Público, um jornal socialista, ou comunista, ou lá o que é

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A imprensa portuguesa, é sabido, é toda de esquerda. Tirando o Diabo, o Observador e o Angelus TV, é tudo esquerdalho. O Público, diz a narrativa dominante, é dos mais esquerdalhos. Ouvi até dizer que é socialista, ou comunista, que, sendo duas palavras diferentes, têm hoje o mesmo significado. Porque sim.

Duarte Lima foi dirigente, deputado e líder da bancada parlamentar do PSD durante o cavaquismo, ao qual está intimamente ligado. Desempenhou um papel de relevo na fraude do século, o BPN, protagonizada por um conjunto de cavaquistas que, contas redondas, lesaram o país em vários milhares de milhões de euros, parte dos quais garante hoje a quase todos os envolvidos uma reforma dourada, a par com uma ou outra subvenção vitalícia, igualmente dourada.

Ontem, Duarte Lima entregou-se na prisão de Caxias, num gesto aparentemente simbólico, encenado por um criminoso político condenado, sem categoria para figurar entre na galeria de prisioneiros políticos que ali cumpriram pena. Duarte Lima não é um preso político que lutou pela democracia. É um parasita que a natureza imperfeita da democracia pariu.

Já o Público, esse jornal da esquerda radical, decidiu ontem publicar uma peça sobre Duarte Lima. Para a ilustrar, uma foto com José Sócrates. Podia ter escolhido uma foto com Cavaco Silva, Dias Loureiro ou Oliveira e Costa? Podia, mas não era a mesma coisa. O Sócrates fica bem em tudo o que é lixo e lama, e o exílio de luxo dos senhores de bem do cavaquismo, lá para os lados da Aldeia do BPN da Coelha, não deve ser incomodado.

Ainda bem que a imprensa portuguesa é toda de esquerda. Imaginem o que seria se fosse de direita.

Comments

  1. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Este país está cultural e ideologicamente doente, assistindo-se a uma classificação dos movimentos políticos (leia-se partidos) verdadeiramente doentia.
    Primeiro, choca a falta de identidade política de muitos partidos na assembleia. O CDS, Centro de seu nome, é claramente a extrema direita, onde figuram inúmeros salazaristas que se não coíbem de o demonstrar e elevar o seu orago.
    O PSD, Social Democrata de seu nome é a direita e a extrema direita tudo num ramo só. Social democracia é, para eles, uma palavra vã e oca.
    O PS há muito que engavetou o Socialismo e continua no século XXI a ser aquele partido do tudo e do nada, em termos de correntes, que vêm desde a fundação de José Fontana e Nobre Costa em 1876, semeando divisões atrás de divisões e sendo conduzido com a maior das incompetências que fizeram dele história.
    Os restantes partidos, para o bem e para o mal são mais coerentes, o que faz com que a extrema direita raivosa e salazarenta os apelide de esquerda radical.
    Este é o retrato, a que junto uma classe jornalística que procede de acordo com o “his master’s voice”. E se há recuo na linha editorial é porque se pretende agradar, de vez em quando, à dita esquerda, para ver se vendem mais jornais. Não há, estou certo, na actuação do Público outra motivação que não seja esta. Cataventos de acordo com os interesses da ocasião.

    Tal como a maioria do povo, incapaz de perceber que os grandes rombos e roubos financeiros foram cometidos por corruptos, exclusivamente do “arco da governação”. Vamos assistindo à prisão de alguns deles, numa demonstração mais que evidente que em Portugal há duas justiças, uma que protege bandidos que assaltam bancos e o que é do estado e outra que se vinga com juros de “assaltantes de galinheiros”.

    Mas o mais preocupante é que se assiste aqui, tal como em Espanha, ao avanço da extrema direita e do fascismo. Em Espanha, já tirou a máscara, mas aqui ainda anda travestido de “democrático”. Eu diria que esta é uma característica geral da Europa onde, sob a complacência de Junckers & CIA se assiste ao proteccionismo de governos fascistas como acontece na Hungria e na Polónia.
    Eu diria que esta situação é da responsabilidade de uma esquerda que há muito se demitiu. O avanço de uns sempre foi a fraqueza de outros.

    • Rui Naldinho says:

      Só posso concordar com tudo aquilo que escreve, Ernesto. Mais palavras para quê? Está aí tudo o que é preciso dizer, no seu texto.

    • Nuno M. P. Abreu says:

      Este comentário deixa-me perplexo. Parece que o autor paira misticamente por cima do seu próprio texto.

      Vejamos:

      Afirma- este país esta culturalmente doente. Assiste-se a uma classificação dos partidos verdadeiramente doentia.

      Logo a seguir sentencia – choca a falta de identidade politica de muitos partidos.

      E, de imediato, o comentador procede sem pruridos a tal classificação e à sua identificação política:

      CDS – é claramente de extrema-direita
      PSD – é a direita e a extrema-direita num só ramo
      PS – é um socialismo na gaveta
      PCP, BE, VERDES e PAN – são partidos coerentes

      Nota – Embora a extrema direita raivosa e salazarenta os apelide de esquerda radical, diz o comentador.

      Sem dúvida que tem razão. O comentador não apelida, olha misericordioso para o nosso povo, e no seu alter ego mítico comenta:
      Assiste-se a uma classificação dos partidos verdadeiramente doentia. Estão culturalmente doentes.
      Aqui os dois egos fundem-se, o crítico e o objecto da crítica confundem-se.
      Parafraseando Rui Naldinho, está tudo dito. Palavras para quê?

      PS. Cuidado. Não se atropelem nos dislikes

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Caro Nuno M.P. Abreu.

        Começo pelo fim, para lhe dizer que não compito por likes ou dislikes. Dou uma opinião que é a minha, no exercício de um direito que é meu e no seguimento de um desafio que é proposto.
        E continuarei a fazê-lo, fique tranquilo, pois, quanto a isso.

        Não percebo o que pretende com o seu comentário, excepto que, manifestamente, quer aparecer mas repito, sem dizer ao que vem. Uma coisa é dar opiniões e a outra é “mandar-se” ao escriba. É isso e apenas isso que o senhor faz.

        Enfim, cada qual é para o que é, isto a propósito da sua referência ao pairar místico em que o senhor, pelo que tenho lido é mestre. E mais, tem claramente o “micróbio” de um personagem político que nos caiu em sortes e que dizia que “nunca se enganava e raramente tinha dúvidas”…
        Se quiser dizer ao que vem, desde já agradeço. Se não,
        fique bem.
        Cumprimentos.

        • Nuno M. P. Abreu says:

          Aplaudo sinceramente os três primeiros parágrafos do seu texto.
          Também fiquei a perceber que não percebeu o meu comentário.
          Mas fiquei a perceber que, mesmo quando não percebe, tem convicções. A isso chama-se fé. E contra a fé não se argumenta.
          Se acredita que eu intervenho no fórum com o intuito de “manifestamente aparecer” quem sou eu para desmentir tanto misticismo. Crendices e fetiches cada um toma as que quer.
          Se não entendeu ao que vim então o problema é mais complexo e como diz Damásio existem marcadores somáticos no córtex cerebral que devido ao meio onde fomos cultivados nos não deixam ver o óbvio.
          Tentando esclarecer quem eventualmente pretender ser esclarecido.
          Não me mandei ao escriba. Tentei demonstrar apenas as contradições no produto do escriba.
          Este Blog denomina-se Aventar . No dicionário encontram-se vários significados para aventar: Ventilar, agitar, arremessar pedras etc.
          Foi gostando desta ousadia, desta possibilidade de fugir ao enfadonho de discursos laudatórios próprios de igrejas, seitas ou sedes de partidos que rezam pela chegada do ditatorial centralismo democrático, que casualmente aqui cheguei e por aqui vou pairando.
          O pairar mistico a que me referi parece não ser aquele que o Senhor Eduardo entendeu. O que quis referir, de uma maneira mais soft, foi aquilo que o povo diz de uma maneira mais dura: Bem prega frei Tomás. Olha para o que ele diz não olhes para o que ele faz.
          Mas, claro, o senhor Eduardo na sua presciência até sabe que eu tenho “CLARAMENTE” um micróbio
          À distância que está de mim e ao ver tão claramente esse micróbio sem apontar qualquer sintomatologia, tenho de pensar em misticismo ou bruxaria.
          Senhor Eduardo vim a terreiro porque. NA MINHA INTERPRETAÇAO o SEU TEXTO está repleto de contradições.
          Parece condenar um comportamento que logo a seguir, com o maior desplante, despenaliza. Diz que se assiste
          “ a uma classificação dos movimentos políticos (leia-se partidos) verdadeiramente doentia” e logo de seguida procede a uma classificação inconsequente desses partidos onde existe um que classifica de extrema direita, outro de direita e extrema direita ( como? um está dentro do outro) outro de consequente e os restantes de coerentes.
          E a quem classifica estes de extrema esquerda denomina-os de raivosos salazarentos.
          É aqui que concordo com quem do alto da sua cátedra afirma:
          Trata-se de uma classificação doentia e diria mesmo inconsequente.
          Fico bem. Muito bem, com a minha consciência.
          Obrigado e Cumprimentos.
          Ao seu dispor. Nuno Abreu

