não se circula sem cinto

Incêndios, assassinato no SEF, protecção “dos direitos humanos” e acidente que vitimou Nuno Santo na A6.
Durante estes anos o “passageiro” foi o doutor Cabrita.
Mas o seu cinto de segurança sempre foi outro.

SMN: um elogio ao governo das esquerdas

A maioria dos meus artigos tem em comum serem extensos e críticos contra a classe política. Este será um pouco extenso, mas para destacar o que entendo ser o feito mais positivo dos governos das esquerdas.

Portugal tem sido muito mal gerido, não só mas também pela classe política. Ainda assim acho que todos os governos deixaram algo positivo. De forma sucinta e focando-me apenas no positivo, tentarei partilhar o que guardo na memória de cada um. [Read more…]

mais um Natal de miséria?

A quase totalidade dos partidos pede eleições no dia 16 de Janeiro. Ou seja, campanha partidária em força e em cima do Natal e Ano Novo. É tudo o que as pessoas precisam depois da forma como celebraram as festas de 2020.
Será maravilhoso ver terras com um amontoado de decoração natalícia e outdoors políticos. Ou ir a almoços, jantares e outros convivíos típicos da época e pelo caminho levar com as arruadas das comitivas dos candidatos.
Será delicioso estar a comer a bacalhoada de Consoada e ser brindado com tempos de antena do Dr Costa a falar da sua bazuca ou a Maria Vieira em cabedal e lantejoulas a cantar o hino de campanha do Chega.
A sério, esta merda nem pintado!

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Vende-se coerência a um cêntimo

Na passada quinta-feira, dia 7, António Costa garantia na Assembleia que “era uma política correta não reduzir os impostos sobre os combustíveis”, porque “A emergência climática é uma emergência todos os dias”.

Passada uma semana o Dr Costa vem dizer que sim, afinal dá para baixar. E é já amanhã. Até era para ser hoje ao fim do dia, mas ele levou um assado ao forno e não pode ir tratar do cêntimo. Mas amanhã não falha! O tal cêntimo descontado no gasóleo vai acontecer. A emergência climática pausou e os ursos atingidos pelo degelo das calotas polares terão prioridade nos T3 “a custos controlados” que Medina prometeu e Manuel Salgado carimbou antes de ter aquelas chatices que às vezes a PJ arranja para estorvar o percurso natural da evolução socialista. 

O que mudou? Não sei, mas acredito nada ter a ver com
 medo perante o amontoar de sinais de insatisfação vindos estes dias dos portugueses. Absolutamente não. Um líder convicto como o Dr Costa não recua nem desata a tartamudear assim à toa.
Deve ter sido outra razão, outra e boazinha, que levou o Dr Costa a ir de Greta Tundberg a Toneca Guterres em coisa de uma semana. É acreditar, ir atestar e aproveitar o cêntimo.

Ai aguenta, aguenta

Oliveira e Costa do BPN morreu livre e a rir-se.
Ricardo Salgado do BES passeou-se na Sardenha, livre e sorridente.
João Rendeiro do BPP já está no Belize a espalhar protector solar no bucho. E a rir. 
A ministra da Justiça (ainda) não sabe o que se passou mas garante que não quer mudar nada, afirmou-o para nos fazer rir. 
 
O país vai continuar a aguentar tanto roubo e impunidade? Como disse Fernando Ulrich do BPI, “ai aguenta, aguenta.”
Enquanto houver para roubar, autoridades a deixá-los emigrar e mexilhão para esmifrar, então é aguentar.
Aguentar e não fazer barulho para não passar por eleitor do Chega ou extremista. 
 
Vaselina em baixo e atrás 
Mordaça em cima e à frente 
E débito directo as Finanças porque há muito roubo para abonar.
É calar, pagar e aguentar.   

Obrigado Merkel

Konrad Adenauer, chanceler no pós-guerra, inicou a “desnazificação” e guiou o país para ocidente.
Willy Brandt apaziguou a relação com as ditaduras do leste. Helmut Schmidt combateu o terrorismo interno, deu passos para a formação da UE e lançou novas estratégias de defesa do continente. Helmut Kohl viu cair o muro, liderou a reunificação da Alemanha e o lançamento da União Europeia.

