O tribunal declara: arrependa-se!

«Eles apelam a um nacionalismo racial. E é um apelo quase velado, se é que é velado. Parece familiar?»

Comments

  1. Luís Lavoura says:

    Que sentença bué de ridícula: condenar um homem a arrepender-se e a pedir desculpa publicamente. Que foleiro.

    Condena-se um homem a prisão, a uma multa, a uma indemnização. Não se condena um homem a pedir desculpa nem a arrepender-se!

  2. POIS! says:

    Pois, tudo normal!

    Há uns anos, o padre da minha freguesia tentou o mesmo, comigo e com outros. Arrependei-vos malta! (1)

    A juíza partiu do velho princípio do Padre Américo de que “não há rapazes maus” e resolveu dar uma oportunidade ao Venturoso Enviado, esperando talvez que quem o enviou lhe puxe as orelhas, ou mesmo lhe revogue a procuração.

    Mas estou certo que, se o caso se repetir, o rapaz pode vir a ser subtraído ao poder paternal e institucionalizado. Acho que deve agarrar a oportunidade e repensar o seu modo de estar na sociedade. Isto não fica assim tão impune como parece!

    (1) E não é que resultou? Comecei logo nessa altura a arrepender-me de ter integrado tal instituição.

    PS – A bem da verdade deve notar-se que o Venturoso Enviado não foi acusado de um crime. Trata-se de uma decisão de um tribunal cível. Os queixosos invocaram a violação dos direitos à honra e á imagem (direitos de personalidade tutelados no Código Civil), e a juíza deu-lhes razão. A reparação desse dano pode assumir várias formas. O pedido público de desculpas é uma delas.

    • Abstencionista says:

      “Há uns anos, o padre da minha freguesia tentou o mesmo, comigo e com outros.”
      Lamento que tenhas tido que passar por esta experiência enquanto andavas no seminário.
      Atacado pelas costas e á traição por um padre gordo e peludo a bafejar-te a nuca com cheiro de vinho de missa.
      Agora percebo porque é que tens tamanha pancada.

      • POIS! says:

        Pois não!

        O padre não era desses! Aliás casou-se com uma paroquiana 20 anos mais nova (depois de todos desconfiarem que andava…com a mãe dela!), foi pai e tornou-se professor de Religião e Moral, talvez para obter outros arrependimentos.

        Compreendo, no entanto, a necessidade de V. Exa. insistir nestes assuntos. Uma mente perversa não descansa. E tem de continuar a mostrar serviço aos seus patrõezinhos. Lá no seu “emprego” a boçalidade e o “bullying” devem ser muito valorizados. Em breve chegará a diretor!

        (olha os acentos!)

  3. Filipe Bastos says:

    Ouvi que se o chuleco Ventura não pedir desculpa tem de pagar 500€ por dia aos ofendidos.

    A ironia, claro, é que os ofendidos decerto preferiam que não pedisse. E que vivesse muitos anos.

    • Paulo Marques says:

      É caso para dizer, a imbecilidade devia pagar impostos, o superávit era glorioso.

    • POIS! says:

      Não será bem assim…

      Os 500€ são uma sanção compulsória, uma “espécie” de multa. Não reverte a favor dos ofendidos.

      Penso que a família ofendida nem sequer pediu uma indemnização por danos morais, a que poderia ter direito, e seguramente, digo eu, a ela teria a criança exposta pelo Venturoso Enviado. Por vezes as sanções indemnizatórias têm uma componente variável, o que as torna semelhantes às referidas sanções compulsórias.

      Penso que é daí que vem a confusão. Mas só lendo a sentença é que se podem tirar conclusões mais seguras. Infelizmente não é muito fácil encontrar on-line sentenças de tribunais de primeira instância.

      Bem, parece que o Venturoso vai recorrer para a segunda instância, para o Supremo e, daí, para a justiça Divina, já que diz estar muito bem relacionado com esse tribunal.

      O filme ainda só agora começou. Let’s look at a traila…

      • Filipe Bastos says:

        Pois se a família ofendida não ganhar nada com isto será mesmo uma pena.

        Como já vimos, a canalha pulhítica e outras pseudo-elites deste país-bandalheira usam os tribunais para intimidar quem pense chamar-lhes só 1% do que eles são: qualquer verdade, não importa quão leve, é considerada uma ofensa ao seu imaginário ‘bom nome’.

        Quanto maior o pulha, maior a sanha a defender o bom nome. Na prática, usam a sua influência e o dinheiro que chularam ou roubaram para terem o proveito sem a (má) fama. Ficam assim duplamente impunes.

        Vem então este FDP chamar bandidos a pessoas ao calhas, só porque as sabe pobres e se sabe impune. É este o ‘bom nome’ que a Justiça, se cá houvesse disso, devia defender. Não o de pulhas que jamais o tiveram.

  4. estevesayres says:

    Propaganda grátis, para este neofascista, que tem tido o apoio da maioria da comunicação social…este pedido de desculpas não é mais de uma manobra para o promover, e seus correligionários do “Chega” …Vai uma a posta?! Rua com os Miguéis de Vasconcelos!

  5. JgMenos says:

    Juntou-se aos bandidos era o tema.
    O homem disse que um deles era um bandido.
    Será que já se apurou quem é?
    Houve ou não agressões à polícia.

    • Paulo Marques says:

      Vai para aí uma salganhada a ver se distraí dos factos.

    • POIS! says:

      Pois “let’s look at a traila” de uma cena da novela “O Saído do Armário”, protagonizada por esse grande ator (entre outras prendas…) que é JgMenos (que, como é sabido, quando era mais novo, se iniciou na célebre série “Torresmos Com Sal e Tabasco”).

      Cenário: Uma tasca com balcão, emprtegado, “Correio da Manha” e tudo.

      Entra JgMenos e pede uma garrafa de aguardente. Prova e diz:

      “Só 70 graus? O que é isto? Água? No tempo do Salazar havia aguardente a sério! Lá em África até a usavam para espantar os rinocerontes!”.

      Entretanto junta-se um grupo de fuzileiros de folga, á procura de emoções fortes. Quando a garrafa já vai quase no fundo, e tudo já dá vivas ao Venturoso Enviado, entra um gajo com bigode à Estaline e casaco de cabedal com a imagem da foice e martelo nas costas que olhando aquela malta solta…

      “Olha que g’anda bandido!”. Imediatamente é rodeado pelos fuzileiros e teme-se o pior! Mas eis que JgMenos intervém:

      “Malta! Calma! Ele apenas disse que há um bandido! Já se averiguou quem é?”.

      Cai o pano. (O pano?? Então não é uma novela???)