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Sr. Nuno M. P. Abreu.
            Não sou Eduardo, como facilmente pode constatar.

            Permita-me parafraseá-lo:

            “…Foi gostando desta ousadia, desta possibilidade de fugir ao enfadonho de discursos laudatórios próprios de igrejas, seitas ou sedes de partidos …”,

            para lhe dizer que depois do seu discurso que li até ao fim, o identifico com as suas próprias palavras.
            Paire à vontade … Bons voos.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Sr. Nuno M. P. Abreu.

            O senhor não tem o direito de vir para estas páginas tentar chamar às pessoas que o lêem de estúpido.

            Também não fica bem desatar, irresponsavelmente, a chamar de “estalinista” a quem não pensa como o senhor.
            Quando eu era estudante nos tempos do antes do 25 de Abril – já tinha 25 anos quando o 25 de Abril chegou – o regime da altura chamava comunista a quem não pensasse como eles.
            Neste contexto, vejo que o seu voo é claramente retro.
            Seria bom que em vez das suas longas prosas, carregadas de nada e de coisa nenhuma, no que toca ao tema em debate, fosse objectivo, claro e respeitador. É o que se exige numa sociedade democrática.
            Discordar, não é nenhum crime. Debater e rebater opiniões, só pode ser saudável. Insinuar como o faz, é um exercício menor.

            Continuo a não perceber o que pretende – excepto que já percebi a sua vocação para os discursos eclesiásticos – e recordo que numa conversa há sempre um emissor e um receptor. E quando a conversa é ininteligível – como a sua – deixe a sua superioridade pensar o que quiser sobre a inteligência dos outros, mas faça também um exercício para tentar perceber se, de facto, percebe mesmo aquilo que escreveu.

            Isto a propósito de likes e dislikes, como observou na sua primeira comunicação.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Desculpe, Sr. Ernesto, tê-lo denominado Eduardo. A velhice não perdoa! Na impossibilidade de a tudo atentarmos, concentrámo-nos mais no conteúdo do que na forma.

            Um muito obrigado duplo: por ter lido o meu discurso até ao fim – o que, reconheço, não é tarefa fácil – e por me permitir pairar à vontade.

            Sinto-me como se senti no 26 de Abril de 1974,quando me encontrava fora do País: Livre. Muito obrigado.

            PS- Só espero que a isto se não siga um novo PREC que me obrigue de novo a emigrar. .

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Desculpe Mais uma vez Sr. Ernesto! Pensava que todos tínhamos direito de opinar. Mas estou redondamente enganado. Bem me parecia que, depois de um 25 de Abril,aparece logo um PREC concedendo o direito de colocar etiquetas apenas a alguns privilegiados.
            Não chamei a ninguém de estúpido. Não chamei a ninguém de estalinista. Mas penso, se o Senhor Ernesto me não proibir, que posso publicitar o meu pensamento e dizer que determinada afirmação não é sensata, que determinado comportamento é idêntico a comportamentos anteriores que foram classificados de estalinistas.
            É a vantagem de ser mais velho. Vimos que determinados comportamentos conduzem a determinados efeitos e precavemo-nos.
            Como sou, ao que parece, meia dúzia de anos mais velho, também vivi o tempo em que quem não era salazarista era comunista. Por isso saí do país. Mas também vivi um tempo em que quem não era comunista era fascista. Aqui e noutro pais onde voluntariamente fui cooperar como então se dizia, com aquele tipo de regime.
            É essa experiência que me leva a procurar denunciar quem em pleno século XXI ainda tem tais tiques.
            Tem todo o direito de classificar de extrema direita os movimentos que entende sê-lo, mas parece que não concede a outros o direito de intitular de extrema esquerda quem o entender fazer.
            Diz que os meus discursos são carregados de nada e de coisa nenhuma, uma figura literária cheia de conteúdo , já.na minha terra diz-se que não há pior cego do que aquele que não quer ver.
            Vou por isso fazer-lhe três perguntas de sim ou não.

            Fez ou não a afirmação seguinte : – “Neste país assiste-se a uma classificação dos movimentos políticos (leia-se partidos) verdadeiramente doentia”?

            Fez ou não esta afirmação : – “O CDS, Centro de seu nome, é claramente a extrema direita”?

            Afirmar que este partido é de esquerda, aquele de direita, aquele do centro, aquele do extremo, qualquer que ele seja, é classificar ou não um movimento politico?

            Como se deve classificar alguém que afirma que determinado comportamento é doentio e o pratica?

            Doente?

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Caro Sr. Nuno M. P. Abreu.

            Não vale a pena vir com insinuações sobre o direito de opinar. Não lê, em parte nenhuma, do que lhe escrevi qualquer tentativa de lhe cortar a opinião. O que lê é que a opinião que emitiu não se compreende.
            Logo o PREC e os privilegiados, vão directamente para a sua pessoa. Não mande mais pedras.

            É óbvio que me chamou estúpido e para o provar, aqui lhe deixo ficar aquilo que escreveu quando comentei que não tinha entendido a sua alusão:
            ” …Se não entendeu ao que vim então o problema é mais complexo e como diz Damásio existem marcadores somáticos no córtex cerebral que devido ao meio onde fomos cultivados nos não deixam ver o óbvio…”
            Esclareço-o que não fala com nenhum ignorante.

            Quanto ao estalinista, deixo-o com mais uma pérola da sua autoria, referindo-se ao comentário de alguém que concordou com a minha redacção:
            “…“Pai, Filho e Espírito Santos, três pessoas distintas mas um só Deus Verdadeiro» : O estalinismo cego surdo e mudo, que se UNE para perseguir os demónios que o contradizem, que expurga do seu seio os infiéis e os persegue até na toca onde se refugiam.”
            Repito, não pense que está a lidar com algum ignorante ou indigente.

            O sr. usa e abusa da insinuação para se insinuar, passe a redundância. Entra, tal como o emboscado, em pantufas e sai de chancas. Vem isto a propósito da frase :
            ” …se o Senhor Ernesto me não proibir …”
            Não proíbo nada nem ninguém de dar a sua opinião. Não está na minha natureza proibir, estando contudo no meu conceito de liberdade, ter opinião e formulá-la, bem como solicitar clareza a raciocínios ininteligíveis. Foi isso que fiz, sem ser presunçoso ou estúpido.

            Em tom de passagem, saiba que, ao contrário do sr. que deixou o país, como afirma, eu por aqui fiquei, mas poupo-o ao que passei.
            E por aqui me fico, respondendo só e apenas às observações e questões que me coloca.

