Ainda bem que não somos os EUA

Luís é um professor português que decidiu visitar Nova Iorque. Tragicamente, sofreu um aneurisma durante a estadia, foi internado e operado nos EUA e adquiriu imediatamente uma divida de 150 mil euros, porque o seguro só cobre até 30 mil.

Não sei quanto a vós, mas democracia americana, com a maior economia do mundo e o pior sistema de saúde público do mundo desenvolvido é, em bom rigor, uma democracia de merda. E o exemplo acabado daquilo que nos acontecerá se nos deixarmos levar pelo conto do vigário neoliberal, que tudo quer privado.

E sim, até o nosso SNS é melhor que aquela porcaria que eles lá têm. Mesmo de rastos, mal gerido e descapitalizado como está agora. Mil vezes melhor.

Mil.

Comments

  1. JgMenos says:

    Um aneurisma tem-se.
    Quando se sofre normalmente deixa-se de ter o que quer que seja.
    É preciso saber mais uns detalhes sobre ‘o ter sofrido’.

    • POIS! says:

      Ora pois…

      E Vosselência? Tem uma debilidade mental ou sofre de debilidade mental?

      É preciso saber mais alguns detalhes sobre ‘o ter ou sofrer’.

      • JgMenos says:

        A diferença é resolver ser operado nos EUA e vir contar a história que ‘sofreu um aneurismo’ quando fazia turismo, idiota!

        • POIS! says:

          Pois tá bem, ó JgMinhoco.

          Em relação a Vosselência, realmente, continuamos sem saber se tem debilidade mental ou se sofre de debilidade mental. Estávamos à espera de um esclarecimento, mas Vosselência resolveu tergiversar.

          Agora não tente fazer dos outros débeis mentais. Particularmente, do Luís Cardoso. Meter-se dentro de um avião (ou foi a nado?) com um aneurisma (que pode agravar-se, e ser mortal, numa viagem aérea) de propósito para ser operado nos EUA (1) a preços exorbitantes, só um atrasado mental de alto coturno.

          E não é credível que o Luís Cardoso queira sequer tentar chegar ao nível de Vosselência. Até porque se torna um objetivo cada vez mais inalcançável.

          (1) Embora a gente saiba perfeitamente que cá não operam coisas dessas. Só apendicites, unhas encravadas e pouco mais. Aneurismas, só presidentes da república que não queiram ir aos EUA, e por especial favor.

    • Paulo Marques says:

      Sim, a primeira coisa que alguém com um problema cardiovascular agudo e urgente faz é entrar num avião, que não só por si aumenta enormemente o risco, como é no meio de uma pandemia que vulnerabilidade ainda mais o sistema cardiovascular.
      Trocando por miúdos, ou é tão burro como o Menos, ou é um suicida falhado. Dedica-te à pesca.

  2. Alberto Mendes says:

    Caro João,

    É minha experiencia pessoal que o SNS é bom em dois momentos: quando estamos saudáveis, onde não precisamos dele e quando estamos a morrer onde vem para salvar (e por vezes consegue mas maioritariamente já tarde de mais). (Veja as listas de espera para as várias especialidades e vai ver porque os portugueses, muito democraticamente, estão a aderir à saúde privada).

    No apoio da gestão da saúde e acompanhamento à doença crónica o SNS é um sistema mau e caro demais. Aliás o SNS é tão abaixo do que as pessoas precisam que a maioria dos que lá trabalham tem ADSE e não abdicam dela. (Se dividir os 13MM€ do orçamento da saúde por cada português ve que dá para pagar a ADSE a todos).

    Como pai de uma criança com uma doença rara que contacta diariamente com pais de todo mundo para perceber o que fazer, a minha experiencia é que não comparamos bem com o sistema americano. Exemplo, para a doença do meu filho (pmsf.org), a conjugação do sistema federal com o sistema estadual (Arizona) cobre muito melhor que o nosso SNS as terapias e tratamentos necessários. Aqui em Portugal é o sistema das tampinhas plásticas que garante isso.

    Nota final, a qualidade de uma democracia não tem qualquer relação com a saúde prestada. Os americanos votam em representantes, senadores que não querem esse sistema central e não consta que vão ao engano. É a democracia a funcionar.

    • Paulo Marques says:

      Os senadores e representantes não querem, mas a maioria dos eleitores quer, plasmado em muitas sondagens. É que se cobre a doença que, infelizmente, o aflige, espere muitos telefonemas e discussões para cobrir os 2000$ por ambulância, 30000$ por nascimento, tempos de confusão em que nada é coberto, artistas que aumentam o preço dos medicamentos vitais diários em 1000x porque sim, artistas que criam as suas próprias ordens e demais liberdades. Isso se o sistema achar que é digno de um emprego decente, senão paciência.
      E é para esse caminho que se anda a subcontractar serviços desperdiçando o dinheiro; não, não são os 4 M€ que ainda vão para a mutualista ADSE, lamento.
      Fica o desejo de que seja melhor tratado, claro.

