
Dizem os oráculos – e eu não me atrevo a duvidar – que Portugal será ultrapassado pela Roménia em PIB per capita, lá para 2024. E que isso é a prova provada de que a Roménia é “melhor” que Portugal. Culpa do “socialismo”, claro está. Para quem governou pouco mais de um ano, Vasco Gonçalves mete Passos Coelho num bolso, no campeonato da culpa eterna.
Azar dos romenos, ainda não é possível fazer arroz de PIB. Mais ainda do per capita, uma medida enganadora que, não raras vezes, esconde um gigantesco fosso de desigualdade entre uma minoria super-rica e uma povo miserável. Felizmente temos a matemática, que trata de juntar tudo e dividir pelas capitas todas, aumentando o rendimento de cada um. O que seria estupendo, se correspondesse à realidade.
(Not so) Fun fact: não corresponde.
É que, naquilo que realmente importa para a maioria das capitas, a Roménia está atrás de Portugal em tudo: educação, saúde, serviços públicos, segurança, infraestruturas, qualidade de vida. Há lá mais pobreza, a esperança média de vida é inferior e, quem pode, vai embora. Muitos vieram para cá.
Não quero com tudo isto dizer que a ultrapassagem romena é positiva. É claro que não é. Mas também não é aquilo que nos estão a vender. Mas nada como lá ir espreitar a coisa. E não se esqueçam de provar o Caşcaval Pane de PIB per capita. É delicioso.






Mais emigração, mais imigração clandestina, e mais comercialização do que é de todos, e fica o problema resolvido.
Por muito que não falte quem venha disparatar o contrário a seguir, o indicador, como sempre, mede o que mede, não o que convém. E raramente tem grande utilidade.
«Não quero com tudo isto dizer que a ultrapassagem romena é positiva. É claro que não é.»
E se há mais desigualdade quererá dizer que há mais acumulação de capital, aquela coisa com que se faz investimento e que faz crescer a economia?
Pois tá bem!
Aqui temos o último grande contributo de JgMenos para a Teoria Económica: a “Lei da Desigualdade Venturosa”.
À atenção do Mathathá UMBAR(*), escriba programático do Quarto Pastorinho. Para fazer nas longas tardes sentado na escrivaninha de pau-santo lá na montra da Sede Nacional.
(*) Único Menos Branco da Assembleia da República.
O Panamá será uma potência mundial em breve!
Típico da escumalha de esquerda, só interessa a distribuição da riqueza, o aumento da riqueza só interessa denegrir. Quanto maior o número de pobres , maior o número de eleitores de esquerda, maior o número de dependentes do estado, do governo.
Pois tem Vosselência toda a razão, ó burreiro!
Isto da distribuição da riqueza é um problema que não tem importância nenhuma. Direi mais, é coisa que nem sequer existe!
E um bom exemplo é o matadouro onde talha Vosselência: quantos mais bifes, maior riqueza para o patrão. E mais bifes à disposição dos esfomeados, porque o patrão não os consome a todos.
Então para que é que defende que o número de pobres , mas pobres mesmo, não só não deve diminuir, deve continuar a aumentar?
Ainda bem que os romenos escolheram um caminho diferentes dos comunistas portugueses
Sim, decidiram vir para Portugal e outros países comunistas.
Lembram-se (para os que são muito jovens informem-se) do que os comunas diziam das noticias horríveis que chegavam ao Ocidente da ex URSS e países subjugados ?
Aquilo era um paraíso e qualquer informação “desagradável” era negada , negada e negada.
Os comunas mantem essa característica apesar de tanto tempo ter passado e a informação estar (infelizmente para eles , dai serem a favor do controlo da Internet com a desculpa do “discurso de ódio” e outras “espertices”) disponível .
Qualquer notícia desses ex subjugados países pelo imperialismo Russo, que diga que se estão a dar bem com a eliminação do comunismo / socialismo é negada até que os factos doam.
Já agora e olhando para os últimos 3 post deste Comuna Mendes vemos que está a trabalhar no duro.
