Thomas Massie já era uma estrela do partido republicano quando Trump ainda comprava e votava em candidatos democratas.
Fervoroso opositor do intervencionismo militar, adepto do controle da despesa e de um governo limitado nos seus poderes, Massie foi e é o enfant terrible do Partido Republicano, mas não era um problema para Donald Trump.
Sobretudo se Trump tivesse cumprido o que prometeu.
Mas Trump não só não cumpriu, como, em muitos casos, fez o exacto aposto daquilo que prometeu em campanha.
O caldo começou a entornar-se quando Massie decidiu exigir toda a verdade sobre os ficheiros Epstein. E agravou-se com a oposição à Guerra do Irão e com a denuncia de um alegado “takeover” da administração Trump e do Tesouro Americano por parte do Estado de Israel, representado nos EUA pela poderosa e opaca AIPAC. Thomas Massie cumpriu a sua promessa eleitoral. Donald Trump, que fez campanha a prometer revelar os ficheiros, acabar com as forever wars e meter todas as fichas no America First, não.
A obliteração de Thomas Massie
Sorri, foste assaltado pela extrema-direita. Outra vez.

O preço dos combustíveis voltou a subir.
Nunca é demais reforçar o factual: nenhuma gasolineira sobe os preços por necessidade ou por risco de falência. Os combustíveis que estão a vender foram comprados há vários meses, a preços bem mais baixos do que valor de referência à data de hoje. O que as gasolineiras estão a fazer é aproveitar-se da instabilidade causada pela guerra e de um monopólio controlado por meia-dúzia de empresas para aumentar os seus lucros.
O argumento dos impostos é falacioso. O problema não está nos impostos, mesmo que concordemos – e eu concordo – que são excessivos. Mas não foram os impostos que aumentaram. Foram os preços. Artificialmente. [Read more…]
Extrema-Inflação

Não é culpa dos impostos.
Não é culpa dos wokes.
Não é culpa do Estado.
Ou da comunicação social.
Também não é culpa do socialismo, que para alguns académicos da Ventura School of Palermonics é tudo o que não seja a direita mais radical ou extrema.
Mas sim, a inflação que dispara tem dedos no gatilho.
Os dedos de Donald Trump, de Benjamin Netanyahu e de todos os líderes internacionais que apoiam mais um acto de terrorismo de Estado, que se está nas tintas para libertar quem quer que seja, como se viu na Venezuela. Terrorismo esse que, incapaz de derrubar o regime iraniano, derruba as condições de vida, as finanças e a segurança do cidadão comum.
Na guerra de Trump e Netanyahu, o vencedor é Vladimir Putin

Uma das consequências mais interessantes da guerra lançada por Israel e EUA contra o Irão teve lugar mais a leste. Na relação de forças entre dois aliados de ocasião, com longo historial de escaramuças entre si, mas que, perante um poder maior, perceberam ser do interesse de ambos ter boas relações. Pelo menos por agora. Depois logo se vê.
Até há poucas semanas, a Rússia encontrava-se numa situação de maior dependência em relação à China. Algo que se arrastava desde o início da invasão em 2022. Moscovo viu as vendas de energia para a UE cair abruptamente, foi alvo de sanções e a sua economia foi atacada em várias frentes pelo bloco ocidental. Virou-se para oriente.
Para termos a noção do desequilíbrio de forças, a China é hoje o maior parceiro comercial da Rússia. Só nos primeiros meses de 2026, as suas compras de energia russa representaram 50% do total exportado pelo país. No total, a China é o destino de mais de 30% do comércio internacional russo. Já a Rússia representa apenas 3% das exportações chinesas. O maior parceiro comercial da China, ironicamente, são os EUA. Não menos irónico, o maior dos EUA é o México. Adiante.
MAGA Civil War

Há algo inédito a acontecer. Começou com o genocídio em Gaza e intensificou-se com o ataque ao Irão. E um dos culpados para que tenha ganho tracção, ironicamente, foi Donald Trump, que construiu o movimento MAGA em cima de uma visão isolacionista do mundo. America First. E o que está a acontecer, em Gaza e no Irão, é Israel First. Melhor: Zionism First. Porque nem o regime Netanyahu é aclamado pela população, parte significativa da qual protesta frequentemente nas ruas contra ele, nem o que se está a passar é no interesse da generalidade dos israelitas, sob fogo iraniano e prestes a sofrer as mesmas consequências económicas que vamos sofrer aqui.
O que está a acontecer é que figuras com impacto global, de uma direita que apoiou Donald Trump em ambas as corridas, reconhecidas e respeitadas por uma parte muito considerável do eleitorado republicano e muito em particular do movimento MAGA, estão a expor a fraude. Marjorie Taylor Green, Tucker Carlson, Candace Owens, Andrew Schulz ou Piers Morgan são os mais sonantes. O próprio Charlie Kirk foi muito crítico do regime Netanyahu, nos últimos vídeos que publicou antes de ser assassinado. E isso levantou questões sobre a morte de Kirk, sobretudo entre a direita ultraconservadora e pouco adepta da relação clientelar entre Washington e Telavive.









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