Vila do Conde Contra as Touradas

“1 – No próximo dia 23 de Julho de 2022, terá lugar em Vila do Conde, na União de Freguesias de Bagunte, Ferreiró, Outeiro Maior e Parada, uma tourada organizada pela Juntos Pelo Mundo Rural.
2 – As touradas são eventos obsoletos e sem tradição em Vila do Conde, onde o repúdio às touradas é maioritário entre os cidadãos do concelho. Contra a barbárie e pelo fim das touradas, os vilacondenses pautar-se-ão, sempre, por uma postura de rejeição em relação a estes tristes “espetáculos”, alicerçados no mau-trato animal.
3 – Pela proteção animal, convocamos todos os cidadãos a compareceram, pelas 16 horas do dia 23 de julho de 2022, junto ao Largo da Trindade, em Ferreiró, onde se irá realizar uma manifestação contra a realização deste triste evento que mancha a imagem do nosso concelho.”
LINK DO EVENTO: AQUI.

Comments


  1. Os organizadores deste evento devem ser punidos judicialmente pour acto bárbaro a animais


  2. Estou curioso de ouvir o comentador ,analista, meteorologista ,sei lá …..nacional……
    Mas se calhar foi a banhos em Copa Cabana……

  3. JgMenos says:

    Nem arte, nem cultura – só tomates, para quem os tenha!

    • João L Maio says:

      Então, mas se gostas de touradas e de tomatinas… isso é na terra de Franco, o teu tio, irmão do teu pai Botas.

    • Paulo Marques says:

      Exactamente; nem arte, nem cultura, meninos ricos a fazerem-se de bravos.

  4. JgMenos says:

    A fase subsequente à extinção das touradas é criar mais uns tantos funcionários públicos em herdades do Estado para olharem pelos tourinhos, coitadinhos, que estão em risco de extinção, que ninguém os quer por serem bravos, e caparem-nos é desrespeitarem a sua natureza…
    Cambada de anormais tudo lhes serve para se fazerem notar!

    Já o gado imobilizado pelo pescoço toda a vida até serem bifes tenros, já corresponde ao seu ideal de fare niente!

    • Paulo Marques says:

      Decidam-se; ou é mau querermos (quem?) obrigar-vos todos a comer alface (a economia faz isso sozinha), ou somos (quem?) a favor do radicalismo de não beliscar o capitalismo.

  5. Joana Quelhas says:

    Não sabia desta realização.
    Obrigado pela divulgação.
    É um pouco longe para mim mas vamos tentar organizar-nos para ir.
    O apoio a este tipo de iniciativas culturais é muito importante.

    Já agora lembrei-me deste resumo desse grande vulto nacional das letras que se chamava Vasco Graça Moura :

    “As touradas são um ritual diante do perigo em que a arte e coragem , inteligência e perícia, entusiasmo e audácia, criatividade e liberdade permitem (ao toureiro) revisitar e refazer o mito imemorial da luta do homem contra o que de mais obscuro e brutal existe na natureza, concentrados no toiro que ataca”

    Joana Quelhas

  6. JgMenos says:

    Matava-se o touro no campo, e quem não tinha cavalo de lide ia a pé, e tinha que se chegar ao bicho sem ser colhido, e assim nasceu a arte dos fortes e hábeis, a tradição que distinguia gente de coragem que punha comida na mesa.

    Mas a cambada olha para tudo isso como sadismo enquanto fica embasbacada com um qualquer idiota a dar chutos para pôr uma bola dentro de uma baliza e urra como se fosse o que é: uma luta, uma figuração de guerra e caça, uma ancestralidade como tantas outras formas de ser humano.

    • João L Maio says:

      Está muito lindo, sim senhor. O que vale é que é 2022, não é 1722. Mas tudo bem, cada um tem o pó que quiser no cérebro… tu já tens teias e tudo.

      E, paleio é paleio, mas esqueceste-te de dizer que as touradas como as conhecemos hoje, já nada têm a ver com necessidades alimentícias, mas apenas e só por pura diversão.

      O futebol também tem muita treta, a começar pelos mamões que por lá pontificam ou pela hipocrisia velada, mas, que eu saiba, o guarda-redes não leva com bandarilhas, mas com golos.

      Eu não sou vegetariano, como carne. E, sabendo da fome que há no mundo, não sou fundamentalista: matar animais senscientes para alimentação será legítimo para mim. Ao mesmo tempo, teremos de começar a racionar e a estudar novas formas de nos adaptarmos às mudanças na alimentação – as coisas não são estáticas (pelo Menos ainda estaríamos em 1722). Matar animais para gáudio de 15 000 pategos que aplaudem um betolas montado a cavalo a fugir de um boi desorientado e a espetar-lhe ferro no lombo, para mim, é barbárie.

      • JgMenos says:

        Chama-lhe o que quiseres e fica-te por aí.
        Ires para a rua chatear quem pensa diferente é que traduz não opinião, mas intromissão num mundo que, se não o entendes é porque, se não és burro, és pelo menos hipócrita!

    • Paulo Marques says:

      E o futebol começou como uma luta tribal para mostrar quem era superior, não surpreendentemente rapidamente passou a luta de classes antes da merketização (do mal?!?). Tal como as touradas; em comum têm a neutralização do adversário por debaixo da mesa, a bem do rendimento.
      Qual luta, é um dança com traje de dança para que seja másculo.

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