E Angela Merkel?
Para mim, a chanceler alemã é a maior política que tive oportunidade de acompanhar em vida. Mesmo no meio de péssimos líderes europeus, Merkel manteve o seu país unido, próspero e liderou a União Europeia em várias crises. [Read more…]

A América depois do 11 de Setembro através da Frontline

Nos vinte anos do 11 de Setembro, a Frontline apresenta mais um excelente documentário. O “America after 9/11” atravessa as duas décadas entre a queda das torres e a saída do Afeganistão.
Aqui podemos constatar ou relembrar como a administração W Bush, Cheney e Rumsfeld conseguiu que os EUA perdessem a solidariedade global através da sede de guerra, erros militares primários, Guantánamo e mentiras criminosas como as WMDs de Saddam. Seguiu-se Obama e uma esperança efémera após este quebrar promessas eleitorais e dar luz verde ao uso descontrolado de drones ou a trágica saída do Iraque com regresso imediato mas já sem conseguir travar o avanço do ISIS.

Outro ponto fulcral assinalado – mas sempre ignorado por vários analistas – passou pela perda de confiança na imprensa, co-responsabilizada p.e. pelas mentiras das armas de destruição maciça de Saddam.

Noutros documentários podemos também constatar as irresponsabilidades, mentiras e crimes cometidos antes, durante e depois da crise financeira que se seguiu a falência da Lehman Brothers em 2008. Uma crise que se juntou a de 2001 e que envolveu quase os mesmos responsáveis e atingiu praticamente as mesmas pessoas.

“It´s convenient to say that Donald Trum broke America. No, America was broken and so, Donald Trump became president”.
É desta forma que um dos entrevistados se refere a ascensão de Trump. A explosão de ódio nas ruas e o divisionismo é também aqui retratada da mesma forma, sem deixar de vincar as responsabilidades, mentiras e o jogo duplo de Trump em relação ao Afeganistão.

O “America after 9/11” (legendas em inglês) dura duas horas e meia e sintetiza algumas das causas que levaram ao actual estado em que se encontra aquela que foi considerada na década de noventa como “a nação indespensável”.

 

America After 9/11

Que descanse em paz

Enquanto autarca, Jorge Sampaio bateu-se pelo fim das barracas na sua cidade. Teve quase sempre uma postura discreta mas concreta em acções de solidariedade. Timor deve-lhe também muito. Soube várias vezes mobilizar pessoas de diversas áreas e perfis e foi um dos poucos (se calhar dos últimos) capaz de buscar o consenso, fazendo-o de forma sensata e sem espalhafato. Mais haveria a realçar, mas fico-me por aqui.

Sobre a “bomba atómica” de 2004, eu não consigo reduzi-lo a esse episódio, apesar de marcante. E acho triste que persista uma cultura de se analisar a espuma e sem foco nos responsáveis. Nem vou mencionar o facto inegável de que o governo de Santana estava podre na governação e frágil na opnião pública.
Sampaio merece algumas críticas sobre esse período, mas não a fatia de leão da responsabilidade.
Porque Sampaio não tem culpa de que o aparelho do PS não quisesse Ferro Rodrigues para PM.
Mas o pior e acima de tudo: não foi Sampaio que fugiu (fugir o verbo) para Bruxelas!
É o que é. E 2004 não é só o que Sampaio foi. Paz a sua alma.

Matar a democracia gota a gota

Vale de Cambra, o meu concelho, é talvez um dos poucos que não cedeu a concessão da sua água a privados. Em 2013 esse risco ainda se colocou face a pressão de uma empresa que por acaso – mas só por acaso – tinha contratado um familiar do autarca social-democrata, uma manobra as quais se juntaram outras como como pressões ameaçadoras ou tentativa de compra de voto.
Ainda assim, Vale de Cambra resistiu e até a data parece ser consensual entre todos os partidos que este cenário é para ser mantido.
Mas como sabemos tal não acontece em muitos outros concelhos. Depois da privatização, os munícipes de Trofa, Santo Tirso, Vila do Conde, Cascais, Carregal do Sal entre outros, viram os preços deste bem disparar em modo bitcoin.

Eu sei existem alguns portugueses muito sensíveizinhos, coitados. Mas perante certas coisas eu não hesito nos nomes e adjectivos, e este negócio não pode ser classificado de outra forma: um roubo descarado. [Read more…]

sexualidade, religião, ética, riqueza e liberdade. Tudo deles, nada vosso.

José Magalhães, um destacado militante socialista referiu-se a Paulo Rangel da forma que se vê. E fê-lo por uma razão muito simples: ele pode, os dele também. Os outros não.

