Zita recomenda…

Miséria do marketing é chegar ao ponto de pensar que a recomendação – com rosto! – da Zita Seabra faz alguém comprar um produto.

É por isso que gosto de futebol

O único sector em que os operários ganham mais do que os administradores

Talho? – é no Pingo Doce das Caldas da Rainha

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Ódios de estimação: Alexandre Soares dos Santos

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Oceanário fresquinho

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A empresa de Soares dos Santos quer comprar o Oceanário. Estou a perceber. Cantemos todos em coro:” Pingo Doce, venha cá”.

O Dia do Trabalhador 40 Anos Depois

pingo-doce-1-de-maio_bNada a declarar. Obrigado.

Há descontos no Pingo Doce este 1º de Maio

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Pingo Doce no Japão

electrico_lisboa_japanEx-Eléctrico de Lisboa no Japão (com alterações), mantendo a publicidade original.

Um Pingo de censura

Começam por censurar livros; acabam sempre a queimá-los.

Alexandre Soares dos Santos

em pose de salvador da Pátria diz não compreender as “mensagens de ódio e insulto”. E no entanto, o povo indignado continua a consumir nas lojas da Jerónimo Martins, que em 2012 apresentou mais de 360 milhões de euros de lucros.

Sabe bem gozar tão pouco…

Não, não é a sério. Sim, é provocação à Greve Geral. Claro que teve piada.

 

“Pingo Doce”: sabe bem adoecer muito

O Aventar soube que, nas clínicas Walk’In Clinics, os pacientes poderão sair com mais doenças do que aquelas com que entraram não pagando mais por isso. Na verdade, os accionistas do Pingo Doce souberam dar uma nova dimensão à frase de Afonso da Maia: “Num país em que a ocupação geral é estar doente, o maior serviço patriótico é incontestavelmente saber curar.” [Read more…]

Desconto de 100%

Não se consegue perceber por que razão é detido um homem tão dotado de empreendedorismo e que se limitou a tentar usar as leis do mercado a seu favor, acomodando cuidadosamente bacalhau no interior do casaco.

Há pouco tempo, muitos defenderam o Pingo Doce. Seria de uma hipocrisia sem nome que os mesmos criticassem, agora, um homem que propôs um desconto de 100%.

Aos que Zombam dos Zombies

Boas notícias no horizonte das nossas fomes selectivas. Tudo o que o Minipreço e o Pingo Doce decidam fazer para vender mais, superar a concorrência, baixando os preços, por exemplo, da carne-que-mal-vejo em 50% ou outra coisa qualquer, será bem vindo. Estou, aliás, determinado a voltar a ser um zombie, desta vez com proveito no bolso e no estômago, e a levar com o paternalismo censório do Sérgio Lavos, essa famosa Pilinha de Esquerda, aliás nada murchamente comentada, ela-Pilinha que maneja com pinças, e desde que liofilizado, o conceito privatizado de Povo

O Pingo Doce e o pingo amargo

Santana Castilho *

1. Obviamente que não sei quanto facturou o Pingo Doce a 1 de Maio. Mas vi referências que situam o encaixe financeiro, em poucas horas, entre os 70 e os 90 milhões de euros. Imaginemos que o grupo recorria a emissão obrigacionista a três anos, para se financiar por igual quantia. Se tomarmos por referência as recentes iniciativas da Semapa e da EDP, a operação teria um custo nunca inferior a 17 milhões de euros. Não tenho elementos que me permitam calcular o valor da mercadoria que saiu das prateleiras, com prazos de validade próximos da caducidade. Mas, certamente, não será despiciendo. Não fora a campanha, essa mercadoria, que agora vai caducar em casa dos clientes, constituiria para o grupo uma perda total. Melhor foi, portanto, “passá-la” a 50 por cento. Volto a não saber quanto gasta o Pingo Doce em publicidade. Mas sabemos todos que é muito. Pois bem: quanto custariam a cascata de notícias, em horário nobre, de todas as televisões, as referências das rádios e o espaço dos jornais, servidos ao grupo a custo zero? [Read more…]

Dizem que é uma espécie de liberalismo

Os fornecedores dos supermercados Pingo Doce, detidos pelo grupo Jerónimo Martins, estão a ver os seus piores receios confirmarem-se: os custos da polémica campanha de 50% de desconto em compras a partir de 100 euros, realizada no 1º de Maio, será repercutida nas facturas que os produtores vão receber nas próximas semanas. Fonte.

Eu chamava a isto absolutismo dos mercados, mas na volta ainda me chamam nacional-socialista.

Inadmissível atentado ao Pingo Doce na esquina do Bonjardim

  (Porm. Ribeira Negra de Júlio Resende)

A pobre mulher tinha lágrimas nos olhos.

Pudera!

