É o capitalismo, estúpido

continenteJá tivemos algumas experiências semelhantes no Aventar:  um artigo que denuncia uma situação serve de rastilho para outras denúncias que explodem na caixa de comentários. No L’obéissance est morte desabou um verdadeiro continente sobre as práticas laborais da família Azevedo, gente que passa por honesta e honrada (e não foi bem assim que o pai Belmiro se lançou nos negócios).

Da compilação que fizeram, seleccionei alguns exemplos do capitalismo neoliberal em todo o seu esplendor. Também podia chamar a isto cambada de filhosdaputa, ou parafraseando Boris Vian, havemos de vos cagar em cima, a empresa até é do norte, mas fiquemos pelo capitalismo. Este é mesmo selvagem, ainda é ilegal, mas fica impune. Testemunhos do Homem Sonae, como lhes chamou em tempos Belmiro: [Read more…]

Altruísmos

AI COIMBRA

Um dos tiques mais irritantes da comunicação económica e empresarial dos nossos dias – tributário do “politicamente correcto” que tantos veneram – é a persistente ideia de que uma empresa abre, não para ter lucro mas para, de modo altruísta, “criar postos de trabalho”. Agora mesmo foram autorizados em Coimbra – com potenciais efeitos devastadores sobre o tecido social e económico da cidade – mais dois hipermercados em pleno tecido urbano central da urbe, um deles na sua avenida axial. E como se comunica a golpada?

“Duas empresas vão criar em Coimbra 100 postos de trabalho”. O habitual servilismo jornalistico não cuida de saber quantos empregos esta operação vai destruir – obviamente muitos mais do que os que vai criar -, quais os seus efeitos funestos no pequeno comércio da baixa coimbrã e na relação dos habitantes com as áreas mais nobres da sua cidade. Que lhes importa isso se – não sei se já vos disse… – vão ser criados 100 – postos -100 de trabalho? Digamos todos em coro: “Obrigado, sr. Belmiro!”.

Florinda Ferreira da Silva

Começa um gajo o seu 24 de Abril com a habitual chuva intermitente e leva com isto na paragem do autocarro:

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vulgar publicoisa do mais surpreendente  gamador e vencedor do PREC, Belmiro, o verdadeiro continente do sucesso, entre o golpe  e a comissão de trabalhadores, de um extinto banco aos aglomerados de madeira ou versa-vice, e logo no rodapé dá o mesmo gajo  com o nome da avó. [Read more…]

Era cadeia…

Agora é com o azeite. Ontem com a carne. Amanhã será com o quê?

Uma das amostras nem era azeite, quanto mais extra virgem. E depois é ver a aldrabice, segundo a notícia, reparem bem:  As marcas «Auchan» (DOP Moura), «É» (Continente), «Grão Mestre» e «Naturfoods», que se apresentam no rótulo como «azeite virgem extra», deveriam, segundo a associação de defesa dos consumidores, «ser classificadas como azeite virgem apenas».

É brincar com os consumidores. É brincar com coisas muito sérias. E no final, uma multa resolve tudo e ninguém vai para a cadeia.

Talvez para umas sopas de cavalo cansado (e sim, há quem precise de regressar às aulas)

Feliz Dia do Trabalhador!

Versão Continente

Passos Coelho contratado por Belmiro de Azevedo

Pedro Passos Coelho, à semelhança de Cavaco Silva, tem dificuldades em pagar as despesas. Assim, com o objectivo de aumentar o orçamento familiar, terá decidido aceitar o convite da Sonae para participar numa campanha publicitária dos hipermercados Continente. O responsável pela campanha declarou ao Aventar que “pedimos ao Pedro que usasse uma roupa simples, nada de fato e gravata, numa homenagem à classe média desaparecida.” Pedro Passos Coelho comprometeu-se, ainda, a assistir a um concerto de Tony Carreira e passará a fazer presenças em discotecas, na qualidade de “Homem Sonae”.

