Inês Sousa Real meets Ricardo Robles

A confirmar-se que as empresas das quais Inês Sousa Real é ou foi proprietária recorrem a práticas pouco sustentáveis e amigas do ambiente, nomeadamente a agricultura intensiva e o uso de pesticidas, podemos estar perante o princípio do fim da carreira política da líder do PAN, que ainda agora começou. O episódio traz imediatamente à memória o caso Robles, também ele uma figura que teve uma ascensão meteórica, para de seguida cair com estrondo e desaparecer do mapa, descobertos que foram os seus negócios imobiliários. Tal como Sousa Real, Ricardo Robles não cometeu nenhuma ilegalidade. Mas feriu de morte parte essencial da narrativa do seu partido. Não é coisa pouca.

O momento em que este caso surge não é inocente. Ao colocar-se na posição de potencial muleta do PS, num hipotético cenário pós-eleitoral em que os deputados eleitos pelo PAN cheguem para António Costa conseguir maioria absoluta, Inês Sousa Real ficou na mira da direita, mas também dos partidos de esquerda, que disputam a parte do eleitorado mais sensível ao problema das alterações climáticas. Fez o pleno, portanto.

Tal não invalida o facto de estarmos perante uma enorme contradição. Inês Sousa Real ainda tentou defender-se, alegando que as estufas são na verdade túneis (não se vislumbra grande diferença, mas isso sou eu que não percebo nada de agricultura) e que as acusações sobre a utilização de pesticidas nas suas explorações são falsas, (e talvez o sejam, não sei), mas, aos olhos de parte significativa dos portugueses que acompanharam o caso, a líder do PAN é mais uma que se rege pela velha máxima política do “olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço”. Pudera! Não se pode num dia combater ferozmente as palhinhas e o uso de embalagens de plástico na restauração e na grande distribuição para, no dia seguinte, comercializar framboesas e mirtilos em caixas de…plástico.

Foto retirada da página da Dream Berry, uma das empresas visadas

Comments

  1. Alexandre Barreira says:

    …quem parte e reparte…..e não fica com a melhor parte….é burro…..ou não percebe patavina da arte…..!!!!

  2. Luís Lavoura says:

    Como quereria o João Mendes – ou os consumidores em geral – que se comercializasse as framboesas e os mirtilos? Sem caixas, a granel? Ou em caixas feitas de quê?


    • Creio que o Sr. Mendes não quer nada. Quem diz que quer uma coisa e depois ganha a vida a fazer exactamente o contrário é a Sr.ª Sousa Real (como antes fez o Sr. Robles). Aliás, é coisa mais ou menos inevitável neste tipo de seitas, pois infelizmente a natureza (a humana e a outra) é muito pouco compatível com os seus discursos e só seres excepcionais (ou excepcionalmente limitados) conseguem cumprir o ascetismo que pregam (tipo o camarada Jerónimo de Pirescoxe, e, mesmo assim, teve a história do genro). PS: essa de que é um “túnel não é uma estufa” só me faz lembrar o Sr. Clinton e a tese que “um bóbó não são relações sexuais”.

      • Filipe Bastos says:

        Quem diz que quer uma coisa e depois ganha a vida a fazer exactamente o contrário é a Sr.ª Sousa Real

        Bateu no ponto: ninguém é perfeito e não se espera que os políticos o sejam; mas fazerem o oposto do que pregam é inaceitável. Não são pequenas faltas, é hipocrisia chapada.

        Discordo, no entanto, que fazer o que se prega seja um privilégio de ‘seres excepcionais’. Há mínimos de coerência e decência acessíveis a imensa gente não excepcional. Só que esta partidocracia repele a decência e atrai o refugo.