            Afirma:
            “…Tem todo o direito de classificar de extrema direita os movimentos que entende sê-lo, mas parece que não concede a outros o direito de intitular de extrema esquerda quem o entender fazer”.
            Não mexo nos direitos de ninguém, porque respeito o meu semelhante. Tenho uma opinião e ela passa pelo facto de estar convicto que, ao dia de hoje, a extrema esquerda não existe em Portugal. E mesmo a dita esquerda está claramente “travestida”. Por essa razão termino o meu primeiro texto com a frase:
            “…Eu diria que esta situação é da responsabilidade de uma esquerda que há muito se demitiu…”
            O que constato é que o sr. parte de uma opinião e, abusivamente, transforma-a em proibição.
            E depois insinua com o termo “doente”, mas já lá vamos.

            Depois questiona:
            1 – “…Fez ou não a afirmação seguinte : – “Neste país assiste-se a uma classificação dos movimentos políticos (leia-se partidos) verdadeiramente doentia”?
            Confirmo e reafirmo aquilo que disse, reafirmando ser a MINHA opinião a que tenho direito neste espaço de liberdade.

            2 – ” …Fez ou não esta afirmação : – “O CDS, Centro de seu nome, é claramente a extrema direita”?
            Fiz sim senhor e reafirmo o que escrevi, reafirmando ainda ser a MINHA opinião, a que continuo a ter direito neste espaço de liberdade..

            3 – “…Afirmar que este partido é de esquerda, aquele de direita, aquele do centro, aquele do extremo, qualquer que ele seja, é classificar ou não um movimento politico?”
            É uma classificação que está vinculada a um modo de pensar e de ver o mundo político nacional. Sai no decurso de um tema trazido a debate. Continua, pois, a ser uma opinião a que ainda tenho direito neste espaço de liberdade.

            4 – Mas o sr diz mais e aqui é que “a porca torce o rabo”, pois manipula um raciocínio, o que é grave:
            Escreve no seu penúltimo parágrafo:
            “…Como se deve classificar alguém que afirma que determinado comportamento é doentio e o pratica?”

            Pois bem caro sr. esta frase demonstra inequivocamente uma despudorada manipulação de palavras. E explico-lhe porquê.
            Primeiro, não classifiquei nunca comportamentos. Classifico DENOMINAÇÕES com as quais não concordo pelo facto de, como acima afirmei, considero existir “… falta de identidade política de muitos partidos na assembleia…”.
            E este é o ponto fulcral.
            E partindo daqui, o sr. entra numa óptica de minimização das opiniões, o que faz de um modo incorrecto e abusivo, pois parte de premissas erradas, insinuações constantes e patentes numa prosa mais ou menos psicadélica onde não faltam alusões à minha fé – uma intromissão em algo que desconhece, que indicia, isto sim, um comportamento – a que soma os mimos de estalinista, a alusão aos “… marcadores somáticos no córtex cerebral” e até ao “pairar místico”.
            Pois saiba que quando o sr. discorda da minha classificação partidária, está no uso do seu pleno direito e sobre isso, não me verá intervir no sentido de criticar o seu pensamento.

            Mas insinuar doença, como insinua, depois de confundir “classificar comportamentos” com “classificar denominações”, já é um abuso, mas que, por respeito à sua provecta idade não lhe respondo à letra.

            Cumprimentos.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Sinceramente. Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Vejo-o declaradamente ofendido e eu com a consciência que o não ofendi para além das diatribes próprias de um debate aceso.
            Não senti que o que escrevi, em relação a si, era ofensivo mas tão somente disruptivo de um pensamento que me pareceu contraditório.
            Reli atentamente tudo e vou rever tudo tentando ser o mais objectivo possível nessa análise.
            No primeiro post chamei a atenção, um pouco ao estilo das Fartas de Ramalhão Ortigão, para uma contradição no texto que me pareceu evidente. Não formulei qualquer opinião valorativa sobre cada uma das afirmações que fez e que tinha direito para fazer. Não concordei nem discordei que classificasse de extrema direita o CDS ou o PSD sequer. Não me lembro de neste fórum fazer qualquer critica abonatória ou depreciativa sobre qualquer um dos lideres partidários. Achei incoerente fazer a afirmação de que o pais esta culturalmente doente e apresentar como razão a classificação doentia dos partidos, e a seguir apresentar uma classificação dos mesmos.
            Pareceu-me incoerência discursiva classificar de extrema direita uma formação partidária e adjectivar de salazarenta a opinião de outros ao classificar outras forças partidárias de extrema esquerda. Pareceu-me poder deduzir que tinha um direito de classificar que negava a outros.
            Esta minha interpretação julgo ser natural face ao texto embora pode ser proposta outra qualquer. É só aduzir argumentos.
            Terminei por dar conta da impressão global do comentário: A construção dava-me a ideia de um personagem exterior ao texto que fez uma apreciação global da sociedade e a seguir torna-se um personagem dessa mesma sociedade. Rebuscado? Talvez mas muito comum na critica politica.
            Perante isto e depois de algumas considerações gerais, perguntou-me ao que vinha, acusou-me de me mandar ao escriba e afirmou que claramente eu tinha um “micróbio” do Cavaco Silva. Que só queria aparecer.
            Voltei a ficar perplexo. Quais as frases que tinha escrito donde pudessem surgir tais acusações? Por mais que seriamente as procurasse não as encontrei.
            Invoquei Damásio não para lhe chamar estúpido. Pelo contrário, procurei encontrar uma justificação cientifica para tal desfasamento. Não. Não julgue que estou a ser pretensioso. Estou apenas a dizer que a hipótese que Damasio propôs, ajudou-me a compreender a minha incapacidade de por vezes entender o que me contraria. O exemplo mais evidente citado é o do Papa. Devido a formação socio-cultural do papa ninguém lhe consegue fazer entender que Deus não existe. Devido aos marcadores somáticos fixados no córtex pre-frontal as hipóteses de raciocínio que são profundamente contra o nosso interesse são curto-circuitadas e não chegam a ser equacionadas. Acontece-lhe a si, a mim a todos. E só com esforço hercúleo nos livramos da sua influência.
            O pai , filho espirito santo também me não parece que tenho o sentido gravoso que lhe quer dar. Aparece num contexto. Só porque referi que o PS estava no Governo apoiado pelo PCP e BE, o sr José Peralta veio dizer que me esqueci do CDS e do PSD enchendo de vitupérios personagens daqueles partidos. Em vez de ideias revelava ódio e isso é típico duma extrema esquerda estalinista ou duma extrema direita fascista. Agora em revanche vem aliar-se numa pretensa guerra contra mim. Foi a ele que respondi.
            Não percebi a despudorada manipulação de palavras.
            Quem classifica partidos de extrema esquerda ou de extrema direita, pratica uma acto, tem um comportamento.
            Se diz que se assiste a uma classificação dos movimentos políticos (leia-se partidos) verdadeiramente doentia” obviamente que se está a referir a comportamentos humanos porque só estes podem ser doentios no significado que a palavra aqui tem.
            Não. Não o julgo ignorante. E julgo foi a primeira vez que critiquei um comentário seu. Mas sinceramente penso que na minha consciência tinha de o fazer e penso que ele nada teve de pretensioso e no final o debate trouxe sempre algo de positivo para as partes. Não posso falar por si. Mas por mim no fim senti-me mais burilado evitando assim a cristalização que é o grande problema dos velhos.
            Uma boa noite.

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Sr, Nuno M. P. Abreu.

            Não, não foi a primeira vez que criticou um comentário meu, embora a crítica que aqui faz esteja nos antípodas de uma outra feita há tempos.

