu falo dos que repudiam ser formatados e querem contribuir para um mundo melhor! E há muitos!


      • ” Deixar-se formatar” é também um direito que lhes assiste! ”
        !!! ???

        Ana A., repare no que eu escrevi :

        …”a maior parte ( ? ) dos jovens se estão a deixar formatar em fogo lento sem se aperceberem ” !!

        SEM SE APERCEBEREM !!
        FAZ A DIFERENÇA !

        …acha que, como escreveu, que é um direito que lhes assiste ????

        ….ou há que avisá-los ? !!

        • Ana A. says:

          Isabela,

          Se as pessoas precisam de ser avisadas quanto à formatação, parece-me que estamos a entrar/interferir no domínio da liberdade/escolha individual!

          “Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar!”

          Se não queremos ver, ouvir e ler, é um direito que nos assiste!


          • LIBERDADE de escolha, Ana A., só faz sentido e é a liberdade que defendemos se e quando se tem formação e cultura para saber escolher !
            é essa formação/informação/cultura que falta e em que podemos colaborar e partilhar !

            Punto !

          • Ana A. says:

            “…quando se tem formação e cultura para saber escolher !”

            De que formação e cultura é que estamos a falar?!

            É que segundo creio aperceber do mundo que me rodeia, existem várias “formações e culturas” que nos levam a que uns sejam predadores e outros as presas!

            A sensibilidade humanista existe ou não, basta procurarmos dentro de nós, e será sempre essa a conduzir.nos num ou noutro sentido!

            Daí que tantos “crânios” com tanta “formação” e “cultura” se dediquem a satisfazer a sua ganância desmedida contra tudo e contra todos!

  3. JgMenos says:

    Trata-se tão só do destino conhecido para a esquerdalhada: de vitória em vitória até à derrota final.

    Ocorre o mesmo para os cretinos com sorte.

    • ZE LOPES says:

      Ou seja: V. Exa. é um homem de sorte! Ainda bem, para abono dos que andam lá por casa. Unicórnio incluído.

    • Paulo Marques says:

      Quem se vende por dinheiro ganha sempre, é a história da humanidade. Quando perde é que também vai a cabeça, mas também não a mereceram.

  4. Julio Rolo Santos says:

    A oposição no nosso país é mesmo assim, tanto faz ser da direita ou da esquerda é tudo igual, lamentavelmente. Todos pensam no poleiro porque é lá que se sentem bem. E, para lá chegarem, teem que se guerrearam uns aos outros para mostrarem aos seus leitores quem é o mais forte, não necessariamente os mais capazes. Os políticos são os que temos é não há volta a dar. Só novas gerações de politicos poderão trazer resultados substanciais que nos permitam uma maior tranquilidade para todos.

  5. abaixoapadralhada says:

    O tempo que se perde a responder ao menos

  6. SN A says:

    Cavaco Silva devia ter dito: “Em 2050 Portugal vai ter o nível de desenvolvimento da União Soviética de 1950”, e aí muita gente que o criticou ficaria feliz da vida! Era um euromilhoes para eles


  7. Refiro-me a este tipo de (in)formação que pressupõe cultura/sensibilidade, Ana A. :

    «A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

    A jovem sueca de 16 anos fez um discurso poderoso, emotivo, fundado e carregado de urgência. Começou com as palavras: “O meu nome é Greta Thunberg, tenho 16 anos, venho da Suécia, e quero que vocês entrem em pânico. Quero que ajam como se esta casa estivesse a arder (…). Um grande número de políticos já me disse que o pânico nunca conduz a um bom resultado e eu concordo. Entrar em pânico, a não ser que seja necessário, é uma ideia terrível. Mas quando a tua casa está a arder e queres impedir a tua casa de arder completamente, isso requer algum nível de pânico.” O resto do discurso foi um apelo fundamentado e um pedido de responsabilização, sem desculpas, no combate às alterações climáticas. As primeiras intervenções dos meus colegas insistiram nas desculpas. A um discurso sobre a vida responderam com a burocracia e as “dificuldades” de contornar as decisões do Conselho ou as insondáveis versões sobre atos delegados e quejandos. A um discurso sobre ação responderam com a pesadíssima máquina e com “o tanto que já fizemos na União Europeia”.

    A Antonia teve razão em sair. A densidade do discurso de Greta foi, na maioria das reações, reduzida a um menu de procedimentos mais ou menos obscuros e contra os quais supostamente é difícil, senão impossível, lutar. Uma ativista apaixonada a informada não se deixa abater por um discurso conformista e vazio de esperança num futuro melhor. Estou certa de que terá saído do Parlamento mais segura das suas convicções e da dimensão do combate que temos pela frente. O que algumas das intervenções produziram foi a triste confirmação da ausência de vontade política em avançar com medidas efetivas e consequentes. A fraqueza que encontrou no Parlamento para juntar vozes e ações no combate às alterações climáticas contrastam com a força que os jovens trazem para as ruas na sua greve climática.

    Greta não está sozinha. Somos muitos e muitas e seremos ainda mais.»

    Marisa Matias

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