Não vi a entrevista do André Ventura. Mas quem gosta dele, diz que o MST foi duro. Quem não gosta, diz que foi levezinho. Mais um típico caso tuga de “na minha área é bola na mão, na tua é mão na bola”.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.
Não vi a entrevista do André Ventura. Mas quem gosta dele, diz que o MST foi duro. Quem não gosta, diz que foi levezinho. Mais um típico caso tuga de “na minha área é bola na mão, na tua é mão na bola”.

Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Tuttle Creek Rd., Lone Pine, Califórnia, EUA, Junho de 2025
(a propósito de tudo sobre o excelente Bad Day at Black Rock, por causa do Spencer Tracy)

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
diz Santana Lopes. Pois. Mas só uma pessoa escreveu «agora “facto” é igual a fato (de roupa)». Uma.
Vinícius Jr. “incluiu a Seleção Nacional no lote de favoritos à conquista do Mundial 2026“. Lembrete: ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.
Efectivamente, no Expresso: “Enfermeiro nomeado para coordenador da Estrutura de Missão para as Energias Renováveis deixou o cargo quatro dias depois da nomeação ter sido publicada“.
É possível lermos, num artigo de Jorge Pinto, “um partido que defende a política assente na ciência e nos dados” e a indicação “O autor escreve segundo o acordo ortográfico de 1990“? É.
“uma constatação de factos“. Factos? Com /k/? Estranho. Então e o “agora facto é igual a fato (de roupa)“?
“o nosso sentimento e as nossas condolências para com as famílias daqueles que não evitaram a trágica consequência de perder a vida”. Sacanas das pessoas, culpadas de não terem evitado morrer.
Não é Trump always *chicken out (00:31). O verbo é to chicken out, conjugado na terceira pessoa do singular (presente do indicativo), logo, aquele s faz imensa falta. Oh yeah!
Por lá, pó branco, só se for gelo. Como sabemos, o combate à droga é a motivação destas movimentações. A libertação de Hernández foi uma armadilha extremamente inteligente para apanhar os barões da droga desprevenidos.
Oferecer um calendário ou uma agenda a Mourinho. O jogo é na terça…

« Mais vous avez tout à fait raison, monsieur le Premier ministre ! » (1988). Mas, prontos. Voilà. Efectivamente.
Existe uma semelhança entre as pianadas do Lennon no Something e do Tommy Lee no Home Sweet Home.
Moreira, mandatário de Mendes, admite que avanço de Cotrim o levou a não ser candidato a Belém. Júdice, mandatário de Cotrim, votará Seguro na segunda volta.
O “cartel da banca” termina com um perdão de 225 milhões de euros aos 11 bancos acusados de conluio pelo Tribunal da Concorrência. Nada temam!
Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.
Também não vi a entrevista por entender que seria uma perda de tempo. André Ventura só engana os ingénuos e eu não me considero incluído nesse grupo.
Em questões de bola, prefiro ignorar os dois.
A maioria dos tugas é realmente assim. E não é só cá, basta ver a canalha americana ou o Reino Unido pós-Brexit.
Ser isento é conseguir apreender os vários lados: podemos preferir um, mas somos capazes de abstrair-nos e considerar todos pelos seus méritos, incluindo o nosso. Ser parcial é miopia mental; é abdicar de pensar. Se é dos nossos é bom. Se não, é mau.
Em Inglaterra era costume pedir aos alunos para escrever dois textos sobre algo: um a favor e outro contra. Devia ser obrigatório em todo o lado. Não só na escola, toda a vida.
Pois é.
Mas eu, se fosse aluno em Inglaterra, optava por escrever um texto a favor do contra. Assim bastava um e resolvia o problema de excesso de trabalhos de casa, se fosse o caso.
Se fosse na aula, fazia três: um a favor, outro contra e outro mais ou menos. Para garantir os cem por cento. Mais, só se fosse filho de algum Lord.
São coisas ortogonais, isenção e mente aberta. Ninguém é isento, só pensa que é.
A alegada superioridade da isenção no Reino Unido leva a que se tenha que dar contraditório a quem questione a existência do aquecimento global, por exemplo. É uma boa maneira de que tudo fique na mesma.
O clubismo resolve-se pela educação, não é por considerar todos os pontos de vista.
Ninguém é isento, só pensa que é.
Boa, Paulo, ganhou a lapalissada do dia. O que está em causa não é a perfeição, esse cume inatingível, mas a capacidade de considerar outras perspectivas, mesmo as que se opõem ou contradizem a nossa.
Como agora: mal li o seu argumento a rejeitar o meu, a 1ª reacção foi reforçar o meu. Mas entendo o que diz, se todas as opiniões tiverem igual valor nada se conclui. E o que não falta são opiniões, muitas delas mal informadas.
Ainda assim, uma mente aberta bate sempre uma fechada. Sempre. Tendo tempo e pachorra, sou capaz de defender o Chega, o PCP e tudo pelo meio. Acho que isso é bom.
Fala na educação, mas esta também não é consensual: há americanos que ainda rejeitam Darwin, quanto mais o aquecimento. Certo é que não será a censurar e a virar costas que se convence ninguém. Só se extremam posições.
Vemos isso na ‘nova esquerda’: só querem calar o outro lado. Depois levamos com Trampas e Bozos. Obrigadinho.
Não rejeitei o seu argumento, rejeitei a terminologia, e só no sentido da claridade.
O problema de considerar outras perspectivas é que há perspectivas que só existem para que nada mude, como o caso paradigmático de William Buckley. E, como não há tempo para tudo, continuando a debater os méritos de tudo até toda a gente estar convencida continuamos sempre na mesma.
Há um meio termos algures, mas nunca se esqueça que impedir o progresso por via do debate constante é uma técnica de sucesso.
Outros exemplos:
– porque é que ainda estamos a discutir que o vírus existe, ou que as medidas limitativas resultam quando há uma clara correlação?
– como é que se continua a impedir que haja dinheiro para a economia real por excesso de moeda quando é injectada na finança ou no armamento ou em outros rentistas sem nenhum problema?
– num ano infindável em casos de actuação policial, como é que é questionável que a polícia americana precise de reforma séria?
– como é que o PS é capaz de dizer que respeita o direito à greve quando usa todos os instrumentos para que seja inútil?
O consenso fabricado é uma vírus do caraças.
O que hoje mais vemos não é debate constante; é debate nenhum. Cada lado está tão certo de si mesmo que se recusa a sequer considerar o outro. Compare a maioria dos debates de Buckley com a berraria pueril de hoje.
A Tugalândia é mais calma, mas não mais sã: até um chuleco medíocre como o Ventura floresce por constatar umas verdades pedestres que o regime ignora.
Vê o efeito de calar o que nos é inconveniente? De fazer de conta que é assunto fechado, e rebaixar os que – e não são poucos – se recusam a concordar?
Os seus exemplos são sintomáticos: só o 2º me parece claro e inegável. Em qualquer dos outros teria algo a dizer. E nós até estamos próximos; imagine alguém do outro lado.
Há sempre algo a dizer, também comento quando concordo no essencial. Mas chegar ao ponto de permitir escolher a nossa realidade ponto a ponto só garante que tudo fique na mesma até haver consenso, que será nunca.
É como as regras europeias, discute-se muito e no fim ganha quem empata o processo por beneficiar do desenho da coisa, a Alemanha e a Holanda.