mais um Natal de miséria?

A quase totalidade dos partidos pede eleições no dia 16 de Janeiro. Ou seja, campanha partidária em força e em cima do Natal e Ano Novo. É tudo o que as pessoas precisam depois da forma como celebraram as festas de 2020.
Será maravilhoso ver terras com um amontoado de decoração natalícia e outdoors políticos. Ou ir a almoços, jantares e outros convivíos típicos da época e pelo caminho levar com as arruadas das comitivas dos candidatos.
Será delicioso estar a comer a bacalhoada de Consoada e ser brindado com tempos de antena do Dr Costa a falar da sua bazuca ou a Maria Vieira em cabedal e lantejoulas a cantar o hino de campanha do Chega.
A sério, esta merda nem pintado!

Esta maralha asquerosa já não se preocupa em disfarçar o desprezo pelas pessoas nem o seu deslaçamento com a sociedade.
A demência é de tal ordem que o CDS (que se diz da democracia “cristã”) pede mesmo as eleições ocorram no dia 9. Ignoro se Chicão terá sugerido que os presépios sejam adaptados a locais de voto. Palha não falta e sempre se poupava um burro.
É tudo o que o país precisa.
Louve-se as excepções do PAN e da Iniciativa Liberal com ambos a alertarem precisamente para que não se misture a campanha com as festas natalícias. Mas da minha parte deixo uma garantia: se algum candidato me aparecer pela frente uns dias antes do Natal e até 1 de Janeiro, será insultado ou cuspido nas trombas. Assim farei e aceito que qualquer português o faça.
Porque quando o nível de desprezo pela população atinge níveis desta demência, então esse mesmo desprezo tem que lhes ser devolvido. Sem mas nem meio mas.

Comments

  1. Tuga says:

    “A demência é de tal ordem que o CDS (que se diz da democracia “cristã”) pede mesmo as eleições ocorram no dia 9. Ignoro se Chicão terá sugerido que os presépios sejam adaptados a locais de voto. Palha não falta e sempre se poupava um burro.”

    E assim se confirma o ataque dos liberocas ao CDS

    Sempre a negarem, mas mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

    Liberocas, gente perigosa. Ambicionam o poder a todo o custo

    • Paulo Franzini says:

      a melhor coisa para a IL é que FRS se mantenha. Mas não dê muita corda aos neurónios, de tão cansado de correr atrás de coxos.

  2. Paulo Marques says:

    Que horror, as festas natalícias nãããããããooooooooo! A seguir ainda querem estragar as idas ao dentista e as endoscopias; não há limites para o que esta gentinha estraga.

    • Paulo Franzini says:

      Claro que existem limites. Como proteger-lhe alguma lã. As ovelhas são sempre necessárias e a subserviência bem-vinda.

      • Paulo Marques says:

        Tem noção que se queixa do carneirismo para se queixar de não aproveitar ao máximo o consumismo, certo?

  3. Filipe Bastos says:

    Se algum candidato me aparecer pela frente uns dias antes do Natal e até 1 de Janeiro, será insultado ou cuspido nas trombas.
    Porque quando o nível de desprezo pela população atinge níveis desta demência, então esse mesmo desprezo tem que lhes ser devolvido. Sem mas nem meio mas.

    Só do Natal a 1 Janeiro, Franzini? O desprezo da classe pulhítica pela população tem décadas e vai muito além da campanha na época do Natal; esta é até quase irrelevante.

    Uns cartazes pela rua? Uns tempos de antena do Bosta, do Ventura ou do Chicão? E? Que é isso comparado com décadas de chulice, bandalheira e impunidade? Com três bancarrotas, dezenas de escândalos, milhares de trafulhices? Com a partidocracia podre, o bordel paralamentar, o esgoto autárquico, o saque em roda livre?