      • Anonimo says:

        Para muito gringo o SNS é (seria), como os seguros, uma coisa completamente estúpida e inútil de se pagar. Até precisarem dele, claro.
        O nosso é bem bom, considerando a nossa posição nos rankings de riqueza (ou pobreza) da Europa Ocidental, então comparando com outros serviços do Estado, como Justiça, é top.
        Faltará dinheiro, mas também organização, e reformas. Fala-se mal dos hospitais, mas o calcanhar do Aquiles são os Centros de Saúde.
        O SNS não pode ser o do Arnaut, a medicina está diferente, a demografia diferente, tratamentos, até doenças novas existem, é impossível ter um modelo à anos 80.
        Se calhar também precisamos nós, cidadãos, de mudar algumas práticas, não se pode ir a correr para a urgência ao primeiro espirro. Em alguns países é necessário telefonar antes de ir à urgência… já os Governos tentaram corrigir o problema carregando nas taxas moderadoras.
        E extinguir aquelas coisas das Ordens também não seria mal visto, são tão utéis quanto uma tala de gesso numa consulta de oftalmologia.

        Contractar? Tem razão, os serviços estão contractos…

        • Paulo Marques says:

          Então as pessoas não mudaram? Viram que os centros de saúde fecham ou atendem à pressa, e vão logo à urgência.

  3. Julio says:

    É a cleptocracia a funcionar….
    O imperialismo gringo só tem pilhado o mundo….

  4. José Ferreira says:

    o seguro internacional não cobre… processem a seguradora.

  5. balio says:

    São azares que acontecem.
    Assim o Luís, e todos, ficamos a saber que viajar aos EUA tem riscos imponderáveis.
    É por estas e outras que nunca mais pus os pés nos EUA desde que deixei de trabalhar lá.
    Nenhum sistema de saúde tem obrigação de tratar pessoas de borla. Muito menos pessoas estrangeiras.

    • Paulo Marques says:

      Obrigação não têm, mas alguns têm a decência.

    • POIS! says:

      Pois mas…

      Entre “de borla” e 150000 euros haverá, talvez, alguns…”matizes”…

  6. JgMenos says:

    Tudo a Todos!

    A máxima de uns idiotas inteligentes como portas!

    • POIS! says:

      Pois só temos que agradecer.

      Que JgMenos seja tão generoso a ponto de partilhar a sua máxima connosco.

      Forjada em longas conversas com a porta da cozinha, com a qual partilha momentos de rara erudição e exaltação intelectual em noites inesquecíveis.

  7. Paulo says:

    EStou a ler bem? o menos a tratar o portas por idiota?

  8. Paulo Marques says:

    O melhor sistema de saúde do mundo, a perder um ano de esperança de vida por ano. Há quem goste.

    https://www.nytimes.com/2022/08/31/health/life-expectancy-covid-pandemic.html

    O que vale é que a água ainda não faltou, aí é que vai ser eficiência a facturar, como a electricidade.

  9. Luís Lavoura says:

    Repare o João Mendes que, se o sr. Luís Cardoso, em vez de ter ido para os EUA, tivesse ido, sei lá, para a Rússia, para o México, ou para a Índia, e tivesse lá tido o aneurisma, a consequência seria a mesma – ficar com uma dívida a um hospital desse país, dívida essa que, na parte que não fosse paga pelo seguro, teria que ser ele a pagar do seu bolso.
    Em nenhum país o tratamento hospitalar do sr. Luís Cardoso seria pago pelos contribuintes do país para onde ele foi viajar. Mesmo nos países da Europa, o tratamento seria pago pelo SNS português, isto é, pelos contribuintes portugueses – não pelos contribuintes do país em questão.
    O facto de o sr. Luís Cardoso estar agora com uma dívida especialmente avultada deve-se somente a a saúde nos EUA ser especialmente cara.
    Da próxima vez, o sr. Luís Cardoso certamente escolherá mais criteriosamente o país para onde deseja viajar.

    • Paulo Marques says:

      É especialmente cara por motivos completamente insufismáveis, claro. Mas, sim, é uma das muito boas razões para evitar a coisa.

  10. luis barreiro says:

    Coitados dos Cubanos que continuam a fugir para o EUA, não há uma alma que os avise que fogem de um sns gratuito para o que o camarada avisa?

    • Paulo Marques says:

      A propaganda não costuma apresentar as filas para a sopa dos pobres ou segurança social, o número de desalojados e como são expulsos, o número de presos por tentarem comer, as comunidades abandonadas após desastres “naturais”, nem tão pouco as gaiolas onde serão separados das famílias.
      Apesar disso, sim, é natural que as pessoas sigam os recursos capturados para a metrópole.

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