E agora?

Mário Machaqueiro
Há várias coisas que me apetece dizer face aos resultados eleitorais. A primeira destina-se à ideia de que o PS de António Costa é um dos grandes vencedores com esta vitória do situacionismo do centrão. Especialmente numa altura em que anda a cavalgar as sondagens que, a serem fidedignas, mostram como os portugueses se estão nas tintas para os escândalos políticos associados ao governo – a inacreditável fraude na selecção do procurador europeu que, pelos vistos, nem um sobrolho levanta à grande maioria dos nossos conterrâneos – como lhes é também indiferente a forma desastrosa na gestão que o primeiro-ministro está a fazer da pandemia, indiferença que, em grande medida, explica o facto de a abstenção ter sido inferior ao esperado (eu diria, ao lógico: mas a realidade social não se compadece com a lógica). O centrão, portanto, reinstalou-se e foi até buscar votos ao eleitorado da esquerda mais “radical”, pois sabe-se que muitos eleitores do BE saíram de casa para pôr uma cruzinha no Marcelo. Nada disto, porém, propicia grandes extrapolações para futuras legislativas e até mesmo para o relacionamento futuro do presidente com o governo de Costa. Acho que não tive alucinações auditivas quando percebi umas advertências sibilinas que Marcelo foi insinuando, aqui e ali, no seu discurso de vitória – aliás, excelente – e que deixam no ar a ideia de que ele talvez se prepare para não facilitar a vida do governo relativamente à errância, ao desleixo e à casmurrice obtusa nas medidas contra a pandemia. A sua insistência neste tema, a estratégia (brilhante) de ter iniciado e terminado o discurso colocando a tónica neste assunto, podem antecipar uma actuação mais determinada (ou menos mole ou menos pactuante) em relação àquele que é, realmente, o único assunto que agora nos deve mobilizar em primeira instância. A alternativa é termos, no tempo que separa até às eleições legislativas, a mesma marmelada pastosa, em matéria de relações institucionais, que temos conhecido ao longo destes meses. Hipótese que, claro, não será de excluir. Não sabemos, pois, que problemas ou entraves Costa terá pela frente no seu relacionamento com Marcelo, sobretudo se estivermos cientes de que o “presidente dos afectos” é, por detrás da máscara do homem das selfies, um tipo florentino e sinuoso, cuja agenda nem sempre é politicamente clara.

