Ide trabalhar, fachos!

Se estivessem a lutar por melhores salários, condições de trabalho dignas, melhores serviços públicos ou contra o uso de combustiveis fósseis, era tudo uma cambada de mandriões subsídio-dependentes que não queriam trabalhar.  Como são bolsominions a exigir um golpe de Estado, por não saberem aceitar a derrota, são patriotas e pessoas de bem. Não se riam. Os sindicatos do Ventura estão a caminho e vai ser a mesma merda.

Pela liberdade, sempre!

Hoje é dia 25 de Novembro. Há 45 anos, um golpe militar evitou que Portugal caísse numa ditadura comunista. Apenas nesse dia se cumpriram os verdadeiros valores de Abril, a democracia e a liberdade. Só podemos considerar que luta pela liberdade aquele que o faz de uma forma desinteressada. Quando o faz por todos e não apenas por alguns.

Hoje não é dia para discutir que dia 25 é mais importante, visto que foram diferentes. Um acabou com uma ditadura e o outro evitou uma que não temos ideia que consequências teria. Hoje também não é dia para apenas a direita celebrar esta data, até porque o Golpe teve influência de forças centro-esquerdistas.

O dia 25 de Novembro deve servir para nos fazer refletir sobre a nossa democracia. Temos várias franjas moderadas dependentes dos seus extremos e estamos todos a deixar que isso se normalize. O clubismo político está a sobrepor-se ao bom sentido democrático. E a melhor forma de combater este fortalecimento dos extremos não é apenas identificá-los, mas sim perceber o que leva às pessoas a optar por estes caminhos que podem pôr em causa aquilo que conquistamos.

Há valores básicos que não podem ser apropriados por ninguém, venham da esquerda ou da direita. 45 anos depois da última data realmente importante para continuarmos num país democrático, isto já não deveria ser tópico de conversa.

Que se unam os verdadeiros democratas e não deixem a liberdade refém de uma minoria. Há momentos em que a melhor ideologia é a decência.

 

VIVA O 25 DE NOVEMBRO!

O-tolices que dão Tejeradas


Quer um golpe de Estado e está-se como sempre nas tintas para as eleições, mas ainda não percebeu qual a real situação interna nas forças armadas. Aparentemente nem sequer deu conta do que se passa pelo mundo, neste longo processo de mais de trinta anos que tem feito cair as mais seguras cadeiras do poder. Fala da perda da “alta” soberania – só ele saberá o que isto quer dizer -, como se esta mitigação da nossa autonomia fosse absolutamente voluntária e consciente. Não, o problema reside no facto da perfeita inconsciência e irrealismo por gente que como este cavalheiro, se vê sempre sobre um palco declamando “pás e gajos” diante de um espelho. Enquanto isso, lá fora Roma arde. É sempre assim.
Tenha Otelo em boa nota a seguríssima hipótese de a haver qualquer “golpe de Estado”, o seu anúncio não nos chegar através de cantorias ou militares woodstock. Teremos provavelmente alguém em grande uniforme e de óculos escuros. Ele que pense no caso.

Golpe militar em Espanha

Foi em 24 de Fevereiro de 1981 que se malogrou o golpe militar chefiado pelo Ten. Coronel António Tejero que irrompeu pelo parlamento, com um grupo de guardas civis.

Sob a ameaça de pistolas e metralhadoras, foi possível ver-se na televisão os deputados esconderem-se, ao som de um tiro, debaixo das cadeiras com excepção do primeiro ministro Adolfo Suarez, o ministro Gutiérrez Mellado e o deputado comunista Santiago carrilho.

Juan Carlos, envergando o uniforme de comandante supremo afirmou que ” a Coroa não pode permitir a acção de pessoas que pretendam interromper o processo democrático” assim desactivando um golpe que até hoje não se sabe se saiu de uma cabeça perdida de um saudosista ou se os contornos eram mais ambiciosos se aquela primeira acção tivesse tido êxito.

O que se sabe é que saboreia a liberdade e a democracia que tentou tirar aos outros com as armas que lhe foram confiadas para assegurar o cumprimento da constituição.