
Primeiro, Luís Montenegro adiou a abertura ao público dos jardins do Palácio de São Bento, tradicionalmente parte da agenda oficial das celebrações do 25 de Abril, com a esfarrapadíssima desculpa do luto pelo Papa Francisco, que o Vaticano decidiu começar a dia 26 de Abril.
Adiou para quando?
Para o período de luto pelo Papa Francisco, decretado pela Santa Sé, que termina a 4 de Maio.
Percebem o gozo que nos estão a dar?
Agora, no feriado do Dia do Trabalhador, decide transformar o Palácio de São Bento na Festa da Família, seja lá o que isso for.
A mim parece-me um mega-comício do PSD, directamente financiado pelos contribuintes e não pela subvenção a que tem direito. Com um chamariz tremendamente eficaz chamado Tony Carreira – com quem muito provavelmente reeditará o dueto promovido pelo programa de Cristina Ferreira a poucos dias das Legislativas 2024 – quando faltam duas semanas e meia para as eleições.
Já sabemos que a direita que Montenegro representa tem pouco ou nenhum apreço pelo 25 de Abril e por acontecimentos fundadores das democracias modernas como o Dia do Trabalhador.
Mas isto é outra coisa.
Isto é um evento destinado a atrair o eleitorado do CH. O desprezo por feriados conotados – lamentavelmente – com a esquerda, a instrumentalização do conceito de família, precedida pela encenação oportunista em torno da morte do Papa e a própria escolha de Tony Carreira, tudo conflui num único sentido. E ele é mais que óbvio, excepto para quem não quer ver.
Não pode continuar a ser não, mas Montenegro está cada vez mais próximo de André Ventura. E não é de agora. Uma coisa é certa: entre o original e a cópia, a escolha tende a cair sempre para o mesmo.






Se dependesse dos videirinhos do PSD, vindos da ala liberal da União Nacional, estava tudo na mesma.
Excelente
Videirinhos do PSD ??
Curioso nome
Mas eu costumava dizer do antigo PPD, é que era o partido de Marcelo Caetano Recauchutado. Mas pelo menos o velho PPD fundada pela ala liberal da União Nacional de Marcelo Caetano,bera coerente, ao contrário de um partido auto intitulado Social Democrata.
Eu que conheci razoavelmente bem o funcionamento de países com leaders Sociais Democratas como Olaf Palm e outros, o nome PSD é apenas uma etiqueta de propaganda para alguns distraídos ou então
completamente desinformados.
Tá tudo bem, o povo gosta da festa, e da confiança que inspira, que goze também a fatura.