Quanto à derrota da esquerda, ela é clamorosa. Mas podia ter sido evitada se tivesse havido uma candidatura forte, que não chegou a aparecer, capaz de conter a hemorragia de votos para o Marcelo e de unificar o que acabou disperso e dividido. A divisão tem sido sempre a pecha das esquerdas. Sei que aqui o raciocínio não pode ser apenas aritmético: mas basta pensar que, juntando os votos obtidos por Marisa Matias e por João Ferreira aos de Ana Gomes se teria alcançado, pelo menos, uma distância significativa face ao resultado de André Ventura e que este não teria razões para se ufanar por uma vitória que, de facto, teve mas que deve ser, em meu entender, relativizada e analisada com prudência.
Vejamos. Ventura pode gabar-se dos excelentes resultados alcançados em bastiões tradicionais de voto comunista, em Setúbal ou nos principais concelhos do Alentejo. Isto presta-se a várias interpretações. Uma delas reside na evidência de que o PCP está em perda eleitoral nessas regiões e que isso não é de agora, sugerindo um declínio lento e irreversível dos comunistas em Portugal. Por outro lado, em termos analíticos é tentadora a noção de que estamos a assistir, finalmente, no nosso país a uma tendência já observada noutros países, particularmente em França, e que é a transferência de votos dos comunistas para a extrema-direita. Mas será que foi isso que verdadeiramente aconteceu no Alentejo? Para onde foram os votos que, nessa região, se destinam habitualmente aos partidos de esquerda? É muito possível que uma boa parte tenha ido parar ao Marcelo, e que é isso que cria a ilusão de óptica, explorada por Rui Rio num discurso repleto de ambiguidades, de que Ventura ficou muito à frente dos candidatos de esquerda no Alentejo. A verdade é que nós estamos ainda bem longe de perceber quais as transferências de votos que estão a beneficiar Ventura e o Chega, nem entendemos muito bem o que constitui a sua base social de apoio, que eu arrisco sugerir ser bastante mais movediça e instável do que possa parecer. Tem havido, à esquerda, o erro de fetichizar excessivamente o mostrengo e de lhe atribuir uma relevância que talvez tenha de ser reconduzida à sua verdadeira dimensão. André Ventura e o seu partido têm tudo para ser um fenómeno volátil no panorama político português: antes de mais, carecem em absoluto de uma estrutura organizativa forte e minimamente consistente. O Chega é um saco de gatos intelectualmente medíocres e nulos, como ficou patente naquele patético primeiro congresso do partido, e a única cola que consegue manter unido aquele boneco frankensteiniano chama-se André Ventura. Retirem-no de cena e o Chega implode. Convenhamos que é pouco, que é tremendamente escasso, para fazer daquilo o temível partido de extrema-direita, a terrível ameaça à democracia, que alguma esquerda anda a pintar, a meu ver com histeria má conselheira. É muito provável que, num futuro imediato, o Chega cresça eleitoralmente e possa capitalizar a votação expressiva que André Ventura agora obteve – e que, em bom rigor, só deve ter surpreendido as almas mais distraídas. Mas, nesse mesmo futuro previsível, não estou a ver “massa crítica” e, acima de tudo, travejamento intelectual capaz de transformar numa poderosa máquina de guerra uma organização que se caracteriza por ter segundas figuras que estão mais ou menos ao nível da Parrachita. Mesmo descontando aquele fulano sinistro que elaborou o programa, talvez das poucas cabeças pensantes que por ali existem e que é manifestamente insuficiente para dar consistência àquele partido. A única coisa eventualmente preocupante será a capacidade de atracção e de absorção que o Chega possa exercer sobre grupúsculos de extrema-direita nacionalista, saudosistas do colonialismo e do salazarismo, onde há gente efectivamente inteligente, culta e com alguma lucidez táctica, como, por exemplo, o pessoal da Nova Portugalidade. Por ora, estes últimos encaram o Chega e Ventura com indisfarçável desprezo, vendo-os como um bando infrequentável de carroceiros e de alarves. Mas poderá nem sempre ser assim. Por outras palavras, ou o Chega se reinventa como um partido de extrema-direita capaz de apresentar figuras do nível de um Freitas do Amaral, de um Amaro da Costa, de um Jaime Nogueira Pinto ou de um José Miguel Júdice, ou não passará de um coio de “taxistas” ressentidos. Que é o que ele é agora. E, no estado em que está, o máximo que o seu crescimento eleitoral limitado – o qual, nas legislativas, poderá estar bem longe da votação que Ventura agora conquistou – irá acarretar é uma enorme fragmentação e dispersão de votos à direita que só prejudicará o PSD e ajudará o PS. A direita do centrão tem aqui uma dor de cabeça, pois não é nada líquido que consiga alcançar no continente um efeito de aliança semelhante ao que obteve nos Açores.
A esquerda, por sua vez, tem de se reerguer. E isso não vai ser fácil. BE e PCP deixaram-se esmagar no aperto de urso que António Costa lhes fez e ficaram reféns dos sucessivos cheques em branco que lhe andaram a passar. A descolagem que o BE tentou fazer, na votação do último Orçamento de Estado, soou a coisa tardia e pouco convincente depois de ter andado a assinar de cruz Orçamentos anteriores que eram tão lesivos como este. Não gosto muito de usar este chavão, mas isto parece reflectir, com efeito, um “aburguesamento” destes partidos que hoje se afiguram mais à vontade no conforto dos gabinetes e das alcatifas da Assembleia da República do que no contacto com os trabalhadores assalariados deste país. Essa reconfiguração da esquerda é tanto mais necessária quanto importa retirar ao PS qualquer hipótese de atingir a maioria absoluta, que continua a ser, não tenhamos dúvida, o sonho molhado de António Costa. Mas é também imperioso que uma futura “geringonça” não signifique ter uma esquerda totalmente subsidiária da estratégia e do programa do PS, risco que se pode acentuar ao se agitar o espantalho da extrema-direita e da necessidade de impedir o seu acesso a arranjos governativos. Nada disto vai ser fácil. Mas julgo ser fundamental entender que, face a estes desafios, as eleições presidenciais que agora se realizaram, em circunstâncias tão pouco recomendáveis, estão muito longe de representar algo de minimamente decisivo. Pois tudo está em aberto.

