Portugal, Soares e os outros

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Não é o momento para fazer julgamentos. Tivemos e usamos décadas para o fazer, continuaremos a fazê-lo dentro de alguns dias, mas a quantidade de ódio que se tem visto por aí, num país onde um tirano foi eleito, por esmagadora maioria, como o grande português da nossa história, soa-me algo bizarro. Temos sido salteados por diferentes actores políticos ao longo dos anos, incessantemente, e poucas são as personagens que granjeiam tamanha aversão, a ponto de haver quem celebre a sua morte em paragens supostamente democratas e honradas. Não obstante, devemos-lhe muito. Não acho que Mário Soares seja o maior, como tenho lido por aí, mas será, não tenho dúvidas, um deles. [Read more…]

Clément Méric, presente

Os bisnetos de Petain andam nas ruas de Paris. Os dos resistentes também.

Amigo, se tu cais outro amigo sai da sombra e ocupa o teu lugar.

À Minha Tia-Avó Amélia

Um telefonema. A notícia. Foi esta madrugada, agonizando entre as 06:30 e as 08:30 da manhã, que a minha querida tia-avó Amélia soltou amarras. Sabendo-a em doença terminal há semanas, uma daquelas gravíssimas situações dormentes e insuspeitas as quais, mal se manifestam, em menos que nada aniquilam a vítima, tive, na passada Quarta-Feira de Cinzas, um impulso interior poderoso para visitá-la. E fui. Foi como se todos os meus amados mortos do lado materno — o meu Avó Joaquim, a minha Avó Ana, os brasileiros meu querido Tio-Avô Manoel e a minha Tia-Avó Madalena, a minha querida tia-Avó Madrinha Emília, gente que amei e me amou [a Tia Madalena partiu em Agosto do ano em que nasci] —, gerassem no meu coração um ímpeto de despedida e de consolação. Ai de mim se não obedecesse ao que me gritava o íntimo.

Ao influxo das suas vozes vivas, meu coração-vela panda foi ajoelhar-se ao pé daquela lucidez bruxuleante, tomar-lhe a mão, beijá-la, beijá-lá muito, muitas vezes, e à sua fronte, beijá-la muito, muitas vezes, dizer-lhe que me era querida, dizer-lhe que tudo correria bem, invocar numa prece Jesus, o Deus Vivo, Espírito Consolador da Estirpe Humana, ser, enfim, abençoado pela irmã da minha querida Avó Ana, no Seio de Deus há vinte anos.

Logo me reconheceste. [Read more…]

A chave para a inovação – onde te apertam os sapatos?

“O sucesso consiste em ser bem sucedido, não em ter potencial para o sucesso”.

Fernando Pessoa

 

Ficando cada vez mais óbvio que não podemos esperar que “eles” resolvam os nossos problemas – socorro! –, temos que fazê-lo nós próprios. Vai aqui um dos muitos milhares de casos que mostra como é que se faz – mudando de estratégia sob observação de determinadas regras.

 

É o exemplo de um homem que cresceu com a resistência precisamente fazendo “crescer” os seus clientes com a resistência. Diga-se de passagem: ouvi esta história de sucesso em pormenor da própria boca do seu autor.

 

Cada um é capaz e com a crise, o mais tardar quando verificamos que não há mais nada para ninguém, vamos ter motivos para experimentar. Basta perguntarmos ao próximo onde é que “lhe aperta o sapato”. Assim já temos matéria para a inovação – sem interferências atrapalhadoras de agências estatais onde gente muito esperta, seguindo ideiais e critérios teóricos que na prática não funcionam, vai distribuindo dinheiros públicos que acabam por caír em saco roto porque distorcem a homeoestase. E veremos: com cada caso bem sucedido criado por nós próprios, por mais modesto que seja, nos aproximamos da mudança e da saída da crise,

 

Ah, e temos que começar a abstrair-nos de vez do eterno lema do “eu cá não sei, eu sei lá”. Desta vez vamos mesmo precisar “saber cá”!

 

RD

 

http://www.janelanaweb.com/manageme/eks_caso4.html