Finalidades do Certificado de Vacinação e dos Testes

Vários governos de vários países instituem, como medida de precaução contra a propagação do vírus, a apresentação do Certificado Digital de Vacinação e ou de um teste PCR negativo com o máximo de 72 horas ou um antigénio com 48 horas.
Alheando-nos do acordo entre os membros da UE de livre circulação com o Certificado Digital, detenhamo-nos sobre o que nos indicam cada um desses documentos. Não dou novidade a ninguém de que o Certificado apenas indica que estamos vacinados de acordo com as normas da OMS, ou seja, com as 2 doses da vacina. Os testes demonstram, sem esquecer a margem de erro anunciado, que não estamos infectados nem somos portadores do vírus SARS-COV-2.

Nesta conformidade, pergunto: qual o propósito de obrigatoriedade de apresentação de um certificado de vacinação a para franquear entrada seja onde for? Contém, porventura, alguma prova de que não sou portador do vírus? Não, de forma alguma! O único documento que pode provar que não sou portador do vírus é o resultado negativo de um teste.
Para quê, então, a insistência no pedido do Certificado? Simples, é um meio de coacção governamental ignóbil contra os que não quiseram ou ainda não puderam ser vacinados! Trata-se, para todos os efeitos, de uma medida discriminatória dos cidadãos, inconstitucional, desde logo, que não inclui, exclui, promove apenas a segregação.
Estou vacinado por minha livre iniciativa, aconselho todos a vacinarem-se, mas estou, estive e estarei, sempre do lado do respeito pela liberdade individual dos outros, para poder continuar a ser livre.
Se, porventura, se se vier a descobrir e a comercializar, como já foi anunciado, um preparado que, para além de evitar a doença, evita o contágio, farei uma leitura diferente, uma vez que se tratará de um procedimento que se sobrepõe à liberdade individual – a preservação da saúde colectiva.
Enquanto assim não for, pode vir negar quem quiser, uma vacina, tal como ainda hoje a concebemos, protege apenas quem a toma e não outros e ninguém pode ser acusado de ser mais ou menos contagiante que o seu semelhante.
Portanto, se nos queremos proteger de quem possa ser portador de vírus, peçam-se testes. Pedir Certificados de Vacinação que nada garantem quanto à transmissão do vírus é uma medida de coacção inconcebível num Estado de Direito Democrático.

Comments

  1. Alexandre+Barreira says:

    ….concordo………porque um mero carimbo na testa….a dizer…..NEGATIVO…..bastava….!!!

  2. Teresa Palmira Hoffbauer says:

    “Certificados de Vacinação que nada garantem quanto à transmissão do vírus é uma medida de coacção inconcebível num Estado de Direito Democrático.“

    Estou absolutamente de acordo.
    A luta terrível que se trava na Alemanha entre vacinados e não vacinados é simplesmente absurda. Embora vacinada, posso pegar e transmitir o vírus.

    • Carlos Almeida says:

      Se as gerações que tomaram as vacinas do sarampo, pensassem como esta geração de iluminados, ainda hoje morria gente com sarampo em Portugal e se calhar na Europa


      • A tuberculose seria um flagelo reflectido na literatura como há 100 anos.
        E pessoas com uma perna maior que a outra devido á poliomelite seriam comuns como eram há 50 anos.
        E a varíola não teria sido erradicada.


      • E continua a morrer gente com sarampo porque há iluminados que acreditam que a vacina do sarampo provoca autismo.

      • j. manuel cordeiro says:

        “Se as gerações que tomaram as vacinas do sarampo, pensassem como esta geração de iluminados, ainda hoje morria gente com sarampo em Portugal e se calhar na Europa”

        Omite, simplesmente que uma é uma vacina e a outra é uma “vacina”. Comparar alhos e bogalhos dá nisto.

    • balio says:

      Embora vacinada, posso pegar e transmitir o vírus.

      Pois pode. E até pode morrer de covid-19. Mas a probabilidade de que isso aconteça é menor.

      Você pode contrair o vírus e pode transmiti-lo. Mas é menos provável que isso aconteça do que se não estivesse vacinada.

