Foi para isto que se fez o 25 de Abril?

Ontem em dia de sessão solene evocativa do acontecimento, lá apareceu o inenarrável deputado Carlos César falando em nome do partido do governo. Pensando no número de familiares a quem o político conseguiu emprego no Estado, dei comigo a pensar, será que Portugal mudou assim tanto nos últimos 45 anos? Bem sei que talvez não seja caso único, mas este deputado é um símbolo do descrédito que nos merece toda a classe política. Depois queixem-se do populismo…

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    Infelizmente, António, o 25 de Abril também se fez para isso.
    Quem imaginar um país democrático e livre, sem artistas destes, então é porque acha que a democracia, a não ser perfeita, uma espécie de Estado asséptico, sem impurezas, não vale a pena existir.
    Isto já para não falarmos naquela velha discussão “blogosférica”:
    O meu corrupto é melhor que o teu!
    Ora, a democracia não é o regime da perfeição, mas aquele que me permite criticar, rejeitar, enfim, fazer escolhas. Mesmo que más, para a minha própria pessoa.
    Personagens como o Carlos César, o José Sócrates, o Duarte Lima, o Dias Loureiro, o Isaltino Morais, o Horta e Costa, o Ricardo Salgado, o Armando Vara, o Eduardo Catroga, o Durão Barroso, e podia citar-lhe aqui mais de uma centena de nomes, talvez pecasse ainda assim por omissão, uns mais trafulhas, outros mais arranjistas, outros puros oportunistas, outros vira casacas, mas todos eles respaldados de qualquer incómodo numa presumível crise económica, como aconteceu no passado, e por diversas vezes, só pode ver a democracia como a melhor forma de os seleccionar e rejeitar. A escolha é sempre nossa. Podemos é errar.
    Eu não troco a minha liberdade por nenhum Estado perfeito.
    Ao menos assim, ainda posso mandar alguns “bitaites” no Aventar. Caso contrário, eu viveria no “paraíso” e estaria inibido de comentar aqui ou noutros lados. E logo eu, que não consigo estar calado!

    • António de Almeida says:

      Também não troco liberdade por qualquer outra coisa. Muitos dos artistas que citou não se teriam dado mal no Estado Novo, também existiam então negócios a fazer com o Estado corporativo, onde até se chegou ao ponto de pagar licença de isqueiro para proteger a indústria nacional do fósforo, para não falar do impedimento de comerciar Coca-Cola na metrópole protegendo os refrigerantes cá do burgo, alô defensores do proteccionismo… e quantos lugares de deputados à assembleia nacional, presidentes de junta ou de câmara, não estariam hoje preenchidos com os mesmos que já lá estão? Boa parte deles com carreiras tão respeitáveis como o Conselheiro Acácio, do Eça, ou Calisto do Camilo…

  2. ZE LOPES says:

    Que paleio mais populeiro! Depois queixe-se…

    Ficamos todos á espera dos liberteiros que nos irão livrar da “classe política”. O problema é que esses passarões passarão a ser…”classe política”! Pelo que teremos de ir para as ruas para pôr ao fresco essa “classe política”. Que terá de ser substituída por indivíduos totalmente impolutos mas que não se livrarão de ser…”classe política”.

    And so on…

  3. Nuno M. P. Abreu says:

    Aqui Sim. De acordo. Apenas um senão. Há mistura de personagens que pode baralhar a análise.
    Quanto a Carlos César, a Eduardo Catroga e a Durão Barroso estamos no campo de comportamentos ideológicos com os quais podemos ou não concordar no exercício de cargos públicos que estão aparentemente dentro da legalidade. No caso de José Sócrates, Duarte Lima, Dias Loureiro, ou Isaltino Morais, estamos perante corrupção pura e dura, no aproveitamento de cargos públicos. No campo dos Hortas, que são dois, e Ricardo Salgado, estamos perante burlas e corrupção activa no exercício da gestão privada. São planos diferentes, que têm raízes diferentes, e eventuais soluções também diferentes.