Encostada à carrinha da polícia, aguardava a elaboração do auto, que o agente escrevia, com ar de gozo. [Read more…]

Quando o país não está à altura dos seus políticos

Ainda quanto ao tema do Pingo Doce, o comentário com que mais me identifico foi o de Ana Sá Lopes, uma pessoa de esquerda, como ela mesmo se define, no programa da Antena 1 “Contraditório“. Segundo ela, a atitude do Pingo Doce foi “provocadora”, por testar “se estava mais gente no Pingo Doce ou nas manifestações”. E esteve mais gente no primeiro e isso “não foi culpa do Soares dos Santos”. O problema está na incapacidade que o país demonstrou em não conseguir ir para a rua gritar revolta. Em vez disso, as pessoas foram para o Pingo Doce. “A esquerda pôs-se nestes últimos 5 dias a discutir a humilhação. A esquerda é muito paternalista.” E acrescenta que “o problema que a esquerda devia esta a discutir é porque é que teve tão pouca gente gente no 1º de Maio”. [Read more…]

Banksy foi ao Pingo Doce?

 

Shop till you drop

Dizem que é o mais recente trabalho de Banksy.

Ainda os 50% no 1º de Maio

O artigo de Pacheco Pereira no Público merece uma  reflexão profunda porque coloca as coisas como eu penso que devem ser colocadas. E sei do que falo quando penso no país como o interior de uma panela de pressão que está hoje mais quente do que ontem.

“O Portugal dos dias de hoje está como
um daqueles cristais muito frágeis que, só
de se tocarem, correm o risco de quebrar.
O erro do Pingo Doce foi dar um abanão
desnecessário e inútil nessa fragilidade,
feito a partir de uma posição de força de
quem pode escolher, contra a fragilidade de
quem não pode.”

 

Estado de negação

Numa análise que pecará por superficial, parece evidente que os seguidores de algumas ideologias políticas estão, desde há uns anos, completamente à nora para continuarem a sustentar premissas e valores completamente vetustos e, principalmente, desadequados.

Os tempos mudam, e as mudanças não lhes foram generosas. O que outrora parecia, alegadamente, a justiça e a harmonia feitas ideal político, hoje mais não é que um aglomerado de protestos e críticas que se fundamentam já não numa tese única e estrutural que lhes dava consistência e mérito, mas antes num desesperado desejo de sobrevivência política. Já não trazem nada de novo, válido ou exequível. Desistiram de participar. Aceitaram, cobardemente, o império da crítica sem alternativa séria, a supremacia da reprovação populista abrigada na impunidade de quem, voluntariamente, prescinde da responsabilidade de governar ou de, algum dia, vir a governar o País. [Read more…]

Feliz Dia do Trabalhador!

Versão Continente

Natal é sempre que o Homem quiser, certo?

Então estou certo que a nossa direita tão moderna não verá qualquer problema se a Jerónimo Martins repetir a gracinha no dia de Natal, certo?

Pensar pouco sabe tão bem

A direita básica não quer pensar sobre o que se passou ontem no Pingo Doce. Prefere contentar-se com uma possível derrota dos sindicatos, opta por se congratular com o exercício da liberdade consumidora ou consumista numa homologia ansiada com o funcionamento dos mercados, acusa a esquerda caviar de olhar de cima para a povo que lutava, com toda a justiça dos deserdados, por poupar e antevê, gozosa, o regresso ao tempo em que os trabalhadores estavam proibidos de comemorar o Primeiro de Maio.

A sociedade faz-se, também, de simbolismos. Depois de milhares de anos em que nem os trabalhadores pensavam que tinham direitos, depois de eras sobre eras de pirâmides e conventos sofridos por muitos para glória de poucos, os proletários descobriram que tinham os mesmos braços, as mesmas pernas e o mesmo sangue dos faraós, dos reis e dos patrões. Deu-lhes para pensar que a vida não é só trabalho e que o trabalho só é produtivo se for doseado, mas levou muito tempo a obrigar a sociedade a convencer-se disso. É essa conquista que se comemora no Primeiro de Maio, independentemente de dever ser feriado, dia santo ou dia de trabalho.

O problema, ó dextros distraídos, com aquilo que se passou no Pingo Doce não está na justíssima vontade de pagar menos ou de vender mais. O problema está no desprezo progressivo pelos direitos, na absoluta falta de sensibilidade, na exploração comercial da miséria que se tem avolumado com a incompetência de governantes e opositores (como lembra, de modo lúcido e luminoso, o nosso Palavrossvrvs) e está, sobretudo, nas consequências imprevisíveis e previsivelmente explosivas. Entretanto, Assunção Cristas, pobrezita, assustada, talvez por saber que faz parte do problema, finge que o resolve, usando a lei como ilusão.

Pela parte que me toca, vou pensando e duvidando com o lado esquerdo. É o suficiente para não ficar descansado com o que se passou no dia 1 de Maio de 2012.

Assunção Cristas e a Lei Pingo Doce

Governo quer aprovar nova lei para evitar promoções inesperadas

Fantástico! Mais um exemplo como neste país se faz de conta que os problemas se resolvem com novas leis. A Ministra Pingo Doce é mais uma a legislar a granel.