      • Tuga says:

        “Você pode contrair o vírus e pode transmiti-lo. Mas é menos provável que isso aconteça do que se não estivesse vacinada.”

        Isso é de tal maneira óbvio, que nem merece o tempo que aqui se gasta a descreve-lo.

        Só os “cientistas iluminados ” do facebook é que dizem o contrario. Depois tentam fazer “politica” com isto

      • Elvimonte says:

        “Mas é menos provável que isso aconteça do que se não estivesse vacinada.”

        Isso é o que dizem por aí, mas os ensaios clínicos das vacinas não tinham como objectivo a mortalidade e os dados brutos contam uma estória bem diferente.

        Exemplos do Reino Unido tendo como fonte relatórios oficiais de que deixo os links, que nada melhor do que “ver para crer”:
        «32. The resurgence in both hospitalisations and deaths is dominated by those that have received two doses of the vaccine, comprising around 60% and 70% of the wave respectively. This can be attributed to the high levels of uptake in the most at-risk age groups, such that immunisation failures account for more serious illness than unvaccinated individuals. This is discussed further in paragraphs 55 and 56.» [Março de 2021]
        (…..assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/975909/S1182_SPI-
        M-O_Summary_of_modelling_of_easing_roadmap_step_2_restrictions.pdf )

        Relativamente à variante delta, dos dados apresentados na tabela 4 que figura na página 12 [Table 4. Attendance to emergency care and deaths by vaccination status among Delta confirmed cases (sequencing and genotyping) in England, 1 February 2021 to 14 June 2021.], pode concluir-se que a taxa de mortalidade dos vacinados é 6 vezes maior do que a dos não-vacinados.
        Números a reter:
        – não-vacinados: 35521 casos, 34 mortos, taxa de mortalidade 0,096%
        – vacinados, 2ª dose> 14 dias: 4087 casos, 26 mortos, taxa de mortalidade 0,636%
        (…..assets.publishing.service.gov.uk/
        government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/994839/Variants_of_
        Concern_VOC_Technical_Briefing_16.pdf )

        Ainda relativamente à variante delta, 3 relatórios depois a taxa de mortalidade dos inoculados é cerca de seis vezes maior do que a taxa de mortalidade dos não inoculados, conforme Tabela 5, páginas 18-19 do relatório “SARS-CoV-2 variants of concern and variants under investigation in England Technical briefing 19”, de onde podemos chegar a estas conclusões:
        – não vacinados: 121400 casos, 165 mortos, taxa de mortalidade 0,136%.
        – vacinados, 2ª dose >14 dias: 28773 casos, 224 mortos, taxa de mortalidade 0,779%
        (……assets.publishing.service.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/1005517/Technical_Briefing_19.pdf )

        Em relatórios posteriores deixaram de aparecer dados brutos de mortalidade – e percebe-se porquê. contradiziam a narrativa oficial – e os títulos das tabelas de mortalidade passaram a ser como este:

        “Table 4. COVID-19 deaths (a) within 28 days and (b) within 60 days of positive specimen or with COVID-19 reported
        on death certificate, by vaccination status between week 38 and week 41 2021”

        Compare com este título anterior, que também figura acima e onde apareciam dados brutos de mortalidade:

        “Table 4. Attendance to emergency care and deaths by vaccination status among Delta confirmed cases (sequencing and genotyping) in England, 1 February 2021 to 14 June 2021”

        Assim já se pode dizer “Mas é menos provável que isso aconteça do que se não estivesse vacinada.” porque deixaram de ser apresentados dados fiáveis de mortalidade – e quem morre de COVID-19, morre nos cuidados intensivos e é fácil ter números precisos – que mostrassem o contrário. Rebuscado, artificioso, mas genial.

        • POIS! says:

          E há mais um dado importante que reforçar a tese do Doutor Elvimont.

          Nas palavras do conhecido epidemiologista grego Irakis Nekropsári “as probabilidades de um defunto testar positivo à COVID é inversamente proporcional ao tempo decorrido desde o seu falecimento”.

          Na altura, o catedrático russo de Àlgebra Cibernética Antonev Rabodecavaliov, concordando no essencial, acrescentou o célebre aforismo “a morte não tem sexo”.

