Que país?

 

“Se o governo estivesse mais liberto do peso da esquerda o país ganharia.” – António Saraiva, presidente da CIP (2018)

“A vida das pessoas não está melhor mas o país está muito melhor.” – Luís Montenegro, PSD (2014)

A maioria parlamentar e o salário mínimo

O adjectivo “mínimo”, numa expressão como “salário mínimo”, deveria servir para classificar um montante que permitisse a quem o recebe um mínimo de dignidade. Na realidade, tendo em conta o custo de vida em Portugal, sabemos que isso não é verdade.

Há dois dias, o arco da governação chumbou uma recomendação do PCP para que o ordenado mínimo passasse para 650 euros. As razões apontadas por esta gente, para quem país e cidadãos são compartimentos estanques, correspondem a jogos florentinos de quem está sempre do lado dos mais fortes.

O CDS, fiel à voz do dono, criticou a proposta do PCP, considerando que se trata de uma “prova de vida”, o que é sempre muito fofo da parte de um partido que se lembra de pensionistas e de agricultores em anos de eleições.

Pergunto-me o que leva as vítimas de sucessivos assaltos a dar maioria absoluta aos assaltantes, essa sim, uma geringonça com mais de quarenta anos.

Chorai, miseráveis!

e contemplai o Céu em adoração!

Ordenado mínimo abaixo dos mínimos

Segundo a CGTP, o salário mínimo, caso tivesse sido actualizado desde 1974, seria, actualmente, de 1268 euros, tendo em conta a inflação e a produtividade.

Não possuo dados que permitam confirmar ou desmentir esta afirmação, mas parece-me óbvio que, tendo em conta os factores apontados, o salário mínimo não poderia corresponder ao valor actual. Também me parece óbvio que uma pessoa, em Portugal, não pode viver, mal pode sobreviver, com o actual salário mínimo. Mais: quem ganha o dobro do salário mínimo, consegue sobreviver, porque viver é outra coisa.

Se, numa família com dois ou três filhos, houver dois salários mínimos, chegamos a um ponto em que o único pensamento é o de saber como chegar ao fim do mês com as contas todas pagas, num exercício de malabarismo cansativo ao ponto de ser desumano.

Os empresários também são gente, é verdade, e também têm contas para pagar, são também assaltados por um Estado que está ocupado, há vários anos, por gente que está ao serviço de interesses privados poderosos.

É tudo muito complexo, é certo, mas, num país civilizado, é preciso, no mínimo, pensar nas pessoas, a única razão de ser de um país, ao contrário do que gente indiferenciada chegou a afirmar.

A luz de Centeno

O percurso político do actual ministro das finanças pode considerar-se atípico. Atípico e meteórico. Na verdade, em apenas dois anos, Mário Centeno passou de anónimo técnico do Banco de Portugal – e presidente do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas Macroeconómicas – a companheiro de selfies da senhora Lili Caneças, Ministro das Finanças da República, Presidente e CR7 do Eurogrupo e cativo da tribuna presidencial do estádio da Luz. Há que reconhecer que não abundam os casos de tão rápida e íngreme escalada social.

Há quem assegure, como é o caso do senhor Primeiro-Ministro, que a rápida ascensão ao estrelato de Mário Centeno se deve exclusivamente ao seu talento invulgar, talento esse que terá ficado demonstrado no milagre operado na economia e nas finanças portuguesas, bem como em diversos indicadores estatísticos – uma das especialidades de Centeno – que dão corpo a esse milagre.

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Centemo-nos

A nomeação de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo é não só uma vitória de Portugal, mas uma bela lição ao arrogante holandês Dijsselbloem. É que o salário mínimo em Portugal vai subir para os 580 euros, enquanto na Holanda são apenas 1580.

Como diria o outro: carrega Centeno!

Ri-te agora, Passos

Foto: Miguel A. Lopes/Lusa@Expresso

Este é Pedro Passos Coelho, o deputado que, segundo o Expresso, chorou de rir na estreia de Mário Centeno. Na imagem, também do Expresso, podem efectivamente vê-lo a rir, com aquele ar maroto de Diácono Remédios, secundado por dois outros deputados, também eles a esboçar um sorriso, que o Centeno era (e é) um tipo extremamente engraçado.