        • Um indivíduo decente tem a noção da quantidade de pecadilhos que comete e não tem cara para dar lições de moral a terceiros e aguentar a resposta “bem prega Frei Tomás” como se não fosse nada com ele e/ou recorrer ao “e a Tecnoforma?” (como fazem os comentadores “pro” deste blogue). Assim, dificilmente um indivíduo decente – que não seja um ser excepcional – será um político de esquerda, pois, como é sabido, isso pressupõe assumir uma superioridade ética e moral sobre o interlocutor. Isto não é ironia: a maior parte dos quadros do PCP são seres excepcionais (no sentido em que eram os monges estilitas e com a mesma noção da realidade) que praticam o estilo de vida que apregoam e em que crêem. Já os quadros do BE e do PS (e, pelos vistos, do PAN também) são (em regra, claro…) só burgueses sem ponta de vergonha (e nalguns casos, com óbvio transtorno de personalidade narcisista, como o Otelo, o Vasco Gonçalves, o Arnaldo de Matos, o Louça, o Rui Tavares, o Rosas, o Sócrates, a filha do Adriano Moreira e, é provável, o tal Pedro Nuno).

          • Paulo Marques says:

            Não dão lições de moral…
            – Vai trabalhar, preguiçoso;
            – sai da zona de conforto, preguiçoso;
            – se não receber mais é porque não tens mérito, preguiçoso;
            – empreende, preguiçoso;
            – não sejas peste grisalha, preguiçoso;
            – tivesses PPR e seguro de saúde, preguiçoso;
            – não te queixes de ser discriminado, preguiçoso;
            – não tivesses comprado telemóvel ou electrodomésticos, despesista;
            – não ficasses grávida, preguiçosa;
            – não nascesses num país de merda, preguiçoso.

            Não, nunca há lições de moral.

        • Filipe Bastos says:

          Depende do que entende por “lições de moral”. É como os que chamam “justiceiro” a alguém como Paulo Morais, ou “bufo” a quem denuncia trafulhices.

          Se vir alguém a roubar acha normal e aceitável? Nada diz ao ladrão, ou à polícia? E alguém a explorar outrém? A enganar as pessoas? A beneficiar de algo injusto?

          Defender a ética ou moral não pressupõe superioridade; pressupõe ter vergonha na cara. E não ser conivente, sonso ou cobarde. E ser, sim, decente.

          É curioso ver na esquerda tais distúrbios; eu também vejo alguns na direita. Por exemplo, a incapacidade de compreender ‘excessivo’. Ou ‘sociedade’.

    • Paulo Marques says:

      Não sei o que o clube de jardinagem quer, nem me interessa; mas a UE quer o fim das caixas e dos sacos, por isso não seria estranho.

  3. Rui Naldinho says:

    Este agendamento da Inês Sousa Real para a lama, só tem uma razão de ser, limitar a ação política do PAN, nas vésperas de eleições.
    A possibilidade do PS ter maioria absoluta mesmo capitalizando algum descontentamento à esquerda com o derrube do Orçamento de Estado, parece-me remota. Mas admitindo que o PAN venha a ficar de novo com 4 deputados, há uma hipótese ainda que remota de se construir uma maioria absoluta, mesmo que frágil, com apenas mais um deputado do que os restantes, somados na Oposição.
    Descobrirem que a Inês Sousa Real era sócia de uma empresa de produção de mirtilos e framboesas vai para oito anos, e só agora vir à baila, depois de dois anos de legislatura, parece-me tiro de pólvora seca.
    A ver vamos.

    • Rui Naldinho says:

      Mas a melhor mesmo foi a de que Mariana Mortágua e Francisco Louca teriam recebido dinheiro do BES. Além de ridícula parece grotesca.
      Dessa não o JgMenos se lembraria!

      • POIS! says:

        Na realidade, a Cristina Segui, autora de mirabolantes prosas onde mistura figuras políticas vindas de todo o lado a receber dinheiro de todo o Mundo, nem nos nomes acerta.

