As bandeiras que a alt-right portuguesa não tem coragem de assumir

Alt right

Existe, em Portugal, uma direita “alternativa” e intelectualmente desonesta, que gosta de pregar aos seus crentes fanáticos que o nazismo é uma ideologia de esquerda e que Hitler foi um ditador de esquerda. O que essa direita é incapaz de explicar é o porque de ser nas agremiações e manifestações de extrema-direita, ou nos partidos que a albergam, de forma oficial (Chega) ou envergonhada (CDS-PP, através da tendência TEM), que surgem as ideias discriminatórias e persecutórias, o racismo, a xenofobia e as bandeiras nazis. Ou porque é que a malta da extrema-direita tatua suásticas no braço e no focinho. Ou porque é que extrema-direita cita e plagia discursos de altos oficiais do nazismo, como aconteceu com aquele ministro de Bolsonaro.

A resposta, a meu ver, é simples: porque a alt-right, que, em Portugal, pode ser encontrada por todo o espectro que vai da bandidagem neonazi aos ultraconversadores infiltrados no PSD, (mal) disfarçados de democratas, sabe que fala para um público-alvo tendencialmente ignorante, fanático e manipulável, sedento de sangue. Pena estarem reféns do politicamente correcto, e não os terem no sítio para assumir o que realmente são, mascarando-se, não raras vezes, de moderados. Está na hora dessa direita sair do armário e do conforto que partidos como o PSD e o CDS lhes proporcionam, em particular o privilégio do poder, a corrupção e o tráfico de influências. Que se deixe de artifícios e discursos moralistas, e que assuma, de uma vez por todas, que pretende um estado autoritário e castrador das liberdades, excepto no que à liberdade da elite explorar economicamente a maioria diz respeito. Grow a pair, little Trumps and Bolsonazis!

Comments

  1. HENRIQUE Mota says:

    A expliçacao é mais simples e está contida no velho princípio – os extremos tocam-se

    • POIS! says:

      Pois tá bem!

      V. Exa. compreendeu o post? Sabe ler?

      Tocam-se? É mesmo? Ou V. Exa. gosta de imputar aos outros aquilo que passa os dias a fazer?

      Dê lá ao menos um exemplo. E estamos a falar daqui, deste país. Não vale dizer que na Mongólia há esquerdeiros que passam os dias agarrados aos diretrolhas a mamar cerveja e a dançar a tanga.


  2. é a tradicional “coragem” e falta de ética tugas, sem mostrar a cara são corajosos, mas mostrando a cara metem o rabinho entre as pernas como qualquer rafeiro pulgoso e sarnento.


  3. O que a esquerdalhada sempre evita é definir os extremos esquerda e direita em relação a dois pontos:
    – o papel do Estado na economia
    . se predefinem exclusões da comunidade cidadã
    A razão é óbvia, para ambos os extremos o Estado é totalitário e sempre as exclusões são definidas com essenciais ao bom sucesso dos seus projectos.

    • POIS! says:

      Pois tentemos, ao Menos, prefigurar o regime ideal!

      O papel do Estado deveria ser unicamente o de fiscalizador do Estado. Tudo o resto é totalitarismo. Aliás,num regime ideal apenas os funcionários públicos deveriam pagar impostos e o Estado deveria entregar todos os seus serviços aos privados, particularmente aos banqueiros, que têm dado provas de grande competência e patriotismo.

      Seriam excluídos da comunidade todos os que se recusassem a jurar por escrito “”Declaro, por minha honra, que estou integrado na ordem social estabelecida pela Constituição política de (a determinar, depois de queimada na praça pública a de 1967) , com activo repúdio de qualquerismo e de todas as ideias, pelo Menos, subversivas”.

      • POIS! says:

        Pois há gralha!

