Isto vai de certeza acabar bem…

O Governo alemão chegou a um acordo para reduzir o salário mínimo dos trabalhadores qualificados naturais de países fora da União Europeia e que são contratados por empresas da Alemanha, dos actuais 66.000 euros anuais para 44.800 euros. [Público]

Jorge Sampaio, em Berlim, responde a Angela Merkel

Jorge Sampaio, enquanto Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações, apelou hoje em Berlim à criação de cidades interculturais e interétnicas na Europa. O apelo acontece no mesmo país e na mesma cidade onde Angela Merkel declarou, há uma semana, “oficialmente” morto o multiculturalismo na Alemanha.

Obviamente que Jorge Sampaio sabe e “pesou” a oportunidade das declarações. A este tema da multiculturalidade e da interculturalidade (que não são a mesma coisa) e algumas das suas “subtilezas”, prometo voltar brevemente.

PS. Eu sei que a notícia é recente mas, até este preciso momento, apenas o Açoriano Oriental e o Aventar dedicaram umas linhas ao tema. No tempo da “actualidade instantânea” a imprensa online portuguesa parece andar, uma vez mais, aos gambozinos.

Texto enviado pelo amigo Dr. Santos Graça

A frase do dia

 

Acreditem, disse-a Angela Merkel

 

Raramente tão poucas palavras disseram tanto ou, pelo menos, propiciam tantas reflexões sobre quem diz e porque o diz e que, sendo quem é e vindo de onde veio, é capaz afrontar neste termos um dominante mundo de clichés, caricaturas e simplificações. Essas palavras estão hoje no final de uma peça na página 6 do Público e foram ditas pela actual Chanceler da República da Alemanha, Angela Merkel, cuja família – segundo biografia no mesmo jornal se mudou em 1954 da República Federal Alemã para a República Democrática Alemã.

 

«No entanto, se era uma ditadura do proletariado, não era tudo preto ou branco", concluiu Merkel. "Eu era feliz e não quero esquecer esses 35 anos da minha vida."