        Mariana Mortágua é, para ela, Mariana Mortedeagua, que pôs a receber dinheiro, em mão, de Ricardo Salgado, juntamente com o ex-ministro da defesa espanhol José Bono.

        Luiz Marquez Mendez é socialista admirador de Fidel Castro, o presidente chama-se Marcelo Reveló de Sousa, Pedro Santana Lopes tem ligações aos independentistas catalães e José Sócrates é…do PSD!

        E ainda me dizem que o Venturoso Enviado, que replica isto sem um pingo de vergonha, é um tipo inteligente????

  4. POIS! says:

    Já uma vez aqui comentei que…

    Ser “de esquerda” é lixado! Grama-se logo com todo o peso da história em cima! E não há escapatória possível!

    Já Direita anda sempre limpinha!

    “Bomba de Hiroxima? Horrível, nunca aprovámos. Guerra do Iraque? Foi um erro dos serviços secretos. Guerra do Vietname? Era outra época. E a culpa foi dos comunistas que armaram os do Norte. Pinochet? Nós??? O Hayek? Ora essa, limitámo-nos a a louvar o sucesso do seu arrojado liberalismo!”.

    A Esquerda tem de transpirar coerência, ou está lixada!

    Os negócios imobiliários do Robles, as framboesas da Inês, o cachecol do Varoufakis ou a écharpe da Marisa Matias, fossem eles de Direita, mais não seriam que espelho do seu “mérito” e “sucesso” resultante do seu “arrojado empreendedorismo”.

    Quero com isto dizer que, neste filme de que ainda se terão de ver os verdadeiros contornos, a CAP, essa casta de agricultores de jipe e roupão, os que denunciaram, podem continuar ajavardar à vontade na agricultura intensiva e a degradar o ambiente à fartazana sem perderem a coerência. Eles nunca estão sujos porque não têm defeitos, têm feitios.

    Nota: considerei o PAN de esquerda porque é assim que é visto. Veremos as cenas dos próximos capítulos, com ou sem framboesas.

    • Filipe Bastos says:

      Pois já falámos disto: sim, o crivo da esquerda é mais exigente. Sim, a fasquia é mais alta. Sim, ser de esquerda requer que se pratique o que se prega. Que se seja melhor.

      Porque a esquerda é melhor que a direita. E mais difícil. Porque é fácil ser ganancioso e egoísta. É fácil mamar, chular, explorar, olhar para o umbigo, ignorar a miséria alheia.

      Difícil é ir contra a célebre ‘natureza humana’, que tem as costas largas; difícil é fazer um mundo melhor.

      Ninguém é obrigado a ir para a política. Só lá está quem quer. Têm salários e regalias acima da vasta maioria da população. Têm acesso a poder e oportunidades. Não há desculpa para serem corruptos ou hipócritas. Sim, devem ser denunciados, perseguidos, malhados. É preciso limpar este esgoto.

      • POIS! says:

        Sim, mas…

        Bastos, o problema é quando a coisa é levada ao extremo.

        Não vou aqui lembrar o episódio da obra musical soterrada debaixo de dois pesadíssimos apartamentos porque você afina logo. Mas também passa por aí.

        Quando a coerência passa por cachecóis e écaharpes alguém devia desconfiar.

        Vou-lhe dar mais um exemplo: imagine que o Francisco Louçã agora ia dar aulas para uma universidade privada. Logo veria os nossos Cotrintins a apontar a incoerência. Em seguida, os moraleiros “de esquerda” acabavam com o resto. A partir daí, tudo o que tenha escrito ou feito ia para o lixo.

        O Karl Marx? Pá, um privilegiado que passou a vida a defender os pobrezinhos! Queime-se “O Capital”!

        E o Engels? Um filho de um industrial preocupado com a malta que trabalhava lá na fábrica? Brincamos, ou quê? “A Situação das Classes Trabalhadoras em Inglaterra”? Estão bem, muito obrigado, e sempre estiveram, não precisavam desse gajo para nada!