    • António de Almeida says:

      Sim, concordo que estamos a generalizar, sem esquecer outros personagens, seria fastidioso enumerar todos. Cada vez mais concordo com Saramago que um dia afirmou que sem o 25 de Abril, estaríamos precisamente onde estamos. Óbvio que antecipou a democratização e descolonização que não é coisa pouca, trouxe o PREC, parte dispensável a meu ver, mas depois tudo normalizou. Portugal evoluiria sempre face às mudanças que ocorreram no mundo, não somos uma remota ilha isolada..,

      • Nuno M. P. Abreu says:

        Caro António de Almeida:
        Sem dúvida que o 25 de Abril é a data historicamente mais rica para Portugal depois da implantação da Republica. Trouxe-nos a Liberdade. Liberdade que podendo servir apenas para estar aqui a escrever para nada dizer, neste estágio de desenvolvimento humano, tem de constituir a sua matriz.
        Mas tem razão Saramago e tem razão o amigo. Sem o 25 de Abril ,presumivelmente, face às mudanças que ocorreram no mundo estaríamos exactamente no mesmo ponto socio-económico em que nos encontramos.
        Sabe-se hoje, de fonte segura, que o 25 de Abril não assentou em nenhuma base ideológica mas antes num interesse corporativo resultante da publicaçao, em 13 de Julho de 1973, do DL nº 353, que poderia retardar a ascençao dos militares ao topo da carreira. Nem dois meses decorridos sobre a publicação daquele decreto, em 9 de Setembro de 1973, 95 Capitães, 39 Tenentes e apenas 2 Alferes, reuniram-se numa casa no Monte Sobral, em Alcáçovas. E segundo conta o próprio Vasco Lourenço a revolução nasce por causa de um furo num pneu.
        Diz Vasco Lourenço: – “Quando retornávamos de uma das nossas primeiras reuniões, eu e o Otelo, tivemos um furo num pneu e, obviamente, tivemos de o mudar . Eram cerca das duas da madrugada, e enquanto rodava o macaco, disse a Otelo: – “Isto não vai lá com requerimentos e papéis. Devíamos fazer um golpe de Estado e convocar eleições”. Ele olhou-me e disse: -”Mas tu também pensas assim? Esse é meu sonho!”
        Depois todos se quiseram aproveitar dela. No final podemos dizer que teve um final feliz: A liberdade.
        Agora temos de ter cuidado e não permitir que ninguém, mas ninguém, seja da extrema esquerda, seja da extrema direita, dê cabo dela.

        • ZE LOPES says:

          Aliás, os furos tiveram sempre uma importãncia decisiva nas diversas revoluções que percorreram a nossa história. A Revolução de 1383 também começou com um furo. Só que dessa vez foi no Conde Andeiro.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Extraordinário!
            Mais uma vez a sagacidade do caro ZÉ LOPES a vir ao de cima. Quem poderia ser tão criativo a ponto de centrar a revolução de 1383, num furo no Andeiro!? Quem é andeiro anda muito e quem anda muito está sujeito a furos. Genial.
            Mas mais genial é ZÉ LOPES ter tocado num ponto fraco da minha sentimentalidade. A rainha Beatriz que ao casar com D. João de Castela que reinvindicou a coroa, provocou a revolução, é-me muito querida. Ainda aqui há um mês a fui visitar. Está sepultada no mosteiro de Toro, ao lado de uma minha conterrânea que fundou o mosteiro e se chamava Teresa Gil, e de quem ando a fazer a história por ser personagem nela desconhecida. Foi amante do filho de Afonso X, O Sábio e ainda hoje tem uma rua com o seu nome em Valhadolid porque deixou uma parte da sua fortuna a vinte empregados e a outra parte para os pobres da vila.
            A gente da minha terra é gente boa!

          • ZE LOPES says:

            Vá lá! O Afonso X era bom rapaz!

            E mais! Saberia cantar e, sobretudo, “tanger”!

          • João Sequeira says:

            Também já visitei a rainha Beatriz, mas achei-a muito fria.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Completamente fria. Mesmo de pedra. Mais propriamente de granito.Aquela, claro!
            Não conheço outras Beatrizes. Já não tenho idade para isso!

        • António de Almeida says:

