Em Portugal, os direitos não são iguais para todos…


-No passado dia 1 de Maio, os sindicalistas puderam comemorar na Alameda o dia do trabalhador.
-No passado fim de semana, os comunistas puderam participar na festa do Avante.
-Hoje, fiéis devotos puderam assistir em Fátima a cerimónia religiosa, evocando a sua fé.
-Eu, continuo impedido de me deslocar ao estádio José Alvalade, para apoiar o meu SCP…

Comments

  1. Rui Naldinho says:

    “ Em Portugal, os direitos não são iguais para todos…”

    Nunca foram, não são, nem nunca serão!
    Basta ver como políticos e dirigentes do futebol se agarram entre si como dois corpos em plena êxtase.

    • António de Almeida says:

      Em nome do combate à pandemia, não ficaria surpreendido que estes pulhas decretassem uma cerca sanitária concelhia no Natal e passagem de ano. Até porque eleições legislativas, ainda vêm longe. No final, de forma bovina, o povo irá reeleger os seus pastores, quando formos de novo a votos…

      • POIS! says:

        Ora pois!

        Ainda bem que V. Exa. não pertence ao “povo”: Ter um “de” entre dois nomes dá inegavelmente um estatuto muito mais elevado (ou seja, uma raça bovina muito mais nobre) e direito a um pastor, mas virtual. Assim tipo app.

        • António de Almeida says:

          Alguém que omite o seu nome, tece considerações sobre nome de terceiros. Nem merece resposta, a piada já se fez por si própria…

          • POIS! says:

            Pois pois!

            Alguém que trata os seus concidadãos como “ralé” ecomo “gado” nem sei o que merece. Não fosse isso e o nome nunca estaria em causa.Perceba!

          • POIS! says:

            Pois mas, no fundo, talvez haja solução!

            Talvez dissolver o povo e eleger outro. Mais “liberal” e tal…

  2. Que porra querem ? says:

    -Eu, continuo impedido de me deslocar ao estádio José Alvalade, para apoiar o meu SCP…

    Queres apoiar coxos ?

  3. Paulo Marques says:

    Não, não pode. Num país onde as pessoas não se comportam como adultos, têm que ser tratadas como crianças. É a vida.
    Mas quanto à injustiça, é evidente que são públicos com comportamentos diferentes, como é igualmente evidente porque é que religião e política têm que ter tratamento diferente numa visão humanista de direitos. Se não percebe isso, fique pelo primeiro parágrafo.

    • António de Almeida says:

      Preferia que deixássemos de vez a máxima, “por um, pagam todos” e passássemos a responsabilizar civil e criminalmente os prevaricadores, estou a referir-me às mais diversas infracções, mas o Estado português apenas é eficaz em questões de infração ao código da estrada.
      Qual a diferença entre assistir a um filme, peça de teatro, concerto, tourada ou futebol? Não defendo estádios cheios nem gorilas urrando em bando aos saltos, mas lugares sentados, com uso obrigatório de máscara e cumprimento das normas de distanciamento. Eventuais infractores seriam multados e retirados do recinto pelas autoridades.

      • Paulo Marques says:

        Que o estado português seja eficiente com as infracções ao código da estrada é coisa que não raparei, se não tinha muito mais do que uma multa.
        A diferença, obviamente, são as atitudes do público durante os eventos. Ou também acha que proibir a venda de álcool nos estádios é tirania?

        • António de Almeida says:

          Quando.vou ao futebol, dependendo do horário do jogo, pode ser antes ou depois, mas vou sempre à roulotte comer um prego e beber uma cerveja.
          Recuso-me a comer no bar do estádio se apenas me servem cerveja sem alcóol. Não me vou embriagar, mas quero beber uma cerveja a acompanhar o prego. Não aceito a lógica proibiccionista, impedindo a maioria de consumir algo, para prevenir que uma minoria não se comporte civilizadamente…

    • Filipe Bastos says:

      Num país onde as pessoas não se comportam como adultos, têm que ser tratadas como crianças. É a vida.

      Muito nos conta. E quem é que as põe na ordem? É esta classe pulhítica? São eles os adultos?

      E religião e política são diferentes? Considerando os seus e outros comentários por estes ‘fóruns políticos’, sempre tão isentos, imparciais e racionais, a diferença não é óbvia…

  4. Filipe Bastos says:

    Sr. António de Almeida: claro que os direitos e os cidadãos nunca foram iguais nesta choldra, a começar pelos pulhas e trafulhas que nos ‘governam’. De todos os partidos.

    Dito isto, por mim acabava o futebol profissional – talvez o único esgoto tão fétido e putrefacto como a pulhítica.

    A bola, jogada e falada, é três vezes nociva:
    1) é a maior fonte de alienação da carneirada;
    2) normaliza a corrupção e o ganhar a todo custo;
    3) normaliza a desigualdade extrema.

    Uma sociedade civilizada dispensa esse lixo. Ontem já era tarde.

    • POIS! says:

      Pois lá está!

      Deve ser a si que o Prof. Dr. Engº de Almeida se refere quando fala em pastores.

    • Paulo Marques says:

      Substitua “futebol profissional” por “desporto profissional” e está quase lá.
      Quanto a sermos todos iguais, boa sorte, nem nas comunas, nem no comunismo, com certeza não será no neoliberalismo.

    • António de Almeida says:

      Uma sociedade civilizada dispensa esse lixo. Ontem já era tarde.

      Tenham sido os gladiadores na Roma antiga, os cavaleiros na idade média ou desportistas no presente, as sociedades não dispensam competições, com elas surgem heróis, lendas e mitos, que o ser humano tanto gosta.
      Os desportos não são todos iguais, não é tanto uma questão de honestidade ou batota de quem o pratica, mas de quem o dirige. Mas quando milhões de pessoas são apaixonadas por algo, um jogo, uma música, um filme, há muito dinheiro a circular. E naturalmente, pessoas dispostas a corromper, ou disponíveis para serem corrompidas, não faz sentido colocar em causa uma actividade, pelo comportamento que alguns possam ter. Existem regras, leis, que têm que ser cumpridas.

      • Filipe Bastos says:

        António, as pessoas já foram apaixonadas por muita coisa, dos gladiadores a execuções e esquartejamentos. Ainda hoje há boçais que deliram a ver touros a serem torturados. Como no resto, isso há-de passar-lhes.

        Eis uma boa regra a cumprir: o desporto – não só o futebol, como disse o Paulo – não deve ser profissional. Ganância e corrupção não fazem falta.

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