        Obviamente onde se lê “1967” deve ler-se “1976”

  4. Democrata_Cristão says:

    Menos

    “A razão é óbvia, para ambos os extremos o Estado é totalitário”

    Como Salazarista, deves bem saber do que estás a falar

  5. Henrique Silva says:

    Essa direita é o resultado do conservadorismo tradicional confrontado com a realidade actual. Não passam de um bando de parasitas com uma única carta para jogar: impor uma ditadura custe o que custar e meter todas as fichas na probabilidade do ditador ser um dos deles.
    De outra forma, estes personagens estão a olhar para décadas de humilhação e desprezo, algo a que já deviam estar habituados, mas aparentemente não.
    Quando não se consegue identificar uma única vantagem, um único argumento, um único ponto positivo nas ideologias que apregoam, que sobra? Isto. Isto e barris atulhados de conspirações. É atirar barro para a parede e rezar que um deles cole. Hoje é o Hitler marxista, amanhã regressam às pizarias cheias de pedófilos na Lua e no final da semana já devem andar a ruminar no Soros outra vez.
    Na realidade são apenas os mais fracos e inúteis entre nós. Fracos e inúteis que precisam de institucionalizar a discriminação racial para conseguir justificar um contrato de trabalho. São “pessoas” que ragem os dentes sempre que passam por uma herdade cheia de nepaleses a colher uva ou por uma mercearia indiana na baixa lisboeta, não por amor à cultura nacional, mas por inveja. Inveja de saber que se fosse ao contrário, se os portugueses tivessem que ir colher coisas para o sul asiático, eles seriam os primeiros a padecer, antes sequer de saírem do país.
    Esta direita não é mais que o infeliz subproduto das sociedades liberais. As democracias modernas são infinitamente superiores a quaisquer alternativas conservadoras, mas não são perfeitas. Esta pequena mas nauseabunda camada de inúteis nacionalistas que é produzida sempre que um país passa por uns anos de prosperidade liberal é indicação que ainda há muito trabalho a fazer neste sentido.


  6. O nazismo era muito de esquerda:
    – inventou o 13º mês
    – mantinha o rendimento das famílias de onde recrutava soldados
    – roubava quanto podia para distribuir pelo povo (e naturalmente com prioridade pelo ‘seu’ povo), mas em vez de o fazer por um critério de classes fazia-o por um critério de raças e nacionalidades
    – e na economia, tudo era regulado pelo Estado.

    • POIS! says:

      Pois temos de reconhecer! Acaba de se revelar, ao vivo e a cores, uma nova sumidade da Ciência Política contemporânea.

      Em obra recentemente editada, sugestivamente intitulada “Antes Roto que Canhoto” , JgMenos enumera o conjunto de fenómenos caraterizados como “muito de esquerda”. Além do nazismo JgMenos apresenta os terramotos, a varíola, o “curling”, as bolas de berlim com creme, os filmes do Rambo e os couratos de leitão.

      Particularmente curioso é o trabalho comparação do nazismo com o salazarismo, chegando Jgmenos á conclusão que Salazar era “muito de liberal”, senão veja-se:

      Não inventou o 13º mês. Inventou os outros doze, mas eram mais curtos: acabavam por volta do dia 20;

      Recrutava soldados, mas as famílias que se desenrascassem, que a vida custa a todos.Não quis arriscar que a mulherada desatasse a parir desalmadamente para engrossar o rendimento;
      Não roubava. Deixava o roubo para gente de boas famílias e recomendava que distribuissem pelo povo umas esmolas, mas com parcimónia, para não alimentar vícios. O critério era a vida piedosa e temente a Cerejeira e a Deus, por esta ordem e o bom comportamento moral e civil, devidamente atestado pelo presidente da câmara (atestado esse que deveria andar sempre no bolso, junto á licença de isqueiro);
      e na economia o Estado não regulava. Era regulado por grandes sumidades. de nome Espírito Santo, Tenreiro, Mello, etc;

      Aliás, já anteriormente se demonstrara que entre os diversos ditadores havia algumas curiosas diferenças, particularmente evidentes nos momentos mais dramáticos da suas carreiras. Com quem estavam nesse decisivo momento?Pois Hitler estava com a mulher, Mussolini com a amante e Salazar com o calista..