            E desta vez, começo pelo fim.
            A consciência é muito bonita, quando existe… e é aplicada com peso, conta e medida.
            Já lhe escrevi sobre isto, mas repito que nada nem ninguém, numa sociedade democrática, pode impedir de formular uma opinião.
            A forma como a consciência se aplica, na resposta elaborada, é que pode ser discutível.
            Há dias um manifestante interrompeu o discurso do primeiro ministro e, malcriadamente, puxou do microfone para falar. E insistiu. Independentemente da motivação do jovem sobre a matéria que o levou à contestação, considero haver o modo como o protesto se executa.
            O sr., a propósito do que escrevi, entrou exactamente da mesma forma que o manifestante, só que em vez de puxar o microfone, preferiu embrenhar-se pela “teoria de Damásio”, chamando estúpido, por linhas travessas. Aplique a referida teoria consigo, do modo que lhe aprouver, mas meça as palavras para quem lhe manifesta respeito. O sr. gosta de jogar com as palavras, tenta reviravolta, trazendo, desta feita, a figura do Papa à liça que mistura, na mesma explicação, com a sua personalidade.
            Não vale a pena.
            Mas já agora, respeite o que o Papa e milhões de pessoas pensam sobre a existência de Deus. A sua frase “… Devido a formação socio-cultural do papa ninguém lhe consegue fazer entender que Deus não existe…”, é de uma infelicidade atroz e uma prova que o sr. vive numa bolha onde só o que pensa é que é real. Isto a propósito do “micróbio” do sr. Cavaco…
            Já pensou em fazer uma viagem a Roma e aplicar todos os seus conhecimentos para resolver tão intrincado problema?

            Quanto à frase “… O pai , filho espirito santo” … a que me permito juntar o que desta feita o sr. suprime “… : O estalinismo cego surdo e mudo, que se UNE para perseguir os demónios que o contradizem…”, o problema é exactamente o CONTEXTO. Mas não o contexto que pretende mostrar. Uma vez mais o sr. recorre à insinuação, o que para mim é sempre negativo, pois não sou adepto do politicamente correcto e, defendo que a insinuação revela, a maior parte das vezes, falta de frontalidade.
            É verdade que foi a ele que o sr. respondeu, mas o Sr. Peralta responde-me a mim e o sr., manifestamente, pretendeu “matar dois coelhos com a mesma cajadada”.
            Não faça das pessoas estúpidas, se faz favor.

            Mas vamos à frase que escrevi, … ” … Este país está cultural e ideologicamente doente, assistindo-se a uma classificação dos movimentos políticos (leia-se partidos) verdadeiramente doentia…”.
            E também que digo que não vou seguir o título do livro que cita – já agora é “Farpas” e não Fartas – porque sou frontal.
            Diz o senhor que … “Quem classifica partidos de extrema esquerda ou de extrema direita, pratica um acto, tem um comportamento…”.
            Estou em completo desacordo. Quem classifica partidos EMITE uma opinião. O comportamento não é uma opinião, um acto sim, mas com uma continuidade que está associada a uma acção.
            Portanto, não misture os conceitos.

            Mas digo-lhe mais: não posso ter respeito pela maioria deste povo que vive há 45 anos num estado onde o acesso ao conhecimento está facilitado, onde a opinião é livre de se dar e de se consultar e, a um ou dois meses das eleições, apresenta uma taxa de 25% de indecisos. Não é só aqui, mas as debilidades dos outros não me atingem tão directamente.
            E mais: Respeito todo o convicto apoiante da direita, da esquerda, mas tenho uma negação muito forte quanto a essa chusma que se intitula de “indeciso”. São eles, a carga livre do navio, que o pode levar ao fundo, justamente porque não sabem o que são, o que fazem, o que querem e onde se devem posicionar.
            Este povo, na sua maioria, anda há 45 anos a votar sempre nos mesmos, saltando tipo “tolo no meio da ponte” do PS para o PSD/CDS, vira o disco e toca o mesmo. Um povo que não tem coragem de se assumir como sendo o responsável máximo da presença de tanta corrupção e corruptos. Cavaco, hoje tratado abaixo de cão, teve 4 (QUATRO) maiorias absolutas dadas por este povo, a que correspondeu quase 20 anos de governo.
            Isto não lhe diz nada quanto à sanidade cultural e ideológica da maioria do votante?
            E perguntar-me-á: em quem votar?
            Respondo-lhe: se não há reconhecimento de políticos e partidos honestos no nosso panorama eleitoral, haja a coragem de votar nulo, dizendo o que se pensa. Este povo anda a enganar-se e a enganar o português que sabe o que quer, seja ele de direita, seja de esquerda.
            Perceberá, penso eu, porque opino estar perante um país cultural e ideologicamente doente.

            No que toca à classificação dos partidos, é-me evidente que nenhum deles conhece, ao dia de hoje, qual o sentido, e as implicações das suas bases programáticas.
            Quando tem responsáveis de um partido pronunciarem no Parlamento que “… Salazar não fez tudo o que poderia ter feito…”, num elogio, entenda-se, ou “duas pessoas sérias com a mesma informação têm de concordar” (estas pérolas saíram, respectivamente, de responsáveis do CDS e do PSD), isto diz-nos claramente que na casa da liberdade, a ideologia democrática deixa muito a desejar. E quando estas frases são ditas e não há qualquer adenda à “bojarda”, isso quer dizer que são sentidas.
            A grossa maioria dos nossos políticos, são um grupo de indivíduos mal politizados que correm todos uns atrás dos outros, repetindo-se pendularmente e que saltam da esquerda para a direita e vice-versa, bem à moda dos “indecisos” que lhes dão o ser e razão para continuar.

            Mas uma das fatias mais importantes para este descalabro que nos conduz a uma pretensa democracia, reside nos “media”, um grupo de indivíduos onde a palavra jornalismo não é conhecida. São a “cloaca máxima” da informação, canalizando toda a porcaria, intoxicando, voluntariamente, o leitor. Aqui entram duas coisas inexistentes no meio e na sociedade:
            1 – O contraditório, maioritariamente relegado para as calendas gregas. Basta ouvir os debates …
            2 – A capacidade de se separar o trigo do joio, na ausência do referido em 1. Mas isso dá trabalho e o futebol é muito mais apelativo (atenção, gosto de futebol)

            A imprensa e a televisão estão subjugadas a interesses de emissão e de linhas directivas políticas. Não sejamos ingénuos. E por isso, vou-me mantendo vigilante, numa sociedade que, assim possa, abocanha, não porque tenha fome, mas porque está “educada” na senda da competição, ao que responde com a sobrevivência e subserviência.

            Tem, pois, aqui o que me levou a escrever aquelas linhas que manifestam justamente o que penso, sem qualquer barreira.

            Cumprimentos.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Senhor Ernesto: Depois de ter lido cuidadosamente o seu texto, renovo e reforço a ideia de que, na análise que faz dos meus escritos, eu sou o subjectivo e o Senhor Ernesto o objectivo.
            Numa sociedade democrática, ninguém pode impedir alguém de formular uma opinião, repete-me o senhor exaustivamente apesar de eu jamais ter discordado de tal principio. Mas se eu emito uma opinião afirmando que existe contradição no seu discurso abundam logo os adjectivos pejorativos sobre a minha pessoa esquecendo uma frase, que as pessoas que gastam tempo nestes blogs, deviam ter sempre em mente:
            “Eu sou responsável pelo que escrevo e não pelo que cada um entende”
            Começando pelo principio. A consciência é muito bonita aplicada com peso conta e medida, diz o senhor. Mas o peso, a conta e a medida é determinada por quem? Pelo senhor Ernesto ou pela consciência de cada um segundo a sua formação sócio-cultural?
            Vi a interrupção a António Costa e achei piada. O Senhor Ernesto classifica-a de malcriada- tem direito a classifica-la assim, REPITO – mas eu achei-lhe piada porque a vi como remoque a uma cena semelhante protoganizada por Eduardo Cabrita quando presidia à Comissão de Orçamento e Finanças e Administração Pública e pelo então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, que invadiu as redes sociais e ficou conhecido como a “luta pelo microfone”.
            Comparar isso com a invocação de Damásio, é desculpe lá, completamente infantil.
            A hipótese de Damásio, sem aspas, é uma hipótese cientifica, que tenta explicar biologicamente a dificuldade de entender comportamentos aparentemente irracionais em pessoa extraordinariamente racionais. O trabalho começou pela análise do caso de Phineas Gage, um jovem de 25 anos que, após sofrer um acidente de trabalho e ter o crânio atingido por uma barra de ferro, sobreviveu e manteve todas as suas capacidades intelectuais e motoras intactas, mas perdeu os marcadores somáticos e passou a agir de uma maneira estranha.
            Foi também por isso e por algo mais que, há dez anos, abandonei toda a minha actividade empresarial e fui fazer um mestrado em Biotecnologia na UTAD, para tentar compreender até que ponto era verdade o que dizia Descartes, “Eu penso logo existo”, ou teria razão Damásio ao afirmar que “Eu existo porque penso” Fiquei a perceber que a emoção pode desfazer a razão mas como diz Damásio a evolução está a conduzir à conciliação entre a razão e a emoção.
            Consequentemente trazer Damasio á colação nada tem de chamar estúpido a ninguém, por mais votos que se contem nesse sentido.
            É por isso que é igualmente infeliz para usar a sua adjectivaçao falar em atrocidade (???) por colocar a hipótese do papa. Naturalmente, como disse atrás o Senhor Ernesto, tem o direito de fazer a interpretação que quiser com eu tenho o direito que se trata de uma interpretação infantil. Eu não fiz qualquer afirmação sobre a existência de Deus. Formulei uma hipótese, como tal abstrata, de perante ela por mais argumentos aduzidos,consistentes ou não, a emoção que condiciona um papa não lhe permitiria ver a razão que por ventura decorresse dos argumentos apresentados.
            Por fim. Fiquei a saber que emitir uma opinião não é praticar um acto. Escrever ou falar não é praticar um acto. E daí não podermos responsabilizar ninguém pelo que escreve ou diz.
            Parece que o articulista do Aventar ,Bruno Santos tem amanhã julgamento por ter escrito algo. Mas Senhor Ernesto, informe-o, de imediato, que ele não praticou nenhum acto. EMITIU uma opinião e como tal não pode ser julgado.
            Se o juiz insistir o sem Ernesto aparece e proclame : Sr. Juiz. Não misture conceitos.
            Acabando .Mais uma vez nãos discorri sobre os fundamentos do seu articulado. Discorri sobre a sua contradição evidente nos termos em que foi feito pelo que o seu arrazoado final está fora de contexto .