Suspeito, porém, que os motivos para sorrir comecem a ser cada vez menos. Disseram-nos que o fim só não estava próximo porque a experiência não duraria um mês, depois dois, meio ano, um Orçamento de Estado, mas o tempo passou e a profecia não se cumpriu. Afinal o fim estava mesmo próximo e o destino que nos esperava estava algures entre a Venezuela e a Coreia do Norte, controlado por perigosos comunistas e bloquistas que afugentariam todo e qualquer investidor. Que fariam o desemprego disparar. Que fariam o défice disparar. Que deixariam a economia de tal forma arrasada que o único cenário possível seria um novo resgate. [Read more…]

A TSU e a hipocrisia do PS

Nem vou falar do PSD de Passos Coelho. Porque já vimos o que foram os 4 anos da sua governação, porque sabemos aquilo que a casa gasta e, sobretudo, porque não gosto de bater em mortos. Mesmo aqueles que ainda não foram enterrados.
No fundo, em demasiados aspectos, o PS não é muito diferente do PSD. Relembre-se que na Oposição, foi sempre contra a redução da TSU. E o próprio António Costa nunca falou da TSU como contrapartida para o aumento do Salário Mínimo. Nem na campanha para as primárias do PS, nem na campanha para as Legislativas de 2015, nem em nenhuma outra altura.
Vêm agora dizer-nos que foi o Presidente-da-República-estacionador-nos-lugares-de-deficientes que esteve na base da medida. É igual ao litro. Esse senhor não tem poderes legislativos e só pode patrocinar seja o que for se o Governo estiver pelos ajustes.
Pelos vistos, esteve. Nem que para isso tivesse de rasgar os acordos com os parceiros de Esquerda (propositadamente?), onde assumia expressamente «a reavaliação das reduções e isenções da TSU».
Com efeito, o PS reavaliou as reduções da TSU. Só que para baixo.

E o governo agradou aos gregos quanto ao salário mínimo. Que se lixem os troianos.

Como não é possível agradar a ambos, o governo escolheu agradar aos patrões, generosamente, ainda mais do que se antevia, em troca de uns tostões no salário mínimo. A TSU vai baixar 1,25 pontos percentuais, o que significa que os patrões, não precisam de reflectir os ganhos nos salários.

Como não existem milagres, a Segurança Social leva um rombo, que há-de ser compensado com menos anos de reforma, graças a mais anos de trabalho, ou com mais cortes nas reformas e nos apoios sociais. Ou em ambos!

Dirão que a política é feita de compromissos, mas isso implica  cedências em ambas as partes. Não é o que se passou nesta negociação. Com esta redução na TSU, os trabalhadores perdem muito no longo termo.

Há, ainda, um spin engraçado que afirma que o Passos teve uma enorme oposição quando tentou mexer na TSU e que agora isso não aconteceu. Como spin que é, não diz a verdade toda. Passos tentou baixar a TSU em maior dimensão e sem nenhuma vantagem para os trabalhadores. Na verdade, estes, juntamente com os pensionistass, até estavam a ver os seus rendimentos cortados. Mexer na TSU e aumentar o salário mínimo não é uma solução boa, mas cortar na TSU e nos rendimentos ainda é pior. Só para que conste.

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A discussão sobre o salário mínimo não é uma excentricidade nacional. Veja-se este exemplo nos States, realçando o que é o spin e o que é a realidade.

Governo violou Acordo à Esquerda

A deputada do Partido Ecologista “Os Verdes” afirmou hoje, na Assembleia da República, que o Governo, ao decidir diminuir a Taxa Social Única das empresas, violou o acordo estabelecido com aquele partido na formação da maioria parlamentar que constitui a Geringonça.

António Saraiva, o perturbador social

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Em Maio, perante o anúncio da CGTP, que se preparava para uma “semana de luta”, António Saraiva afirmou, aos microfones da TSF, que não era “pela conflitualidade, pela greve, pela perturbação social” que se resolviam os problemas dos trabalhadores. A resposta estava no diálogo.  [Read more…]

Afinal ainda se cumprem promessas eleitorais

Salário mínimo sobe para os 530€ a partir de 1 de Janeiro. Qualquer dia temos os contribuintes de alto rendimento a pagar impostos a sério e ainda nos arriscamos e ser um país menos desigual.

Febre eleitoralista

Enquanto o homem que nos aldrabou regressa ao discurso do “que se lixem as eleições”, o protagonista do episódio mais aproximado a uma bebedeira parlamentar vem defender o aumento do salário mínimo em 2016. Reles mas legal.

Correlações

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Um economista finlandês decidiu analisar a correlação entre o tamanho do órgão sexual masculino e o crescimento económico. Foi desta anedota do reino das correlações idiotas que me lembrei quando Carlos Guimarães Pinto garantiu, com gráficos e tudo, que o miserável aumento do salário mínimo já tinha provocado desemprego em Portugal, piadola  de que o João Mendes já aqui se ocupou.

O tema é velho: enviesando um estudo tudo  é possível e concluímos o que nos apetece. Se pensarmos um bocadinho percebemos como o anunciado regresso da Grécia a uma salário mínimo na casa dos 700 euros é uma medida de crescimento económico: primeiro porque empresas que não o podem pagar merecem a falência, quem não obtêm proventos suficientes para prover com um salário minimamente digno os seus trabalhadores que se dedique a outra coisa, que não o esclavagismo. E segundo porque esse aumento dos salários vai ser gasto, logo como é óbvio vai aumentar a procura o que, dizem as regras, estimula a oferta, etc. etc.

