O Cavalo de Tróia da Economia Social

Quem estivesse atento aos protestos dos colégios privados, teria reparado numa certa desproporção entre a intensidade e a amplitude desses protestos e o efeito real das medidas tomadas pelo Ministro da Educação que, na verdade, afectam apenas uma pequena parte do conjunto de instituições privadas de ensino com contrato de associação.

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Filas há muitas (2)

filas marcar consulta amadora

Junção de 2 fotogramas da reportagem da SIC, para ser ver a totalidade da fila para marcação de uma consulta no Centro de Saúde da Amadora em 31 de Março de 2015.

“Não temos de estar em filas para levantar dinheiro”, disse o líder parlamentar do PSD. E para marcar uma consulta, já conta? E para a sopa dos pobres?

Filas há muitas

montegro

No país do sucesso, há filas que o líder do parlamentar do PSD não quer ver.

[foto da direita]

A distância entre o bem invididual e o bem comum

A Constituição da República Portuguesa diz, no seu artigo 1: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

A fonte deste texto é a revisão constitucional de 1989. A redação originária era, após a Primeira Constituição nascida em 1976, a seguir à alegria e a bebedeira da liberdade da Revolução dos Cravos: Portugal é uma República soberana, baseada na dignidade da pessoa humana e na vontade popular e empenhada na sua transformação numa sociedade sem classe. A revisão constitucional de 1989 mudou o artigo, retirando a frase sociedade sem classes. O artigo 1 permanece como cito no começo do texto, após a revisão constitucional de 2005, para Portugal ser igual as outras Repúblicas da então denominada Comunidade europeia, hoje União Europeia. Como Doutor em Direito, especializado em Direito Criminal e em Constitucionalismo, interessa-me saber a história da nossa constituição.

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O programa eleitoral do PSD

De acordo com o que acabo de ouvir numa rádio, a versão Coelho do programa do FMI resume-se a isto: sopa dos pobres e privatizações. Parece que o estado ainda tem empresas que dão lucro, e se dá lucro privatiza-se. Parece que o estado ainda presta serviços públicos, um verdadeiro desperdício, serviços privatizados podem sempre dar lucro a um pobre qualquer, tipo Mello, que por sua vez pode muito bem organizar uns torneios de golfe para ajudar os pobrezinhos ainda não privatizados.

Em 1917 o golfe ainda não ajudava os pobres, mas já era assim:

A comissão de festas da Cruzada de Mulheres Portuguesas, realizou uma festa (venda de flores e rifas) no Jardim Zoológico de Lisboa, a favor da Sopa para os pobres, uma obra de beneficência do Século. Nas imagens de Benoliel: na barraca da Sopa para os pobres, entre outras, Angélica Pereira da Rosa, Camila Meireles e Eugénia Magro; e na barraca da Cruzada das Mulheres Portuguesas, Gabriela Aragão Morais, Ermelinda Cordeiro e Angelina Chagas.

Citado do excelente blogue Ilustração Portuguesa, que teve de sair do blogger acusado de pornografia. Realmente, se isto não é pornografia, parece.

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