          É mais que sabido que o 25 de Abril foi um golpe militar corporativo, sem ideologia, até porque o denominador comum que oficiais politicamente tão heterogéneos encontraram, terá sido magistralmente resumido por Salgueiro Maia, sem que o próprio se tenha apercebido no momento das suas palavras, “…acabar com o estado a que chegámos…”
          A adesão popular transformou o golpe em revolução, porque na verdade estavam todos fartos da situação, tirando um ou outro oficial mais fervoroso, o regime não encontrou na hora da verdade quem o estivesse disposto a defender, caiu de maduro. A prova mais que evidente é que Cavalaria 7 tinha um poder de fogo muito superior aos revoltosos, a marinha, os pára-quedistas, os fuzileiros, a força aérea, aqueles que não alinharam no golpe, estavam “ocupados” com outros assuntos…
          As divergências vieram depois, mas isso é História, todos a conhecemos.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Só um reparo. Todos não. Ainda aparecem muitos por aqui que querem fazer crer que o 25 de Abril foi feito pelo PCP “em luta pela liberdade” e que foi atraiçoado pelo 25 de Novembro. Parecem esquecer que Cunhal mesmo contra a vontade de membros do Partido obrigou este a apoiar o esmagamento da Primavera de Praga de 1968, para não desagradar a Brejnev de quem era capacho.
            Esquecem ainda que 15 anos de guerra colonial com a requisição de oficiais milicianos em barda desestabilizaram completamente a hierarquia militar e fizeram com que cento e cinquenta azougados e ciumentos oficias subalternos com um sopro derrubassem o castelo de cartas que era então a administração do pais refém dos Kaulzas, Costas e Spínolas, os então comandantes de Moçambique, Angola e Guiné.

          • Paulo Marques says:

            São mais ou menos do que os que acham que os actores mortos e enterrados de há 50 anos ainda andam por aí a comer criancinhas ao pequeno almoço?

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Caro Paulo Marques: Não sei a pergunta me foi dirigida ou não. Também não sei a que actores mortos e enterrados se refere. Não sei ainda quem come ou comia criancinhas ao pequeno almoço.
            De qualquer forma se quiser ser mais explicito terei todo o gosto em dar-lhe a minha opinião embora tenha o pressentimento que não terá para si qualquer utilidade.
            Pressentimento apenas, claro!

          • Paulo Marques says:

            É verdade que provavelmente o Cunhal era um canalha, e que a revolução pouco tivesse a ver com qualquer coisa que tenha feito. A minha pergunta é, e daí, qual é a relevância de voltar sempre ao mesmo momento e mesmas pessoas (noutros tópicos, claro) que já não são relevantes quando se fala em soluções de esquerda aos problemas de hoje, quando, segundo afirma, não tem dogmas ideológicos?

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Caro Paulo Marques:
            Primeira nota: quando faço uma afirmação ela é o resultado do meu pensamento e não de uma experiência científica. Naturalmente pode ser contestada. Digo isto para evitar que apesar de procurar ser assertivo não se pense que sou convencido. O que me parece desnecessário é a seguir a cada afirmação acrescentar sempre: penso eu de que…
            Segunda nota: um texto para ser corretamente interpretado precisa de um contexto. Um peixe para ser descrito precisa de ser analisado no seu ambiente e não na banca de um supermercado.
            A partir daqui posso responder concretamente à sua pergunta.
            Voltar sempre ao mesmo? O Paulo fez um comentário a um comentário meu, a uma questão levantada por António de Almeida. Nela o autor faz uma afirmação – “mas isso é História, todos a conhecemos”.
            Eu contexto tal afirmação. E digo: – muitos a não conhecem. Muitos estão enganados em relação a importância do PCP na revolução.
            E dou a minha opinião.
            O Paulo intervém e faz uma pergunta.
            Não entendo a pergunta e peço esclarecimentos.
            O Paulo responde : esta bem provavelmente Cunhal era um canalha mas porque insistir?
            Ó Paulo, um pouco mais de seriedade intelectual. Eu disse que Cunhal era um canalha? Voltei ao mesmo ou deu sequência a um diálogo?
            Não, não tenho dogmas ideológicos. Penso mesmo que tais dogmas são uma afronta à inteligência humana. Dogmas são credos, são catecismos, são fé. Fazem parte do metafisico e consequentemente não são passiveis de discussão.
            Tenho ideias que procuro discutir. Mas todas as ideias têm história e se as não as analisarmos devidamente não conseguimos saber se quando foram aplicadas produziram bons ou maus resultados. Por isso os velhos com calo no dito pensam: Deixa lá ver que resultados estas ideias produziram quando aplicadas ali ou acolá.
            O Paulo fala na procura de soluções de esquerda. Ao dizer isto está desde logo intelectualmente hipotecado.
            Soluções são soluções. São resolução de um problema. E se são a resolução de um problema não são geograficamente classificáveis : esquerda ou direita.
            São a paz e o desenvolvimento da nossa sociedade.