Força-Tarefa Para que Tires o Dedo do Cu

Não posso ir a manifestações quando tenho fome. Se me anunciam tumultos, pelo andar da carruagem nacional, recordo que não os patrocino com a barriga vazia, tal como não me meto em problemas, se transido de apetite. Tampouco me introduzo nas lojas Pingo Doce se percebo que é para horas de seca, pois sei que terei ainda mais fome e o tempo de qualidade faz-me falta. Gosto de promoções, coisa que partidos e sindicatos não fazem, tiram-nos tudo, a esperança principalmente. Sou precário. Semidesempregado. Quando vejo os sindicalistas portugueses discursar, reparo que têm razão, mas não têm soluções nem trazem um farnel para repartir connosco. Se lhes pedir um pão, oferecem-me um cigarro. E eu não fumo. Os sindicalistas portugueses em geral estão gordos e ficam muito direitos de braços cruzados atrás dos discursos de impotência do líder, a barriga muito proeminente e o bigode, aquele bigode com trinta anos de recorte, flanando à brisa chuvosa da tarde. Precisava de uma Esquerda que fosse às compras ao Pingo Doce sem preconceitos e me oferecesse um brinde e um bónus: um saco de café, um saca-rolhas; que todas as semanas tivesse uma iniciativa inteligente de protesto que fizesse pensar os media domados e os indomáveis aprendizes de governante e não bloqueasse a economia porque economia é eu ter menos fome ou não precisar de tê-la. Seria lindo que a nossa Esquerda Petrificada tirasse o dedo do cu e organizasse boicotes selectivos a uma qualquer gasolineira alternadamente a fim de todos obtermos efeitos e ganhos práticos, preços em declínio, qualquer coisa onde de repente as massas inexistentes nas praças do protesto nulo fossem milhões de indivíduos unidos num propósito comum, milhões de pessoas a agir com pouco esforço e nenhuma fome. Palavra de ordem: partilhar ou morrer inchado. Entrei ontem animoso por uma loja Pingo Doce adentro, furando entre uma multidão de ventres reciprocamente prensados. Ia carregado de sacos levados de casa e desisti ao fim de cinco minutos. Tive inveja, infinita inveja, dos que se precaveram. Eu me não precavi. Invejei os que ficaram nas filas de muitos metros para muitas horas, com o carrinho a abarrotar de fruta, de enchidos, de suculentas partes de frango assado. As fraldas que não comprei! A carne que nunca vejo. O leite que sabe Deus! Deus sabe com que sorriso amarelo abandonei a loja.

1 de Maio, Dia do Consumidor

A Hipocrisia, Irrita-me

Foram ao café, à pastelaria, ao restaurante … e depois queixaram-se, dizendo de tudo um pouco (mas mal, só mal), porque o Pingo Doce abriu as portas, com ou sem saldos e/ou promoções.
No fundo, esta é o tipo de gente que temos no nosso País.
Isto é “O RETRATO DE PORTUGAL”

Paulo Ferreira, o “Homo Pingusdulcis”

A minha passagem pela catequese, mesmo depois de abandonar a Igreja, e a escolha de ideais de esquerda, mesmo sem frequentar nenhuma das suas igrejas, fizeram de mim um crente na solidariedade como pilar da sociedade. Não partilho, portanto, do entusiasmo marialva na sociedade como selva competitiva, repugna-me a imagem do homem predador do homem e tenho a mania de que é importante conceder direitos aos cidadãos, em primeiro lugar, porque é humano, e, depois, porque isso contribui para a paz social e para a produtividade.

Acredito, de qualquer modo, que são vários os caminhos para se chegar a estes ideais e não me custa acreditar que, para isso, o bom senso bastaria, sendo dispensáveis ideologias ou religiões. [Read more…]

As hordas de zombies e a catrefa caviar

O departamento de marketing do grupo [Pingo Doce] está de parabéns: a maioria das lojas ficou em estado de sítio com a horda de zombies consumistas que esvaziaram prateleiras e lutaram por um pedaço do sonho proporcionado pelo magnânimo Alexandre Soares dos Santos, um dos pais da pátria. Sérgio Lavos

Este post repugna-me. Pessoas que aproveitaram para fazer render os seus escassos euros nestes tempos difíceis são uma «horda de zombies consumistas» para o autor. É mais do que sabido que o Pingo Doce é um local onde se compram luxos como margarina, leite e fraldas. Ah!, e papel higiénico, como alguém lá referia no post. Que escândalo, os pobres ainda não usam os dedos, onde é que já se viu?

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Das duas uma:

Ou o Pingo Doce vendeu abaixo do preço de custo e isso é crime, ou então nos outros dias todos anda a roubar os portugueses e isso também é crime.

Qual é a sua opção?

E não me parece que tenha sido o fim do mundo! O fim da vergonha ainda estou como o outro… Ainda bem que o Pingo Doce é uma empresa holandesa.