Comments

  1. Paulo Marques says:

    «Para onde foram os votos que, nessa região, se destinam habitualmente aos partidos de esquerda?»

    Ficaram no mesmo sítio, os outros, que já tinham mudado do PCP, é que mudaram.
    E o coisinho fazia a festa com 10% de qualquer maneira, que o objectivo é parecer crescer e parasitar as eleições do PPD que nada diferente tem a oferecer.

  2. Filipe Bastos says:

    No geral o Sr. Machaqueiro não deve andar muito longe da verdade.

    As ‘análises políticas’ lembram-me sempre das crónicas d’A Bola, que lia quando era adolescente e ainda ligava à bola. Algumas até seriam bem escritas, sensatas e tal, mas – além de passar o tempo – para que serviam? Qual a utilidade?

    Bem no fundo, sabemos que isto não é política: é politiquice. Ou no caso, pulhitiquice. Quem disse o quê, quem ganha ou perde, quem sobe ou desce. Fazem-se previsões, adivinham-se resultados.

    A única diferença para a bola é que em vez de 11 broncos tatuados, os resultados provêm de 4 milhões de carneiros. Também por isto o Ventura se dá bem: bola e carneirada é com ele.

    • POIS! says:

      Pois é pena!

      Que V. Exa. não tire lições nenhumas para a tal implantação de uma gloriosa semidemocracia semi-representativa.

      Eu ouvi uma coisa ao Venturoso Escolhido pela Divindade que me pareceu passar um tanto despercebida. Foi quando disse que a extrema-esquerda, em conjunto, tinha “morrido” (estou a citar de cor). E a quem se referiu? Ao PCP, ao Bloco e…à Iniciativa Liberal!

      Sim. A um partido que, teoricamente, até tem um programa económico semelhante (há referências aos ídolos tipo Hayecks e Von Mises no programa da Venturosa Legião). mas não tem, ao contrário do Venturoso Bando, uma agenda social e moral a impor. Ou melhor, não tinha explicitamente, até a Veturosa Criatura Enviada ter engordado com os votos que obteve.

      Não vejo como seria possível decisões tomadas em formas de democracia, direta ou semi-tal não serem impostas cedendo à demagogia de Venturosas Criaturas e até de líderes ainda mais Venturosos e enviados da Providência com procuração firmada, tipo Venturosos Califas.

      Já sei que iria ser proibida a religião. Tá bem, isso é perfeitamente exequível. Um anito sem Educação Moral e Religiosa nas escolas, transformava-se Fátima num sambódromo multiusos e os outros templos em centros comerciais, com LEDs e tudo, e acabava num instante.

      Presumo que também seriam proibidos os partidos políticos. E associações, porque facilmente degeneram em partidos. E as reuniões, porque o voto teria de ser produto de consciências absolutamente puras.

      E seria instaurada, presumo por coisas que li por aí em comentários no Aventar, essa Maravilhosa Maravilha que é o voto eletrónico imediato. Funcionaria assim: “Ontem o Presidente portou-se mal. Abraçou uma artista porno. Concorda com a sua destituição? Ou deve ser proibida a pornografia? Por favor, vote das 10 ás 11, no fim do pequeno-almoço”.

      É claro que, para que funcionasse, e não sendo possível colocar um Bastos em cada casa, todos teriam de votar através de uma aplicação, a APPBASTOS, assistidos por uma assistente virtual, a Cortaíbastos, a Sirigaitabastos ou a Alechachachabastos, que se encarregariam de retificar os desvios de visitantes mais fogosos. Esta estratégia, aliás, já historicamente foi experimentada no Coliseu de Roma: o pessoal votava demasiadas vezes no leão e, por isso, passou a ser um Maioral a decidir se aceitava ou não os polegares descaídos (segundo a imprensa da altura, tal dependia da quantidade e graduação da pinga que tinha emborcado).

