Excelência da gestão privada

Tem havido quem, recorrentemente, exalte a excelência da gestão privada como argumento para se privatizarem bens públicos. Como se as coisas fossem a preto e branco.

CTT descem mais de 6% para novo mínimo histórico após resultados

Os CTT passaram de uma empresa pública de sucesso para uma empresa privada à beira do buraco. Além disso, criaram o Banco CTT, que caminha para a lista daqueles que acabarão pagos pelos contribuintes (claro que será uma surpresa para todos).

Cegueira ideológica é isto. Olhar para modelos conceptuais sem se considerar a realidade. Ou então é algo pior – ir ao pote, por exemplo.

Comments

  1. Eu Mesmo says:

    Há quase uma semana que não recebo correio… o incrível disto tudo é que posso ser notificado oficialmente e ser alvo de coimas por atrasos que têm por base um serviço de uma empresa que está mais preocupada em vender créditos à habitação do que em garantir o serviço a que deve a existência…


  2. é um banco que por acaso é obrigado a entregar correio… o equiparado a catedrático tem um bisão do carago!

  3. Alexandre Policarpo says:

    Veja a coisa pelo lado positivo: quando chegarem aos prejuízos, quem paga são os accionistas, se os CTT fossem do estado já estavam nos prejuízos e seríamos nós, os que pagamos impostos, que seríamos chamados a tapar os buracos como acontece na generalidade das empresas publicas. Ainda não se cansaram?

    • j. manuel cordeiro says:

      Lá está a cegueira ideológica: “se é público vai dar prejuízo”. Porque é que havia de dar prejuízo se o transporte de mercadorias está em alta? Mercado, por acaso, onde o novo CTT é uma miséria.

    • Agostinho Lisboa says:

      Lado positivo? Mas o bes era público? O Banif? Bpp ? O bpn? Porque não exemplifica o que diz? Já aderiu ao fake news (boato)?

      • Alexandre Policarpo says:

        Está a fazer confusão. O que se passou nos bancos não foi má gestão, foram verdadeiros roubos. Do ponto de vista da gestão a coisa até estava bem feita. Nas empresas publicas é diferente: é má gestão misturada com roubos, com os sindicatos a ajudarem à festa, como aconteceu nos estaleiros de Viana, p. ex.. Só pode correr mal. não é?

        • j. manuel cordeiro says:

          Do ponto de vista da gestão, a “coisa” estava mal feita. Um modelo de negócio que permite empréstimos sem garantias reais nunca pode estar certo. Há muitas formas de roubar.

    • Eu Mesmo says:

      Por acaso até era uma empresa que funcionava bem e pasme-se… dava lucro!

  4. Luis says:

    A qualidade que existia antes e depois da privatização é abismal, para pior.
    Agora, J. Manuel Cordeiro, chamar a esta privatização, como todas as outras, de “cegueira ideológica” é de uma grande ingenuidade.
    Só se se traduzir a “cegueira ideológica” por “satisfazer clientelas”.
    A falta de interesse dos partidos na defesa do interesse público é bem reveladora nesta privatização, que prejudica gravemente os portugueses e quebra a espinha a uma empresa estruturante na coesão nacional.
    Na falta do “partido do palhaço” ou semelhante, em que votaria, pergunto-me se voto branco, nulo ou se me abstenho para não colaborar nesta espécie de democracia mais que imperfeita.

  5. Luís Lavoura says:

    Que post tão exagerado.
    Os CTT são uma empresa que dá lucro e que não tem quaisquer dívidas. Não pode, portanto, estar “à beira do buraco”.
    O Banco CTT é um banco como os outros. Pode falir, tal como os outros também podem, mas absolutamente nada sugere que esteja em vias disso.

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  1. […] Depois dos CTT, o aeroporto de Lisboa. Em 132, conseguiu ser o pior. […]

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