          Creio que não é preciso dizer mais nada. Ou ainda estragamos o efeito.

        • Paulo Marques says:

          Bayes. Simpson.
          Vai estudar.

  3. Paulo Marques says:

    Usar uma máscara impede que se alguém contagie? Não, é inútil.
    Usar o cinto de segurança impede que se morra na estrada? Não, é inútil.
    Proibir a venda de alcóol a menores impede que o bebam? Não, é inútil.
    Ter leis anti-corrupção impede que esta aconteça? Não, esqueçam lá isso.
    Fazer uma análise de risco ao perfil dos aviões impede que caiam? Não, deixem cada um voar como quiser.
    Obrigar os médicos a terem um código de ética impede-os de fazer merda? Não, deixem-los ser livres.
    Proibir a venda de comida tóxica ou adulterada impede que seja vendida? Não, deixem ao mercado.

    Podia estar aqui todo o dia, mas a verdade é a que é, limitam todas os danos a pagar por todos, ponto final. Deixem de ser putos.

    • Tuga says:

      Claro.
      Os liberocas são a médio prazo mais perigosos que os fascistas

    • Elvimonte says:

      Jacobs, J. L. et al. (2009) “Use of surgical face masks to reduce the incidence of the common cold among health care workers in Japan: A randomized controlled trial,” American Journal of Infection Control, Volume 37, Issue 5, 417–419.

      N95-masked healthcare workers (HCW) were significantly more likely to experience headaches. Face mask use in HCW was not demonstrated to provide benefit in terms of cold symptoms or getting colds.

      Radonovich, L.J. et al. (2019) “N95 Respirators vs Medical Masks for Preventing Influenza Among Health Care Personnel: A Randomized Clinical Trial,” JAMA. 2019; 322(9): 824–833.

      “Among 2862 randomized participants, 2371 completed the study and accounted for 5180 HCW-seasons. … Among outpatient health care personnel, N95 respirators vs medical masks as worn by participants in this trial resulted in no significant difference in the incidence of laboratory-confirmed influenza.”

      Long, Y. et al. (2020) “Effectiveness of N95 respirators versus surgical masks against influenza: A systematic review and meta-analysis,” J Evid Based Med. 2020; 1–9.

      “A total of six RCTs involving 9,171 participants were included. There were no statistically significant differences in preventing laboratory-confirmed influenza, laboratory-confirmed respiratory viral infections, laboratory-confirmed respiratory infection, and influenza-like illness using N95 respirators and surgical masks. Meta-analysis indicated a protective effect of N95 respirators against laboratory-confirmed bacterial colonization (RR = 0.58, 95% CI 0.43-0.78). The use of N95 respirators compared with surgical masks is not associated with a lower risk of laboratory-confirmed influenza.”

      Cowling, B. et al. (2010) “Face masks to prevent transmission of influenza virus: A systematic review,” Epidemiology and Infection, 138(4), 449-456.

      None of the studies reviewed showed a benefit from wearing a mask, in either HCW or community members in households (H). See summary Tables 1 and 2 therein.

      Bin-Reza et al. (2012) “The use of masks and respirators to prevent transmission of influenza: a systematic review of the scientific evidence,” Influenza and Other Respiratory Viruses 6(4), 257–267.

      “There were 17 eligible studies. … None of the studies established a conclusive relationship between mask/respirator use and protection against influenza infection.”

      Smith, J.D. et al. (2016) “Effectiveness of N95 respirators versus surgical masks in protecting health care workers from acute respiratory infection: a systematic review and meta-analysis,” CMAJ Mar 2016

      “We identified six clinical studies … . In the meta-analysis of the clinical studies, we found no significant difference between N95 respirators and surgical masks in associated risk of (a) laboratory-confirmed respiratory infection, (b) influenza-like illness, or (c) reported work-place absenteeism.”

      Offeddu, V. et al. (2017) “Effectiveness of Masks and Respirators Against Respiratory Infections in Healthcare Workers: A Systematic Review and Meta-Analysis,” Clinical Infectious Diseases, Volume 65, Issue 11, 1 December 2017, pages 1934–1942,

      “Self-reported assessment of clinical outcomes was prone to bias. Evidence of a protective effect of masks or respirators against verified respiratory infection (VRI) was not statistically significant.”

