Pela liberdade, sempre!

Hoje é dia 25 de Novembro. Há 45 anos, um golpe militar evitou que Portugal caísse numa ditadura comunista. Apenas nesse dia se cumpriram os verdadeiros valores de Abril, a democracia e a liberdade. Só podemos considerar que luta pela liberdade aquele que o faz de uma forma desinteressada. Quando o faz por todos e não apenas por alguns.

Hoje não é dia para discutir que dia 25 é mais importante, visto que foram diferentes. Um acabou com uma ditadura e o outro evitou uma que não temos ideia que consequências teria. Hoje também não é dia para apenas a direita celebrar esta data, até porque o Golpe teve influência de forças centro-esquerdistas.

O dia 25 de Novembro deve servir para nos fazer refletir sobre a nossa democracia. Temos várias franjas moderadas dependentes dos seus extremos e estamos todos a deixar que isso se normalize. O clubismo político está a sobrepor-se ao bom sentido democrático. E a melhor forma de combater este fortalecimento dos extremos não é apenas identificá-los, mas sim perceber o que leva às pessoas a optar por estes caminhos que podem pôr em causa aquilo que conquistamos.

Há valores básicos que não podem ser apropriados por ninguém, venham da esquerda ou da direita. 45 anos depois da última data realmente importante para continuarmos num país democrático, isto já não deveria ser tópico de conversa.

Que se unam os verdadeiros democratas e não deixem a liberdade refém de uma minoria. Há momentos em que a melhor ideologia é a decência.

 

VIVA O 25 DE NOVEMBRO!

Comments

  1. Paulo Marques says:

    Isso só se pode celebrar depois da CIA abrir os arquivos do que se passou e do que andou a fazer. Até lá, deixo aos liberachos a celebração do dia do centrismo agressivo.

  2. Democrata_Cristão says:

    ” Há 45 anos, um golpe militar evitou que Portugal caísse numa ditadura comunista”

    Afinal sempre foi um golpe do bandido da terra dos cães.
    Durante anos andaram a dizer que tinham sido os paraquedistas.
    Vigaros !

  3. Rui Naldinho says:

    Bravo, Francisco Figueiredo!

    O dia 25 de Novembro foi “aquela jornada de luta” em que um grupo de militares, com especial preponderância do Regimento de Comandos, há época localizado na Amadora, disse BASTA.
    Basta de bagunçada. Basta de tentar reverter a liberdade conquistada no 25 de Abril, numa ditadura, dita do proletariado. Viu-se o que deu no Leste da Europa.
    O caricato, é que líder político desta “facção” vencedora, chamava-se Mário Soares, na altura idolatrado pela direita, muito mais do que o próprio Sá Carneiro. O líder político da outra facção chamava-se Álvaro Cunhal.
    O líder militar da facção vencedora chamava-se Ramalho Eanes, com apoio de um militar chamado Jaime Neves, entre outros menos mediáticos.
    Se no plano intelectual Álvaro Cunhal está muitos pontos acima de Mário Soares, se no plano dos princípios e da coerência Álvaro Cunhal está a léguas de Mário Soares, a verdade é que foi Mário Soares quem contribuiu como poucos, com ou sem o apoio da CIA , para a manutenção do regime democrático. Até parece que do outro lado não havia agentes do KGB ou sucedâneos da RDA, por exemplo.
    Um defendia a liberdade burguesa. É essa liberdade burguesa que todos almejamos, mesmo não fazendo parte da burguesia tradicional, em concreto. O verdadeiro liberalismo nada tem a ver com o neo liberalismo actual. A social democracia e a democracia cristã estão todas elas dentro do liberalismo. A questão aqui está só e apenas no papel do Estado como regulador e elevador social, permitindo assim a transferência de baixo para cima e/ou de cima para baixo, dos seres humanos agregados como um povo.
    Já Álvaro Cunhal dentro da velha tradição comunista achava que se os meios de produção não estivessem na mãos dos trabalhadores, incluindo os meios de comunicação de massas, não haveria verdadeira liberdade. Se há coisa que a história nos provou nos últimos 100 anos, foi que o comunismo foi um embuste. E não é pelo facto do capitalismo actual estar em agonia permanente, com crises cíclicas cada vez mais persistentes, que voltar ao comunismo será a solução.
    Esqueçam! Uma nova ordem mundial há-de emergir. Qual não sei. Mas de certeza que não será nenhuma das anteriores, mesmo que recicladas.
    Viva o 25 de Novembro.

