“Deus, Pátria, Família… Trabalho”, segundo André Ventura

Deusaquela vez em que decidiu invadir um funeral para se deixar fotografar para os jornais. Muito católico, não haja dúvida.

Pátriaaquela vez que Ventura foi a um comício do Vox gritar “Viva a Espanha!, Viva a Espanha!”, num portunhol que, para portunhol, estava muito mal amanhado. Muito patriótico, sem dúvida.

Família – o líder do Chega, casado com uma catequista e sendo ele mesmo um ex-seminarista, não tendo sequer filhos (se descontarmos a coelha como herdeira) é, sem dúvida, o melhor porta-voz do ideal de família.

Trabalho – apologia feita pelo líder partidário que mais vezes faltou ao seu trabalho.

Era uma vez um maneta que dizia que o mal do Mundo estava em todos terem mãos.

Comments

  1. Alexandre Barreira says:

    …..pois…..pois…..mas dia 30 de Janeiro do “anno domini” de 2022…..bamos bêr umékeé…..!!!

    • João L Maio says:

      Da forma como conhecemos o Ventralha, é bem possível que dia 30 venha a público dizer: “É como a do preto, mas branca”.

  2. JgMenos says:

    Mais ordinário que o autor do post não é pela certa!

    • João L Maio says:

      Que preferes o teu amigo André, a quem dedicaste um altar aí em casa ao lado daquele que já tinhas em honra ao Botas, já todos sabemos. Aposto, até, que já lhe compraste um lugar ao sol, ao lado do do Morto, para quando o teu novo mestre for de fininho.

      Menos, ó Menos… não precisas de dizer que amas o Ventura todos os dias. Tanto amor posto em palavras pode não ser indicador de amor posto em acções. Vá, mais recato, que isto aqui não é uma orgia chegana como aquelas a que costumas ir.

      • Tuga says:

        Não consigo perceber porque dão tanta trela ao caríssimo Salazarista JgMenos.

        É um pobre diabo que ainda vive no tempo da “outra senhora” e que se calhar nem aos tiques neonazis do Ventura, se adapta.

        O Menos não faz mal a ninguém e está completamente identificado e isolado

        Tomem atenção é aos chamados “liberais”. com ou sem neo.
        Esses é que são perigosos, com as suas duas caras e com o seu ar democrático. Lembrem-se de quem apoiou o Pinochet

        • POIS! says:

          Bem, tenho de confessar…

          Eu não tenho nada contra os liberais.

          E até acho que cada português devia ter um liberal!

          • João L Maio says:

            POIS!,

            “E até acho que cada português devia ter um liberal!”

            De carne e osso ou de plástico?

          • POIS! says:

            Era melhor que fosse verdadeiro.

            Porquê? Sei lá! Sempre se convive!

        • Paulo Marques says:

          Pela minha parte, porque há “verdades” de senso comum que merecem sempre contraditório, ou o mundo não progride antes de arder.

    • POIS! says:

      Pois então, em conclusão, na douta opinião de V. Exa…

      É Menos. Ordinário, mas Menos!

    • Melga says:

      .l.

  3. JgMenos says:

    Os imbecis recreiam-se na conversa de soalheiro que os conforta.

    • João L Maio says:

      Vou tatuar.

      • POIS! says:

        Já não vai a tempo! Ou terá de pagar direitos!

        Há uma empresa que já os comprou pagando, pelo Menos, uns milhões.

        Trata-se de uma empresa funerária. A frase vai ser colocada em lápides de mármore a letras de latão.

        Em breve estará espalhada por cemitérios, jardins e mesmo casas de pasto frequentadas por salazarescos.

    • Paulo Marques says:

      Devias alegrar-te, é sinal que não planeamos a revolução.

    • POIS! says:

      Pois cá está!

      Mais uma vez, JgMenos a confessar o que lhe dá conforto. Junta dois ou três salazarescos á volta de uns copos de traçado e lá passam a tarde a recordar os tempos das áfricas.