          • Paulo Marques says:

            Não era uma confrontação sobre o que acha do PCP em 1975. Passou por isso enquanto eu mal sei do assunto. Não chamei nomes ao ex-líder para lhe por palavras na boca, mas sim para reconhecer a validade do argumento de que este tinha uma ideia errada.
            Não classifico as soluções de direita como soluções porque são, inevitavelmente, baseadas na negação da liberdade, seja por idealização do capital (quer o físico, quer a classe) ou da pureza teórica de uma etnia, com ou sem religiosidade à mistura – nos dias de hoje, as duas inseparavelmente. Poderá haver outra, mas estou para a conhecer. Isto não quer dizer, de todo, que qualquer coisa que distribua mais equitativamente os direitos e recursos seja uma ideia defensável.
            Voltando à pergunta, o que acho “lamentável”, com o devido respeito da experiência de vida, é que qualquer alternativa à construção da sociedade levante sempre fantasmas de concepções infelizes e mal pensadas. Digo lamentável não por desprezo de afirmar que passou por muito pior, isso é inegável. Digo-o por eu ver como evidente que o caminho é insustentável a vários níveis, sendo os mais relevantes a despolitização do caminho único e a destruição iminente da vida no planeta.
            No essencial, a pergunta é retórica;, com o mesmo percurso pelos eventos da história, provavelmente teria a mesma percepção empírica de que se melhorou e se podia estar muito pior (há vários estudos em que há influências geracionais sobre a visão do mundo). Já tive várias discussões com o meu pai, e aceito, sem compreender, que acredite que se está num certo “fim de história”. Afinal de contas, ninguém demonstra melhor.
            Mas continuo a querer compreender porquê, nomeadamente, se acha que não há nada a melhorar, nem há alternativa, aos processos democráticos e à ideologia económica, principalmente quando há mais evidências de falhas graves. E ouvir argumentos contra ideias que há muito nenhum partido defende, e nem todas eram más, não satisfaz quem vê as coisas a irem muito mal a médio prazo.

    • ZE LOPES says:

      Sim senhor, o Catroga tem enriquecido bastante através da ideologia: Tal foi, até, recentemente reconhecido pelo Partido Comunista Chinês, que lhe atribuiu o cargo de Ideólogo Geral da EDP. Fala-se ainda que irá em breve ser publicado o “Livro Vermelho de Catroga” que todos os eletricistas vão ter de estudar antes de pegarem ao trabalho.

      Durão Barroso também resolveu dedicar-se à ideologia, coisa que já não fazia desde os velhos tempos do MRPP. É sua missão pregar nas reuniões da Golman Sachs, sendo famosas máximas suas como “Enriquecer é Glorioso e aqui também Barroso” e “afinal já vi que é aqui que estão as armas de destruição maciça”.

      • Nuno M. P. Abreu says:

        Caro ZÉ LOPES:
        O 25 DE ABRIL teve como resultado a liberdade. Mas usar a liberdade tem de se ter consciência.
        Consciência do meio e das circunstâncias.
        Cervantes, há já 450 anos caricaturou bem os lunáticos que em vez de olhar para a realidade a confundem com os seus dogmas e mitos e vêem em todo o lado moinhos de vento. Um outro escritor famoso, Alexandre Dumas, duzentos anos mais tarde escrevia: “Toda a generalização é perigosa, inclusiva esta”.
        O que acresce ao debate saber que Catroga depois de abandonar as funções de estado seja “ideólogo da EDP”?
        Durão Barroso enquanto exerceu funções na administração publica praticou actos de corrupção? Praticou-os depois? Teve comportamentos éticos inaceitáveis? Se sim, denunciem. Se não traze-los à colação, generalizar, é fazer a de Quixote de la Mancha – O Cavaleiro da Triste Figura.

        • ZE LOPES says:

          Fico piamente agradecido a Cervantes por me ter caricaturado. Estou tão orgulhoso que já o vou instagramar no tuiter!

          Muito obrigado por me ter informado, Abreu. Mas sinto que, lá no fundo, no final, ficou aquela pontinha de inveja! Não será caso para tanto!

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Já agora, caro ZÉ LOPES, fico feliz pela sua sagacidade!
            Não fiz uma caricatura de si. Apenas usei uma figura metafórica.
            Mas com a sua inegável astúcia, chegou lá.
            Parabéns.

        • Paulo Marques says:

          Tem toda a razão, há que continuar a liberalizar o resto da falta de ética para acabarem os problemas do país. Burro foi o Sócrates, só legalizou o suborno até 150.000€, mas continuava a só poder receber na conta depois de sair e arranjar um emprego de facilitador a capitalistas, como gente séria. E engº técnico, psh, devia era ter pedido um curso de advogado, recebia o saláriozinho da firma em contractos com o estado e era um puro trabalhador honesto.