  4. Filipe Bastos says:

    É fácil perceber porque direitistas, sobretudo jovens como o Chico Figueiredo, celebram o 25/11 e o Mário Chulares.

    A lenda diz que nos salvaram de uma terrível ditadura comunista. Conhecendo a Tugalândia, e a sua aversão natural a comunas, sobretudo do Tejo para cima, parece-me muito improvável. Isto nunca seria Cuba, ou sequer a RDA.

    Mas talvez fosse uma espécie de Albânia ou Roménia light, durante pouco tempo, ou talvez houvesse sangue. Cunhal não era o Caetano nem os chulecos corporativos de Abril: era um fanático, e os fanáticos são capazes de tudo.

    Esquerdistas aburguesados como o Naldinho são também fáceis de perceber: chega-lhes a ilusão da partidocracia; desde que tenham a vidinha tranquila está tudo bem. Vão botando o botinho no Partido da Sucata e batendo palmas à ‘democracia’.

    A verdade? Como de costume estará algures no meio: por um lado foi bom, por outro um desastre. Falta um 3º golpe, a 25 Janeiro ou Maio ou outro mês qualquer, que ponha esta canalha no lugar.

  5. JgMenos says:

    Comunada ingrata!
    O 25 de Novembro salvou-vos o coiro, imbecis!

    Em 1975 a bipolarização resolveu-se pelas armas.
    Em 2020 a bipolarização está aí de novo com a frente esquerdalha que mantém a matilha do PS amesendada no orçamento. Veremos se se resolve com vozes e votos, e não pela miséria que a cretinice de semelhante canalha sempre traz

    • POIS! says:

      Pois está-se a resolver!

      Hoje milhares de portugueses levantaram-se em armas e colocaram a esquerdaria em respeito. O meu vizinho voltpou para casa ufano depois de ter causado grandes baixas: três perdizes bloquistas, duas lebres comunistas e uma data de tordos verdes tombaram em combate. Um texugo do “Livre” que se meteu ao barulho foi feito prisioneiro.

      O levantamento prossegue no domingo e o Rio já pensa em juntar-se ao movimento. Já comprou um boné e tudo, mas está a guardar-se para uma montaria aos javalis socilaistas, onde participará às costas do Ventura para ganhar maior visibilidade.

  6. Jorge Pereira says:

    Calma Francisco
    Essa pulsão de ódio anticomunista e de regresso à ditadura ficou logo arredada no 26 de Novembro .

    Melo Antunes referiu-se à sublevação dos páraquedistas como uma causa próxima da crise mais recente, tendo havido vários outros factores que ultrapassaram largamente a mera sublevação dos páraquedistas.

    O ideólogo do “Grupo dos Nove” emitiu um rasgado louvor a Jaime Neves, comandante do regimento de comandos, e passou daí a apelar a uma acalmia da situação, com vista a uma transição para o socialismo sobre carris democráticos, dando corpo a um “projecto viável de esquerda”.

    Melo Antunes descartou ainda os caminhos de “retorno directo ou indirecto às formas de organização capitalista da sociedade”, que considerou “para sempre cortadas”.

    E, ao defender uma “sociedade pluralista, em transição pacífica para o socialismo”, sublinha que considera muito importante o PCP participar num socialismo com essas características.

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