
Área de Serviço de Vila Real na A24.
Zero árvores.
Zero metros cobertos de área coberta exterior.
Expor ao vento. Arejar. Segurar pelas ventas. Farejar, pressentir, suspeitar. Chegar.

Área de Serviço de Vila Real na A24.
Zero árvores.
Zero metros cobertos de área coberta exterior.
Às portuguesas e portugueses que vivem há décadas na casinha dos pais desejo que tenhais, grátis e para sempre, uma auto-estrada à porta de vossa casa; e, acaso vos percais, haverá sempre uma placa a apontar o Progresso e o Futuro da vossa (minha) geração: a fuga…
Projectos da estação ferroviária de Lamego (final dos anos 1920, nunca construída); no entanto, todo o canal e a ponte do Varosa vieram a ser rasgados permacendo até aos dias de hoje. Ao lado existe a AE 24 (Viseu-Chaves), “grátis”.
É nestes momentos que me torno crente. Foi mão divina, estou certo, que nos deu a alegria de ver um Ministro da Nação, ou seja, um alto administrador do Terreiro do Paço, literalmente preso numa das nossas auto-estradas do interior por causa da neve. Deus seja louvado!
Ao contrário do que pensam os senhores de Lisboa, a neve não é um fenómeno raro nas seguintes auto-estradas: A7, IP4, A24, A25. A estas podem somar todo um vasto conjunto de estradas nacionais e municipais nas zonas do Gerês, Alvão, Marão, Serra da Estrela, entre outras. O único fenómeno estranho é o corte das auto-estradas mal caem os primeiros flocos. Repito, flocos. Um fenómeno português. Mas para que não se pense que estou a falar de cor, aqui vai um exemplo: a auto-estrada galega denominada de Auto Pista das Rias Baixas. Todos os anos, ou quase, na zona de Puebla de Sanabria, os nevões (daqueles a sério) sucedem-se. A auto-estrada raramente é fechada por um motivo simples: existem cerca de 8 camiões limpa-neve, uma força policial devidamente equipada e uma consciência clara da necessidade de ter meios para combater o fenómeno, tão típico das zonas interiores do Norte e Centro da península ibérica.
E nós? Somos uma vergonha cujo exemplo máximo se chama Serra da Estrela. Ao primeiro nevão: acesso à torre fechado. É por isso que já dei para esse peditório e sempre que quero passar uns dias na neve fujo da Serra da Estrela como o diabo da cruz. O amadorismo é de tal ordem que só os crentes acreditam em passar férias de neve em tal inferno. Quando vejo os autarcas da região falarem na aposta no turismo de neve na Serra da Estrela riu a bom rir. Como? Sem meios de limpeza das estradas? Sem forças policiais devidamente equipadas e preparadas? Só em sonhos.
Todos os meses utilizo a IP4, a N101 e a A24, todos os anos (ou quase) por esta altura (ou por alturas do Natal e do Carnaval) existe a forte possibilidade de nevar. Felizmente utilizo um veículo com tracção às quatro rodas, dos a sério (baratos, feios e maus) não os da moda (os SUV cuja maioria nem tracção às quatro quanto mais redutoras) e por isso lá vou circulando mas sabem uma coisa? Tenho reparado que, tirando um velho e vetusto limpa-neve na IP4, nunca vi os chamados meios de limpeza de neve. Nem cheiro nem rasto. Uma vergonha.
Mas agora que o Senhor Ministro e a sua comitiva ficaram retidos na auto-estrada por causa da neve, certamente com os tomates regelados, pode ser que se dignem a obrigar as concessionárias a investir em meios de limpeza e se acabe de vez com esta pouca vergonha. Só peço ao divino que não se esqueça de nós, meros utentes, e faça gelar todas as partes pudicas do ilustre representante da Nação e respectiva comitiva. A bem da Nação.
Portugal no seu melhor.
Um longo monólogo, com muitos gestos e fundo musical E o colega com bichinhos carpinteiros. As perguntas que já não se fazem, colocam-se. Uma confusão de pessoas e de nomes. No afã de interromper e de falar por cima, quase saía um cinquenta por cento, em vez de trinta.

Dos Tradutores Contra o Acordo Ortográfico
“Costuma dizer-se que quem não chora não mama. Ah, esperem, não é isso”.
#abortoortográfico #anedótico #ridículo #línguadescaracterizada #revogação

Para o presidente do FC Porto, isto é um “contacto” normal. Lembrei-me logo do inofensivo contacto do dia 16 de Fevereiro de 2016.
Efectivamente: 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; 1, 2, 3, 4; etc.
O Bochechas é um castiço.
—Diogo Hoffbauer
Estive contigo há mais de 30 anos nas grades do Coliseu.
Agora é só descer a rua. Anda!
“A maior parte da música é uma merda”
–-Mário Barreiros
“Isto é muito confuso para a tua cabeça”
—Jorge Jesus
“Não está em causa o direito à opinião, está em causa o relativismo opinativo”
—Ana Cristina Leonardo
Mourinho é uma recente prova viva de que as derrotas não são inevitáveis, coisíssima nenhuma. E o jornalista da Cadena SER ficou sem resposta à altura e, pior, sem a informação.

Os africanos invadiram África. Ele há cada coisa…
É verdade. Escreveu aquele “agora facto é igual a fato (de roupa)” e nunca se retractou.

Foto:Paulo Novais/Lusa
The Guardian. O que interessa é a arte, a arte, a arte!

(Foto de Francis Goodman/Getty Images)
Segundo EUA e Israel, o Irão está militarmente obliterado. Na realidade, há mísseis iranianos a atingir localidades de Israel (que tem das melhores defesas aéreas do mundo), além da península arábica.
Falta pouco para Trump dizer que acaba esta guerra com um telefonema.
Subida exponencial do preço do petróleo, aumento da inflação e das taxas de juro, perda de poder de compra, perigo de incumprimento nos créditos bancários, tudo em ambiente de forte especulação e de bolha imobiliária. Onde é que eu já vi isto?!
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