      Quanto ao final do Douto comentário, tenho a dizer-lhe, ó Bastos, que não compreendo a fixação de V. Exa. por carneiros, senão por inveja. talvez pelo facto de V. Exa. ter apenas uma haste e a pele azulada. Ainda há quem não veja com bons olhos os unicórnios.

      • POIS! says:

        O terceiro parágrafo, por falta minha, não está muito claro num ponto: obviamente quem tem uma agenda social e moral a impor é o Bando Venturoso (fortemente influenciado por muchachos evangélicos e católicos que tais).

    • Filipe Bastos says:

      Pois esclareço já, POIS, que – como a larga maioria das pessoas – também eu tenho a certeza que se tudo fosse como eu quero, era tudo muito melhor. Nem se compara.

      Proibia a religião, sim, a saúde privada (salvo estéticas e afins), a banca privada, os offshores e a hipocrisia fiscal, definia limites de remuneração e de riqueza, impunha regras ao futebol e outras alienações que só enchem mamões… quando quiser, e tiver umas horas livres, posso dar-lhe a lista.

      Só que, veja a chatice, tenho a mania que devemos ser coerentes; e por isso não quero decidir pelos outros, tal como não quero que decidam por mim. Não é democrático, está a ver?

      Note: não tenho a opinião dos outros na mesma bitola da minha; também penso, como toda a gente, que os outros são uns parolos e eu é que sei. Vejo as massas, the great unwashed, com a mesma sobranceria do POIS e de toda a gente.

      Mas não vejo alternativa a dar-lhes as decisões. É uma questão prática e moral. Ninguém é mais que ninguém; e todos pagam as decisões. Então todos devem tomá-las. Tal como não sou fã do Estado, mas não vejo alternativa ao Estado.

      É difícil pôr uma democracia melhor a funcionar? Claro, nada de valor é fácil neste mundo. Mas é o futuro, POIS. O único futuro possível, o único válido. Acredito nisso.

      • POIS! says:

        Pois lá estão outra vez!

        Os amanhãs a cantar!

        Mas o que é isto? Olha! A orquestra acaba de despedir o chuleco do maestro!

        E ainda bem! Não era preciso um tipo a dar às asas para se tocar “A Garagem da Vizinha”. Era para ser uma sinfonia de Paderewsky, mas o público pagante impôs a sua soberana vontade!

        • POIS! says:

          Pois, e para a semana haverá novidades, pela certa! O novo maestro, prudentemente, já se apresenta de burca.

        • Filipe Bastos says:

          Não é grande exemplo: o foco no maestro é mais por marketing do que outra coisa; salvo ensaios, certas peças ou intérpretes pouco experientes, uma orquestra tocaria o mesmo ou parecido sem ele.

          E é o público que escolhe o que quer ouvir; o que não implica que não se tente impedir os media de passar tanto lixo, que só atrofia e envenena o gosto.

          Além de que uma democracia mais directa continua a respeitar peritos; apenas não delega todas as decisões, sobretudo as políticas, e sobretudo em pulhas.

          Vá lá POIS, v. consegue melhor.

          • POIS! says:

            Pois pois!

            V. Exa. afinal acaba de reduzir mais uma classe à condição de “chulecos”: os maestros. Acha mesmo que uma orquestra com 40, ou 50, ou 60 membros funcionaria sem maestro? E que a função dele é ensaiar e “só marketing”?

            Todos sabemos que a sua sapiência é inatingível e que V. Exa. é Deus, mas desta não estava á espera.

            Já tocou alguma vez numa orquestra? E sabe alguma coisa de Física (bem sei que a passagem de V. Exa. pela escola pública foi traumatizante. mas há mais sítios onde se aprende)?

