Como era óbvio!

O Ministério da Saúde decidiu usar SMS para convocar pessoas com mais de 80 anos e pessoas com 50 a 79 anos que sofrem de comorbilidades (doença coronária, insuficiência cardíaca ou renal ou doença pulmonar obstrutiva crónica.

Conforme foi anunciado em início de Fevereiro, o SMS “vai ser a modalidade preferencial de convocatória das pessoas destes grupos, sempre que haja informação no sistema que permita esse contacto”, explicou o presidente dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), Luís Goes Pinheiro

Como é fácil de constatar, nesta faixa etária há enormes dificuldades no uso da tecnologia, pelo que se poderia prever este desfecho: “Apenas 55% dos convocados responderam ao SMS para serem vacinados contra a covid-19“.

Típico de quem, por norma, não reconhece os erros próprios, o Ministério da Saúde fez saber que a decisão foi por “virtude da sua simplicidade” (para quem?) e que perante uma “uma ausência de resposta à SMS, os centros de saúde podem sempre convocar os utentes para vacinação através de chamada telefónica e, em último recurso, enviar carta”. Na verdade, como se pode ler mais abaixo, há um padrão de recorrer ao SMS quando não houver resposta ao SMS. Como recurso, surge finalmente o contacto telefónico e a carta.

O Ministério da Saúde precisa de rever o procedimento. Faz sentido enviar um SMS, para poupar tempo com quem consegue usar este canal, mas deve imediatamente passar ao contacto telefónico em caso de ausência de resposta, por forma a que as pessoas sejam vacinadas na primeira oportunidade.

O QUE DEVE FAZER QUANDO RECEBER O SMS?

Um SMS será enviado para o número de telemóvel que está registado no sistema, com a informação da data e local do agendamento da vacinação, pedindo que a pessoa responda sim ou não para serem vacinadas contra a covid.

Se a pessoa responder sim, o agendamento fica confirmado.

Se a pessoa responder não ou não responder no prazo que é dado, irá receber um novo SMS com uma nova proposta de data, a que deverá responder sim ou não.

E SE O UTENTE NÃO DER QUALQUER RESPOSTA?
No caso de continuar a responder não ou a não responder, a pessoa ficara registada para contacto posterior pelo centro de saúde por SMS ou por outra via, como por exemplo o contacto telefónico.

E, finalmente, não havendo outra possiblidade, será enviada uma carta, que é gerada automaticamente pelo sistema de informação das unidades de saúde familiar.

SE RESPONDER SIM, RECEBERÁ UM SEGUNDO SMS
Na véspera do dia agendado, os utentes receberão um SMS a lembrá-los que têm o agendamento da vacinação para o dia seguinte, com a informação da hora e do local.

ONDE SERÁ ADMINISTRADA A VACINA?
As vacinas poderão ser administradas nos centros de saúde ou noutros locais, que estão a ser adaptados para o efeito. É por isso muito importante que as pessoas leiam com atenção as informações que estão no SMS.

E A SEGUNDA DOSE?
As segundas doses são agendadas no momento da primeira toma, em concordância com o utente, que depois receberá um SMS com a informação (seguindo-se um processo semelhante ao da primeira dose).

2021-02-01

Comments

  1. Vaz Silva says:

    Que tristeza de comentário.
    Sempre à procura do negativo mesmo que, afinal, até seja positivo.
    Acha pouco que 55% das pessoas com mais de 80 anos tenham respondido aos SMS´s?
    Preferia que tivessem telefonado ou enviado carta também a estes?

    • j. manuel cordeiro says:

      “Acha pouco que 55% das pessoas com mais de 80 anos tenham respondido aos SMS´s?”

      Sim.

      “Preferia que tivessem telefonado ou enviado carta também a estes?”

      Deveriam ter telefonado quando não houve resposta ao SMS.

      • Vaz Silva says:

        Nem acredito que escreva sobre este assunto e não saiba que, sim, vão telefonar a quem não respondeu, sim, vão escrever a quem também não atendeu o telefone e, sim, vão à morada tentar falar com a pessoa se também não responder à carta.
        I.e., só não será contatado se tiver morrido.