      Que saudades, meu deus!

      • José Peralta says:

        Ó “menos”

        “Os imbecis recreiam-se na conversa de soalheiro que os conforta”.

        Devo confessar : – Estou “comovido” com a tua autocrítica !

        Revela que lá no fundo, nos catrafundalhos da tua mente fascistóide, ainda tens um neurónio a funcionar…

        E o facto de considerares “ordinário” o autor do post, que no fundo o que descreve é uma verdade factual referente a um bandalho, ex-seminarista, que, desesperado por arranjar votos que não tem, (e ele sabe que não vai ter…) numa jogada teatral, que não convence ninguém, (vêr entrevista no Polígrafo” na Sic) tira do bolso um “terço”, para tentar enganar os ratos e ratas de sacristia que lhe vão lambendo o…!

        “Deus Pátria e Família” é o lema dele e de gentalha como tu !

        E o drama do Portugal dos 4 Efes a que pertences, é: “Fátima, futebol, fado e…f+++-se” !

  4. balio says:

    não tendo sequer filhos

    É de bastante mau gosto criticar publicamente o número de filhos dos outros.
    Ademais, Ventura tem 38 anos de idade (e a mulher presumivelmente menos), idade em que muita gente ainda não tem filhos.
    Podem, ademais, ter problemas de fertilidade.

    • João L Maio says:

      Que pena…

      Coitadinho do André. inserir emoji triste

      • balio says:

        Faz lembrar o padre Louçã, a criticar Paulo Portas por não ter filhos.
        Felizmente esse (o padre) ao menos teve a humildade de, posteriormente, ter reconhecido que errara.
        Ao João L. Maio não assiste a humildade de reconhecer que errou.

        • João L Maio says:

          Ó hóme,

          Nem eu sou humilde, nem eu errei.

          Se o senhor achou de mau tom, é consigo… coce-se. Mas expor a família muito pouco tradicional de quem se diz acérrimo defensor da família tradicional, não me parece um erro.

          Quanto ao Paulo Portas… também sempre me fez confusão um homossexual ser homofóbico. Mas reconheço a existência da homofobia interiorizada, cujo exemplo máximo é Paulo Portas (ou o moderno Paulo Rangel).

          • balio says:

            a família muito pouco tradicional de quem se diz acérrimo defensor da família tradicional

            Eu também sou acérrimo defensor dos direitos dos homossexuais. Mas não sou homossexual. Está a perceber? Uma coisa é defender o direito a fazer algo, outra é, pessoalmente, praticar.

          • Paulo Marques says:

            Também não apareceu, por sua própria vontade, de côr-de-rosa a dar beijos a um coelho, pois não?

        • João L Maio says:

          Muito bem está o senhor quando compara a sexualidade com a família. Vamos então comparar aviões com uvas. É que a sexualidade não se escolhe, nunca, durante uma vida. A família pode ser A à nascença é ser B vinte anos depois. Não é comparável. Quem defende a família “tradicional”, se não tem uma família tradicional, está a defender que ideal, então? Não me parece lógico, nem tampouco comparável com sexualidade.

          O senhor não é Balio. O senhor baliu-o. O comentário, pois claro.

  5. Filipe Bastos says:

    Concordo com o balio e, coisa rara, com o Lavoura: a da família é fraca, Maio. Idade, fertilidade, escolha, tantas razões para alguém não ter filhos. Isso invalida a defesa da família?

    Indo mais longe: quão relevante é o exemplo ou a experiência pessoal para aquilo que se defende? Pode um rico defender o socialismo? Os pobres, se nunca foi pobre? Os trabalhadores, se o mais que ‘trabalhou’ foi em altos cargos ou ‘consultorias’ em grandes mamões e/ou na empresa do papá?

    Essa sim, parece-me uma boa questão. Não a do pulha Ventura; ter filhos é algo demasiado pessoal e depende de demasiados factores. Da mãe, para começar.

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