        Já nem vou falar do Picketty, que o Paulo Portas ainda noutro dia mandou reescrever “O Capital no Século XXI” a justificar como é que haveria vacinas sem a clarividência dos capitalistas. Vê-se bem que Portas viu a capa, porque até acertou com o título. Fora isso…

        O Hayeck? Então um gajo que demonizou a intervenção do Estado na economia e louvou a sacrossanta iniciativa privada, o “mérito” e tal, afinal viveu à conta dos Estado- de diversos estados- a maior parte da vida? Aí pára, que é de Direita. Isso não põe em causa a divindade dos seus “ensinamentos”.

        E agora, a propósito do “Caso Inês”, e sem saber os reais contornos, pergunto: estará vedado, a partir de agora, a qualquer pessoa que se diga “de esquerda” que produza alimentos usando alguns químicos, usando caixas de plástico ou embalagens de película? E se alguém o fez, ou faz, tem de deixar de ser político e, assim, já pode até poluir à fartazana?

        • Filipe Bastos says:

          Certo, POIS, ninguém é perfeito nem santo. Mas note os exemplos: Marx, Engels ou Louçã não escolheram nascer privilegiados; já Hayek e Ayn Rand escolheram mamar no Estado. Louçã escolheria mamar numa escola privada. E escolheu mamar no Banco de Portugal.

          Ou seja, ninguém é responsável pelas condições em que nasce; mas cada um é responsável por adquirir uma bússola moral ao longo da vida, e por usá-la.

          Talvez isto lhe soe simplista e maniqueísta: talvez não veja a mama como mama, ou os mamões como mamões. Pode-se usar outro termo, mas a verdade é que a) são remunerados excessivamente; ou b) vivem do trabalho alheio; ou c) beneficiam de um negócio que perpetua a exploração e a injustiça. Tudo isso, para mim, é mamar.

          O caso Inês parece-me menos grave, mas não é apenas ‘alguém de esquerda’: é uma deputada do PAN. Se vive de dizer mal do plástico e afinal usa plástico, se até lucra com o plástico, o que esperava?

          • POIS! says:

            Desculpe lá mas…

            O cargo do Louçã no Banco de Portugal, no Conselho Consultivo é, ou foi, remunerado?

            Então onde está a presunta “mama”?

            Você já está, mais uma vez, a divulgar algo que foi repetidamente desmentido pelo próprio e pela imprensa. Nem dá direito a gabinete, nem a BMW, nem nada disso.

            O Banco de Portugal é público, não é? E não deve integrar, no seu conselho consultivo, ninguém de esquerda?

            Então já se podem começar a queimar as obras do homem? Não será melhor guardar para o Natal, que deve estar mais frio?

            Aguarda-se instruções.

            A Bem da Basta Nação.

          • POIS! says:

            Nem de propósito!

            O Louçã voltou a desmentir ter recebido qualquer quantia do Banco de Portugal.

            A propósito de um tuíte do venturoso vice-presidente da Venturosa Agremiação, Pedro Frazão, que agora o acusa de “recebia uma avença do Banco Espírito Santo”.

            Força Bastos! Há aqui mais “mama”! Força que vai em boa companhia a denunciar!

            Se for mentira? Ora essa, quem é que o mandou ser político?

        • Abstencionista says:

          No intervalo dos plágios e das “piadas” imbecilizantes deu-te agora para plantares uma de intelectual.

          Já aqui te ensinei que quando cortas e coses retalhos do que ouves e lês avulso, sem qualquer sentido crítico, só para armares ao pingarelho, as conclusões a que chegas são o contrário das conclusões pretendidas.

          Por esse teu raciocinio, o Salazar, apesar de matar, torturar e censurar, deve ser glorificado porque, quando morreu, só tinha 150 contos na CGD?