“ARMAS” Abandonou

A MADEIRA ESTÁ MAIS LONGE
O navio “ARMAS” que durante cerca de seis anos (desde 2006) fez a ligação marítima de transportes regulares de passageiros entre o continente (Portimão) e a  ilha da Madeira (Funchal), deixou de o fazer.
Como não poderia deixar de ser, a culpa cai no Governo Regional, que não deu ao armador espanhol as condições que este entendeu por necessárias para efectuar esse serviço.
Também como não poderia deixar de ser, independentemente da razão que eventualmente lhes possa subsistir, a oposição política e algumas associções empresariais acusam igualmente os governantes  regionais de protegerem e beneficiarem o Grupo Sousa,  concessionário das operações portuárias do arquipélago e com o monopólio da ligação marítima entre as ilhas da Madeira e do Porto Santo.
Quem fica a perder é o arquipélago, cujos habitantes deixam de ter uma via mais económica de acesso ao continente e às Canárias, aumentando o nível de vida, fazendo diminuir o emprego e aumentando o isolamento (parte das conclusões de uma petição pública colocada na Internet subscrita por muitos cidadãos).
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O caruncho

Foi anunciado pelo Tribunal de Contas (TC) que o endividamento financeiro do arquipélago da Madeira é de € 963,30 milhões de Euros, tendo aumentado € 99,40 milhões de Euros.
Tal amontoar da dívida mina a sustentabilidade financeira daquela região insular do país e é, como fiel cópia do que se passa no continente, um exemplo claro de sucessivos erros de gestão do erário público, ao ponto de se pedir emprestado para se pagar empréstimos.
Lá, como cá, a lógica das carreiras políticas feitas à base do orgulho no estandarte de “homens de obra feita” deu nisto: muito betão e muito ferro que está a ser pago à custa da contracção de direitos sociais e laborais, do aumento dos impostos sobre o trabalho e da perda de soberania.
Um dos mais importantes instrumentos de combate a esta lógica despesista transversal a toda administração política do país é o TC, o qual deveria ser munido de efectivos poderes punitivos. É tempo de se promover a necessária revisão constitucional, de molde a atribuir ao TC autonomia financeira, bem como poderes sancionatórios sobre os titulares de cargos políticos ou sobre os gestores públicos, que actuem com grosseira negligência ou façam gestão ruinosa dos dinheiros públicos.
Mais do que nunca – como se pode ver pelo crescente poder das agências de notação financeira -, as decisões políticas ou públicas que agravam a dependência do financiamento externo, são matéria criminal de lesa-pátria.

(Publicado no semanário famalicense “Opinião Pública” a 10/09/2011)

Alastramento oceânico

alastramento oceânico

(Tentativa de resposta a uma questão do Luís, não por um especialista, como já disse, mas por um curioso como eu)

A costa oriental do continente sul-americano e a costa ocidental do continente africano, encaixam-se perfeitamente como se de duas peças de um puzzle se tratasse. Um facto que toda a gente observa. Diz o Luís que dá que pensar, e dá. Todavia, a explicação, do ponto de vista teórico, parece óbvia e interessante, e denomina-se “alastramento oceânico”. Um ovo de Colombo, que, como todos os ovos de Colombo, só se abrem na cabeça dos génios. [Read more…]

Faltam 422 dias para o Fim do Mundo…

…e enquanto ele não chega vamos ficando a saber que a economia portuguesa perdeu mais uma década, mais dez anos de tempo perdido, mais dez anos de incompetência e laxismo. Por sua vez, os privados continuam a investir forte nas suas marcas e a lutar por um lugar ao sol. Quanto aos responsáveis políticos nacionais, como se pode ler, estão bastante preocupados…na destruição de escutas, no diz que disse e nas mais diversas confusões judiciais.

Por último, como as grandes dores são mudas, não posso deixar de referir dois apontamentos de imprensa sobre a vergonha de ontem.

Mas nada como uma música para animar o dia. Fiquem bem e regalem os olhinhos, meninos e meninas, para a polémica do momento:

O Símbolo perdido é muito caro

Hoje, por questões de agenda familiar fui "obrigado" a passar uma horita na FNAC. Para aproveitar o tempo resolvi pegar no livro do Dan Brown " O símbolo perdido".

Li e reconheci nos primeiros cinco capítulos o mesmo autor de Código Da Vinci, de Conspiração, de Fortaleza Digital ou de Anjos e Demónios.

Convencido a fazer a aquisição, olhei para o preço… 22,46€.

Achei!

Acho!

MESMO.

Um exagero – na moeda antiga quase 4 contos e meio por um livro…

Pensei, é por ser na FNAC… erro… Continente, Wook, Bertrand

O melhor da concorrência em Portugal! O mesmo preço em todas!

Conclusão: fico à espera da próxima seca que levar no Shoping para continuar a minha leitura!

Nota: será que a Srª Ministra, mulher dos livros, poderá olhar para isto com alguma atenção? Em vez de nos dar a possibilidade de comprar portáteis a 150 euros poderia criar melhores condições para que os professores pudessem ler mais, por exemplo, através das bibliotecas das escolas… Digo eu, que não percebo nada disto.