A susceptibilidade e os espectadores

Em vez de se preocupar com a *suscetibilidade dos *espetadores,

convinha que a RTP prestasse mais atenção à susceptibilidade dos espectadores. E dos telespectadores.

Ou há ortografia

ou comem todos.

No sítio do costume, ’tá tudo bem:

Efectivamente, tudo bem. Desejo-vos um óptimo fim-de-semana.

Pedro Abrunhosa lança cântico de apoio à selecção brasileira

Segundo a TSF. Efectivamente, como sabemos, ‘selecção’ ≠ ‘seleção’.

Ricoré, a Gaiola Dourada e Pedro Abrunhosa

gaiola

Numa daquelas coincidências felizes, vi o filme “Gaiola Dourada” ao mesmo tempo que no iTunes ficava disponível o novo álbum de Pedro Abrunhosa.

Ao ouvir a fantástica “Para os Braços da Minha Mãe” (dueto entre Abrunhosa e Camané) e ao ver a “Gaiola Dourada” dei por mim a pensar nos milhões de portugueses que vivem e trabalham fora de Portugal.

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E o piloto conduz mais que as gentes que leva…


Do CD Junta Corações – Festas do S. João do Porto. Faixa 13 – O Barco para a Afurada. Letra e música de Pedro Abrunhosa.

Cavaco e a petição, talvez destituir

Tirando o caso de se manifestar doença grave na pessoa do ocupante do cargo de Presidente da República, coisa que não lhe desejo, não estou a ver como pode Cavaco Silva cair através desta petição, que assinei e vos convido a assinar. Mas estou a vê-la a crescer tanto (quando a divulguei ontem a partir do 5 Dias não estava à espera de hoje já ir nas 5000 8255 assinaturas) que serve muito bem para outra objectivo: pressionar. Encostar o homem à parede. E este homem é por natureza um cobarde, capaz de denunciar a sogra à Pide, não esquecendo que já caiu na rua, ou melhor, numa ponte, com esta cantiga em banda sonora:

Na altura acrescentou Pedro Abrunhosa, num concerto para a história: e hoje o que vão o Aníbal e a Maria fazer?

O que ele tinha feito à economia nacional. Não tivemos orgasmos. Sexo assim não vale a pena, é altura de retribuirmos.

Os sons do Porto em Lisboa

Capitão da Areia #2:

A cidade de Vila Real ficava aos poucos para trás. Estava a subir o Marão por entre curvas de asfalto enganador que o túnel nunca mais está pronto nem construída a prometida auto-estrada. A noite estava escura como breu.

No esforçado automóvel estava a “patroa” a dormir e a minha criança lá mais atrás ensonada. Pensava eu. Pelas colunas ecoava “Capitão da Areia”. Baixinho, eu respeito o sono dos outros. Nestas coisas de viajar com filhos folgam os pulmões e prejudica-se a Tabaqueira Nacional e o Ministério das Finanças. De repente, ouço a minha Mafalda:

O Super-homem está a caminho,

Traz o Panda e o Soldadinho,

Fecha os olhos e verás.

Às vezes

Há dragões que têm medo

E é esse o seu segredo,

Cuidado!

Vivem debaixo da cama,

Brincam com o Homem-aranha,

Vais levá-los no teu sono”.

Um dueto imprevisto com o Pedro Abrunhosa! A minha mulher já me tinha dito que desconfiava que o PA tinha escrito esta letra para os filhos. Sinceramente, não sei nem faço a mínima ideia. Já não vou a nenhum consultório há tempo suficiente para não estar actualizado. Só sei que a minha, com tão só seis anos, já sabe de cor a letra de “Capitão da Areia”.

O Marão começou a ficar para trás e aqueles pontinhos de luz ali indicam que Amarante está perto e a A4 aproxima-se. O regresso ao Porto com um dueto surpreendente. Eu amo esta cidade.

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Capitão da Areia

À noite,

Há fadas pelo céu,

Gigantes como eu,

Cuidado!

Há sombras na janela,

Peter Pan dança na estrela,

Não acordes na viagem.

