
Sou insuspeito de simpatia pelos sucessivos governos israelitas, que desde sempre condeno pela ocupação ilegal da Cisjordânia, pelo Apartheid vigente na Faixa de Gaza ou pela brutalidade e desproporção dos métodos empregues.
Mas o que aconteceu no final da passada semana, para mim, não é resistir à ocupação.
É crueldade pura.
Atacar civis, raptar jovens e crianças, torturá-los em público e exibi-los como troféus não é resistência. É barbárie.
E sim, o Hamas é uma organização terrorista.
São um gangue de fundamentalistas islâmicos, que defendem uma teocracia nacionalista e ultraconservadora. Da mesma extrema-direita xiita que os financia desde Teerão.
E isto deixa-me ainda mais perplexo, quando vejo pessoas de esquerda por quem tenho simpatia e respeito intelectual, que por estes dias saíram às redes para defender estes monstros, que desde a sua origem são anticomunistas, anti-marxistas e anti tudo o que sejam liberdades e direitos civis.
Defender estes selvagens de quê, se o que eles fizeram ao longo de todos estes anos foi boicotar os esforços diplomáticos da OLP, dando mais argumentos a extremistas como Netanyahu para massacrar ainda mais os palestinianos?
Não percebo, juro que não percebo, como o anti-americanismo – e, neste caso, o repúdio pela governação israelita – leva tantas pessoas de esquerda a apoiar organizações como o Hamas ou, já agora, tiranos como Vladimir Putin.
Como sempre, estou ao lado da autodeterminação dos povos. E contra todos os que defendem o caminho da violência.
Palestina livre, sim, mas sem o Hamas, que apenas quer remover a pata israelita do território para, a seguir, impor a brutalidade da sharia.
Porque nunca haverá uma Palestina livre, enquanto houver Hamas.







Hamas é financiado pelos Estados Unidos da América (EUA).
Os EUA colocaram o Hamas em cheque?
Cem por cento de acordo!
Resta saber como é que tal organização se instalou placidamente na Faixa de Gaza e de como, de lançadores de morteiros de fabrico artesanal duas ou três vezes por ano, se tornaram perigosos artilheiros capazes de lançarem milhares em meia-dúzia de horas. Será que os compraram no OLX? Ou têm conta na Amazon?
E a quem aproveita tudo isto. Aos palestinianos, não é de certeza!
É o desespero de quem já não tem escolha a não ser esperar pela morte aleatória à mão de um qualquer snipper aborrecido; mortas todas as alternativas, ignorados todos os protestos, envenenada a água e controlada a comida, podiam satisfazer os liberais e deixar-se morrer mantendo a ilusão de que tudo ia ficar bem num dia de nevoeiro, mas não estavam para isso. Azarito, pena fica para quem não lucra com a colonização.
A preocupação das pessoas de bem é tanta que nem percebe como é que um dos maiores e maiores apetrechados exércitos do mundo, autores do melhor sistema de espionagem – que agora a europa aplica aos seus políticos e jornalistas -, valeu zero por estar preocupado em roubar rápida, eficiente, e brutalmente o resto da Cisjordânia, de tanto que vale a OLP que só os liberais do bem ocidentais levam a sério.
Azarito. Quando acabarem estes, como tanto deseja este governo, viram-se uns contra os outros.
E esta esquerda, percebe? Ou também não têm direito?
https://www.aljazeera.com/news/2023/10/8/israeli-lawmaker-blames-pogroms-against-palestinians-for-terrible-attacks
Pois não têm!
Não estão do lado certo da história, porque se vê logo que estão do lado do lobo mau, nem da História (porque certamente preferem os Castelhanos).
E vê-se logo à distância que o gajo da foto já deve ter entrado na autoestrada pela esquerda uma dezena de vezes!
“Não percebo, juro que não percebo, como o anti-americanismo – e, neste caso, o repúdio pela governação israelita – leva tantas pessoas de esquerda a apoiar organizações como o Hamas ou, já agora, tiranos como Vladimir Putin.”
Essa é fácil de responder. Porque há apenas dois lados.
Há sempre dois lados, o bem e o mal; as coisas são sempre tão simples e sem interesses e contextos complexos que não se percebe como nunca foram resolvidas, da habitação à geopolítica.
“Sou insuspeito de simpatia pelos sucessivos governos israelitas”~
O Yankee friend insuspeito de gostar dos sionistas, a seita protegida da mafia americana ?
Estranho
Pois estamos de acordo!!
As esquerdas que se guiam pelo ódio, apoiam tudo que o sirva – raivismo dialéctico.
Ora pois!
Assim fala o, pelo Menos, lídimo representante da Direita dos Beijinhos!
Aquela que pratica a fofa e tenra harmonia.
A que, em vez de misseis, dispara rebuçadinhos de mentol!
JgMenos Salazarento
“As esquerdas que se guiam pelo ódio”
Passaste-te para o inimigo, a avaliar os teus posts sempre carregados de odio ?
Pois, tratar pessoas como subhumanos não é ódio, é carinho por animais.
JgMenos
Os teus ódios a quem não pense como a tua cabeça serodia em sintonia com a Constituição de OS de 1033, são irrelevantes. Ao menos sabemos que é assim que tu e os outros fascistas pensam. Falsos e perigosos são os liberocas que atiram a pedra e escondem a mão
Nunca haverá uma Palestina livre enquanto Israel não respeitar os palestinianos. Já agora, o Hamas foi uma criação da Mossad para destruir a secular OLP, estão todos de parabéns
Não foi para destruir a OLP mas sim a FPLP (laica e marxista) que estava
a assumir as “despesas” da resistência.
A ideia era quebrar o lado mais institucional e trazer para o teatro das operações uma facção extremista que validasse uma ação mais musculada. De qualquer das formas, o problema mantém-se e quem paga são os palestinianos
E este, vale?
Norman Finkelstein – His mother grew up in Warsaw and survived the Warsaw Ghetto and the Majdanek concentration camp. His father was a survivor of both the Warsaw Ghetto and Auschwitz.
Já este esteve na lista de perigosos terroristas americana, se calhar é melhor não:
“Nonviolent passive resistance is effective as long as your opposition adheres to the same rules as you do. But if peaceful protest is met with violence, its efficacy is at an end. For me, nonviolence was not a moral principle but a strategy; there is no moral goodness in using an ineffective weapon.”
Nelson Mandela