      Jefferson T, Del Mar CB, Dooley L, (2020) “A meta-analysis included 44 new RCTs and cluster-RCTs in this update, bringing the total number of randomized trials to 67.

      This analysis concluded that there is low certainty evidence from all trials reviewed that wearing a mask may make little or no difference to the outcome of respiratory illness compared to not wearing a mask.

      Lipp A, Edwards P (2005) “Disposable surgical face masks: a systematic review.”

      “Two randomized controlled trials were included involving a total of 1453 patients. In a small trial there was a trend towards masks being associated with fewer infections, whereas in a large trial there was no difference in infection rates between the masked and unmasked group.”

      • Tuga says:

        What ?


      • Gostava de ver a cara deste tipo e de outros como ele ao entrar no bloco operatório quando visse que a equipa cirúrgica que o vai operar está sem mascara.

        • POIS! says:

          Pois mas, no caso do Elvimonte isso nunca acontece.

          Mas não é só por causa do vírus. É para se manterem incógnitos.

          Assim, se cometerem um erro e matarem o doente dificilmente este os conseguirá reconhecer em tribunal. É uma tática já velha!

      • POIS! says:

        Pois é Dr. Elvimont D’Ordure.

        É! Mas há mais, que o V. Exa., talvez por falta de espaço não citou:

        “Everytime I go to a barber shop I came out without a part of my hair. I wonder where it goes, but I have no answers”.

        Jeremiah Otarius (2012) , ” An Introduction do Basic Sanitation”

        “In my village bricklayers start working at eight o´clock and they chase away all the red tale swallows”

        Marylou Poppy (1982) “How to Make Owl Meet Cackes in Three Lessons”.

        ” I was born in a coutry where the rivers were known to have water. That was the reason why automobiles didn’t have exhaust pipe”.

        Rainday Cloudsman (2022) “A Study on The Correlaton Between Antartic Population of Polar Bears and Olive-press Mills In The XX Century”.

        “In holydays “Dogpee Tavern” is closed. That’s why Mr. Elvimountain passes all day reproducing quotes”.

        Robagain Scratcheddisk (2021, precisamente á bocado) “Elivimountain Manure Strikes Again”.

    • j. manuel cordeiro says:

      Pela mesma lógica de raciocínio:
      Manter as pessoas fechadas é útil para o combate à covid? Sim, fechemo-las.
      Cortar uma mão ao ladrão cria medo de roubar? Sim, cortem-se as mãos aos ladrões.
      Permitir o aborto diminui a natalidade? Sim, proíba-se o aborto.
      Há pessoas que votam de forma inconsciente? Sim, limite-se o voto a quem demonstrar saber o que está a fazer.

      Podia estar aqui toda a noite, mas a realidade é que a sociedade composta por equilíbrios.

      • Paulo Marques says:

        Ó não, a minha liberdade de não levar uma pica e não usar um pedaço de pano nalgumas situações! O horror, somos todos judeus!!!!

  4. Carlos Araújo Alves says:

    Tendo eu escrito apenas sobre as finalidades do Certificado e Vacinação e os teste ao SARS-COV-2, nunca tendo mencionado a necessidade evidente do uso de máscaras sempre que não se consiga cumprir o distanciamento físico necessário, deixo o link para um artigo da Lancet acerca do contágio entre vacinados e não vacinados.
    O artigo esclarece que a percentagem de contágio de vacinados com as 2 doses é de 25, até 90 dias após a inoculação da 2ª dose, caindo severamente a partir desse momento, enquanto a de não vacinados é de 38.

    https://www.thelancet.com/journals/laninf/article/PIIS1473-3099(21)00648-4/fulltext

    • Paulo Marques says:

      … no cenário caseiro. É importante ter sempre o contexto relevante em atenção, porque, por ex, não há o fenómeno de superspreader.

      • Paulo Marques says:

        E há muito mais intimidade… Ou seja, muitas variáveis não comuns ao cenário geral.

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