CDS/PP, passado, presente e futuro

O CDS/PP, partido fundador da democracia em Portugal, nunca teve vida fácil, mas já conheceu melhores dias. Fundado por Freitas do Amaral e Amaro da Costa, pretendeu posicionar-se rigorosamente ao centro, nas palavras dos fundadores, primeiro equívoco, no período pós-revolucionário, o país estava completamente inclinado à esquerda e não existindo opção política à direita, acabou estigmatizado, permitindo uma colagem excessiva à extrema-direita, saudosista do Estado Novo, quiçá injusto para quem estava alicerçado na democracia-cristã, mas foi assim que aconteceu. [Read more…]

A Cama de Procusto (II de IV)

De Procusto ao Leviatã

Procusto (ou Procrustes), «aquele que estica», é um bandido da mitologia grega que possuía uma estalagem na estrada que ligava Elêusis a Atenas. Ele seduzia os viajantes que percorriam essa estrada em direcção à mais importante cidade da Grécia Antiga, enclausurando-os na sua estalagem. No interior, Procusto tinha duas camas de ferro: uma grande e outra pequena. Deitava os homens grandes na cama pequena, cortando-lhes os pés para que nela coubessem e deitava os pequenos na cama grande, usando utensílios de ferreiro para os esticar, até que ocupassem todo o comprimento do catre. Todos acabavam por morrer sob a tortura cruel de Procusto, cujo mito simboliza a banalização, a redução da alma a uma medida convencional, a subjugação de qualquer ideal ao mais violento conformismo, por via de uma tirana ética e intelectual levada a cabo por indivíduos, organizações ou regimes intrinsecamente intolerantes para com a dissidência e qualquer acção ou juízo não conformes ao paradigma ou ideologia – à Verdade, no fundo – estabelecidos e certificados por quem detém o poder de estabelecer e certificar. Na estória relatada pelo mito, Procusto acabou por ser atacado e morto pelo herói Teseu, que viria a infligir ao terrível e sanguinário bandido o mesmo castigo que este aplicava a quem tinha a má sorte de com ele se cruzar: 

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«Quero dar um sinal positivo, vamos ter verão»

Todavia, Henrique Oliveira não chegou a dizer se vamos ter verei, verás, verá, veremos e vereis.