Mário Machado, Manuel Luís Goucha e outros perigos, como o politicamente correcto

Já aqui se falou dessa grande maleita que é o politicamente correcto, que, ao que tudo indica, está a destruir a sociedade ocidental, e cuja solução, verdadeiramente mágica, passa pela introdução de mecanismos de repressão e censura, operados pela sempre abnegada extrema-direita.

Quem também teme essa tal de ditadura do politicamente correcto é Manuel Luís Goucha, que em tempos não gostou de ser alvo do humor do 5 Para a Meia Noite e processou o programa. É por aqui que começa a valente sova retórica que Daniel Oliveira aplicou naqueles que, ao longo dos últimos dias, procuraram contribuir para a normalização do branqueamento de uma personagem sinistra, que participou em crimes horrendos, e que, independentemente de ter cumprido anos de prisão por esses crimes, continua a representar uma ameaça à sociedade e à democracia portuguesa. [Read more…]

Os patrulheiros do pensamento voltam à carga…

Não vejo TVI, tal como não vejo SIC ou RTP, à excepção dos noticiários às 20h e mesmo esses não é com regularidade diária, pelo que chego tarde à polémica do momento. Ao que parece um apresentador da TVI, entretido numa guerra de audiências, terá convidado Mário Machado, muito provavelmente na expectativa que este dissesse umas alarvidades. Nada de novo no formato, o que não falta são imbecilidades na televisão portuguesa, particularmente nos canais generalistas. [Read more…]

Politicamente correcto

A insistência histérica e descontrolada da esquerda no politicamente correcto, mais não é que o estertor de uma ideologia (socialismo) que sempre se revelou desumana (o termo correcto deveria ser anti-humana) e ilógica, apesar de atractiva para quem precisa de desculpar e camuflar a sua própria inépcia.

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Politicamente incorrecto

O genial Ricardo Araújo Pereira, em entrevista ao Diário de Notícias.

Coca Cola nas veias

Nos dias que correm tenho-me lembrado de uma alta patente militar, da oposição ao regime de Salazar, com quem tive uma conversa antes de 1974. Tinham ocorrido manifestações de estudantes que, pela primeira vez, partiram à pedrada montras de bancos para os lados da Escola Politécnica. O militar estava contra e achava incivilizado. Eu, subscrevendo Gondi quando afirmou que “quando os que mandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito”, respondi enxutamente que preferia ver as pedras atiradas à cara dos governantes e que me nauseava uma oposição de opereta que não passava de cartas clandestinas e abaixo assinados que a Pide valorizava prendendo os seus signatários. Ele achou, escandalizado, que eu sugeria um desconchavo. Ficámos desentendidos. Mas não havia nada a fazer com um homem que acreditava no Pai Natal e na amantíssima esposa, uma que lhe fazia inenarráveis cenas de ciúmes e o deixou cego e paralítico com umas doses de arsénico quando se apaixonou por outro mais novo. Voltei a encontrá-lo depois do 25 de Abril, muito eufórico e a querer saber se a coisa tinha sido a meu gosto. Ficou fulo quando lhe respondi que tinha preferido uma revolução com grande fartura de pancadaria e contas ajustadas, mais me parecendo aquilo um golpe de floristas a prometer muita cobardia e confusão. Infelizmente, não me enganei. Aquilo que mais abominei no regime de Salazar foi a hipocrisia e a perfídia com que castrou o povo. Quando dali a pouco se cometiam as maiores tratantadas, vi com desgosto que ninguém tinha estaleca para pegar em democratas do 26 de Abril pelos fundilhos e atirá-los de janelas altas, pondo tudo na conta da “justiça revolucionária” propagandeada pelos arautos dos amanhãs que afinal não cantaram. Com isso tinham-se evitados grandes crimes sobre o corpo martirizado da Pátria, porque há uma gentinha neste mundo que só percebe e acorda à estalada. É uma perda de tempo a gentileza e as boas maneiras com tal gentinha.

Na minha geração houve muitos adeptos do politicamente correcto que é como quem diz, muitos com coca cola nas veias, sendo que a coca cola é a água suja do capitalismo. Que a terra lhes seja leve. Felizmente, quase 40 anos depois, há uma geração que se borrifa no politicamente correcto e trata os políticos desavergonhados como eles merecem ser tratados.

Afinal, há motivos para esperança. Bendita juventude!

Tortura!

Obrigam o monstro das bolachas a comer vegetais! – Para que servem os pais?

A vez dos Estrunfes

estrunfes

Estaline (de vermelho) no meio dos proletas

Já calhou ao Tintin, ao Super-Homem, ainda não calhou ao Sandokan, agora foi a vez de um alucinado fazer uma releitura dos Estrunfes (Strunfs), com Estaline à mistura e valores totalitários, sempre à luz do politicamente correcto.

Eu, que de estalinista não tenho nada, acho que o homem devia ir para a Sibéria trabalhar, já que, pelas preocupações evidenciadas, não deve ter nada para fazer e mostra necessidade de andar ocupado.

E quando tiver lazer a mais vou reler a Carochinha. Entre o dinheiro dela, a gula do João Ratão e o tamanho do caldeirão, deve haver um filão de coisas politicamente incorrectas a explorar.