E esse é o único caminho que tem a percorrer.
Na era da informação livre e Internet o comunismo perde o seu vigor.
O Comunismo só se sustenta com repressão de todo o tipo e particularmente da repressão da expressão. Como a informação nos dias de hoje circula e muito rápido o Comuna Mendes sabe que a única hipótese é a contra-informação.
É melhor mentir mentir e deturpar. Ele já se apercebeu que esse é um trabalho incessante.
É um trabalho 24h / dia .
E bem se esfalfa a tentar induzir as pessoas em erro com as suas interpretações mirabolantes da realidade.
Vejam o post mais atrás sobre a economia A agricultura e a falta de noção do presidente da Federação Portuguesa de Golfe. É absolutamente hilariante, o iluminado de uma penada arrasa David Ricardo e santifica Lisenko . Boa malha. Na cabecinha deste Einstein todos se deviam dedicar à agricultura pois é esse o bem de primeira necessidade mais “primeiro”.
Um comuna não consegue compreender que , á medida que os países enriquecem, a percentagem de pessoas dedicadas à agricultura diminui para um valor residual.
Enfim…
Joana Quelhas
Pois não me diga, ó Quwellhhass (1)…
Com que então, o João Mendes “de uma penada arrasa David Ricardo e santifica Lisenko”…E tudo num post que, descontadas as atoardas tuiteiras do Franco de Sousa tem… 6 linhas!
Só uma intelectualesca de alto coturno, como é o caso de Vosselência, para nos demonstrar que é possível escrever uma tese de doutoramento em três parágrafos!
A propósito: tem visto por aí o David Ricardo? A última vez que me deram notícias dele, e já foi há um tempito, estava um bocado abatido e um tanto baralhado. Problemas de saúde, dizem.
Veja lá que até disse que o Tratado de Methuen devia ser elevado à nona maravilha do Mundo, logo a seguir ao “Big Ben”! Táva mesmo choné, o Ricardo, a tentar acertar o relógio olhando para um poste!
Mas numa coisa tem Vosselência toda a razão: foi Ricardo que aplicou ao golfe uma Lei das Tacadas Decrescentes.
Segundo ele, a multiplicação dos campos de golfe implicaria campos cada vez menos bem relvados e uma multiplicação de jogadores que levaria a que houvesse cada vez mais praticantes de má qualidade e um cada vez maior número de tacadas mal feitas e de bolas para o galheiro.
Embora tal tivesse uma vantagem: os pobrezinhos poderiam satisfazer a sua larica com uma enorme quantidade de bolas! Entre os golfistas, ir à procura de bolas perdidas é um sinal de pelintrice. Fica muito mal.
(1) Como vê, sigo a máxima do Alencar, seja ele quem for (2), aqui trazida por Vosselência, seja Vosselência quem for: “não se mencione o…Vosselência”.
(2) Era melhor, para Vosselência, que não se soubesse quem era. Mas ainda ontem o vi: estava na tasca a acabar de comer umas ameijoas à Bulhão Pato. E logo me disse: “não se mencione a…Qu..(ufff!), ou seja, Vosselência!!”.
Extraordinário como escreve tanto para nada dizer, só insultar, e rematar que não depender dos outros para comer é mau, quando o que mais reclamam para nós os seus queridos eleitos é respeitante à PAC e aos direitos de pesca.
Assim vai a pós-verdade.
E não é somente PIB per capita, é também em paridade de poder de compra, o que é uma medida muito enganadora.
Para uma certa direita liberalesca…
Qualquer número serve. Podia ser o número de sanitas “per capita”. Se não der certo, passam aos bidés.
O Guimarães Pinto até já começou a teorizar sobre o assunto. Aprendeu muito sobre a coisa, lá no liberal Vietname.
Aliás, e não sei se sabem, lá na Roménia há uma expressão muito popular entre o povinho que é mais ou menos assim:
“Tás armado em parvo? Eu já te dou o PIB!”.
Diz o povinho. Lá na Roménia.
Tão bons que continuam sem direito a Schengen. Os liberachos já entregaram uma queixa à comissão?