Como Fernando Rosas outrora também pôde.

Porque eles podem.
A esquerda do bem, e outros só por ela autorizada, podem.

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quatro décadas de merda

Uma mulher de Portimão, presa desde Agosto de 2019 viu a sua pena ser suspensa pelo Supremo. Com 67 anos, estava condenada por tentativa de homícidio do marido, um acto que cometeu em defesa da sua vida e dos seus filhos. Condenada inicialmente a seis anos, acabou por ser libertada esta semana. Mas pouca será a verdadeira liberdade. [Read more…]

Otelo – mais uma vaca no milho

Na minha terra natal de Vale de Cambra utiliza-se amiúde a expressão “mais uma vaca no milho” para definir algo que é rotineiro ou previsível. Para mim a morte de Otelo é apenas isso, mais uma vaca no milho. Qualquer pessoa sensata sabe do seu papel no 25 de Abril e nas FP-25 e seus crimes horrendos. Mas a morte de Otelo não me causou nem comoção nem alegria. É um simples rodapé.
Preocupante é este padrão e mais esta prova de que pouco se apurou naquele período revolucionário, poucos foram responsabilizados e que no fim se seguiu o caminho fácil deixando correr várias verdades e aplicando-se pouca justiça.

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NãoSePassaNadaQuistão

Parabéns ao kamarada-comissário que organizou este feriado patriótico cheio de exaltação e resistência (e respeitinho). Porque  não discutimos ao Deus de Belém (é nomeação consensual e ponto final). Não discutimos a honorabilidade do kamarada autarca da Kapital. Não discutimos a meritocracia e virtude do kamarada Adão e Silva. Não discutimos a nomeação da ex-ministra – esposa do outro – porque não se discute a família e a moral. Não discutimos a glória do trabalho e dever do ex-chefe de gabinete do kamarada ministro a quem devemos a providência da salvação da TAP.
Qualquer pensamento contrário representa um perigoso alinhamento com Ventura, o único e exclusivo perigo da pátria (isso e saudosismos de Cavaco ou Passos). Kamaradas, identifiquem esses reaças e enviem os seus dados para o gabinete da Karta digital e da Verdade Suprema.
Tudo pela Nação do Querido líder, nada contra a Nação do Querido líder.

Karneiros de norte a sul, uni-vos e cantem com fulgor o hino da Grandiosa República Luso-Socialista do NãoSePassaNadaQuistão.

77 anos do D-Day

Na foto (de Doug Dunbar), um agricultor que se alistou em 1938 e chegou a sargento na “Big Red One”, a 1a Divisão de Infantaria do exército americano. O seu nome, Sgt Major Robert Blatnik. O momento assinalado é o seu regresso em 2013 a Omaha Beach na Normandia. Naquele dia de 1944, Blatnik comandava 900 homens aquando do desembarque. Vinte e quatro horas e cerca de 400 metros depois, o número cifrava-se em apenas 387 sobreviventes.
Blatnik esteve também em batalhas em Itália e no norte de África, combateu ao lado de Theodore Roosevelt Jr, foi ferido várias vezes e condecorado com uma Silver Star e quatro Purple Hearts.
Numa era de líderes capados e subservientes a tudo menos aos valores que alicerçaram o ocidente pós WWII. Nestes tempos de ascensão de toda a porcaria sectária e espalhafatosa. Numa era em que se tapam estátuas e se dá palco a um circo pútrido de manifs e activistazinhos de hashtag e as suas lutas que oscilam entro o pífio ou o desejo de controlar as nossas vidas.
Numa altura destas, vale ainda mais a pena lembar e agradecer os sacrifícios de Blatnik e os seus homens.
A vida soube sorrir a agradecer a Blatnik, tendo este falecido em Dezembro de 2020 com a bela idade de 100 anos.
Muito obrigado e que Deus o tenha.

O Livre, a IL, um gurosan, água das pedras e cravos

Passo pelo TVI24 e de seguida pela RTP3. Fico-me por aí porque a SICN insiste em não ter um player digno, algo que para um emigrante como eu dava jeito. Mas adiante.
Na TVI, Ricardo Sá Fernandes defende com elevação a decisão do Livre face ao convite feito a IL sobre as comemorações do 25 de Abril.
Tudo ia bem até que uma senhora de lilás desata aos berros contra os liberais, atacando-os por entre outras coisas, terem dito que o homofóbico Che Guevara era um homofóbico. [Read more…]

O FC SHeriff Tiraspol e a Superliga Europeia.