            PS: Muito obrigado por ter rectificado o titulo de Ramalho Ortigão, esclareceu devidamente eventuais leitores. A mim apenas me chamou a atenção para a minha velhice . Os meus dedos já tremem e como no teclado o R é vizinho do T errei.
            Muito e muito obrigado

          • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

            Senhor Nuno M. P. Abreu.

            O senhor não leu o que lhe escrevi com qualquer atenção, pois se o tivesse feito, não escrevia coisas que só escreve. O sr. é, de facto, um manipulador das palavras das pessoas que consigo dialogam, pela repetição constante do acto, o que indicia um comportamento.

            Começa por afirmar que “… igualmente infeliz para usar a sua adjectivação falar em atrocidade (???)”… referido a um comentário meu sobre o que o sr. disse do Papa.
            Reescrevo-lhe o que escrevi na altura, sem qualquer comentário.
            “… é de uma infelicidade atroz e uma prova que o sr. vive numa bolha onde só o que pensa é que é real. Isto a propósito do “micróbio” do sr. Cavaco…”.
            Fiquei a saber que para si, “atrocidade” é igual a “infelicidade atroz”. Está certo…

            O seu espírito manipulador das palavras aparece ainda reflectida em:
            “…no seu discurso abundam logo os adjectivos pejorativos sobre a minha pessoa …”.
            Não é a primeira vez que o sr. se pretende armar em vítima, mas não perca tempo. Agora mente, mas continua a ser uma questão de consciência.
            E repito-lhe: A consciência é muito bonita quando aplicada com peso, conta e medida. E quando o sr. vem com a lengalenga de quem a aplica, mais uma vez, quer jogar com palavras. Não perca tempo.

            Chamou-me infantil duas vezes. Seria bom que não deixasse que a sua emoção o não leve por caminhos pouco correctos. É que o sr. acusa-me de o tratar mal e à sua maneira, subreptícia, vai insultado as pessoas e manipulando os raciocínios.

            Não me espanta que tenha achado graça à interrupção de António Costa. Faz todo o sentido.

            E continua a fazer das pessoas estúpidas, sempre na manipulação agora das suas próprias palavras. É o que faz com a sua afirmação sobre o Papa e Deus. Não faça das pessoas estúpidas ou escreva o que pensa e não o que julga que pensa. Ler o que se escreve, faz bem…

            Sobre os conceitos, eis mais uma prova em como o senhor é um manipulador de palavras e de ideias.
            Escreve o senhor : “…Fiquei a saber que emitir uma opinião não é praticar um acto…”
            O que eu escrevo: ” …O comportamento não é uma opinião, um acto sim, mas com uma continuidade que está associada a uma acção…”
            O sr escreveu comportamento, mas como não pegou, mudou agora a palavra para acto e opinião, de forma a compor o seu ramalhete.
            Meu caro sr: não participo neste espaço para ganhar medalhas. Se quiser, fique com elas todas.

            Não meta o Sr. Bruno Santos nesta coluna. Para além de antipático, é insolente da sua parte e diz bem do seu carácter, misturando tudo apenas e só com a ideia de fazer valer a sua opinião.

            Finalmente, nos muitos anos que dei aulas no Ensino Superior, aprendi a explicar os diferentes conceitos e a escutar o retorno. E mudava o modo de explicar, de acordo com as características dos alunos.
            A experiência ensinou-me que havia alunos que NÃO QUERIAM COMPREENDER.
            Ainda que esta nossa conversa nada tenha de aula – da minha parte entenda – pacientemente, tentei explicar-lhe os motivos pelos quais, entro no primeiro texto com a frase que entro.
            Mas percebi que não vale a pena. O sr. nisso, não toca, preferindo chamar à explicação “arrazoado”.
            Porém, do seu lado e sobre o tema proposto pelo articulista, o senhor trouxe ZERO à discussão, não apresentou qualquer ideia. Preferiu praticar “o tiro livre” a quem exprimiu ideias, nunca as discutindo, mas discutindo quem as exprime. Um exercício de “atirador emboscado” que tenho vindo a assistir, da sua parte, comigo e com outros intervenientes, vindo posteriormente lamentar-se que …” na análise que faz dos meus escritos (seus entenda), eu sou o subjectivo e o Senhor Ernesto o objectivo…”

            Daria para rir se não fosse triste.
            Com todo o respeito, não perderei nem mais um segundo com o sr.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Ponto 1- Sou um manipulador das palavras das pessoas que comigo dialogam, pela repetição constante do acto, o que indicia um comportamento – Não percebi o texto
            Ponto 2 – Quem comete um acto de uma infelicidade atroz não comete uma atrocidade? -. Tem direito a ter opinião.
            Ponto 3 – O peso, a conta e a medida da aplicação da consciência é definida pelo Sr Ernesto? – Não perco mas tempo.
            Ponto 4 – Fazer uma comparação infantil é ser infantil? – Não me meto na consciência que cada um tem de si
            Ponto 5 – Achar graça a um episódio grotesco passado num comício por similitude com outro idêntico passado na Assembleia da Republica, faz sentido. – Muito obrigado
            Ponto 6 – Escreva o que pensa !– Diga-me o que eu penso e como devo escrever e eu escrevo.
            Ponto 7 – Ter um comportamento é muito diferente de praticar um acto ou uma acção – Pronto , não se fala mais nisso .
            Ponto 8 – Não meta o Bruno Santos neste espaço – Este espaço no é do Aventar? O espaço do Bruno Santos?
            Ponto 9 – Parabéns pelos muito anos de aulas no ensino superior e sobretudo pela capacidade de explicar segundo as características que os alunos tinham – Eu só dei dois e não tinha essa capacidade.
            Ponto 10 – Tentei explicar-lhe os motivos pelos quais, entro no primeiro texto com a frase que entro. – Porventura não teve em conta as minhas características eu não percebi
            Ponto 11 – O senhor trouxe ZERO à discussão – Eu por mim aprendi algo. Aprendi que, afinal,a revolução de Abril não abriu mentalidades. Se antes do 25 de Abril quem não fosse salazarista era comunista, neste espaço ainda há um grupo maioritário que pensa que quem não ajoelha e adora é fascista.
            PS.I- Ainda sou do tempo na faculdade de direito de Coimbra onde quem não repetisse “ipsis verbis” a sebenta do professor tinha chumbo certo. Parece que essas prática continuam aqui em vigor.
            PS II-. Nos próximos dias não poderei frequentar este fórum. Trabalho mais importante me aguarda. Mas em breve cá estarei para servir de saco de pancada aos “Filhos de Um Deus Menor”

          • Nascimento says:

            BAILARICO? Começa sempre a cassete na primeira “interbençon”… já dizia o ( grandíssimo DAMÁSIO!)!é só rir!Espelho meu, espelho meu….ai que levo tanta pancada dos ” Filhos de Um Deus Menor”…que snobeira merdosa!

