Pedro Passos Coelho entrou na campanha da pior maneira.
No Algarve, região do país que, de forma literal, não sobrevive economicamente sem os imigrantes que chegam ao país, o antigo primeiro-ministro escolheu a demagogia, associando a imigração ao aumento da insegurança em Portugal, sem um único dado ou facto que sustente a sua insinuação.
E, de uma assentada, o discurso de Passos Coelho teve 3 efeitos imediatos:
- Revelou a permeabilidade do espaço político da AD a uma das mais perigosas ideias populistas defendidas pelo partido de André Ventura, o que nos dá indicações preocupantes sobre o futuro.
- Demonstrou que o PSD está disponível para combater o CH no lamaçal da demagogia. Um erro já tentado noutros países, sempre com o mesmo resultado: com a derrota da direita moderada.
- Fez mais pela mobilização do eleitorado à esquerda que qualquer aprendiz de fascista. Um erro táctico.
Dir-me-ão que Passos estava só de passagem. Mas eu sou céptico e não acredito em coincidências na política. E elas começam a ser muitas.
Como a proposta de Paulo Núncio para referendar o direito ao aborto.
Caminhamos sobre gelo fino.






1- É mesmo ‘populista’ dizer dever ser acolhido todo o que de África resolva atirar-se ao mar!
É essa a ideia que a esquerdalhada tem do povo – que é uma cambada de burros – pois é essa a ideia que lhes convém e promovem.
2- Se direita moderada é aquela que dá suporte ao linguajar da esquerdalhada, estrelinha que a guie…
3 – Cada um que diga no que acredita; não fazer com a esquerda, que embrulha a sua doutrina em migrantes e abortos para evitar dizer que só o saque a motiva.
Pois…o quê?
A esquerdaria anda a promover a ideia de que o povo…é uma cambada de Menos???
Ao qu’isto chegou, meu deus!
Trata o povo por tão inteligente que constantemente sente necesidade de fazer fachosplaining.
Eu não tenho assim tanta certeza, que o aparecimento de Passos Coelho num comício da AD, seja um mau presságio para o que aí vem. A estratégia de o trazer para a campanha, por parte de Luís Montenegro, passa mais por estancar a hemorragia de eleitores da direita tradicional para o Chega, que só não será catastrófica, porque André Ventura nos debates televisivos foi um verdadeiro desastre. A ideia do voto útil desta vez parece-me que vai funcionar muito pouco. Tanto à esquerda como à direita. Para uma boa parte do eleitorado, o que se vai jogar no dia 10 de Março, foi o enorme vazio em que o PS deixou os jovens com a precariedade laboral, incluindo os emigrantes, com a falta de resposta no sector da habitação, na educação, com esta guerrilha com os médicos, professores, polícias e por aí fora.
Não há ninguém que não tenha um ou dois filhos, netos ou sobrinhos a viver em casa dos pais, com idades acima dos 25 anos, a trabalharem a tempo inteiro, mas sem qualquer perspectiva de conseguir arrendar um apartamento, quanto mais comprá-lo. São centenas de milhar. E eles votam. É aí que vai residir a provável alteração do sentido de voto, a par de alguma abstenção.
Se me perguntarem se a AD vai resolver algum destes problemas, eu diria que a probabilidade é nula. Mas há uma coisa que as pessoas sabem. Foi o PS quem esteve no poder, e não resolveu nenhum destes problemas. Porque não quis. Fez ouvidos moucos.
Quando o PS quer ser mau gestor da coisa pública, é castigado pelo eleitorado. Quando o PS quer ser bom gestor da coisa pública, mas mais liberal do que a sua condição de partido social democrata o exige, acaba de novo por ser penalizado.
É assim que a social democracia se derrota a si mesmo. Não pode ter uma agenda errática. Ser de esquerda quando está na Oposição, e liberal quando está no governo.
Sempre aqui escrevi uma coisa óbvia. O PSD perde eleições, porque na verdade tem uma agenda enganadora. Mas sempre travestida de reformadores pelos média, que suportam a sua narrativa.
O PS derrota-se a si próprio. Porque ao longo dos anos, de facto nunca soube o que queria. Não se pode estar em dois lados ao mesmo tempo.
Ontem foi o borlas fiscais aos ricos Núncio a falar do aborto, hoje apareceu a sopeira das rendas Cristas e um parolo de bigode negacionista das alterações climáticas.
Entre a AD, o CH e a IL as diferenças são só na marca do fato, é tudo uma cambada de neoliberais reaccionários, uns fachos de merda
Antes isso que imbecis esquerdalhos!
Pois já lá diz o povinho, na minha terrinha…
“Vozes de Menos não chegam aos céus, estampam-se nas patrióticas cuecas do Pastorinho!”.
Diz o povinho. Lá na minha terrinha.
Realmente o dr. Pedro Coelho para além de muito medíocre tem uma lata do caraças, foi o responsável por dar início à deslocação em massa de Estrangeiros para Portugal sem qualquer critério, o Partido Socialista deu continuidade a essa política e agravou a situação.
Antes a grande substituição fosse verdade, tá um cheiro a mofo que não se aguenta.
O Presidente Rui Rio, uma vez mais, tem toda a razão:
«…Pretende-se legalizar mais 600.000 imigrantes até março, quase mais 6% da população portuguesa. Com que critério? Com que objetivo?…»
https://twitter.com/RuiRioPT/status/1718707495571538399
Pois…objetivo?
Só pode ser um!
O de se porem a cantar e a dançar ao som dos batuques para silenciarem definitivamente a salazaresca voz de Vosselência.
Que, diga-se de passagem, está a ficar cada vez mais cheia de catarro. Já experimentou Corifina? Talvez venha a ser muito útil!