Milton Friedman

Parece simples. Deixo-vos com esta excelente palestra.

Comments

  1. POIS! says:

    Pois temos de agradecer!

    Ao “Super Chicagão” Figueiredo a descoberta desta peça de “stand-up comedy” que muitos tinham por perdida.

    Fartei-me de rir. Aliás, já não ria tanto desde que o outro caiu da cadeira.

    Estava á espera de ver mais um pouco de ação. O cómico poderia ter mostrado aquelas imagens da malta chileno-argentina que não ia em liberalices a ser lançada dos aviões, um desporto radical muito em vigor na época áurea da “Escola dos Chicagões”.

    • Francisco Figueiredo says:

      Só falta referir aí que o Friedman apoiava Pinochet para poder fazer o comentário mais disparatado do dia na internet.

      • POIS! says:

        Pois tá bem, Mr. Figueiredo!

        Talvez não apoiasse, assim no sentido de ter santinhos lá em casa em cima do pechiché, como acontece com V. Exa.: de um lado o Pinto da Costa, do outro o Hayek (desta vez escrevi bem? Para mim até devia ser Háieque, em bom Português, mas adiante…) e no meio o Friedman, estilo Santo António com o Cotrintim ao colo.

        Mas…lá nos EUA não existiam jornais????Não sabia o que se estava a passar? Não lhe interessava, desde que o “mercado livre” funcionasse? E que o modelo económico que preconizava só podia ser imposto por uma ditadura?

        Aliás a “mão invisível” funcionou muito bem no Chile: todos sabiam das torturas e desaparecimentos, mas ninguém sujou as mãozinhas!

        Sr. Figueiredo: o que é que me dizia se eu viesse aqui pregar o modelo económico da Bielorrússia, dizendo que não sabia quem está no poder por lá e o que anda por lá a fazer?

        • Francisco Figueiredo says:

          Friedman era contra qualquer tipo de ditaduras. As ideias têm de ser aceites pelas pessoas. Ele sempre defendeu isto.

          • POIS! says:

            Pois claro!

            Eu sou contra todas as ditaduras. Considero é o modelo económico da Bielorrússia como uma maravilha!

            Por isso, estou limpinho! As ideias têm de ser aceites pelas pessoas. E se não aceitarem levam nos cornos! Nós, os pensadores, somos assim!

          • POIS! says:

            Mas olhe que…

            Se é mesmo para V. Exa. nos deixar, até volto a ver a palestra toda!

  2. Filipe Bastos says:

    Dos santinhos da direita – Mises, Hayek, etc. – Friedman é talvez o meu favorito. Li o “Free to Choose” muito jovem, depois vi muitos vídeos dele. Comunica com uma clareza e uma racionalidade difíceis de encontrar, sobretudo hoje.

    Daí certo fascínio: como pode alguém tão obviamente inteligente estar tão errado? Não em tudo, mas nas coisas importantes.

    Um debate que ficou por fazer foi Friedman-Chomsky. Se ele fosse vivo decerto organizaria um pay-per-view… mas jamais bateria um mediano jogo da bola ou de boxe. É o ‘mercado a funcionar’.

    • Francisco Figueiredo says:

      Alguém que fez tantas declarações e escreveu tanto, até por vezes contrariando os tais dogmas liberais, está longe de ser santinho. Mas é verdade que tinha uma clareza incrível e era provavelmente o melhor a comunicar oralmente. As palestras dele são excelentes. Mas perde para o Hayek o título de melhor a refletir a ideia liberal, também desmistificando algumas ideias erradas no Caminho da Servidão. O Hayek foi a estrela pop da economia liberal.

      • POIS! says:

        Pois foi! Uma verdaeira estrela pop!

        O Hayek foi até comparado, nos seus tempos áureos, ao grande Zé Cabra. Depois decaiu um bocado, quando voltou a trabalhar à conta do Estado em diversos países. Mas nunca desceu abaixo dos “Cradle of Filth”.

  3. Paulo Marques says:

    O desemprego liberta!

  4. Paulo Marques says:

    «Hayek voltou a este tema numa carta ao diário The Times em 1978, registando que, na sua opinião, tem havido “muitas instâncias de governos autoritários em que a liberdade pessoal está mais segura do que em muitas democracias. Nunca ouvi nada em contrário quanto aos primeiros anos do governo do Dr. Salazar em Portugal e duvido que haja hoje em qualquer democracia da Europa Oriental ou nos continentes da África, América do Sul e Ásia (com a exceção de Israel, Singapura e Hong Kong) uma liberdade pessoal tão bem protegida como acontecia então em Portugal”. Estas relações entre várias ditaduras e Hayek, incluindo a de Salazar, foram estudadas por autores como o economista Brad DeLong ou o cientista político Cory Robin.»

    «Como compreenderão, é possível a um ditador governar de modo liberal. E também é possível a uma democracia governar com total falta de liberalismo. Pessoalmente, eu prefiro um ditador liberal a um governo democrático a que falte liberalismo.»

    https://blogues.publico.pt/tudomenoseconomia/2014/09/02/tao-liberal-e-tao-amigo-de-salazar/

    Percebe-se o conteúdo do MEL, portanto.

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