        • José Peralta says:

          Ernesto Martins Vaz Ribeiro

          (…)”O CDS, Centro de seu nome, é claramente a extrema direita, onde figuram inúmeros salazaristas que se não coíbem de o demonstrar e elevar o seu orago.
          O PSD, Social Democrata de seu nome é a direita e a extrema direita tudo num ramo só. Social democracia é, para eles, uma palavra vã e oca.
          O PS há muito que engavetou o Socialismo e continua no século XXI a ser aquele partido do tudo e do nada, em termos de correntes, que vêm desde a fundação de José Fontana e Nobre Costa em 1876, semeando divisões atrás de divisões e sendo conduzido com a maior das incompetências que fizeram dele história.
          Os restantes partidos, para o bem e para o mal são mais coerentes, o que faz com que a extrema direita raivosa e salazarenta os apelide de esquerda radical”.

          Permito-me destacar este excerto do seu lúcido e excelente texto, para lhe dizer que concordo com ele, na sua totalidade !

          Bem haja.

          • Nuno M. P. Abreu says:

            “Pai, Filho e Espírito Santos, três pessoas distintas mas um só Deus Verdadeiro» : O estalinismo cego surdo e mudo, que se UNE para perseguir os demónios que o contradizem, que expurga do seu seio os infiéis e os persegue até na toca onde se refugiam.
            Que o diga Trotsky e a história quando não truncada por ideologias criminosas e credos inconsequentes.

          • José Peralta says:

            Nuno M. P. Abreu

            O estalinismo cego, surdo e mudo, só tem comparação com a sua homérica cegueira e surdez…

            E felizmente que não é maneta e pode utilizar o teclado, para escrever as barbaridades “prenhes” da empáfia que é timbre dos pobres de espírito, raivosos, tacanhos e ressaibiados com uma Democracia, que lhes permite, (e muito bem !)…dizê-las !

            Mas que me permite, também a mim, (vejam lá a “injustiça”!!!!), e mercê do “ditatorial centralismo democrártico” incomodar” Suas Excelências, os abreus e correlativos, com o meu contraditório…

            VOCÊ, Abreu (sim ! VOCÊ, que é a linguagem de estrebaria que VOCÊ me merece…) não passa de um grande e convencido “dono da “verdade” das suas opiniões”, e que, depois, aos “ignorantes” que “OUSAM” contradizê-lo, “aconselha”, pacóvio, com inaudito descaramento, ISTO :

            “Seria bom que em vez das longas prosas, carregadas de nada e de coisa nenhuma, no que toca ao tema em debate, fosse objectivo, claro e respeitador. É o que se exige numa sociedade democrática”.

            Porque, “longas prosas carregadas de nada e de coisa nenhuma”…NÃO SÃO AS SUAS, Abreu !

            E depois, mais uma “visita” ao dicionário :

            “Este Blog denomina-se Aventar . No dicionário encontram-se vários significados para aventar: Ventilar, agitar, arremessar pedras etc.”

            (Coisa que, claro, nós os” ignorantes”, jamais saberíamos, se não fosse o Abreu e o seu dicionário ! Só não percebi como o “ETC.” é um “significado”…)

            “Foi gostando desta ousadia, desta possibilidade de fugir ao enfadonho de discursos laudatórios próprios de igrejas, seitas ou sedes de partidos que rezam pela chegada do ditatorial centralismo democrático, que casualmente aqui cheguei e por aqui vou pairando”.

            (Sim ! E como é óbvio, vai “pairando” mas pouco, porque as vistosas asas de pavão, só lhe permitem “voar baixinho”…como os crocodilos !)

            E “magnânimo” : (Venho aqui) “tentando esclarecer quem eventualmente, pretender ser esclarecido” !

            (Pela minha parte, obrigadinho, ò Abreu…”tou” esclarecido !!!!)

            Ora se isto não é um monumento à mais destemperada prosápia ou uma prova tão ridícula como infantilóide de alguém que se “pensa” um…”educador”…

            E “ousadia” ? E “possibilidade de fugir ao enfadonho dos discursos laudatórios” ?

            O seu enorme e, presumo, rotundo umbigo, provocam-lhe tal “cegueira” que não o deixa “vêr” quão contraditórias, enfadonhas e vazias, são as suas longas patacoadas, tão laudatórias, apologéticas e mal disfarçadas simpatias por uma “certa” direita.

            E mostra-se “muito ofendido” por, (com a mesma liberdade que reivindica para si de “exorcizar” a Esquerda) , o CDS, ser classificado como aquilo em que verdadeiramente se está a transformar ! De extrema direita…

            2.ª Dose :

            https://www.diarreia.pt/produtos/tratamentos-para-a-diarreia/imodium-rapid

            As melhoras…

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Óh! Senhor Peralta, o seu post deixou-me extremamente feliz. Constitui a certeza que atingi plenamente o alvo.
            Alguém que, sem mais, completamente a despropósito, ataca a dignidade de adversários políticos, é alguém eticamente detestável,
            O simples facto de eu ter relembrado que o governo ACTUAL é formado pelo PS, que tem o apoio de BE e PCP, que o Sr João Mendes classificou “de democracia portuguesa de pescadinha de rabo na boca” levou o Senhor Peralta a, do alto da sua peraltice, me interpelar:
            “Para si, o PSD e o CDS nunca existiram ? A tropa fandanga da páfia, do aldrabão-mór coelho, da mentira loura albuquerque, do portas submarinista, da cristas azougada e alcoviteira, são personagens que não cabem no seu “libreto” de ´”ópera-bufa” (sem 2 ff…)
            A que propósito vem isto?
            Perguntei a mim mesmo: este homem está bom do juízo? O que o leva a desrespeitar, completamente “ad hoc” sem qualquer deixa, os seus eventuais adversários políticos, adjectivando-os, não pela eventual práticas de actos políticos, mas pela sua hipotética idiossincrasia a ponto de nem sequer usar maiúsculas no nome?
            A partir dai, perdi qualquer consideração por este tipo de personalidade. Mantive um diálogo porque percebi que cada vez mais se afundava nele.
            Por isso e servindo-me de Platão faço minhas as suas palavras:
            “Calarei os maldizentes continuando a viver bem; eis o melhor uso que podemos fazer da maledicência”

          • José Peralta says:

            nuno m. p. abreu (em resposta a um comentário meu no “post” O Povo é quem mais ordena ? – 25/04/2019-15:43)

            “Nota: Sem duvida que faz juz ao nome:peralta.
            Sinónimos de Peralta
            rebelde abonecado casquilho janota peralta buliçoso arteiro astucioso ativo desinquieto efervescente inquieto irrequieto levado rabino remexido saltitante toedo travesso turbulento almofadinha apontado catita chibante chique dandi frajola garrido manata pelintra petimetre sécio tafui taful endiabrado danado diabólico encapetado endemoninhado.
            Fui incapaz de escolher um!”

            O melo, “vai ao dicionário” para ver “o significado dos adjectivos de peralta (com minúscula) para BRINCAR COM O MEU NOME DE FAMÍLIA : – Peralta !

            E diz, tão sibilino quanto hipócrita, não ter sido “capaz de escolher um”! Portanto, os adjectivos são todos “validados” !