    É cuspir e malhar nesta canalha sempre, Franzini. Quando o Bosta, o Rio ou outro pulhítico aparece em qualquer lado, deve ter uma faixa à espera: BAZA CHULO. Assim, curto e ao ponto. Note o ‘baza’, para ser mais popular e modernaço.


  4. pensava que a democracia não se suspendia no Natal, mas na tugalândia alles ist moglich, que é preciso começar a falar austeritário, que os passistas ressabiados estão a esfregar e a preparar as mãos para ir ao pote, sente-se a saliva a cair nos comentáros do ganda nóia…..

    • Paulo Franzini says:

      os passistas querem as eleições encostadas ao Carnaval. Nesse aspecto até são coerentes. 🙂
      23 ou 30 de Janeiro parecem-me datas razoáveis.

  5. Rui Naldinho says:

    Desde o longínquo ano de 1986 que as eleições presidenciais se realizam em Janeiro. Realizaram-se todas elas entre os dias 14 e 26 de Janeiro, em anos distintos, isto se não me falha a memória. Nessas datas também houve campanha eleitoral, bem aguerrida e com milhares de cartazes na rua. É lógico que nesse período ainda não existiam os comentadores televisivos candidatos presidenciais, cujo tempo de antena incomensuravelmente superior ao dos outros, lhes permitiu poupar dinheiro em cartazes.
    Que me recorde nunca os portugueses deixaram de passar o Natal na Paz do Senhor, apesar da campanha eleitoral.
    O Natal é para os adultos, acima de tudo um momento de confraternização entre familiares e colegas de trabalho, que desde meados de Dezembro se degustam com uns valentes repastos, por norma ao jantar.
    Aquilo que embeleza o Natal, para além dos enfeites e das árvores artificiais iluminadas, dos centros comerciais a abarrotar de consumidores desenfreados, Natal é o gozo que as crianças nos dão com aquela imensa felicidade ao fazerem os presépios, os tetros(auto de Natal), e por fim trocarem as prendas entre irmãos, primos e amigos. Tudo isto acontece por norma na noite da consoada, ou no manhã seguinte. Mas as crianças não votam e estão-se a marimbar para os partidos.

    A probabilidade das eleições se realizarem em 16 de Janeiro de 2022 é baixa. Já a 23 de Janeiro do mesmo ano, parece-me forte.
    Marcelo Rebelo de Sousa é livre de escolher os tempos para as audiências que faculta aos interessados. Mesmo sendo Paulo Rangel um putativo candidato a líder do PSD, cujo partido ainda é liderado por Rui Rio. Só que as coincidências dos seus actos, conta e muito. O pedido de Rangel para que as eleições fossem atiradas para finais de Fevereiro, deixam um rasto de suspeição. Disso ele não se livra. Daí inferir que o pedido feito pela maioria dos partidos tenha isso em consideração. Obrigar Marcelo a ficar na merda. A ficar na merda pelo seu desastroso acto.
    Tudo o resto são conversas de alecrim e manjerona, onde o Natal e o Ano Novo, funcionam apenas como adereço.
    Os apoiantes de Paulo Rangel puxam para uma data, a que lhes convém, claro, os de Rui Rio para outra, e cada partido faz o seu choradinho.
    Mais um Natal de miséria?
    Sim. Mas para os mesmos do costume.
    Não é de certeza para os militantes dos partidos. Nem para os críticos do regime. Esses vão andar a colar cartazes.

  6. Paulo Franzini says:

    Percebo o seu ponto em relação as presidenciais mas acho que estas eleições serão diferentes, para pior. Ainda não há data e já se acorda todos os dias com o fedor a napalm.

    O Rangel puxa as eleições para cima do Carnaval, o que não deixa de ser coerente com o estado do PSD.

    23 ou 30 de Janeiro parecem-me datas razoáveis e espero que seja essa a escolha do PR.

  7. estevesayres says:

    Hoje como é feriado “Dia de Pão por Deus” e “Dia de Todos os Santos”!!! Não comento!!!

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