            Então cá vai uma perguntinha: qual é a velocidade de propagação do som no ar? Poupo-lhe o Google: cerca de 340 metros por segundo. Se um violinista se sentar no lado direito da orquestra, quanto tempo leva o som que produz a chegar ao tubista sentado do lado
            esquerdo, a uns mais de 20 metros?

            Se o violino e a tuba tivessem de começar um trecho ao mesmo tempo, o que aconteceria?

            Percebeu? Não reparou que nos concertos “rock” há umas colunas voltadas de frente para os músicos? Porque será? E porque razão os cantores usam frequentemente auriculares?

            Pois acho que até foi um excelente exemplo. Agora já lhe chama uma “democracia mais direta”. Claro, respeitando os Bastos Peritos que, na sua basta capacidade de peritagem, determinariam o que se deveria decidir e até o que deveria passar na rádio.

            Que maravilha de semisemidemocracia semisemidireta nos espera nos amanhãs que cantam!

          • Filipe Bastos says:

            Pois que resposta estranhamente elaborada para um mero exemplo, uma metáfora sem relação prática, pois um país não é uma orquestra e estes pulhíticos não são o Abbado.

            Os músicos sabem o que tocar e quando o tocar. Está na partitura. É raro o maestro sair por algum motivo, mas já aconteceu e a música continuou.

            Os maestros podem ajudar, sim, e adicionar um cunho pessoal, mas o maior efeito dos Bernsteins e von Karajans será impressionar a malta na sala, e vender discos fora dela. Isto na minha opinião de ouvinte; não sou maestro nem músico.

            Eu sempre disse ‘uma democracia mais directa’, tal como ‘democracia semidirecta’, porque, como passo a vida a explicar, a transição deve ser gradual e a carneirada não está pronta para decidir tudo sozinha: após séculos de monarcas e décadas de políticos a decidir por ela, estranho seria se estivesse.

            Sei que v. embirra com a ideia, mas que diabo, um pouco de honestidade intelectual fica sempre bem.

          • Paulo Marques says:

            Por esse ordem de ideias, pôr um computador a imitar uma orquestra devia ser trivial. Mas nem uma partitura cheia de símbolos é capaz de transmitir a riqueza da música.
            Se o maestro pode sair, é porque já tinha ensaiado a sua “versão” da música muitas vezes, e provavelmente já tinham tocado juntos ao vivo muitas vezes e mecanizado. Mas se fosse só a mecanização, isto era impossível.

    • Paulo Marques says:

      Prefiro chamar-lhe clubismo, não é preciso estar sempre a insultar. E tem sempre a sua utilidade, em valor limitado, de tentar medir, afinal, o que querem os eleitores. Por outro lado, o consenso e o consentimento são tão forçados e contraditórios que também não costuma haver muito sumo.

  3. Tal & Qual says:

    Qualquer me..rda serve para deitar a baixo.
    Não o vi assim quando foi das falcatruas do Coelho (descontos para a SS, Cursos ou do Relvas… “Isto é que vai uma crise” !

  4. Abstencionista says:

    Portugal:

    “É o único país com mais de mil casos por milhão de habitantes na média dos últimos sete dias.
    Tem a maior incidência de contágios a 14 dias.
    Lidera o número de casos e mortes diárias no mundo.”
    (Fonte Observador)

    “PS sobe”!
    Fonte: Sondagem Aximage)

    Se a culpa não é do governo nem do povo só pode ser do destino.
    Paciência!

    • Paulo Marques says:

      Numa determinada semana, algum país tem que ser, e ser num país que gosta muito de assinar por baixo cortar em todo o lado nada tem de surpreendente.
      O que também explica porque sobe o PS, que alternativa tem a oposição “séria”? Cortar ainda mais e pagar as contas com o dinheiro de quem trabalha?

  5. Tal & Qual says:

    É do Observador ? É verdade de certeza!
    Já no tempo de Salazar, havia um jornal que se chamava Diário da manhã e dizia as mesmas larachas….

    • Abstencionista says:

      Também tenho dúvidas…se fosse do Publico, Expresso, SIC, RTP, TVI, CMTV…aí teria certeza de que as notícias eram verdadeiras.

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