PAN tenta travar a ritalina

Um esforço muito meritório em defesa das crianças e do futuro.

A Ritalina correu mal

O artigo que a seguir se transcreve não aborda em profundidade os efeitos secundários provocados pelo consumo de Metilfenidato, uma substância que já foi considerada doping e que chegou mesmo a retirar, por duas vezes, ao famigerado Joaquim Agostinho, a vitória na Volta a Portugal em Bicicleta.

O Metilfenidato, princípio activo dos medicamentos usados no tratamento da Hiperactividade e Défice de Atenção ( já em crianças de 3 anos), é um estimulante equivalente às drogas de rua conhecidas por Speeds. Só o nome é mais pomposo.

Já por mais do que uma vez o deputado do PAN, André Silva, levou o assunto ao Parlamento. Desta feita regista-se a pergunta e a resposta do senhor Primeiro-Ministro.

 

A Ritalina correu mal*
Por L. Alan Sroufe
The New York Times, 28 de Janeiro de 2012

Há neste país [EUA] três milhões de crianças que tomam drogas para tratar problemas de atenção. Por volta do final do ano passado [2011], muitos dos seus pais estavam profundamente alarmados por causa da falha de fornecimento nas farmácias de drogas como a Ritalina e o Adderall, drogas essas que esses pais consideravam absolutamente essenciais ao funcionamento dos seus filhos. Mas estarão estas drogas realmente a ajudar estas crianças? Será que deve prosseguir este aumento exponencial da prescrição destes medicamentos?

Em 30 anos aumentou vinte vezes o consumo de drogas destinadas a tratar o Défice de Atenção.

Como Psicólogo que estuda o desenvolvimento de crianças problemáticas há mais de 40 anos, acho que nos deveríamos perguntar por que motivo confiamos tão convictamente nestas drogas.

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PAN

O que é uma Coisa?

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Obscenidade, pornografia…

Seria o resultado aplicável ao esforço e rendimento de quem trabalha, caso o PAN conseguisse impor esta estupidez utopia em nome sei lá do quê, mas cuja viabilidade para ser alcançável teria forçosamente que atirar a já asfixiante carga fiscal para níveis estratosféricos… Mas esta gente acredita no Pai Natal ou anda a fumar erva da boa?

PAN, um corpo estranho num ecossistema de previsibilidade

O representante do partido PAN - Pessoas Animais e Natureza, André Silva, à chegada para uma audiência com o Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, no decorrer do ciclo de audiências aos partidos políticos com assento parlamentar no Palácio de Belém, em Lisboa, 21 de outubro de 2015. ANDRÉ KOSTERS/LUSA

André Silva, deputado eleito pelo PAN, não tem tarefa fácil. Por ser só um, terá, imagino eu, que estar presente em todas as comissões parlamentares em que o PAN pretenda (e puder?) dar a sua opinião ou questionar o executivo. Para além disso, notícias sobre o PAN são praticamente inexistentes na comunicação social. Sim, eu sei, a imprensa é um negócio e está no seu direito de privilegiar as audiências em detrimento da informação. Apesar dos códigos deontológicos e tal. Mas nos jornais portugueses, mais rápido apanham uma grande reportagem sobre a Ana Malhoa do que uma qualquer notícia sobre o PAN. No próprio Google, o so-called fórum da democracia moderna, se escrever André Silva, a primeira página de resultados é toda dedicada a outro André Silva, o jogador do FC Porto. Não é nada fácil ser o PAN. [Read more…]

Pan consegue a primeira vitória

Ninguém me tira da cabeça que foi a pressão do PAN que salvou o leitão.

As eleições Legislativas inauguraram um novo tempo político.

foto@publico

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Estas eleições legislativas estão a inaugurar um novo tempo político no nosso país. E foi isso que muitos ainda não perceberam ou então fazem de conta não terem percebido.

As recentes eleições na Grécia deixaram marcas e sinais importantes para os partidos radicais europeus. Estes perceberam que definitivamente não têm espaço para crescimento político na actual conjuntura política europeia.