Conta-me uma história

De tesouros e luar,

És capitão da Areia,

E pirata de Alto Mar

Agora,

As cortinas têm rostos,

São fantasmas bem-dispostos,

Cuidado!

O Super-homem está a caminho,

Traz o Panda e o Soldadinho,

Fecha os olhos e verás.

Às vezes

Há dragões que têm medo

E é esse o seu segredo,

Cuidado!

Vivem debaixo da cama,

Brincam com o Homem-aranha,

Vais levá-los no teu sono.

Conta-me uma história

De tesouros e luar,

És capitão da areia,

E pirata de alto mar

Conta-me uma história

Onde eu entro devagar,

És capitão da areia

Diz-me onde me vais levar

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Para os meninos da discussão no fórum!

Gisberta

Foi no 5Dias que reparei que já passaram quatro anos sobre um dos mais vergonhosos crimes a que o meu Porto assistiu. Fica a homenagem através da música.

Pedro Abrunhosa cai nos Ídolos

Por uma vez, o Aventar ficou em casa a ver os Ídolos. Aconteceu de tudo. Pedro Abrunhosa foi cantar com os finalistas mas, antes disso, deu uma queda no palco. Espectáculo é espectáculo.

Pedro Abrunhosa…

…para ali aos tombos no Ídolos com a Diana e o Filipe e eu aqui à espera do novo álbum que ele me prometeu no Teatro S. João!

E já agora, a Obra-prima:

Pedro Abrunhosa #2

O Concerto do Pedro Abrunhosa foi muito bom, como quase sempre.

Claro que passou toda a noite a criticar o Rui Rio, o que me deu um gozo especial por ver o ar atrapalhado de um ilustre sentado ao meu lado. Pois que não havia necessidade, eheheheheh. Pelo caminho fez o favor de apresentar uma música do seu novo trabalho, previsto para este ano. Muito boa e mexida. O PA é um provocador e fez jus a essa característica ao longo de todo o concerto que, por sinal, teve momentos absolutamente geniais.

O Pedro é um dos meus “cantautores” preferidos e aqui incluo os internacionais. Claro que já sei que me vão dizer que não tem voz, que é um facínora e mais do género. Como não o conheço pessoalmente nem tive hipótese do contraditório (as coisas que me pintam sobre o homem!), fico-me pelo autor de letras e músicas magníficas. Que canta como ninguém a minha amada cidade do Porto, que criou um dos melhores álbuns da história da moderna música portuguesa (Viagens). Que cantou Gisberta de uma forma comovente e corajosa; que defendeu o Coliseu como poucos se atreveram e lembrando que nós somos assim, de antes quebrar que torcer e muito senhores do nosso nariz, da nossa cidade, do que é nosso.

A música de Abrunhosa é poesia, é um cantar sentido, vindo das profundezas do ser e que nos toca, que nos leva rumo aos nossos fantasmas. É um génio. Uma vez, num artigo de opinião, escrevi que ele é o nosso Brel, o nosso Chico Buarque. Aqui “D´el Rey” gritaram alguns e insultaram-me outros tantos. Caguei. Só discuto com quem quero e no tocante a música, a poucos reconheço validade para uma discussão. Quem escreve músicas como “Será”, “Momento”, “Quem me leva os meus fantasmas”, “Se eu fosse um dia o teu olhar” ou “Balada de Gisberta” merece o Olimpo.

Aliás, “Balada de Gisberta” é uma das mais comoventes músicas algum vez escritas e cantadas em língua portuguesa e ficará, estou certo, na história. A coragem de Pedro ao criar este verdadeiro hino ao direito à diferença, ao chamar a atenção para esta profunda injustiça e para esta vergonha que se passou na nossa cidade merece mais que palavras. Fico-me com as suas “O Amor é tão longe e a dor é tão perto”.

Obrigado Pedro.

Pedro Abrunhosa – Outros #1

abrunhosaOntem à noite assisti a um concerto intimista fabuloso de Pedro Abrunhosa no Teatro Nacional de S. João.
Como ainda estou a ressacar do concerto e, sobretudo, do pós-concerto, guardo para breve umas palavras sobre este grande momento, as tiradas sobre o Rio Rio e o estado do Teatro Nacional S. João.

(Info: Aqui)