            AGORA o melo, “muito ofendido e desrespeitado”, diz ISTO, sobre mim :

            “Perguntei a mim mesmo: este homem está bom do juízo? O que o leva a desrespeitar, completamente “ad hoc” sem qualquer deixa, os seus eventuais adversários políticos, adjectivando-os, não pela eventual práticas de actos políticos, mas pela sua hipotética idiossincrasia a ponto de nem sequer usar maiúsculas no nome?

            E à minha pergunta (uma vez que o alvo da sua crítica fora tão só o PS, o PCP, o BE e a Intersindical) :

            “Para si, o PSD e o CDS nunca existiram ? A tropa fandanga da páfia, do aldrabão-mór coelho, da mentira loura albuquerque, do portas submarinista, da cristas azougada e alcoviteira, são personagens que não cabem no seu “libreto” de ´”ópera-bufa” (sem 2 ff…)

            Confirmo e reafirmo a autoria desta passagem, e acrescento a razão da minha pergunta, que o chico esperto abreu não reproduziu, e se explica PORQUÊ :

            PORQUE o abreu, “ignora”, deliberada e cínicamente, a existência dos partidos à direita do espectro político nacional, que esses sim foram os culpados da tragédia social em que estivemos mergulhados, com a destruição sistemática e paulatina das empresas públicas, dos pilares institucionais de um Estado de Direito, de que penosamente, vamos saindo lentamente !

            E é isto que o faz tomar como suas as dores do CDS e do PSD, quando alguém os caracteriza como sendo de direita e extrema direita.

            PORQUE na realidade, a tropa fandanga da pàfia, do aldrabão-mór coelho, da mentira loura albuquerque, do portas submarinista, da cristas azougada e alcoviteira, e posso acrescentar alguns mais a esta tropa fandanga, como o paulo rangel ou o nuno melo, esses estupores, NÃO CABEM no “libretto) de “ópera-bufa” (só com um f…) do abreu ! E PERCEBE-SE BEM… PORQUÊ !

            E, a “vingança” do fracos e dos pobres de espírito, é que o melo, “está extremamente feliz, porque “tem a certeza que atingiu plenamente o alvo”.

            Pois se “já está feliz”, ó melo, eu dispenso-me de lhe desejar “felicidades”…

            O seu “ego” e o seu rotundo umbigo, poderiam ser vítimas de uma “overdose” .

            E, (tenho a certeza…) NINGUÉM aqui no Aventar, quereria que tal lhe acontecesse !

            POIS NÃO ?

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Sr Peralta: Por estes dias tenho algum tempo. Estou à espera de ver o jogo do campeonato e estou mais disponível.
            A principio, até me deu, na minha grande “arrogância”, vontade de rir. Mas, perante a sua insistência,começa a invadir-me uma grande tristeza.
            Se um Senhor chamado Peralta pratica um conjunto de acçoes que me parecem peraltices – montão de coisas erradas/coisas que não deveriam ser feitas por não ser correto ou politicamente correto – não deveria usar a coincidência? Já alguma vez leu o Manifesto Anti-Dantas de José de Almada Negreiros. Leia-o e descontraia-se.
            “uma vez que o alvo da SUA CRÍTICA fora tão só o PS, o PCP, o BE e a Intersindical”. O que está a dizer é pantominice. Não fiz qualquer CRITICA. Limitei-me a assinalar um facto objectivo.
            Não reproduzi o PORQUÊ? O chico esperto – mais uma sua pomposa adjectivação – é bem reveladora de um certo tipo de carácter. Não reproduziu o PORQUÊ porque na sua peraltice não apresentou porquê nenhum. Limitou-se a dizer,com a presciência que lhe assiste, que eu deliberada e cínicamente, ignorara a existência dos partidos à direita.
            Ó Sr Peralta! Ignorei porque falávamos do presente. Seguindo a sua lógica ter-me-ia esquecido, cinicamente, de falar de Sidónio Pais e de Salazar.
            Mais uma peraltice. Minhas dores do CDS e do PSD? O Senhor está verdadeiramente doente. Já leu em qualquer coisa que eu tenha escrito, aqui ou onde quer que seja, donde pudesse concluir tão estapafúrdia afirmação?
            Não preciso de ter opinião politica para me revoltar contra comportamentos praticados contra quer que seja desde que amachuquem a dignidade humana por qualquer capricho ideológico.
            Repito, hoje estou triste. Mas não tanto por olhar para o “meu rotundo ego”, mas por constatar quão tão baixo pode descer a natureza humana.

          • José Peralta says:

            Oh, abreu !

            Mas VOCÊ está convencido que ainda engana alguém ?

            “Mais uma peraltice. Minhas dores do CDS e do PSD? O Senhor está verdadeiramente doente. Já leu em qualquer coisa que eu tenha escrito, aqui ou onde quer que seja, donde pudesse concluir tão estapafúrdia afirmação?”

            Contradições sobre contradições, primeiro tem “vontade de rir “, para, logo a seguir, ser “invadido por uma grande tristeza “…

            E eu é que estou doente ?

            “Mais uma peraltice. Minhas dores do CDS e do PSD? O Senhor está verdadeiramente doente. Já leu em qualquer coisa que eu tenha escrito, aqui ou onde quer que seja, donde pudesse concluir tão estapafúrdia afirmação?”

            Sim ! Já li ! As suas patacoadas, vazias de sentido, sobretudo de sentido AUTO-CRÍTICO, estão cheias “das suas dores do CDS e PSD”, as mais das vezes dissimuladas, porque até parece TER VERGONA DE CLARAMENTE AS ASSUMIR ! O que também é revelador, bastante revelador do seu caracter viscoso e reptilíneo ! A sua chico-espertice”, até aquela aquela de fazer-se passar por vítima dos seus contraditores (porque eu não estou só, nessa condição…) dos malvados “esquerdalhos”, não engana ninguém !

            Já sei que me vai dizer algo, na sua patética, idiota “defesa” : “Esquerdalhos” ? Mas eu nunca utilizei esse termo”…

            Pois não ! Mas a minha “patetice” recusa-se a ser enganada pela sua IDIOTIA !

            E quer um exemplo : Diz “não precisar de ter opinião politica para se revoltar contra comportamentos praticados contra quer que seja desde que amachuquem a dignidade humana por qualquer capricho ideológico”.

            MAS AS SUAS BACORADAS, não passam de opiniões políticas para agredir sibilinamente, subliminarmente, a quem “OUSA” contradizer o “dono da verdade única”, o “grande educador “, enfim, o pateta de serviço…

            E SIM ! Já li o “Manifesto anti-Dantas” do Almada, cujo conteúdo deve ter contribuído para aumentar a sua tristeza, o seu desgosto, dada “crueldade” do alvo atingido…

            Mas aqui está mais uma sua contradição : Então o “Manifesto” não é “cousa do passado” ?

            Leia o que escreveu : “Não reproduzi o PORQUÊ? O chico esperto – mais uma sua pomposa adjectivação – é bem reveladora de um certo tipo de carácter. Não reproduziu o PORQUÊ porque na sua peraltice não apresentou porquê nenhum. Limitou-se a dizer,com a presciência que lhe assiste, que eu deliberada e cínicamente, ignorara a existência dos partidos à direita.
            Ó Sr Peralta! Ignorei porque falávamos do presente. Seguindo a sua lógica ter-me-ia esquecido, cinicamente, de falar de Sidónio Pais e de Salazar”.

            Mas aqui está mais uma sua contradição : Se “FALÁVAMOS DO PRESENTE” então o “Manifesto” (1915) não é “cousa do passado” ? Então porque o traz aqui “à baila” !

            Já sei ! É bem a revelação de um certo tipo de carácter sinuoso, fugidio: – O SEU !

            Mas… mais um motivo para a sua grande frustração :

            O Almada Negreiros, vá lá saber-se porquê, resolveu não lhe dar a si, a “celebridade” porque tanto almeja…

            E…em vez do seu nome, só escreveu : “O DANTAS É DANTAS ! MORRA O DANTAS, MORRA ! PIM !

