Israel muda lei para poder incluir no Governo um ministro condenado por corrupção

O novo Governo de Israel, novamente chefiado por Benjamin Netanyahu, que venceu as últimas eleições em coligação com forças ultra-sionistas de extrema-direita, pretende alterar as leis fundamentais do etno-Estado israelita para poder incluir em funções governativas um político condenado por corrupção.

O Governo israelita pretende fazer aprovar leis que mudem o carácter do Estado, tornando-o mais favorável aos políticos, dando-lhes ainda mais poder, ao mesmo tempo que pretendem aprovar leis que retirem direitos às mulheres, aos homossexuais e aos judeus ortodoxos. Uma destas leis diz respeito à possibilidade de antigos políticos condenados por corrupção, poderem vir a ser governantes. Na verdade, esta lei já se encontra, em parte, em vigor, caso a pena a que o condenado tenha sido sujeito tenha efeitos suspensivos.

Esta lei, chamada “Lei Deri”, foi feita à medida do político ultra-ortodoxo Arye Deri, condenado por fraude fiscal e que está a ser, hoje, indicado para Ministro das Finanças do Governo de Benjamin Netanyahu.

Para além disto, o governo sionista de extrema-direita israelita, pretende alargar a ocupação dos Territórios Palestinianos Ocupados, com particular incidência sobre a Cisjordânia, não só mantendo, como expandindo a invasão na Palestina e aumentando a repressão sobre os palestinianos.

Depois de décadas de terror a que o povo judeu esteve sujeito às mãos do nazismo e do fascismo europeus, a criação do Estado étnico de Israel, em terras outrora pertencentes à Palestina, trouxe à luz da realidade a radicalização, à direita, daqueles que se dizem representantes da religião judaica, num país onde nem todos os judeus são sionistas ou em que nem todos os israelitas são judeus. Assim, prova-se, Israel estará, sempre, condenado ao fracasso, enquanto Estado – e só continuará a sobreviver com o apoio e a conivência dos Estados Unidos da América e da União Europeia.

Aryeh Deri, Benjamin Netanyahu e Bezalel Smotrich no Parlamento em Novembro. Fotografia: RONEN ZVULUN/REUTERS

Pleonasmo mafioso

Não vos parece que é o que está a acontecer no Dragão? Subir para cima? Descer para baixo? Nápoles no Porto?

O kota (*) Ribeiro tá uatema (**), meu irmão

josé ribeiro_angola

O editorial a que o ‘Público’ se refere, de autoria de José Ribeiro, foi publicado no passado dia 24 de Fevereiro no ‘Jornal de Angola’. Poderá ser lido aqui.

Conheço bem Angola, sem nunca ter lá vivido. Durante duas décadas as minhas doze a catorze deslocações e estadias por ano no terreno contribuíram, decisivamente, para tecer uma rede de amigos que ainda conservo – pretos, brancos e mestiços, sem distinções de cor de pele, quase todos afectos ao MPLA. Mesmo no Huambo (Nova Lisboa anterior) conversei, bebi e até dancei músicas tropicais, ao som do merengue e de bombardeamentos da UNITA posicionados ao redor da cidade – em 1992 estive lá dez dias em negociações de produtos alimentares com o comissário de então, entretanto falecido, e o director local do Banco Nacional de Angola.

Tive ainda a oportunidade de conhecer o Dr. Bernardino, branco e jovem médico. Homem de ímpar generosidade e humanismo que cuidava daquela desgraçada gente. Infelizmente viria a ser assassinado por homens da UNITA. [Read more…]