          E quanto aos políticos incoerentes, que impõem as regras sem as respeitar, como essa Inês, (que comparou os direitos dos animais aos direitos das mulheres), só podem ser desculpados por idiotas úteis, nada exigentes, que no dia 30 de Janeiro vão “pôr o voto” em políticos deste jaez.

          • POIS! says:

            Pois tá bem, ó Marrante Abstencioneiro.

            Falou V. Exa. de…”plágios”?

            Outra vez????

            QUERO QUE IMEDIATAMENTE AQUI COLOQUE OS LINKS PARA OS TEXTOS QUE PLAGIEI!

            Que é aquilo que Vosselência nunca fez porque, simplesmente, não existem!

            A cada comentário que me dirigir vou repetir a exigência. Assim como relembrar-lhe que chamar proxeneta ao pai de um comentador que não lhe agrada não é próprio de ninguém minimamente decente.

            Agora, citando V. Exa:

            “Por esse teu raciocinio, o Salazar, apesar de matar, torturar e censurar, deve ser glorificado porque, quando morreu, só tinha 150 contos na CGD?”.

            Que conclusão tão estúpida, o que não admira, visto ter vindo do marrante bestunto de V. Exa.

            Aconselho o seguinte, antes de comentar seja o que for aqui, ou noutro lado:

            Primeiro: aumentar ligeiramente o QI, que está uns furos acima de amiba, mas ainda dois ou três abaixo de paramécia.

            Segundo: aprender a ler.

            Terceiro: porque os anteriores devem ser difíceis de fazer em pouco tempo, pedir o auxílio de alguém que lhe explique o que escrevi.

            Neste caso não é preciso empregar a expressão “como se fosse muito burro”, porque V. Exa. já é.

            Quarto: fazendo jus ao seu douto pseudónimo, abster-se de tirar conclusões precipitadas.

            Não vou votar no PAN. Até porque isso poderia ser favorável a V. Exa e não quero correr esse risco.

          • POIS! says:

            Pois, e já agora…

            Citando:

            “No intervalo dos plágios e das “piadas” imbecilizantes(…)”

            O que significa isso de “piadas imbecilizantes”?

            Quer dizer que V. Exa. lê a piada e fica imbecil? Ou que V. Exa. é imbecil e não entende a piada? (*) Ou as duas coisas?

            (*) Como aconteceu com aquele meu comentário sobre a Autoeuropa…

        • Abstencionista says:

          Nem dá gosto ensinar-te…chamas logo nomes às pessoas!

          Além disso tentas denegrir a minha boa imagem acusando-me, FALSAMENTE, de profissionalizar o teu paizinho numa actividade comercial de “take away”.

          É MENTIRA! (desculpa o grito de indignação)

          Aliás, essa é uma das 3 regras de ouro dos avençados do rato que têm agora de lavar, com água de malvas, a aldrabona da PAN.

          1ª regra,Mentir;
          2ª Mentir;
          3ª Mentir.

          Vai nanar e quando acordares evita o bagaço ao pequeno almoço.

          • POIS! says:

            Pois ora muito bem!

            A sua “boa imagem” não pode ser denegrida. Está pior que carvão.

            É mentira? “Indignação”? É MENTIRA? (Ai, Joacine, Joacine…).”FALSAMENTE”? Veremos!

            Vosselência não só chamou como repetiu, numa expressãozinha que não sei o que significa lá na sua famelgazinha, mas na minha sei!

            Veja lá se Vosselência reconhece este comentário:

            “Abstencionista says:
            29/10/2021 at 23:34

            Pois que vida triste a tua!

            Não tens amigos? Um namorado que te aqueça o motor? Um puzzle de mil peças para ordenar? Um filho ou um neto para abraçar? Uma causa para lutar? Umas montras para ver? Uma bicicleta para cicloviar? Um gato para castrar? Um parente para visitar?

            Outros blogs onde possas ir chatear?

