Populismo

E falta de sentido de Estado, posar para selfie num velório. Seguramente não voto neste político.

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Concordo consigo. Ambos não votamos nele, ainda que por motivos diferentes, podendo ser esse, o único em comum.
    Marcelo na ânsia de ser popularucho, tornou-se maioria das vezes patético. Perde algum discernimento, o que para um homem inteligente, me parece pouco sensato.
    As motivações que levam Marcelo a ser popularucho, para não dizer mesmo, pimba, são por demais evidentes. Marcelo sabe que o seu PSD, partido do qual nunca se desligou, acabou refém das suas próprias políticas suicidas, nos quatro anos e meio da Troika.
    Tal como Costa disse a Cavaco Silva, que aquilo que o movia, era salvar o PS da pasokização, também Marcelo anseia criar condições mínimas para salvar o PSD, recentrando-o. Mas para isso, alguém tem de merecer a confiança do eleitorado. Neste caso só Marcelo consegue ultrapassar aqueles 32% que a PàF terá neste momento.
    Silva Peneda, insuspeito de ser esquerdista, afirmou por estes dias numa entrevista, que se o PSD não voltasse a ganhar a classe média, dificilmente voltaria ao Poder tão cedo.
    Enquanto o PSD não perceber isto, resta à direita ver Marcelo, a fazer de Tony Carreira, numa classe política de atores rascas.

    • António de Almeida says:

      Ao optar pela geringonça, António Costa abriu um precedente, totalmente legítimo diga-se, que retirou boa parte da justificação do voto útil (o método de Hondt ainda lhe confere alguma).
      Desejo sinceramente que todos os partidos recém formados à direita elejam deputados (ok, no caso do Chega eleger basta um, não gostaria que fossem muitos votos para aquelas bandas…), para que o PSD perdesse a hegemonia e já agora qualquer veleidade de voltarem a existir maiorias absolutas de um só partido, seja o PS ou PSD.

  2. Nuno M. P. Abreu says:

    Marcelo de Sousa sempre foi assim. Amando ser amado. Nada disso tem a ver com estratégias partidárias. Aquilo é mesmo idiossincrático.
    Não sei se deram conta das noticias que referiam a importância do recentemente falecido assessor de Marcelo, o Zeca Mendonça, na melhoria da imagem de Marcelo. Contava-se que foi ele que obrigou Marcelo a não parecer uma barata tonta quando estava em frente às câmaras. Colocava-se num ponto atrás das câmaras e “obrigava” Marcelo a olhar para ele. Sem isso, o Presidente, ora olhava para um lado, ora para outro, consoante aparecia alguém que aparentasse querer adorá-lo.
    Como disse, sempre foi assim ou, pelo menos, é assim desde há trinta anos, quando o conheci nos corredores da Faculdade de Direito de Lisboa. Era ela assistente na cadeira de Administrativo, salvo erro, e era eu monitor de Direito Constitucional. Nos intervalos das aulas ficava nos corredores sempre rodeado de um grupo de alunos do tipo lambe-botas, a quem se exibia. Mas sempre que passava alguém, sobretudo se fosse uma aluna e olhasse insistentemente para ele. Continuava a falar mas ia acompanhado com os olhos os movimentos dela esquecendo-se completamente do grupo que o bajulava. Chegávamos a colocarmo-nos num canto a apreciar tão grotesco quadro, empurrando mesmo colegas para provocar o espectáculo.

    • António de Almeida says:

      Marcelo é de facto um personagem e tanto, no PSD sempre teve fama de intriguista…

  3. Nuno M. P. Abreu says:

    Desculpem. Foi há quarenta, em 1979. Não há trinta!.

  4. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Insólitos?
    Este presidente é um e4r que pensa estar acima de tudo e todos. Está-lhe, ainda, na massa do sangue, aquele sentimento de colonizador que, infelizmente passa ainda por muita gente neste país.
    É um populista confesso e agora, até legislador.
    O homem está completamente fora do seu lugar, fora do seu tempo e representa a fragilidade do nosso sistema político.
    Uma vergonha.

    • António de Almeida says:

      Sou dos que preferia que o cargo nem existisse, prefiro um governo forte e parlamento e justiça com forte poder de fiscalização. Mas é o que temos e Marcelo está a ser… Marcelo. Mas não aprecio este estilo, o que se diria de Cavaco, Sampaio ou Soares caso se atrevessem a propor legislação?

  5. ZE LOPES says:

    É o que eu sempre disse! Deus nos livre dos liberteiros que nos querem impôr, mesmo nas coisas mais inúteis, a sua noção de comportamento “correto”.

    Alguém – a começar por V. Exa. – me diz por que razão ninguém pode fazer uma “selfie” nun velório? Sim, porquê? Porque Staline não gostava, ó Almeida?

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