A Unidade Popular que congregou os dissidentes do Syriza, incluindo o célebre ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, teve menos de 3% dos votos não tendo sequer representação no Parlamento Grego.

Esta foi uma lição que BE e PCP perceberam claramente. Aliás durante a campanha eleitoral deram sinais disso mesmo. António Costa percebeu também tudo isto. Talvez não tenha sido inocentemente que disse que não aprovaria o orçamento de estado da coligação PSD / CDS.

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António Costa quer fazer história.

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António Costa foi sempre conhecido por ser um político moderador e um homem de diálogo. Temos que reconhecer que a sua gestão política na autarquia de Lisboa, nos últimos anos, é disso um excelente exemplo.

Nos últimos 40 anos estivemos habituados que o Partido que ganhava as eleições, independentemente de ter maioria absoluta, era quem governava o País. Mas também não me esqueci ainda que um governo de maioria absoluta, presidido por Pedro Santana Lopes, foi demitido pelo Presidente da República, Jorge Sampaio. Isto foi o passado, esta é a hora de tratar do futuro.

Pela primeira vez coloca-se a hipótese que o Partido mais votado possa não vir a formar Governo atendendo a que estes tempos exigem estabilidade governativa. Eu apoiei e votei em Pedro Passos Coelho. Lamento muito que eventualmente não venha a ser o próximo Primeiro- Ministro, mas confesso que, neste momento, estou mais preocupado com a estabilidade governativa e o futuro do meu País, do que com os interesses do meu Partido. Estou convicto que o exercício do poder ” amacia ” e modera os partidos e os seus políticos. Ainda me recordo bem do tempo em que Paulo Portas tinha decidido que nunca ia ser político. Recordo-me também que quando chegou à liderança do CDS/PP era um anti-europeísta convicto. Hoje é Vice-Primeiro- Ministro e é o maior de todos os europeístas.

Parece-me que se poderá estar a inaugurar um novo tempo.  As reacções, atitudes e comportamentos de António Costa, desde o dia 5 de Outubro, deixam transparecer que o líder socialista está envidar todos os esforços no sentido de conseguir congregar à sua volta o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista, Os Verdes e o PAN, de modo a poder apresentar ao Presidente da República uma solução governativa maioritária no Parlamento que garanta a estabilidade preconizada e defendida pelo Professor Cavaco Silva nos últimos anos.

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Portugueses escolheram Passos Coelho para Primeiro-Ministro.

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Apoiei e votei em Pedro Passos Coelho, como a maioria dos portugueses, para Primeiro-Ministro. Felicito Pedro Passos Coelho pela vitória e cumprimento todos os outros partidos que democraticamente foram a votos valorizando estas eleições Legislativas.

Passos Coelho e a coligação ganharam as eleições, mas sem maioria absoluta, tal como aqui previ no passado dia 30 de Setembro. Agora, em condições normais o Presidente da República irá convidar, nos próximos dias, Pedro Passos Coelho para formar Governo. Aliás, António Costa, ontem no seu discurso afirmou que entendia que deveria ser o Partido mais votado a ser convidado para formar Governo demonstrando sentido de estado disponibilizando-se para dialogar com a PAF, no que diz respeito ao futuro orçamento de estado e do país, e a afastar a hipótese de formar um governo em coligação com o Bloco de Esquerda e a CDU.

As surpresas da noite eleitoral foram o resultado histórico que Catarina Martins e o BE conseguiram obter elegendo 19 deputados para a Assembleia da República, o desaparecimento político do CDS na Madeira e nos Açores, círculos onde PSD e CDS concorreram em separado, e a eleição de um deputado, pela primeira vez, pelo PAN ( Partido das Pessoas Animais e Natureza ).

Como sempre afirmei considero fundamental a continuidade da estabilidade governativa. Estou certo que Pedro Passos Coelho e António Costa estarão à altura de, neste momento, colocar os superiores interesses do país acima dos interesses partidários.