            Já reparaste na vida de merda que tens a lamber cús e a escrever “piadas” no Aventar?

            Endireita a tua vida pá, faz-te homem e arranja uma ocupação!

            Vai visitar o tanatório de Matosinhos. Vai ao cinema ver a Branca de Neve do João Cesar Monteiro. Lê um livro do Tavares. Vai dar um passeio de metro em hora de ponta. Ouve uma música do Conan Osiris. Dá banho ao cão. Vai vender rifas dos bombeiros para a A1.

            Bebe uma seven up com uma empregada do teu pai e finge que é champanhe.

            Só te peço uma coisa: não me expliques os comentários sobre a Autoeuropa Pois estou farto das tuas infantilidades imbecis.

            Bjs”

            O que é que quer dizer no penúltimo parágrafo? Vosselência conhece o meu pai de algum lado? Ou conheceu???

            Este triste e ordinário comentário está num post do António de Almeida intitulado “Perguntas que importam ser respondidas por PS e PSD”.

            “FALSAMENTE”? Vá lá verificar e veja o que lhe respondi!

            Comecei, aliás, por o informar que, realmente, não tenho namorado.

            Mas agradeçi que tenha tido a gentileza de partilhar com a comunidade o que tanto lhe dá prazer e sentido á vidinha, mas não! Tenho outras opções a esse nível.

            PS: Ai agora sou avençado do PAN? E quem me paga é um rato? Qual? O Mickey ? Julgava que o gajo da massa era o Patinhas!

          • POIS! says:

            Pois e…

            Também registo que, para V. Exa, a atividade de proxenetismo se resume a, cito, uma “actividade comercial de “take away”.

            Significativo!

            Espero é que não utilize embalagens de plástico. Isso seria uma barbaridade insuportável!

  5. RRobles says:

    Estes tipos de direita são mesmo desonestos, e escolheram logo este período eleitoral para descredibilizar o PAN. Estes indivíduos de direita e fascistas sabem muito bem que aquilo que um político de esquerda diz não tem nada a ver com o que esse político faz.
    Aliás o desonesto político de direita , devia saber que o discurso contra a agricultura intensiva serve apenas para idiota útil. Qualquer pessoa normal sabe que caso se optasse pela dita agricultura sem pesticidas a quantidade de produção de alimentos diminuiria de tal forma que apenas os ricos capitalistas teriam acesso a ela. Por isso estes tipos de direita são uma escória que vem para aqui exigir que o discurso do PAN tenha a qualquer ligação com a realidade… já não há paciência para aturar a direita fascista…

    RRobles

    • POIS! says:

      Pois tá bem! Já terminou?

      Fartei-me de rir, palavrinha de honra!

      Pode V. Exa. continuar a roublar à vontade! E de consciência tranquila!

      O roublo, quando à direita, é perfeitamente legal! A Direita não é burra! Não liga a essas coisas de coerências parvas!

    • Rui Naldinho says:

      Que a maioria deles são desonestos não tenha dúvidas. A começar logo pelos que se respaldam num perfil falso, RRobles. Estilo o troll do JgMenos.
      À boa maneira do João Rendeiro que pôs quase tudo no nome do filho do Rei dos Táxis, para não ter de suportar com o ónus das indemnizações que teria de pagar aos lesados. Lesados que eram em boa parte do mesmo clube do banqueiro, diga-se.
      Aliás o que são os offshore’s, que não uma conta bancária num paraíso fiscal qualquer só para não pagarem impostos, isso ainda é o menos, quando não maioria das vezes para lavarem dinheiro sujo. Queres ver que são os comunistas e os gajos do BE que abrem aí contas.
      Ninguém quer acabar com a agricultura intensiva de um dia para o outro. Até porque isso seria impossível num curto espaço de tempo. Não se pode é promovê-la de forma irracional, como tem acontecido nos últimos anos. Um dia deste temos uma crise no escoamento da amêndoa, do azeite ou outra produção qualquer, e temos os agricultores a pedir subsídios ao Estado, por perdas nas vendas. Já diversifica-lá talvez fosse mais racional, ou não?
      Ou você também acha que o amendoal intensivo é que vai matar a fome dos portugueses?