            Enfim, ao contrário de Almada, eu espero ter-lhe dado mais motivos para o deixar “extremamente feliz”…

            Constitui “a certeza que atingi plenamente o alvo” !

            E por certo, ajudei a exacerbar a sua auto-satisfação onanista, que põe em tudo o que escreve a meu respeito…

            Ah! Não sabe o que é “onanista” ?

            OLHE ! FAÇA MAIS UMA VISITA AO DICIONÁRIO !

          • Nuno M. P. Abreu says:

            Desculpe, Sr Peralta Li as primeiras linhas e desisti
            Cito-lhe só que acima escreveu a meu respeito :
            “E é isto que o faz tomar como suas as dores do CDS e do PSD”
            Até para a semana!

  2. Nuno M. P. Abreu says:

    O articulista parte de uma afirmação cínica. Cínica porque do texto se concluiu que a repudia.
    E para o comprovar apenas elenca uma circunstância: a publicação de um foto de dois políticos que se serviram da política para tratar apenas dos seus familiares interesses de uma maneira muito produtiva e pouco cansativa. Um, do PSD, que quase chegou ao topo dos cargos públicos. Outro, do PS, que passou por lá largos anos.
    E conclui de uma maneira subliminar: o Público não pode ser de esquerda porque se o fosse jamais apresentaria uma foto de um grande vigarista da direita ao lado de um grande vigarista da esquerda.
    Ressalta entrelinhas que, na opinião do articulista, ser-se de esquerda implica não misturar corruptos de ideologias diferenciadas ou,quem sabe, nunca denunciar corruptos etiquetados com a ideologia que cada um professa.
    A isto se chama corrupção ética!

    • Paulo Marques says:

      Não é “uma foto”, é “uma” foto/menção/vídeo em quase todas as notícias/opiniões que mencionam o conceito de corrupção, apesar de nem a julgamento ter direito. As duas pessoas condenadas é que nunca ninguém as vê.

  3. Julio Rolo Santos says:

    Vigarista igual a muitos outros se calhar, agora, nem é do PSD. Será do PS ? Será do PCP? Será do Bloco de Esquerda? Afinal qual a paternidade política deste mafioso?

  4. motta says:

    E assim se “gasta” um post para dizer que um tal de Abreu é apenas mais um salazarista que ainda não bateu as botas!

  5. João Soares says:

    Nuno Abreu ! -Que nunca lhe falte a tinta na caneta para poder continuar a desancar estes nascituros comunas, e chamar-lhes imbecis por interposta pessoa ,neste caso usando o Damásio.

  6. Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

    Faltava a brigada revolucionária que não retira nem acrescenta, muito antes pelo contrário …
    Tem uma coisa positiva o que escreveu: concorda comigo que o sr. Nuno M.P. Abreu chama alguém de imbecil. Obrigado pelo apoio.
    Mas por mais que trate por nascituro comuna quem não pensa como o sr. eu recuso-me a utilizar o seu método de classificação. E olhe que haveria várias formas de o fazer.
    Cumprimentos.

    • João Soares says:

      Sr. Ernesto Ribeiro !
      Usei a ironia (provàvelmente mal ) ,não para o rotular de nascituro comuna, mas tão só para contrapor às recorrentes
      “chico-espertezas” do Exmº Dr. Abreu ao auto desculpar-se constantemente pelo estado senil,em que se encontra para poder ser malcriado e argumentar com silogismos aristotélicos de refugo para vender as bafientas ideias.
      As minhas desculpas.
      Cumprimentos

      • Nuno M. P. Abreu says:

        Obrigado, Sr João Soares pela delicadeza do seu trato. É mesmo o que um velho senil precisa.
        E também não precisa de vender nada. Vive à custo do Estado, ou seja, de todos vocês que ainda trabalham.
        Por falar em silogismos aristotélicos e por ver que está dentro do assunto, lembra-se daquele que aprendemos logo em pequeninos`?
        Um homem tem pernas para andar
        Um cadeira tem pernas
        Logo uma cadeira anda.
        Ah!Ah!Ah!. Não lhe achou piada? Oh! Pena.

      • Carlos Almeida says:

        Sr Soares

        Agora é que não dá para perceber.
        Primeiro apoia o Sr Nuno Abreu quando chama imbecil ao Sr Ernesto Ribeiro. Agora diz que o dito Sr Abreu, a quem aqui alguém no Aventar apelido de “cromo arrogante” ou qualquer coisa no género, é um produtor de “chico-espertezas” , que está senil e vender “bafientas ideias”.
        Não concordo com nada desses adjectivos. O homem em causa é apenas um saudosista do 24 de Abril e está no seu direito. Tem todo o estilo de ser um aficionado da Santa Madre Igreja, mas também está no seu direito. Mas quem os diálogos com ele, está a fazer o jogo dele. É um profissional das tretas, com provável passagem pelo seminário, que tem muito tempo para vender aquilo que está dentro da sua cabeça.
        Eu é que não tenho paciência para ler a prosa “bafienta” como diz e que ele debita a metro. Felizmente que o topei logo no princípio e os meus posts para ele são curtos e no futuro vou fazer o que fiz aos posts do Sr Cruz, vulgo JMenos . Nem lhe respondo.
        Deixem o saudosista, ter saudades à vontade. Se ninguém lhe responder, há de cansar-se. Que contribua para o Observador e para outros pasquins da direita da Direita
        De resto as pessoas estão mais interessadas em ler mais as respostas que o Sr Ernesto e outros, do que as sentenças chatas e convencidas do Sr Abreu.

        • Nuno M. P. Abreu says:

          Sr. Carlos Almeida: O Sr é um vivaço!!!
          Percebe logo tudo á primeira!!!
          Até percebe que chamei imbecil ao Sr. Ernesto em eventual papiro egipcio.
          Sabe também que sou um saudosista de 25 de Abril. Deve ter recebido a informação de qualquer tribo inca através de sinais de fumo que acompanha sempre a saudade.
          Sabe até que sou um aficonado da Santa Madre Igreja e, quem sabe, pensará também que traga atado à cintura um cordão de sisal com nós, em sacrifico para receber a graça de Deus de o ver convertido a Roma.
          Mas a sabedoria do Sr. Carlos é tão grande que vive excitado por ler as respostas do Sr Ernesto sem mesmo cuidar de saber às questões a que ele responde. Genial!!!.
          Felizmente eu, velho e senil, um “cromo arrogante”, com todo o tempo do mundo, aqui estou lambendo os beiços sempre que sou notificado que surgiu um comentário, para assim me realizar. Afinal o Sr. Almeida precisa de pouco para se sentir realizado. Não pense pequeno, Sr Almeida, com a potencialidades aqui reveladas ainda vai muito longe. Acredite!
          De qualquer forma, bem haja , E em nome da Santa Madre Igreja de quem sou um humilde servo nomeado por Vª Excª rogo que Deus lhe paga, porque a minha reforma é curta.

        • Paulo Marques says:

          «Agora é que não dá para perceber.»

          Dá-me ideia que a operação “Maria Luz” entrou na sua terceira fase, e não foi só no Aventar.

      • Ernesto Martins Vaz Ribeiro says:

        Caro João Soares.
        Não tem que pedir desculpa. Na verdade, interpretei da forma que li e agradeço-lhe o esclarecimento.
        Cumprimentos.

  7. Antonio Silva says:

    O pasquim “Publico” é propriedade da Sonae. A Sonae é da família de Belmiro de Azevedo, já falecido, mas substituido na gestão do grupo, pelo filho, que, é bom recordar, afirmou que a OPA da Sonae sobre a PT tinha caído por culpa de Socatres, afirmando até que “estavam todos feitos”!! Como
    é que este pasquim pode ser de esquerda se sempre foi afeto e dirigido pela à direita fascista?

    • João Soares says:

      Sr. António Silva !
      O Paulo Azevedo entregou o comando executivo da Sonae à irmã Cláudia Azevedo.
      Quanto à “Golden share ” do estado português na Sonae,foi de facto o Sócrates que impediu a venda para poder continuar a controlar a PT e dar emprego aos amigos.

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