Ora, e no entretanto, dizem que o desemprego baixou em Portugal, ou seja, aumentaram a formação e os estágios com que os números são aldrabados, e o governo investe directamente na economia, pela pior forma, baixando os custos com o trabalho.

Aguardo portanto um gráfico do Carlos Guimarães Pinto demonstrando que o salário mínimo em Portugal já desceu novamente. O que, verdade se diga e permitindo a legislação patronal recorrer a vários truques para não o aplicar (basta contratar formalmente a meio tempo e na prática aplicar tempo inteiro à vítima), confere com a realidade.

Quem tem medo do salário mínimo mau?

Salário Mínimo

Disposto a correr o risco de questionar o distinto “economista, consultor de gestão e comentador de coisas” Carlos Guimarães Pinto (CGP), devo confessar que fiquei surpreendido pela superficialidade dos argumentos usados para literalmente responsabilizar o modesto e eleitoralista aumento do salário mínimo pela inversão da trajectória “mágica” dos números do desemprego em Portugal. Leigo que sou, estava convencido que tivesse sido obra das forças obscuras que se movem por trás dos arbustos para armadilhar a cruzada heróica e patriótica de Passos Coelho e entregar de novo o poder aos sinistros socialistas.

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SG, UGT (II)

Carlos Silva, secretário geral da UGT, garantiu-nos a todos que o aumento do salário mínimo “era pouco, mas era um sinal”. Um sinal?! Fiquei em pulgas para saber se o líder sindical tinha tido, em êxtase místico, uma revelação, se era mais um vislumbre obtido nas artes de bruxaria, se se trata de uma complexa operação de física quântica ou se, mais prosaicamente, o sinal é coisa do foro dermatológico.. Por favor, Carlos Silva, não nos deixe nesta dúvida!…

SG, UGT

O secretário geral da UGT veio esclarecer-nos do feliz facto de um trabalhador brindado com o aumento de salário mínimo poder agora pagar uma explicação ao seu filho. Uma. É mais ou menos o mesmo que dizer-lhe que pode comprar uma colcha de chita para a sua cama estilo Luís XIV

Mínimo, mesmo

É sempre a tal história: vem um e do seu optimismo retira que o copo está meio cheio; outro dirá, a partir do seu pessimismo, que o copo está meio vazio. Raramente se dá a merecida consideração ao que, usando a sua razão, diz que o problema é o copo ter o tamanho desadequado. É o que se está a passar com o salário mínimo. Uns dizem que um pequeno aumento é uma festa e um grande favor do patronato (raramente o reclamam com vitória). Outros reafirmam que isto é demais e as empresas não aguentam. E ambos atacam agressivamente os que, quanto a mim com razão e bons argumentos, defendem que o aumento é desadequado, por ser insuficiente.

Dizem que é um governo liberal – III

-O governo mais liberal incompetente de sempre anunciou uma redução no défice, apesar do aumento da despesa na administração central, graças ao brutal crescimento da receita fiscal. No mesmo dia em que aumenta o salário mínimo, começando assim a campanha eleitoral…

A memória ainda não é assim tão curta

Depois de terem escolhido ir além da troika, optando por metas mais agressivas do que o acordado, e de terem por estratégia equilibrar as contas públicas através a redução de rendimento dos portugueses, vem o PSD/governo/CDS dizer que discorda da troika.

“Nós respeitamos sempre as
opiniões de todas as instituições. É
sabido que eu tenho há muito
tempo uma divergência latente com
muitas das posições do FMI.
Discordo frontalmente dessa
opinião do FMI sobre o salário
mínimo”, declarou Marco António
Costa à Lusa.

O chefe de missão do FMI Subir Lall
afirmou na segunda-feira ser
“prematuro especular sobre o
aumento do salário mínimo”. Uma
declaração que mereceu resposta
por parte do vice-primeiro-
ministro, Paulo Portas, ao reiterar
a disponibilidade do Governo para
discutir o aumento do salário
mínimo no momento em que o
programa de assistência financeira
está a terminar. [P]

Acredita quem quer que isto não é conversa eleitoral por parte do partido liderado por aquele que declarou estar-se nas tintas para as eleições.

Ainda sobre o salário mínimo

Obviamente que discordo do José João Cardoso e também do Vítor Cunha. Um e outro têm estado entretidos a esgrimir argumentos económicos contra e a favor o aumento do salário mínimo ou até a necessidade da sua existência. Ambos esquecem no entanto algo importante, diria mesmo fundamental. O direito individual. Se eu quiser trabalhar sem remuneração, ou por valor residual, devo ser impedido de o fazer? Nesta matéria entendo ser perfeitamente dispensável qualquer legislação. Cada trabalhador saberá melhor que ninguém o que pode ou não aceitar. Todos temos um valor abaixo do qual nem sequer mexemos um dedo. Só isso! A questão económica deriva da liberdade individual e não o contrário, como determina a existência de legislação, que tem o efeito perverso de colocar as pessoas no último lugar.