Quando na época passada O FC SHeriff Tiraspol da Moldávia defrontou o Cercle Sportif Fola Esch do Luxemburgo, provavelmente nenhum de nós terá naturalmente ligado muito. Nessa eliminatória, o campeão de um dos países mais pobres da Europa defrontou o vencedor do país mais rico. Mas naquele jogo quase insignificante não estiveram apenas dois clubes, mas sim símbolos de países, cidades e culturas. Um bocadinho da Europa esteve ali. Uma Europa que não pertence a esta Superliga.

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Pirata André Ventura num mar de Rosas

Ainda o doutor Ivo ia a meio da sua homília e já se ouvia dizer que “quem ganha com isto do Sócrates é o André Ventura”.
Ora bem, ontem mesmo na RTP, a Sandra Felgueiras desmontou mais uma negociata envolvendo a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia. Está tudo lá naquela reportagem. Mais de oito milhões de euros queimados através de ajustes directos com empresas criadas a pressão, ligações familiares, cunhas e mentiras a rodos. O deboche envolve mesmo uma factura de 260,000€ para um centro de imprensa que ainda não foi utilizado. Augusto Santos Silva garantiu que o contracto “era público para quem o quer consultar”. Mas não era público. Será quando muito púbico, público não é de certeza. O ministro garantiu ainda que “tudo foi feito de forma transparente”. Aqui concordo. Os esquemas são as claras e parentes não faltam.
Mas a preocupação de muita gente é o Chega! e o André Ventura. A sério?
Em parte, eu entendo e lamento que o Chega! aparente ser a única alternativa. Tal não é verdade dado que existem outras alternativas a pocilga do bloco central e dos partidos pajen que os apoiam. E são estes partidos que têm de ser confrontados. Estes e não o Chega!
Pode não dar tanto like, exigir mais trabalho, custar algumas avenças e até amizades. Mas é a vida.
Já enoja esse discurso cheio de arrogância onde nos tentam fazer acreditar que o Ventura é o único perigo para a democracia. Não é. Nem é único, nem sequer o principal.
Eu sei que não é bonito de se dizer e por isso repito-o: O Chega! não é o maior perigo para a democracia.

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Os traidores de 6 Abril e um outro abrilismo que também interessa

Com 45 anos de idade, sou e serei sempre grato ao 25 de Abril e a liberdade que daí resultou. Esse dia encheu de alegria a geração dos meus pais e avós e eu invejo-os por terem vivido esses dias, ainda jovens ou adultos. Este é o Abril deles.

Mas hoje o meu Abril é também outro. É sempre será.

“O Governo decidiu hoje mesmo dirigir à Comissão Europeia um pedido de assistência financeira”
A 6 de Abril de 2011, José Sócrates anunciava a capitulação do país.
A crise não foi causada por portugueses, isso é óbvio. Assim como é óbvio que não foram os mercados os responsáveis pela protecção a banqueiros como Salgado, Oliveira e Costa, Rendeiro ou Armando Vara. Ou Vitor Constâncio. [Read more…]

Dona Natividade e os seus 126 vacinados

Já quase não é notícia nem incomoda ninguém, mas o saque de vacinas em Setúbal é o grau zero na escala de desumanidade e só comparável ao abandono a que foram sujeitos vários habitantes de Pedrogão Grande.
A abertura de inquérito e a demissão (ainda que digna) da Sra Natividade Coelho, não me dizem nada.
Porque a mensagem que 126 membros vacinados do centro da Segurança Social passaram a idosos, profissionais de saúde e outros prioritários foi simples: desenrasquem-se com cêgripe e chá com mel. [Read more…]

O Natal Ortodoxo na Sérvia

Tal como a maioria dos cristãos ortodoxos a Sérvia celebra amanhã o Natal e de acordo com o calendário juliano. Como tal, hoje assinala-se a noite de consoada ou “Badnje Veče”.
Por tradição todas as famílias têm o “badnjak”, um ramo de carvalho simples ou enfeitado com sementes de trigo e que é queimado em grandes fogueiras, numa cerimónia de inspiração pagã que tem início por volta das 18:00 e se prolonga até de madrugada (conforme foto em anexo). [Read more…]