Shireen Abu Akleh e o Kremlin de Telavive

Durante mais de duas décadas, Shireen Abu Akleh foi mais do que uma jornalista. Foi uma pedra no sapato do apartheid israelita na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Foi a voz que denunciou inúmeros abusos de direitos humanos e do direito internacional, tão em voga desde o início da invasão da Ucrânia, grotescamente ignorados quando o Kremlin que dá as ordens se situa em Telavive.

Não sei quem disparou o tiro que matou Shireen. Talvez nunca venha a saber. Mas sei onde é que ela era persona non grata.

E quem se sentia incomodado pelo seu trabalho.

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Forças israelitas assassinam jornalista da Al Jazeera na Cisjordânia

Fotografia: Al Jazeera/Lusa

A jornalista Shireen Abu Akleh, da Al Jazeera, que fazia a cobertura, do lado palestiniano, do apartheid imposto por Israel nos territórios da Palestina, foi assassinada com um tiro na cabeça pelas forças especiais israelitas.

Num acto desumano de desrespeito pelos mais básicos direitos fundamentais, Israel continua na sua jornada sangrenta, de ocupação e morte, de extermínio de um povo. A Ocidente, neste momento, silêncio. Muito silêncio. A provar que, no chamado “primeiro mundo”, estamos muito longe de termos “valores” que apregoamos como “ocidentais”. Se deixar à sua sorte palestinianos, sírios, afegãos ou iemenitas, enquanto apenas se salvam os loiros de olho azul (mesmo que se salvem estes também para serem explorados), é um “valor ocidental”, então o Ocidente não tem valores.

O corpo falecido da jornalista Shireen Abu Akleh, enquanto uma outra jornalista assiste, horrorizada.

A novidade, apenas uma: o Bloco de Esquerda fez aprovar, na Assembleia Municipal de Lisboa, uma recomendação ao Governo português para que condene as ocupações israelitas nos territórios da Palestina, assim como uma outra recomendação para que o Governo condene os ataques israelitas à mesquita de al-Aqsa durante o Ramadão. Agora, é esperar para ver que critérios usarão aqueles que têm dito que “temos de estar do lado do invadido”. O palco é vosso, campeões.

AML.

Ps. De realçar o facto de o exército israelita fazer operações, enquanto o russo faz invasões. Curioso ou sintomático?

Condenar a ocupação

Setenta anos disto. Setenta. Vamos condenar a ocupação israelita na Palestina? Era bom aproveitar a boleia da invasão russa à Ucrânia, para começarmos a estar, finalmente, do lado de todos os ocupados. Sem pruridos nem vergonha. Façamo-lo agora, antes que todo um povo seja exterminado.

Liberdade para a Palestina.

Já não se fazem palestinianos como antigamente

Longe vão os tempos em que tudo o que era americano era para abater. Ontem, Donald Trump conseguiu a proeza de ter uma tarja de boas-vindas à entrada da Cisjordânia, a referir-se ao troglodita como um homem de paz. Está tudo doido.

Foto: Mandel Ngan/AFP

Israel prepara-se para anexar mais terreno na Cisjordânia

e destruir estruturas construídas pela UE. Nem um estado, nem dois estados, nem palestinianos, parece ser esse o objectivo.

Estás a ver, Assunção?

Carrascos são estes. Por exemplo.

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Como podem legalizar alguma coisa se ocupam ilegalmente grande parte da Cisjordânia?

Stay Classy Israel!

Contra inquérito à construção de novos colonatos – Israel corta relações com o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Ganhar os corações e as mentes dos palestinianos – Ao estilo de Israel

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Leia a história no The Guardian, em inglês.

Negociações de paz?

Às vezes, a paz só atrapalha.