FAQ: Salário Mínimo

salario-minimo

O salário aumenta o desemprego?

Provoca e não provoca aumento de desemprego. Os empreendedores do salário miserável podem ter de fechar a loja, porque mais uns euros por ano fazem falta para as suas férias e há sempre outro negócio para montar. Mas, por pouco seja, aumento de salário é aumento de consumo interno, os beneficiários não fazem férias no estrangeiro, logo novos empregos vão ser criados.

Mas não há uns estudos sobre isso?

Há, se só estudarem o impacto do salário no encerramento de empresas chegam a uma conclusão. Se estudarem tudo, chegam a outra.

Porque é o nosso salário mínimo, e o médio, tão baixo?

Porque os patrões portugueses são dos mais calaceiros da Europa, investir tá quieto, conhecimentos de gestão, não faltava mais nada, a 4ª classe chegou-me perfeitamente para chegar onde cheguei, pá. [Read more…]

O puto explorador – de pequenino se torce o pepino

Quer lá saber que os operários ganhem o ordenado mínimo. Desde que venda as suas camisolas.

Até os patrões…

tem sentido neste momento discutir este tema do salário mínimo

João Vieira Lopes, presidente da CCP

Nem Demagogia, Nem Populismo, Nem Excitações Parlamentares

salárioCom a abstenção, na votação, o PS tenta acertar noutra.

Estarão desesperados?

Eu também não sei alemão

O Governo alemão chegou a um acordo para reduzir o salário mínimo dos trabalhadores qualificados naturais de países fora da União Europeia e que são contratados por empresas da Alemanha, dos atuais 66 mil euros anuais para 44.800 euros.

Escreve a Agência Financeira e a Lusa retransmite para vários jornais online repetirem. A fonte da notícia  é que não está de acordo. Até sem saber alemão lá se chega: trata-se não de salário mínimo mas do rendimento mínimo para se ter autorização de trabalho, que será mais baixo,  e também se  aumenta o tempo de estadia na Alemanha para quem está à procura de trabalho (que passa a ser de 6 meses). Além disso na Alemanha nem sequer há salário mínimo.

Eu também não sei alemão mas leio os comentários de quem sabe no artigo do Público, por exemplo, confirmo com um tradutor automático, riu-me, ah, e também não sou jornalista.

Isto vai de certeza acabar bem…

O Governo alemão chegou a um acordo para reduzir o salário mínimo dos trabalhadores qualificados naturais de países fora da União Europeia e que são contratados por empresas da Alemanha, dos actuais 66.000 euros anuais para 44.800 euros. [Público]

É muito fácil encontrar profissionais sérios e competentes por menos de quatro mil euros, desde que não sejam gestores, claro!

Nogueira Leite: “É muito difícil encontrar um gestor sério e competente por quatro mil euros”

Uma questão de baixeza

O Secretário de Estado do Emprego, Pedro Martins, terá dito hoje que “em termos relativos, o salário mínimo não é realmente baixo em Portugal”.

Nem me importa saber quais são os estudos em que se baseia semelhante afirmação. Nem sequer a valia académica ou certeza objectiva dos mesmos.

O que eu valorizo mais é a pena que tenho de não se poder conceder, a quem afirma tal coisa, a oportunidade de provar no plano real as afirmações que faz. Ou seja, dar a oportunidade a Pedro Martins de viver com o salário mínimo.

Não tardaria que fizesse de tais estudos o uso reciclado de papel higiénico. Até mesmo por necessidade.

Já agora, a notícia era comentada com o facto de ter havido deputados que deram gargalhadas perante tal afirmação. É espelho de quem se diz representante do povo na casa da democracia: não deviam ter rido, mas, sim, vaiado. Porque a miséria não admite graças.

Trinta e Três Cêntimos Por Dia

UM PAÍS SEM VERGONHA NA CARA
O salário de miséria que os Portugueses têm como mínimo vai subir em 2011. Grande vitória dos trabalhadores Portugueses e de quem os representa e lidera.
Todos tinham acordado em que passaria a ser de quinhentos euros, havendo assim uma subida de vinte e cinco euros por mês para cada trabalhador nessas condições. Só no Norte do País, trinta e oito por cento dos trabalhadores estão nessa situação.
Mas atenção, estamos em crise. Crise de valores, de empregos, de lucros e de mais uma dúzia de coisas, e por causa disso, o (des)governo e os sindicatos da cor dele com o senhor João Proença à frente, aceitaram uma subida faseada desse aumento. Assim, [Read more…]