      • Paulo Marques says:

        Mas cria emprego!!!!
        O mais provável é mesmo virem pedinchar quando acabar a água, e já nada crescer ali com a que existe.

        • Rui Naldinho says:

          Sim. O maior problema acabará mais tarde ou mais cedo por ser a falta água. Não é por acaso que nuestros hermanos secam os rios internacionais.
          Um ano destes temos uma seca, faz parte do ciclo e estes iluminados cagam outra sentença qualquer.

  6. Luís Lavoura says:

    A mim não me parece que a Inês Sousa Real se vá encontrar com o Ricardo Robles. A acusação que lhe fizeram vem de uma força política de direita (a Confederação dos Agricultores de Portugal sempre foi o braço político dos latifundiários alentejanos, ela não representa os agricultores em geral) e não tem credibilidade nenhuma. Nem credibilidade nem fundamento, porque “agricultura intensiva” é algo que não está bem definido e porque a CAP não tem forma de provar que Inês Sousa Real use pesticidas – há muitos mirtilos e framboesas que são cultivados em regime de agricultura biológica. Lá por ela usar estufas – todos usam – isso não quer dizer nada.
    Isto é claramente somente uma manobra da direita a atirar lama, mas sem qualquer base para o fazer.

  7. Paulo Marques says:

    É consequência do que ela própria rejeita, ou se resolve o ambiente atacando os problemas do capitalismo desregulado, ou não há alternativa a jogar o mesmo jogo para empreenderorar. Até pode ter acontecido agora por se apresentar como muleta, mas, digamos, tornar a única opção possível dentro do sistema não vejo com essa negatividade. Isso parece aquele argumento de não se poder fazer críticas ao capitalismo, mas no entanto continuar a viver em sociedade; qualquer dia, um trabalhador explorado não pode ser de esquerda porque participa no esquema.
    Não, o problema da Inês, e do PAN, é achar que se pode ser ecologista sendo contra “radicalismos” económicos, quando, como ela pode ver, isso nunca será suficiente.

  8. Filipe Bastos says:

    “Tal como Sousa Real, Ricardo Robles não cometeu nenhuma ilegalidade. Mas feriu de morte parte essencial da narrativa do seu partido. Não é coisa pouca.”

    No caso de Robles não foi só a narrativa, João Mendes. A mama do imobiliário não é uma mera narrativa do BE, é bem real. E é injusta, imoral e insustentável. O Robles não é só hipócrita: é parte activa do problema; é um dos seus beneficiários; é um mamão.

    Sim, é legal nos tempos ainda primitivos em que vivemos, onde o rentismo, a acumulação ilimitada de riqueza e a exploração do outro são realidades banais e toleradas. Mas isso não o iliba.

    A mama do Robles não devia ser intolerável apenas no BE; devia sê-lo em toda a política. Em toda a sociedade.

    • Luís Lavoura says:

      A mama do imobiliário não é uma mera narrativa do BE, é bem real.

      Sim, é real, mas aquilo que Ricardo Robles fez, tanto quanto julgo saber, não é mama nenhuma. O que ele fez foi recuperar umas casas para as alugar a turistas. Isso não é mama, é investimento e negócio perfeitamente limpo e honesto. É negócio que dá trabalho e que tem risco (por exemplo, durante a pandemia as casas que ele recuperou devem ter ficado vazias). Não é mamar subsídios.

      • Filipe Bastos says:

        A mama do imobiliário assume várias formas; todas envolvem explorar um bem essencial – a habitação – como se fosse um mero ‘investimento’, para sacar lucros obscenos.