  2. Paulo Marques says:

    E a mobilização das juntas de freguesia e da GNR, que conhecem melhor algumas populações, ficou na gaveta, a bem de gastar poucochinho e receber umas festinhas das Angela?

    • Vaz Silva says:

      ???

      • abaixoapadralhada says:

        “E a mobilização das juntas de freguesia e da GNR, que conhecem melhor algumas populações, ficou na gaveta”

        ??????????????? diz o Silva, que deve ser urbano

        Mas diz mais das sua sapiência citadina e que não conhece o País real e que deve ter 40 anos

        “Que tristeza de comentário.”

        O Silva de certo que não conhece os velhotes com 60 ou mais anos e que vivem nas aldeias e muitos nas vilas e muitos ainda nas cidades

        Os poucos que têm telemóveis usam para receber telefonema da família. SMS não sabem o que é nem querem saber

        Silva, saia da bolha da geração que supostamente é a mais bem formada e que nada sabe do que é a vida fora da bolha

    • Vaz Silva says:
      • abaixoapadralhada says:
      • Paulo Marques says:

        E a GNR também, da mesma forma que entregou mercadorias em comunidades sem alternativa. Podia procurar a notícia, mas não é muito relevante se é esta ou aquela organização; a questão é, estavam identificadas as entidades, o que falhou?

        • abaixoapadralhada says:

          O que falhou e falha seja quem for que esteja no poder:
          esquecem-se que nas aldeias do interior, as pessoas que ainda la vivem, são geralmente idosos e com pouca formação e escolaridade. E depois querem aplicar os mesmos métodos de comunicação com um velho com 80 anos que vive na Av de Roma em Lisboa ou na Foz do Douro com outro que viva numa aldeia com 60 pessoas ou menos da Pampilhosa da Serra, na serra algarvia ou nas aldeias de Miranda do Douro, por exemplo.
          Essa gente que sobe na vida nos partidos, não conhece o País real e desses lugares apenas conhece o cacique que o partido conseguiu fazer eleger para o poder, na Junta de Freguesia ou no concelho.
          As juntas e os postos da GNR deveriam ter sido chamados a contactar com os idosos. A GNR faz visitas periódicas aos idosos que sobrevivem na serra de Tavira e outros lugares ermos

  3. Vaz Silva says:
  4. RUI SANTOS says:

    Phonixxxx que é demais. Tudo está mal e nada funciona porque os iluminados em vez de estarem a fazer as coisas andarem na linha estão ocupados nos blogues e FB’s a dizerem que nada funciona.

    • Paulo Marques says:

      Não está tudo mal, mas são números que alarmam. Grave é outra coisa, são os mapas dos Açores a indicar as casas com a praga.
      E que posso fazer para por na linha? Adivinhar quem precisa de ser contactado? Se querem voluntários, digam, embora duvido que se aplique por aqui.

  5. Filipe Bastos says:

    Se fosse só pela internet concordaria. Mas por SMS, em 2021, com a taxa de penetração de telemóveis (já nem digo smartphones) em Portugal, não me parece assim tão óbvio ou mal feito.

    A questão é a 2ª tentativa aos que não respondem: como disse o Paulo, cabe às autoridades locais chegar às pessoas mais idosas, mais sozinhas e menos autónomas.

    Cheira-me é que nem este governo sucateiro se importa, nem algumas autoridades estão para isso. Se podem gozar o tachito em paz, porque hão-de se incomodar com uns velhotes?

    • j. manuel cordeiro says:

      Conheço muitas pessoas acima dos 65. A maioria confunde-se com o uso da lista de contactos. Quanto mais ler e responder a SMS.

      Primeiro contacto, tudo bem. Ficam despachados os que sabem usar. Depois, contacto telefónico directo ou outro.

    • Paulo Marques says:

      Ainda há muitos idosos que não sabem, ou não conseguem ler. E numa altura que não conseguem perguntar aos vizinhos e amigos…

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