
Os italianos Måneskin, feios, porcos e maus para a opinião pública, vencedores do festival Eurovisão 2021, com a canção ‘Zitti e Buoni’
O mundo descobriu esta semana, em choque, que os artistas, sejam elas da música, da pintura, da imagem ou da representação, se drogam à força toda. Não sei se o mundo parou nos últimos cem anos ou se, simplesmente, o mundo é todo crente em Estórias da Carochinha.
Do mal, o menos. Podia ter sido mais tarde, ou podia nunca ter sido. Foi em 2021 e é oficial, para quem esteve a dormir nas últimas décadas: os artistas drogam-se. O choque, o horror, a surpresa…
Um dia, quando esta poeira (a escolha da palavra é inocente) assentar sobre os artistas, chegaremos aos próximos impolutos que se drogam: trabalhadores da banca e da finança. Quem?! Como?! Não pode ser! Até usam gravata…
Quando estiverem preparados, iniciaremos o III Capítulo desta saga e chegaremos aos médicos.
De falsos moralistas e de santos de pau oco está o mundo a abarrotar. E seria bom que se começasse a falar de certos temas sem que estes fossem tabu, pois, assim, poderíamos todos ganhar um pouco mais de mundividência e não achar que o consumo de certas drogas só acontece a pobres e degenerados. Não, não é assim que funciona e é já hora de começar a desmistificar; falar das drogas não é incentivar ao seu consumo, se se souber falar sem preconceito e sem diabolizar a questão. Se todos fôssemos um pouco mais informados e, certamente, muitas vidas não se teriam perdido na droga.
Mas, o que mais escandaliza, não é a surpresa da opinião pública. Por contrário, chega a ser ridícula a forma como os artistas italianos tanto se têm tentado desculpar, quando a atitude correcta seria fazer ouvidos moucos, levar o prémio para casa e “vitória, vitória, acabou-se a história”. Quanto à organização, não surpreende todo este aparato para tentarem provar que o festival é Santo Deus na Terra; só se esquecem de um pormenor… a palavra “festival”.

A ansiedade a subir…
Um dia, estou certo, abrir-se-á finalmente e sem tabus, a discussão real sobre a legalização das drogas leves. Aí, espero, poderemos falar das outras drogas sem que a elas tenhamos de colar a marijuana ou derivados, alertando para os reais perigos e sabendo do que se fala. Até lá, continuaremos avestruzes de cabeça enterrada na areia, a fingir que somos todos beatos dos bons costumes e todos somos cidadãos de bem. Quanto aos Måneskin, apesar de não terem sido os meus favoritos – no meio da mediocridade toda, não vencer a francesa Barbara Pravi… -, não fizeram má figura e deram a conhecer à Europa que o bom rock and roll não se faz só em inglês, entregando ao público uma canção bem melódica (ou não fosse assim, também, a língua italiana) e um espectáculo visual bastante atractivo, ao nível do guarda-roupa e do jogo cénico em palco. Por isso, parabéns, ganharam mais um fã.
Ps. O que seria de tanta virgem ofendida se aterrassem no Lux-Frágil, em Lisboa, e lá vissem os seus ídolos novelistas favoritos de sempre a fazer fila (e à espera de fazerem linhas), no wc… o que seria!? Quanto ao preço da poeira farinhenta, essa, custa mais de 50€/g. Ainda acham que são (só) os pobres que a consomem? Mais valia estarem calados e serem bonzinhos, que é como quem diz, ZITTI E BUONI.
Fiquem com um belo poema, retirado do saudoso programa da SIC Radical “Vai Tudo Abaixo” e deixem-se de crenças e ‘crencisses’:






Mais um a falar com o espelho…
Artista, banqueiro ou médico?
Eu, virgem não ofendida — não fiquei surpreendida.
Já na minha juventude todo o mundo se drogava, até aquele rapaz tão aprumado, filho da minha professora de português.
Eu sou mais virado para o tintinho. De preferência maduro e de boa qualidade. Até pode ser directamente do pipo. E garanto-vos, quando um gajo se descuida, ao fim de uma horas, também começa a ver luzes.
Sim, e que tipo de luzes?
Halogéneo ou LEDs? Brancas ou tintas? Instaladas em postes ou em discos voadores?
Larga os cogumelos…come antes uma maçã.
Pois pois!
V. Exa. costuma acusar-me de coisas “do abrantes”.Já V. Exa. é mais dos lados “de tomar”. Sim de tomar, mas pelo fundo das costas acima. Deve ser daí que vem esta continua conversa dos “cogumelos”.
(Olha os acentos!)
Já somos dois!
Também vou no tinto, alentejano de preferência, e no branco da península de Setúbal.
Ao por do sol alinho bem no frisante transmontano e com umas gambas também vai um bom Alvarinho, estúpidamente seco e gelado.
E com um queijinho um Porto de qualidade e…..
Só que nunca vi luzes!!!
Mas às vezes falo à Dufy Duck.
Outras vezes digo “ferpeitamente” como o Obélix.
Pois, vai, vai…não duvido!
Um Alvarinho, um Manelinho, um Joãozinho, um Pedrinho marcha tudo! Nisso V. Exa. nunca foi esquisito. Agora é que lhe resvalou a boquinha para a verdade!
PS. Não gostou? Basta estar quietinho e ficamos por aqui…
Antes de te meteres nas conversas de adultos e fazeres figura de asno, aprende a distinguir um vinho da casta Alvarinho de uma coca-cola.
Se gostei da tua conversa pedófila?
Mete-me nojo e acrescento que revela bem o teu caracter amoral, pois quem fala desse tema, gratuitamente, sem vomitar, não passa de um badalhôco.
Vê lá se te regeneras sózinho pois eu nessas porcarias não te poso ajudar.
Pois não, não pode.
Olha o descaramento! Foi V. Exa. Psicopática que começou a conversa que considera “porca”. Há já uns bons tempos. E tem insistido, ainda hoje o fez!
Como diz o povinho, lá na minha terrinha: quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Pode ser um bom conselho, até porque já ai vem o Verão. Basta não meter o bedelho nem o dedinho onde não é chamado e fica tudo em paz.
Quanto ao Alvarinho, saiba V. Exa. que não me dá conselhos. Dou-lhe até uma pista: sou descendente de minhotos, do Alto Minho. E de galegos.
E, “em tempo”, a propósito de descaramento…
A V. Exa. os “vómitos” só dão em alturas selecionadas…
Compreedi “ferpeitamente”…
(olha os acentos!)
Até porque…
Não fui eu que disse que o Alvarinho, o Manelinho, o Joãozinho e o Pedrinho eram menores de 16 anos. Foi V. Exa. que o pensou. Vamos lá saber porquê…