        Viver de rendas, de especulação, dos inquilinos, dos turistas, tudo isso é mamar no imobiliário. Veja os preços das rendas em Lisboa, no Porto, em todo o lado. Veja o preço das casas. É essa a teta de mamões como o Robles.

  9. estevesayres says:

    Não deixo de lamentar o sucedido, mas gente que tem no seu “ADN” posições pequeno-burguesas, não se esperava outra coisa!


  10. Curioso. Ontem quando cheguei a casa e abri o Twitter, alguém escreveu: “Então estão a tentar queimar a Inês”? Ao que eu de imediato me lembrei das estatísticas da manhã, davam maioria absoluta a PS+PAN e de imediato pensei que tínhamos um Robles (que não cometeu crime nenhum) a pedido.

  11. JgMenos says:

    O que desqualifica a senhora é vender a quota à sogra que a vendeu ao filho que é casado com a dita em comunhão de adquiridos.

    Todo o idealista que não seja um crápula pode dizer que ambiciona um mundo novo mas que tem que viver no que existe.

    As fé definem a seita, mas não é obrigatório todos serem monges. É ver a comunada a sacar o seu sempre que pode,

  12. Samuel Clemens says:

    Há que provar tudo o que se diz. Após tal,e com sentença transitada em julgado,então sim, são culpados !
    Até lá calem a caixa,malditos palradores !!!

  13. Samuel Clemens says:

    Já está tudo provado em Tribunal ?
    Perguntar ofende ?

  14. Abstencionista says:

    Enquanto aguardo por umas lulinhas grelhadas com batatinhas cozidas e legumes gostaria que me mostrasses no texto em que me citas a palavra horrível que dizes que eu referi tendo como destinatário o teu paizinho.

    Paizinho esse que respeito muito, digo desde já, pela determinação e coragem em criar um imbecil arrogante como tu.

    Perguntas-me tu “O que é que quer dizer no penúltimo parágrafo?”

    Uma pergunta dessas só pode vir de um tipo ignorante que tirou o mestrado sem estudar.

    Mas eu ensino-te.
    Este parágrafo é uma metonímia que é uma espécie de metáfora para adultos.
    Não terás dificuldade em perceber, mesmo que sejas uma espécie de jerico vestido, a antonomásia do “take away” em que o termo representa realmente uma perífrase.
    Esse parágrafo não é um eufemismo dirigido ao teu pai biológico, mas sim uma hipérbole destinada ao teu pai ideológico abrantes.

    PS. corrige o “agradeçi” porque o tapado do tuga pode pensar que é assim que se escreve agradeci.

    • POIS! says:

      Pois tá bem!

      É o que se chama parir meia dúzia de patacoadas para disfarçar a grosseirice.

      Citando:

      “Uma pergunta dessas só pode vir de um tipo ignorante que tirou o mestrado sem estudar”.

      Resposta: quem, em concreto?

      Eu algum dia disse aqui que tirei um mestrado??? ENTÃO PONHA LÁ O LINK PARA TAL AFIRMAÇÃO!

      E também, ao contrário das patranhas que aqui escreve amiúde nunca disse que “um mestrado faz-se sem estudar”. ISSO FOI VOSSELÊNCIA QUE INVENTOU! OU ENTÃO PONHA LÀ O LINK SE FAZ FAVOR!

      E Citando mais uma vez:

      “Este parágrafo é uma metonímia que é uma espécie de metáfora para adultos”.

      É sim senhor! É uma metonímia de proxeneta que foi o que Vosselência chamou a quem não conhece, nem conheceu!

      Folgo por saber que, se eu respondesse na mesma moeda, Vosselência também iria aceitar isso como normal. Sim, que eu chamasse isso ao seu paizinho, não é?

      Mas não! Não sou da sua laia!

      PS. Mas há alguma coisa a corrigir?

      Só çe for para lhe dizer que agradeço que deixe de çe armar em parvalhão!

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