
Alguns liberais – no sentido neoliberal da palavra – hipnotizados pelas teorias de Hayek e Friedman, ainda que alheados do mundo real, insistem que o mercado livre se autoregula, e que uma das vantagens da sua natureza concorrencial é que o consumidor paga sempre menos.
Sempre menos.
Pena que exemplos como este se multipliquem, invalidando o wishful thinking e a propaganda, revelando que concorrência, não raras vezes, degenera em cartelização. A desculpa, invariavelmente, chega-nos sob a forma de uma adaptação da boa velha máxima comunista: este não é o verdadeiro liberalismo. Os radicais, como os extremos, atraem-se. Nunca falha.







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