Na guerra de Trump e Netanyahu, o vencedor é Vladimir Putin

Pode ser uma imagem de o salão oval

Uma das consequências mais interessantes da guerra lançada por Israel e EUA contra o Irão teve lugar mais a leste. Na relação de forças entre dois aliados de ocasião, com longo historial de escaramuças entre si, mas que, perante um poder maior, perceberam ser do interesse de ambos ter boas relações. Pelo menos por agora. Depois logo se vê.

Até há poucas semanas, a Rússia encontrava-se numa situação de maior dependência em relação à China. Algo que se arrastava desde o início da invasão em 2022. Moscovo viu as vendas de energia para a UE cair abruptamente, foi alvo de sanções e a sua economia foi atacada em várias frentes pelo bloco ocidental. Virou-se para oriente.

Para termos a noção do desequilíbrio de forças, a China é hoje o maior parceiro comercial da Rússia. Só nos primeiros meses de 2026, as suas compras de energia russa representaram 50% do total exportado pelo país. No total, a China é o destino de mais de 30% do comércio internacional russo. Já a Rússia representa apenas 3% das exportações chinesas. O maior parceiro comercial da China, ironicamente, são os EUA. Não menos irónico, o maior dos EUA é o México. Adiante.

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Percepções

Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.