  4. Nuno M. P. Abreu says:

    Pontinha? Oh! Quanta humildade! Toda a inveja do mundo por tão patética figura!
    Como dizem os evangelhos; nem só de pão vive o homem!

  5. pvnam says:

    A ELITE DESTE SISTEMA É DA MESMA LAIA DOS ESCLAVAGISTAS: URGE O SEPARATISMO-50-50
    .
    .
    Ao mesmo tempo que reivindica para si regalias acima da média (trata-se de pessoal que está num patamar acima da mão-de-obra servil) a elite deste sistema quer ter ao seu dispor mão-de-obra servil ao desbarato.
    -» Mais, pululam por aí muitos investidores da mesma laia dos construtores de caravelas: reclamam que os seus investimentos precisam de muita mão-de-obra servil para poderem ser rentabilizados.
    -» Mais, a elite deste sistema em conluio com a alta finança (lucram milhares de milhões em especulação financeira) e em conluio com migrantes que se consideram seres superiores no caos… não falam na introdução da Taxa-Tobin como forma de ajudar os mais pobres… querem é que a ajuda aos mais pobres seja feita através da degradação das condições de trabalho da mão-de-obra servil.
    -» Mais , a elite deste sistema em conluio com a alta finança e em conluio com migrantes que se consideram seres superiores no caos… destilam ódio/intolerância para com os povos autóctones que procuram sobreviver pacatamente no planeta.
    .
    .
    NAZIS não são os povos que procuram sobreviver pacatamente no planeta… mas sim… aqueles que andam por aí à procura de pretextos para negar o Direito à Sobrevivência de outros.
    Adiante:
    -» Por um planeta aonde povos autóctones possam viver e prosperar ao seu ritmo;
    -» Por uma sociedade que premeie quem se esforce mais (socialismo, não obrigado)… mas que, todavia, no entanto… seja uma sociedade que respeite os Direitos da mão-de-obra servil;
    —» Todos Diferentes, Todos Iguais… isto é: todas as Identidades Autóctones devem possuir o Direito de ter o SEU espaço no planeta –»» INCLUSIVE as de rendimento demográfico mais baixo, INCLUSIVE as economicamente menos rentáveis.
    .
    .
    Nota: Os ‘globalization-lovers’, UE-lovers. smartphone-lovers (i.e., os indiferentes para com as questões políticas), etc, que fiquem na sua… desde que respeitem os Direitos dos outros… e vice-versa.
    -»»» blog http://separatismo–50–50.blogspot.com/.

    • ZE LOPES says:

      pvnam eu acho que és uma tramp……trump………trampp…..

    • Paulo Marques says:

      Uma sociedade que premeie o esforço de igual forma é uma concepção retrógrada do socialismo, venha da esquerda ou da direita. Outra coisa, perfeitamente ao alcance da exploração de recursos actual, é garantir condições mínimas de vida a todos que se esforcem, o que não implica nada sobre premiar o resto.
      A taxa Tobin é um mito, em várias concepções trata-se de diminuir ligeiramente o lucro, de uma actividade especulativa que não tem legitimidade para existir, e que será inevitavelmente pago nas taxas de juro a que os governos se agrilhoam. Keynes deixou melhores caminhos a adoptar.

    • malditapadralhada says:

      Olha lá oh menos, alias Cruz.
      Arranjas-te outro pseudónimo ?
      Mas és sempre apanhado
      Maldita padralhada !

  6. Julio Rolo Santos says:

    A democracia é boa, sim senhor, mas resvalou para a aristocracia politica em que uns quantos, quantos? se aproveitam para porem a ✋ no pote porque tem o seu acesso facilitado. No salazarismo haviam ladrões e sabíamos quem eram, podíamos identifica-los por ser um número relativamente pequeno, hoje, em cada esquina encontramos um. Entrámos no salve-se quem poder e tiver lata para isso.

    • João Sequeira says:

      “No salazarismo haviam ladrões e sabíamos quem eram, podíamos identifica-los por ser um número relativamente pequeno, hoje, em cada esquina encontramos um.”

      A questão, caro Júlio Rolo Santos, é que no salazarismo existia uma coisa chamada Censura que não permitia que se falasse dos ladrões que havia (o verbo ‘haver’, aqui, é um verbo impessoal, e portanto usa-se apenas na 3.ª pessoa do singular). Concluir, por isso, que eram “um número relativamente pequeno”, não só não é honesto como é uma falácia completa. Havia ladrões, sim, e eram muitos. Só que não se podia falar deles. E hoje pode.

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