
Nunca esquecer que as mulheres iranianas já foram livres e os fundamentalistas xiitas não comandavam o regime. Foi o golpe de estado orquestrado e financiado pelos EUA contra o democraticamente eleito Mossadegh que pavimentou o caminho para os ayatollahs e para brutal subjugação das mulheres no Irão.






Pois é… Não esquecer que hoje, esses mesmos EUA apoiam um tiranete ucraniano, arvorado em “defensor dos valores ocidentais”, contra o “inimigo russo”.
Ontem como hoje, a lógica é a mesma. Ontem como hoje, a Europa faz o papel do rebanho obediente.
E não esquecer que hoje, a maioria dos que se lhe opõem são apelidados de fascistas e populistas, e que a “esquerda” é esmagadoramente a favor.
Nunca esquecer…
Estão a abrir vagas na Rússia…
Pois é! Vagas não vão faltar!
Até porque vêm aí mais turistas, vistos gold e sefarditas que descobriram as suas origens na semana passada.
Um sucesso ao nível da nossa competitividade internacional na angariação de capitais!
Um sinal disso é o nosso típico caviar de ovas de sardinha estar a atingir preços astronómicos. Ou melhor, cosmonómicos.
Algumas, muito poucas, iranianas eram livres. Nos anos 70, 95% das mulheres iranianas não tinham o modo de vida daquelas representadas na foto (isto não é um juízo de valor, é um juízo de facto, para se tentar perceber as coisas em vez de optar por histórias da carochinha).
Nem na península ibérica, para se perceber.
Exacto (até estranho estarmos de acordo).
Causa … e efeito mais de 25 anos depois?
O analista que sempre busca a causa favorita da esquerdalhada.
Esta de falar de um golpe de Estado de 1953 para justificar algo que se passa em 2022 não lembra mesmo ao diabo.
O golpe de Estado de 1953 foi certamente muito mau, mas o regime por ele introduzido não oprimiu as mulheres como o atual regime oprime.
Se fores analfabeto sim, é isso que estou a fazer. Se não fores lê outra vez até chegares lá.
Eu leio
“Foi o golpe de estado orquestrado e financiado pelos EUA contra […] Mossadegh que pavimentou o caminho para […] brutal subjugação das mulheres no Irão.”
Ou seja, o João Mendes (que eu não trato por tu porque não o conheço) afirma que um golpe de Estado em 1953 abriu caminho à brutal subjugação das mulheres.
Ora, esse golpe abriu caminho ao regime do Xá, o qual não subjugou brutalmente as mulheres.
Somente 26 anos após o golpe de Estado surgiria novo golpe de Estado que, esse sim, colocaria em prática uma brutal subjugação das mulheres.
Logo, o João Mendes está errado.
“Ora, esse golpe abriu caminho ao regime do Xá, o qual não subjugou brutalmente as mulheres”
Mas ninguém afirma no texto que o Xá subjugou as mulheres.
O que o autor insinua no seu texto, foi que a monarquia iraniana mantida pelo Xá Mohammed Reza Pahlavi foi um regime corrupto e autocrático, patrocinado pelos EUA (e o Reino Unido) para conter os setores nacionalistas e islâmicos que ameaçavam seus interesses no país, de extensa reserva petrolífera do Irão.
Alcançado ao trono em 1941 numa manobra britânico-soviética, que temiam a crescente influência nazi na Segunda Guerra, Pahlavi só consolidaria 12 anos mais tarde a secular e sanguinária ditadura pró-Ocidente que liderou.
Em 1953, beneficiou-se do golpe arquitetado pelos governos americano e britânico que depôs Mohammed Mossadegh para transformar a monarquia constitucional do pós-guerra numa dura autocracia.
Nos 26 anos em que de facto liderou o país persa, o Xá aliou uma política de industrialização à moda ocidental ao recrudescimento da repressão a opositores e a setores nacionalistas e da influente elite islâmica.
Nos anos 70, a deterioração do cenário económico deu as condições para o crescimento da revolta de amplos setores sociais do país, que se agrupariam sob a égide do líder religioso Ruhollah Khomeini, líder do movimento pelo derrube do regime.
ninguém afirma no texto que o Xá subjugou as mulheres
Pois não. Afirma-se que o Xá (ou, mais precisamente, o golpe de Estado que o alçou ao poder absoluto) “pavimentou o caminho para a subjugação das mulheres”. Ou seja, o Xá não subjugou, limitou-se a pavimentar o caminho para que outros subjugassem.
Ora, isto é falso. O Xá nem subjugou, nem pavimentou o caminho para outros subjugarem.
A culpa da subjugação é 100% do regime teocrata que atualmente se encontra no poder, regime esse para o qual o Xá não pavimentou o caminho (bem pelo contrário!).
O golpe de Estado de 1953 foi muito feio, nisso todos estamos de acordo, mas não tem absolutamente culpa nenhuma pelo regime atual e pelos desmandos que ele comete sobre as mulheres.
Se depois de leres o comentário do Rui não percebes em que medida o golpe pavimentou o caminho para o regime dos ayatollahs, então não vale a pena perder mais tempo aqui.
Como se sabe, os regimes estabilizam-se sozinhos depois de destruídos de cima abaixo, principalmente evitando pressões de interesses estrangeiros.
Só inteligências superiores entendem estas ‘séries longas’ de acontecimentos políticos.
Aguarda-se a clarificação do papel do Gomes da Gosta no PREC.
É, os peixinhos só conseguem agrupar 5 segundos; no entanto, lá se continuam a lamuriar pelo que aconteceu à 50, uma série muito mais longa, revelando que, no fundo, não passa de uma cassete mecanizada. Coisa que não é surpresa.
Ora pois! É um tema a estudar, sim senhor! E muito candente!
Há por aí esquerdeiros a insinuar que o Gomes da Costa, no PREC, estaria defunto há mais de 46 anos.
No entanto, não é de excluir que tenha tido um papel muito importante no PREC. Nessa altura os defuntos salazarescos andavam muito ativos.
Sim, porque os salazarescos vivos estavam um pouco na mó de baixo. Muitos viraram a casaca da farda legionária e disfarçaram-se de freitistas, sá carneiristas e mesmo soaristas. É compreensível. Tinham de lutar pela vidinha, coitaditos.
Já os defuntos não tinham receio nenhum de assumir, embora tenham voado cabeças. De estátuas.