Surpresa da noite eleitoral

O PAN – Pessoas, Animais e Natureza elege um deputado pelo circulo eleitoral de Lisboa e a mais recente força política a conseguir o acesso ao Parlamento. Tinhas razão Sarah, aí estão os novos verdes!

PAN: os novos Verdes?

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Toda a gente sabe que os Verdes praticamente não existem. Já o PAN surge como uma alternativa credível, independente, organizada e com um discurso prospectivo. Uma formação necessária em Portugal e que vai crescer, julgo, respondendo aos anseios de uma população crescente de gente que pensa o Mundo e se pensa a si própria de uma outra maneira: uma maneira em que o Homem não é a medida de todas as coisas e em que a sustentabilidade (em sentido largo e não apenas financeira) tem primazia. Outra semântica.
Aqui, André Silva na RTP2. E aqui o programa do PAN.

 

Paraíso Perdido

Fica aqui um excelente vídeo que é mais um grito contra a construção da barragem do Tua. Mais uma prova de como os sucessivos governos permanecem egocentrados e cegos a tudo o que de bom este país tem. Ao visualizar mais uma prova do crime que está a ser cometido, só me ocorreram palavras indecorosas que, por respeito aos leitores, não revelarei aqui.

Sócrates, «teus netos vão-te perguntar em poucos anos» pelo paraíso que já não vemos e pelos comboios que já não usamos. Que lhes vais responder?

E agora, se me dão licença, vou ali gritar umas palavras barbudas e já volto.

Os animais na quinta do fim do Mundo.

Desde o clímax do milenarismo, em 2000, que tem vindo a aumentar a ansiedade quanto a outro hipotético “fim do mundo”. Do cinema à publicidade, todos glorificam o momento final como se fosse possível vender souvenires do armagedão. Se repararem não há blockbuster recente que não introduza o tema do fim do mundo. Os espectadores acorrem para assistir de camarote ao take final. Afinal de contas, para os tradicionais voyeurs dos acidentes, aqueles que abrandam ou param para ver os destroços dos carros sinistrados, ou os que aguardam no sofá pela imagem do sangue que os cameramen sempre filmam, o paraíso é ver acontecer a desgraça final, em todo o seu esplendor.
Por outro lado, crescem as associações, campanhas, movimentos e manifestações a favor dos direitos dos animais. No mundo ocidental, o animal começa a tornar-se cada vez mais humano e as suas necessidades ultrapassam mesmo as dos indivíduos. Não se trata só do orçamento gasto em alimentação dos animais domésticos que, nos EUA, ultrapassa já a dotação destinada aos sem-abrigo, mas a própria humanização do bicho. O cão (ou o gato) já não é apenas o melhor amigo do homem, mas um novo-Homem.
Não sei se entre ambos os fenómenos existe uma relação directa, nem vou tentar encontrá-la à luz das teorias relacionais e por vezes conspirativo-esotéricas. Mas uma coisa parece-me coerente: existe aqui muita falta de auto-estima (colectiva e individual) e, sobretudo, falta de crença na humanidade. Uma sociedade que deposita nos seus animais toda a sua força anímica, que os diviniza e dirige para eles as suas esperanças, não deseja se não o fim da sua espécie. Conheço pessoas que vivem com dezenas de cães e gatos e são incapazes de se relacionarem socialmente.
Devo dizer que adoro animais e sempre que posso faço o necessário para os acolher e providenciar-lhes conforto. Mas não posso colocar à frente do meu semelhante as necessidades de um animal, se o fizesse estaria a negar o meu ser pensante, o meu lugar num complexo labirinto de vida que me trouxe até onde existo.
Talvez esta negação advenha e exista efectivamente e se espelhe numa sociedade cada vez mais dependente de seres vivos que não desiludam, que não falem nem pensem mas que sejam leais e devotados ao seu criador – estas qualidades são em geral as que os grandes activistas pró-animais alegam na sua luta. Para eles os animais são mais leais que o Homem.
Talvez tenham razão e que, um dia, eles nos governem e se  tornem nós, como no “Animal farm” de Orwel.
Essa seria, com certeza, a maior ironia de todas.
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